Fórmula 1
Fórmula 1 é a categoria mais avançada do esporte a motor e é regulamentada pela Federação Internacional de Automobilismo. O "Campeonato Mundial de Pilotos", que se tornou o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA em 1981, tem sido uma das principais categorias de corrida em todo o mundo desde sua temporada inaugural em 1950. A palavra "fórmula" no nome se refere ao conjunto de regras às quais todos os carros dos participantes devem estar em conformidade. Uma temporada de Fórmula 1 consiste em uma série de corridas, conhecidas como Grandes Prêmios, que acontecem em todo o mundo em circuitos construídos para esse fim e em vias públicas fechadas.
A história da Fórmula 1 tem início com as competições de Grandes Prêmios disputadas na Europa, no início do século XX, apenas com uma pausa de 1939 até 9 de setembro de 1945, no Circuito de Silverstone, prosseguindo até a atualidade, sem interrupções e com 72 pistas usadas. Em 2010 foi marcado pela volta do heptacampeão Michael Schumacher e pelo retorno do nome Senna a Fórmula 1, com a chegada de Bruno Senna. Neste ano surgiram duas novas equipes: HRT e Virgin, e também o retorno da equipe Lotus. Esta temporada também foi marcada por várias mudanças no regulamento, entre elas estão: o fim do reabastecimento, o aumento do número máximo de carros inscritos (de 20 para 24), a ajuda da Formula One Management para novas equipes, o aumento do peso mínimo dos carros (605 para 620 kg), e alterações na utilização dos pneus. Este foi o último ano do uso do difusor duplo utilizado primeiramente em 2009 (banido a partir de 2011).
Anos 1950: O início
Seguindo os dirigentes do automobilismo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou a prova inaugural do campeonato mundial de F-1, em um sábado, 13 de maio de 1950 no Circuito de Silverstone, no Reino Unido, para não coincidir com um culto religioso local. O campeonato anunciado compreendia 6 GP's a serem disputados na Europa: Reino Unido, Mônaco, Suíça, Bélgica, França e Itália, e seria ainda adicionado o resultado das 500 Milhas de Indianápolis, tornando, dessa maneira, um campeonato "mundial" (apesar do fato de que os carros, equipes e pilotos que competiam nos EUA serem completamente diferentes dos da Europa). Devido às dificuldades do pós-guerra, os carros eram todos do pré-guerra. Permitiu-se a participação de carros com motores superpressurizados até 1,5 litro ou com motores aspirados de 4,5 litros. A confirmação da presença da Alfa Romeo foi determinante para o momento. Sua participação com as Alfettas, dominantes na época, trouxe prestígio para o campeonato. Confirmaram presença a Ferrari (mas os carros não ficaram prontos para a prova inaugural), Maserati, algumas "Voiturettes" ERA e carros esportivos modificados, como os Talbots.
Anos 1960
Devemos, antes de tudo, ter cuidado ao analisar este período sem o romantismo que temos costume de enxergar estes anos, pois senão corre-se o risco de não dar o valor merecido a este importante momento da categoria. Nos anos 1960 ocorreram as mais profundas mudanças na Fórmula 1. Foi o grande momento para os entusiastas (também chamados na época de garagistas, com um tom de menosprezo pelas grandes fábricas). Consolidou-se o motor traseiro, a tecnologia de 4 válvulas por cilindro, Chapman iniciou uma nova era com o monocoque e a maior das descobertas: a aerodinâmica. Diferentes asas e spoilers apareceram a partir de 1967, mas, após 1968 é que aconteceu uma revolução neste campo.
Anos 1970
Não podemos analisar a década de 1970 na F1 sem falar de Bernie Ecclestone, Colin Chapman, o motor V8 Ford-Cosworth DFV e a equipe Renault. No ano de 1971, Ecclestone comprou a equipe Brabham pela quantia de £ 100 mil. Em 1972 assumiu a direção de uma organização criada pelas equipes inglesas, a FOCA (Formula One Constructor´s Association), com o objetivo de negociar suas participações junto aos organizadores das competições. Os proprietários dos circuitos tinham até o final dos anos 1960 toda vantagem comercial nas negociações, chegando a controlar a receita das equipes e deter poder político dentro da CSI (Commision Sportif Internationale) — subcomissão esportiva da FIA. Ecclestone unificou a Fórmula 1 e criou condições para a realização das competições que os proprietários de circuitos tiveram que aceitar, anulando o poder que estes detinham até então. Em 1979, Ecclestone foi o escolhido pela FIA para negociar e administrar os direitos de transmissão de TV.
Anos 1980: A era McLaren-Williams e os tricampeonatos de Lauda e Piquet
Depois das emocionantes temporadas da década de 1970, chegou a década de 1980. A Williams e McLaren imperavam nas pistas, mas equipes tradicionais, como Lotus e Ferrari, começavam a sentir a crise. Tal período foi considerado um dos melhores da história da F-1. Em 1980, o australiano Alan Jones triunfou com a sua Williams. Em 1981, deu Nelson Piquet, competindo pela Brabham. Em 1982 foi um ano triste para alguns torcedores, devido aos acidentes fatais de Gilles Villeneuve e Riccardo Paletti. Mas o austríaco Niki Lauda, que havia se afastado da categoria depois de 1979, retornou, agora como piloto da McLaren. O finlandês Keke Rosberg surpreendeu e ganhou o campeonato com apenas uma vitória.
