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A Dance with Dragons

A Dance with Dragons é o quinto livro da série de fantasia épica As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita pelo norte-americano George R. R. Martin e publicada pela editora Bantam Spectra. Foi publicado pela primeira vez em 12 de julho de 2011 nos Estados Unidos. Trata-se do segundo romance da saga a estrear na primeira posição da lista de mais vendidos do jornal estadunidense The New York Times e, assim como os dois volumes anteriores da série, foi indicado ao Prêmio Hugo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Enredo

Na Muralha

Jon Snow foi eleito o 998º Senhor Comandante da Patrulha da Noite mas tem inimigos dentro da própria Patrulha e além da Muralha. Jon decide guarnecer os castelos abandonados ao longo da Muralha, e oferece o comando de Guardagris a Janos Slynt, mas este recusa dizendo que "Nenhum bastardo de traidor dá ordens a Janos Slynt!". Jon dá-lhe até à manhã seguinte para reconsiderar, mas Janos volta a recusar e a insultá-lo. Jon manda enforcá-lo, mas acaba por mudar de ideias e executa-o ele próprio, seguindo as tradições dos Primeiros Homens. Assim, Jon vinga o seu pai, o qual tinha sido traído por Janos, e ganha o respeito de Stannis. Os selvagens presos na paliçada (onde tinham ficado os prisioneiros da batalha na Muralha) são libertados, sendo autorizados a atravessar a muralha desde que queimem um bocado de represeiro e aceitem R'hllor como Deus único. Embora alguns fujam para a Floresta Assombrada, a maioria atravessa a Muralha. Estes últimos abandonam imediatamente a fé do Senhor da Luz, e voltam a prestar culto aos Deuses Antigos. Enquanto os selvagens são libertos Melisandre manda queimar Mance Rayder, rei dos selvagens, à vista dos selvagens recém-libertos. Embora inicialmente avance voluntariamente, ao ver a fogueira Mance começa a debater-se e gritar que não é o rei, sendo rapidamente silenciado. Enquanto os selvagens fazem a sua travessia tanto Allister Thorne como Bowen Marsh afirmam a Jon o seu desagrado, dizendo que abrigar selvagens vai contra os princípios da Patrulha.

Para lá da Muralha

Enquanto isso, muito ao norte da Muralha, a busca de Bran Stark pelo Corvo de Três Olhos o leva para uma caverna secreta onde vivem os últimos Filhos da Floresta, os místicos habitantes originais de Westeros. Bran, Hodor e os Reeds se refugiam na caverna e encontram o Corvo de Três Olhos, que os Filhos chamam de Último Vidente Verde. Ele é um antigo membro da Patrulha da Noite, que está sentado em seu trono num represeiro por tanto tempo que as raízes se fundiram a seu corpo. Ele explica a Bran que apareceu a ele nos sonhos como Corvo para trazê-lo até ali e treiná-lo na vidência verde. Bran aprende que há uma verdade na crença de que os represeiros são os olhos e ouvidos dos Deuses Antigos: as árvores são capazes de ver e ouvir o que ocorre ao redor delas, e gravar o ocorrido em sua memória por séculos. Um vidente verde ligado a uma das árvores pode ver e ouvir esses fatos do presente e do passado nas florestas sagradas, além de usar as árvores para se comunicar. Usando seus crescentes poderes Bran vê memórias da vida de seu pai Ned Stark e consegue sussurrar palavras para Theon Greyjoy, nesse momento na floresta sagrada de Winterfell.

Além do Mar Estreito

Depois de ter assassinado seu pai Tywin, Tyrion Lannister é enviado clandestinamente por Varys para Pentos, onde recebe o abrigo do Magíster Illyrio. Tyrion é enviado para o Sul; durante a viagem descobre que Varys e Illyrio esconderam o supostamente morto príncipe Aegon Targaryen, filho do falecido príncipe Rhaegar, com a intenção de trazê-lo para Westeros como o verdadeiro Rei por direito (já que está à frente de Daenerys na linha de sucessão). O autointitulado Aegon VI foi criado por Jon Connington, antigo Mão do Rei Aerys e velho amigo de Rhaegar que fora exilado depois de não conseguir acabar com a Rebelião de Robert Baratheon. Anos depois eles contrataram a Companhia Dourada, a maior e mais competente das forças mercenárias das Cidades Livres. Tyrion aconselha Aegon a não esperar por uma aliança com Daenerys, pois ela o respeitará mais depois que ele já tiver feito suas próprias conquistas. Assim, com intenções ainda obscuras, Tyrion o convence a invader os Sete Reinos sem Daenerys e seus dragões.

