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A Evolução Criadora

A evolução criadora é uma obra filosófica escrita por Henri Bergson em 1907. Nesta obra Bergson desenvolve a ideia de uma "criação permanente de novidade" pela natureza.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Índice: Capítulos e secções

Capítulo I: A evolução da vida. – Mecanismo e finalidade. Da duração em geral. Os corpos não organizados. Os corpos organizados: envelhecimento e individualidade. Do transformismo e das maneiras de o interpretar. O mecanismo radical: biologia e físico-química. O finalismo radical: biologia e filosofia. Procura de um critério. Exame das diversas teorias transformistas sobre um exemplo determinado. Darwin e a variação insensível. De Vries e a variação brusca. Eimer e a ortogénese. Os néo-lamarckianos e a hereditariedade do adquirido. O élan vital. Capítulo II: As direcções divergentes da evolução da vida. Torpor, inteligência, instinto. Ideia geral do processo evolutivo. O crescimento. As tendências divergentes e complementares. Significado do progresso e da adaptação. Relação do animal à planta. Esquema da vida animal. Desenvolvimento da animalidade. As grandes direcções da evolução da vida: torpor, inteligência, instinto. Função primordial da inteligência. A natureza do instinto. Vida e consciência. Lugar aparente do homem na natureza.

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Finalismo e mecanicismo

Bergson debate a explicação finalista e a explicação mecanicista da evolução, defendidas respectivamente pela metafísica tradicional (herdada de Leibniz e, antes dele, de Aristóteles e centrando-se nas "causas finais", ou objectivos) e a dada pela ciência moderna (herdada de Descartes e centrando-se sobre as "causas eficientes", da "causalidade" científica). Bergson mostra que estas duas visões, que muitas vezes colocamos em oposição, de fato, acabam por ser o mesmo no tratamento da evolução. Elas consistem em assumir que tudo foi dado no conjunto, desde o início: seja no objectivo que se julga que seja perseguido, desde o início, "em espírito" pela natureza; seja no conjunto dos parâmetros materiais de partida ou em presença (a partir das quais poderíamos deduzir exactamente o que ainda não aconteceu).

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O elan vital

Às duas posições anteriores, Bergson opõe o seu próprio conceito de elã vital: não há nenhum plano "já previsto" (nem efectivamente previsto como no caso do finalismo, nem simplesmente previsível como no caso do mecanicismo). A ideia é que a evolução é imprevisível, que "o mundo vai à aventura", que ele se "inventa incessantemente" sem que o caminho que ele deixa para atrás pré-exista à viagem, de uma forma ou de outra. Como refere um estudioso da matéria: “O elã vital (élan vital francês) aparece no pensamento de Henri Bergson como o princípio explicativo da evolução da vida em todas as suas formas. Trata-se de um princípio responsável não somente pela evolução da vida até às formas superiores do espírito, mas também pelo nascimento da matéria. Bergson insiste na unidade deste impulso vital que atravessa toda a matéria, todas as formas criadas, dando força e impulso ao movimento unitário da vida e sua evolução.”

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Recepção

Em Ensaios Cépticos (Sceptical Essays), Bertrand Russell faz a seguinte apreciação da obra: Esta maneira de ver as coisas é também uma ilustração das críticas frequentemente aplicadas pelos filósofos analíticos a praticamente todos os filósofos continentais.

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