A Cor do Som
A Cor do Som é um grupo brasileiro que se criou a partir do séquito dos músicos que acompanhavam Moraes Moreira após a sua saída dos Novos Baianos. Originalmente esse era o nome de um subgrupo derivado da banda Novos Baianos e cujos membros moravam juntos e realizavam experimentos musicais, trazendo elementos da Bahia ou samba, rock, frevo, choro e baião. O nome do grupo foi sugerido por Caetano Veloso e inspirado por uma música de Moraes Moreira e Luiz Galvão.
Imagem: Victor de Andrade Lopes · BY-SA · Openverse
Após um período como um subgrupo dos Novos Baianos, A Cor do Som passou a acompanhar Moraes Moreira em sua carreira solo em 1975. Posteriormente, em meados de 1977, iniciaram suas atividades de forma autônoma. Experimentando novos padrões de som, valeu-se das vivências anteriores com Moraes Moreira, Pepeu Gomes, entre outros, sendo considerado um movimento pós-tropicalista.[carece de fontes?] Em seu primeiro disco homônimo (WEA 1977), tinha como integrantes Dadi Carvalho (ex-Novos baianos e Jorge Ben) no baixo, seu irmão Mú Carvalho (ex-A Banda do Zé Pretinho) nos teclados, Gustavo Schroeter (ex-A Bolha) na bateria e Armandinho Macêdo (trio elétrico Armandinho, Dodô & Osmar) na guitarra, bandolim, e guitarra baiana. O irmão de Dadi e Mú, Sérgio, era produtor da Polygram e tentou emplacá-los na gravadora, mas a mesma achou que o som tinha pouco apelo comercial. Mais tarde, quando André Midani fundou a WEA, eles foram chamados e assinaram um contrato de três anos. Eles ficariam um total de nove anos com a marca, uma parceria que resultou em dez discos. Um trio de percussionistas acompanhou o grupo nas gravações em São Paulo: Joãozinho, Nenê da Cuíca e Ary Dias. A partir do segundo disco, Ao Vivo em Montreux (1978), Ary (que era colega de Armandinho na sua outra banda) passa a fazer parte d'A Cor do Som oficialmente. Na época, eram influenciados por Yes, Nazareth, Santana, João Gilberto, The Rolling Stones, Egberto Gismonti, The Who, Gilberto Gil e Jethro Tull.