Anos 1990
A década de 1990 foi um divisor de águas na F-1. Em 1990, Senna dá o troco em Prost, que estava na Ferrari. Ambos bateram, agora na largada do Grande Prêmio do Japão, e ficaram fora. Nelson Piquet venceu a prova, com Roberto Pupo Moreno em segundo, e Aguri Suzuki, da Larrousse, chegou em terceiro lugar, melhor resultado de um piloto japonês na F-1, que foi igualado no Grande Prêmio do Japão de 2012 por Kamui Kobayashi chegando também em terceiro. Em 1991, deu Senna novamente à disputa do título com Mansell, que fez uma tentativa desesperada de superá-lo no final da reta dos boxes, Mansell perde o controle do seu carro indo para a caixa de brita e o brasileiro conquistou seu tricampeonato com uma prova de antecedência. Nesse ano, surgiu aquele que seria o maior recordista da categoria, Michael Schumacher, substituindo o belga Bertrand Gachot, preso por ter se envolvido em uma briga em Londres.
Anos 2000: Novos tempos
Entre os anos de 2000 e 2004, a "Era Schumacher" chegou ao seu auge, tendo sido o germânico campeão do mundo cinco vezes em sequência pela Ferrari. Em 2000, um embate feroz contra o arqui-rival Finlandês, Mika Hakkinen, com direito a batalhas épicas na pista como em San Marino, quando Schumacher venceu na estratégia, em Nurburgring, durante um dilúvio e onde Schumacher mostrou sua superioridade em condições adversas, em Spa-Francorchamps, que foi palco de uma das ultrapassagens mais bonitas da história da F1 (quando Hakkinen ultrapassou Michael na reta Kemmel, antes da chicane Les Combes, deixando o então piloto da BAR, Ricardo Zonta, entre eles) e em Suzuka, aonde Michael Schumacher mostrou arrojo e contou com um excepcional trabalho em equipe para depois de 21 anos trazer um título mundial para a escuderia italiana. Cabe ressaltar a ida de Barrichello para a Ferrari, após passar pelas equipes Jordan e Stewart GP, e a estreia de Jenson Button, com atuações consistentes pela Williams-BMW.
Numeração dos carros
Até 1973, não existia numeração fixa nos carros. Os números muitas vezes mudavam em alguns GPs. Para 1973, a FIA determinou que "a equipe campeã do ano anterior usaria os números 1 e 2 e após o GP da Bélgica daquela temporada as outras equipes teriam número fixo até o fim da temporada". A partir de 1974 estes números foram arrumados de acordo com a classificação do campeonato de construtores do ano anterior e havia casos isolados de inscrição de um terceiro carro. Assim, naquele ano o Ronnie Peterson usou o nº 1, e a Tyrrell que teve o piloto campeão em 1973, Jackie Stewart, e havia sido a vice-campeã ficou com os nº 3 e 4 e assim por diante.
Na temporada de 2016 foram disputados 21 Grandes Prêmios de Fórmula 1 tendo mais etapas do que a temporada de 2012 (20 etapas). Isso se deve ao fato de que o autódromo de Nürburgring não foi capaz de pagar sua taxa de inscrição à FOM (Formula One Management), e acabou ficando de fora da temporada atual. Atualmente, não há nenhum grande prêmio no continente africano (a F1 já correu em dois países africanos: Marrocos, no circuito de Ain-Diab, e na África do Sul, no Circuito de Kyalami). Os GPs são disputados em diversos países da Ásia, Europa, Oriente Médio, Oceania e América, incluindo o Brasil. A grande novidade da temporada de 2014 foi o GP da Rússia: o evento aconteceu no circuito de Sochi, em volta do parque olímpico construído especialmente para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. No Brasil, duas cidades já sediaram GPs: Rio de Janeiro, no Autódromo de Jacarepaguá, e São Paulo, no Autódromo de Interlagos, onde, atualmente, é realizado o Grande Prêmio do Brasil. Além disso, uma prova fora do campeonato foi realizada em Brasília no ano de 1974.
Quando algo que ocorre na pista necessita da atenção de todos os pilotos, são exibidas bandeiras coloridas próximas a linha de chegada/largada. Os pilotos também podem ser avisados pelo rádio, pelos chamados spotters, mas como estes avisos normalmente são críticos e o rádio pode apresentar problemas durante um Grande Prêmio, usa-se o método das bandeiras que é mais prático e seguro. As bandeiras são mais habitualmente usadas para avisar os pilotos sobre a entrada ou a saída do safety car ou perigos na pista. As bandeiras usadas atualmente são:
O sistema de pontuação da categoria já passou por diversas modificações durante os anos. A Temporada 2010 marcou o início de um novo esquema de pontuação que passou a premiar até o 10º colocado em cada Grande Prêmio. [ligação inativa] A partir da temporada 2019, o piloto que fizer a volta mais rápida e estiver dentre os dez primeiros colocados irá ganhar um ponto extra.
Desde 2011, a Pirelli tem sido a fornecedora de pneus do campeonato de F1 oficial. Em 2019, para que o público casual entendesse mais os pneus, a Pirelli, ao pedido da FIA, reduziu os números de compostos para três de pista seca, sendo somente nomeado "Macio", "Médio" e "Duro". As cores para o macio são o mesmo que o "Supermacio", os médios o mesmo que o "Macio" e os duros o mesmo que o "Médio." Mesmo assim, os compostos são numerados tecnicamente de C1 a C5, sendo o C1 mais duro, enquanto o C5 mais macio. A consistência dos pneus afeta o desempenho do carro: pneus mais macios permitem desenvolver mais velocidade, mas são menos duráveis, e o inverso vale para pneus duros. * A Pirelli designa 3 tipos de pneus secos para cada Grande Prêmio, sendo obrigatórios usar dois tipos de pneus durante a corrida.**Os pneus de composto duro eram cinzentos nas temporadas 2011–2012, depois laranja de 2013 a 2017, depois azul-gelo em 2018.