Nos Sete Reinos

A Guerra dos Cinco Reis em Westeros terminou, mas o conflito com os Lannisters (e seus aliados traidores Boltons e Freys) está entrando em uma nova fase. No Norte, o rei Stannis Baratheon se instalou na Muralha e pretende conquistar o apoio dos nortenhos. Isso é complicado pelo fato de que os Lannisters nomearam Roose Bolton (leal aos Lannister depois do Casamento Vermelho) como Protetor do Norte, e grande parte da costa ocidental está ocupada pelos homens de ferro. Os Karstarks aconselham Stannis a marchar contra o Castelo do Pavor, sede dos Boltons, que só está sendo defendida por uma pequena guarnição, mas na verdade eles estão aliados secretamente aos Boltons e querem atrair Stannis para uma armadilha. Stannis no entanto segue a recomendação de Jon Snow e pede ajuda às tribos das montanhas do Norte, indo a seguir capturar Bosque Profundo de Asha Greyjoy, além de capturá-la. Em gratidão pela liberação de Bosque Profundo, as casas Glover e Mormont se juntam ao exército de Stannis. Assim, em vez de ser apanhado cercando o Forte do Pavor por tropas de Roose Bolton cinco vezes maiores, as tropas de Stannis são multiplicadas por quatro com os novos reforços. Com seus novos aliados, Stannis resolve atacar os Boltons em Winterfell, mas suas tropas ficam presas na neve quando tempo piora..

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POV

Imagem: sdobie · BY-NC · Openverse

A história é narrada através do ponto de vista (POV) de 16 personagens principais diferentes, duas personagens menores (prólogo e epílogo), totalizando em 18 personagens. Prólogo: Varamyr Seispeles, um warg e um dos selvagens sobreviventes a norte da Muralha Epílogo: Kevan Lannister, irmão de Tywin Lannister e regente do rei Tommen.

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Lançamento

Imagem: Michael Brace · BY-NC-ND · Openverse

Divisão

A Dance with Dragons seria, originalmente, o quarto romance da série, destinado a cobrir um longo período de tempo na história. No entanto, durante o processo de escrita, Martin percebeu que, para preencher esta lacuna, a obra estava tendo uma dependência excessiva de flashbacks; depois de algum tempo de trabalho, o autor decidiu abandonar o que já havia sido escrito e começar de novo, desta vez iniciando imediatamente após o final do terceiro livro, A Storm of Swords. A obra foi renomeada, passando a se chamar A Feast for Crows — A Dance with Dragons passou a ser, então, o quinto romance da saga. Contudo, o manuscrito do quarto livro tornou-se demasiado grande para ser publicado em um único volume; ao invés de simplesmente dividi-lo ao meio e publicá-lo como, essencialmente, A Feast for Crows: Parte I e A Feast for Crows: Parte II, Martin decidiu dividir o tomo por personagens e localização: publicado em 2005, A Feast for Crows é narrado principalmente por pessoas no Sul dos Sete Reinos e nos novos locais das Ilhas de Ferro e Dorne; já o romance seguinte, A Dance with Dragons, pelos habitantes do Norte e por aqueles do outro lado do mar estreito.

Caminho para a publicação

Apesar de previsões otimistas de uma possível conclusão do romance para o final de 2006, Martin finalizou a obra somente em abril de 2011, quase cinco anos depois. Essa longa espera fez com que alguns fãs criticassem o autor e com que outros achassem que Martin tivesse perdido o interesse em escrever As Crônicas de Gelo e Fogo. A escrita e o processo de revisão para este quinto livro foi mais difícil do que o previsto. O autor fez diversos anúncios — em 2007, 2008 e 2009 — de possíveis datas de publicação para o tomo, porém todas se mostraram inverdadeiras. Em 3 de março de 2011, a editora norte-americana anunciou que o romance, embora naquele momento ainda não concluído, seria oficialmente publicado em 12 de julho daquele mesmo ano.

Recall na edição brasileira

No Brasil, a editora LeYa anunciou no dia 28 de junho de 2012 que, devido a falhas, a 1ª edição de A Dança dos Dragões foi lançada sem o capítulo 26 (O Soprado pelo Vento) e que todos os exemplares disponíveis nas livraras seriam recolhidos e redistribuídos a partir do dia 2 de agosto de 2012 com as devidas correções. A editora também informou que todos os exemplares incorretos já vendidos teriam suas trocas garantidas e o capítulo ausente da edição impressa seria disponibilizado para leitura digital em seu site.

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Recepção

Imagem: Eats blue crayon · BY-NC-SA · Openverse

A obra foi, em geral, bem recebida por leitores e por críticos especializados. O jornal norte-americano Los Angeles Times afirmou que a decisão de Martin de dividir aquele que seria o quarto volume em dois e lançá-los como romances individuais "agora parece sensata e realmente generosa para os leitores". A publicação também salientou que Martin reagiu bem à hostilidade de alguns fãs, dando continuidade ao que chamou de "uma das melhores séries de fantasia da atualidade". Lev Grossman, resenhista da revista TIME, disse que A Dance with Dragons era, até à data, "o melhor livro de As Crônicas de Gelo e Fogo — o grande épico de fantasia da nossa era". Roz Kaveney, do jornal britânico The Independent, destacou a qualidade da escrita de Martin, e finalizou dizendo: "Este é um mundo de tortura, estupro e assassinato ocasional graficamente retratado. Se você falhar no jogo dos tronos, você morre — se tiver sorte".

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Fontes consultadas

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