Alessandro Nannini
Alessandro Nannini é um ex-automobilista italiano que competiu no Campeonato Mundial de Fórmula 1 entre 1986 e 1990, participando de 78 Grandes Prêmios. Durante sua carreira na F1, conquistou uma vitória, registrou 2 voltas mais rápidas e acumulou 65 pontos, defendendo as equipes Minardi e Benetton. Além da Fórmula 1, Nannini também disputou 3 edições das 24 Horas de Le Mans e é irmão da renomada cantora de rock Gianna Nannini.
Pontos-chave
- Alessandro Nannini competiu na Fórmula 1 de 1986 a 1990 pelas equipes Minardi e Benetton, conquistando uma vitória.
- Sua carreira na F1 foi interrompida por um grave acidente de helicóptero em 1990, resultando no reimplante de seu braço direito.
- Após o acidente, Nannini retornou às pistas em categorias de turismo, como o Campeonato Italiano de Superturismo e o DTM, obtendo sucesso.
- Ele é irmão da cantora Gianna Nannini e teve uma experiência como test-driver da Toleman antes de sua estreia na F1.
- Sua única vitória na Fórmula 1 ocorreu no GP do Japão de 1989, após a desclassificação de Ayrton Senna.
A carreira de Nannini começou no motocross, migrando para o rali no final dos anos 70. Em 1981, venceu o campeonato italiano de Fórmula Itália. Em 1982, ingressou na Fórmula 2 com a equipe Minardi, relacionamento que o levaria à Fórmula 1. No mesmo ano, competiu em corridas de carros esporte, vencendo algumas provas e liderando grande parte das 24 Horas de Le Mans. Tentou um retorno ao automobilismo na Grand Prix Masters, mas a categoria foi encerrada.
Ascensão à Fórmula 1
Com o projeto da Minardi para a Fórmula 1, Nannini foi contratado em 1986 para fazer dupla com Andrea de Cesaris. Apesar do equipamento frágil, que o fez completar apenas uma prova em seu ano de estreia, Nannini demonstrou competência nas classificações. Permaneceu na equipe em 1987, conseguindo posicionar seu carro no pelotão intermediário do grid, apesar das frequentes quebras. Sua primeira experiência na F1 foi como test-driver da equipe Toleman em 1985.
Período na Benetton
O desempenho de Nannini chamou a atenção da Benetton, uma equipe em ascensão. Em 1988, ele conquistou dois pódios. Em 1989, após um acidente com seu companheiro de equipe Emanuele Pirro no GP da Alemanha, Nannini se tornou o principal piloto da escuderia. Seu grande momento foi no GP do Japão, onde, após um acidente entre Ayrton Senna e Alain Prost, assumiu a liderança. Senna recuperou a ponta, mas foi desclassificado, concedendo a Nannini sua primeira e única vitória na Fórmula 1. Ele encerrou a temporada em sexto lugar, com 32 pontos.
Desempenho em 1990
Em 1990, com a chegada do tricampeão Nelson Piquet como companheiro de equipe, Nannini tinha grandes expectativas. Ele vinha aprimorando o desenvolvimento do carro com o piloto brasileiro e obteve resultados consistentes, incluindo três pódios: um 2º lugar na Alemanha e dois 3º lugares em San Marino e na Espanha.
O Acidente de Helicóptero
Pouco depois do GP da Espanha de 1990, Nannini sofreu um grave acidente de helicóptero que encerrou sua carreira na Fórmula 1. Ao pousar na chácara de seus pais, o helicóptero colidiu violentamente com o solo. Nannini, que não pilotava a aeronave, teve seu braço direito decepado ao cair sobre um dos rotores. Seu pai improvisou um torniquete, e ele foi levado a um hospital em Florença, onde passou por uma cirurgia de 10 horas para reimplantar o braço. Apesar da recuperação dos movimentos, era improvável que voltasse a correr em alto nível. Ele passou por mais duas cirurgias e várias sessões de fisioterapia bem-sucedidas. Foi substituído na Benetton por Roberto Pupo Moreno, por sugestão de Piquet, que, ao vencer o GP do Japão com Moreno em segundo, protagonizou a primeira 'dobradinha' brasileira na mesma equipe.
Retomada da Carreira Pós-Acidente
Nannini retornou às pistas em 1992, pilotando um Alfa Romeo no Campeonato Italiano de Superturismo e vencendo três provas. No mesmo ano, realizou o sonho de pilotar uma Ferrari F92 adaptada em Fiorano. Antes do acidente, chegou a ser cogitado para substituir Nigel Mansell na Ferrari em 1991, mas recusou a proposta. Em 1993, ingressou no DTM (Campeonato Alemão de Turismo), onde um sistema de câmbio semiautomático foi desenvolvido para seu carro devido à exigência do braço. Em 1994, venceu 4 provas. Em 1995, continuou correndo para a Alfa Romeo no Campeonato Internacional de Turismo, e em 1996, aos 37 anos, venceu sete provas, terminando o campeonato em terceiro. A Benetton, sua ex-equipe, ofereceu-lhe a chance de pilotar um B196 em Estoril.
Aposentadoria e Novos Rumos
Em 1997, com o fim do I.T.C., Nannini migrou para o Campeonato Mundial de Grand Turismo com a Mercedes, conquistando sua última vitória como piloto profissional no circuito de Suzuka, o mesmo de sua vitória na F1. Em 1998, aos 39 anos, anunciou sua aposentadoria do automobilismo e iniciou uma rede de cafeterias com seu nome.


