A Clash of Kings
A Clash of Kings é o segundo livro da série de fantasia épica As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita pelo norte-americano George R. R. Martin e publicada pela editora Bantam Spectra. Foi publicado pela primeira vez em 16 de novembro de 1998 no Reino Unido, sendo lançado nos Estados Unidos em março de 1999. Ele foi indicado ao Prêmio Nebula de Melhor Romance e, como seu predecessor A Game of Thrones, venceu o Prêmio Locus de 1999 na mesma categoria.
A Clash of Kings começa onde A Game of Thrones terminou. Os Sete Reinos de Westeros estão em uma guerra civil, enquanto a Patrulha da Noite monta uma força de reconhecimento ao Norte da Muralha para investigar as pessoas misteriosas, conhecidos como selvagens, que lá vivem. Enquanto isso, no distante Leste, Daenerys Targaryen continua sua busca para retornar e conquistar os Sete Reinos.
Em Westeros
A guerra civil para conquistar o Trono de Ferro se torna mais complexa. A guerra é chamada de a Guerra dos Cinco Reis. Os três primeiros reis a se rebelarem contra o Rei Joffrey Baratheon foram Stannis Baratheon, Renly Baratheon e Robb Stark—em A Game of Thrones. Balon Greyjoy se declara Rei das Ilhas de Ferro, lançando uma ataque massivo na costa oeste do Norte. No castelo dos Stark, Winterfell, o irmão mais jovem de Robb, Bran Stark, se recuperou de seu coma e agora está em comando. Ele encontra dois novos amigos quando Jojen e Meera Reed vindos da Atalaia da Água Cinzenta, com o objeitvo de renovar os votos, e Jojen acaba se interessando por seus estranhos sonhos.
Ao norte da Muralha
Um grupo de reconhecimento da Patrulha da Noite avança para o norte da Muralha. Na Fortaleza de Craster eles descobrem que os anárquicos selvagens estão se unindo sob uma única figura, o Rei-para-lá-da-Muralha Mance Rayder. A Patrulha continua para uma fortaleza destruída antigamente conhecida como Punho dos Primeiros Homens. O Senhor Comandante Jeor Mormont envia Jon Snow e Qhorin Meia-Mão para uma missão de reconhecimento avançada nas Passos dos Guinchos. Nos passos, Jon e Meia-Mão são caçados por caçadores selvagens. Enfrentando uma derrota certa, Meia-Mão ordena que Jon aja como traidor para se infiltrar nos selvagens e descobrir seus planos. Como prova que ele realmente mudou de lado, os selvagens forçam Jon a lutar contra Meia-Mão, matando-o com a ajuda de Fantasma, seu lobo gigante. Jon descobre que Rayder já está se movimentando contra a Muralha com milhares de guerreiros.
No Leste
Daenerys Targaryen avança para o leste acompanhada pelo cavaleiro Jorah Mormont, seus poucos seguidores leais e seus três dragões recém nascidos. Batedores encontram uma rota para a cidade mercante de Qarth. Daenerys é a maravilha da cidade por seus dragões. Um mercante em particular parece especialmente interessado nela, Xaro Xhoan Daxos, que é o líder dos Treze, um proeminente grupo de mercadores em Qarth. Ele inicialmente age como anfitrião, porém no final Daenerys não consegue fazer acordo com os mercadores para que eles a ajudem a conquistar o Trono de Ferro por se recusar a dar um de seus dragões. Na Casa dos Imortais, os poderosos feiticeiros de Qarth mostram a Daenerys muitas imagens confusas e sua vida é ameaçada. Seu dragão Drogon incendeia a Casa dos Imortais, criando uma hostilidade com os qartenos. Uma tentativa de assassinato contra Daenerys é impedida pela chegada de dois estranhos, Belwas, o Forte, e seu escudeiro, um guerreiro chamado Arstan Barba Branca. Eles são agentes de Magíster Illyrio Mopatis, aliado de Daenerys, que vieram levá-la de volta para Pentos. Ela e seus seguidores deixam a cidade.
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A história é contada pelo ponto de vista de 9 personagens, mais um personagem de prólogo. Os títulos dos capítulos indicam a perspectiva:
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Os livros da série publicados em Portugal pela editora Saída de Emergência são divididos de tal forma que um livro na versão original ou versão brasileira corresponde a dois livros na versão portuguesa. Assim o segundo livro da série A Fúria dos Reis, corresponde ao livro 3 A Fúria dos Reis e livro 4 O Despertar da Magia.
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Como seu predecessor, A Clash of Kings foi recebido positivamente pela crítica. Dorman Schindler, do The Dallas Morning News, o descreveu como "um dos melhores [trabalhos] neste subgênero em particular", elogiando "a riqueza deste mundo inventado e suas culturas... dá aos romances do Sr. Martin uma sensação de história medieval ao invés de ficção". Escrevendo para o The San Diego Union-Tribune, Jim Hopper chamou A Clash of Kings de "Alta Fantasia com vingança" e comentou: "Vou admitir que fiquei acordado até tarde na última semana para terminar esse livro enorme, e espero que não demore muito até o próximo sair". Danielle Pilon escreveu no Winnipeg Free Press que o livro "mostra nenhum sinal da perda de objetivo usual de 'metade do livro'". Apesar dela achar que as mudanças de ponto de vista constantes serem "momentaneamente confusas", ela achou que ele "leva os leitores para dentro dos labirintos políticos e das intrigas militares e invoca simpatia por personagens em todos os lados do conflito". Bradley H. Sinor, do Tulsa World, alogiou Martin por "manter os leitores equilíbrados na ponta da espada" e conseguir fazer "três coisas importantes" com A Clash of Kings: "Prende os leitores tendo eles lido ou não o primeiro livro, conta uma história satisfatória e faz o leitor querer o próximo livro o mais rápido possível". Steve Perry do The Oregonian chamou o livro de "facilmente tão bom quanto o primeiro" e comentou que os livros de As Crônicas de Gelo e Fogo eram "tão complexos, fascinantes e bem processados que os leitores certamente irão ficar presos em toda a série". Entretanto, ele alertou que "se fosse um filme, seria classificado como '18 anos' por sexo e violência, então não dê esse livro para seu sobrinho de 10 anos que gosta de Conan".
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A Clash of Kings foi adaptado como a segunda temporada, constituída por dez episódios, da série de televisão Game of Thrones em 2012.


