Publicado no Brasil pela renomada editora JBC, o primeiro volume do mangá de Akira está saindo por apenas R$ 61,93 na Amazon durante o Esquenta 8.8. A oferta, porém, já está próxima do limite: no momento da publicação, a página indica que 89% das unidades disponibilizadas na promoção foram compradas.
Ao todo, a edição brasileira de Akira tem seis volumes, com o primeiro possuindo 362 páginas e dando início à obra cyberpunk escrita e desenhada por Katsuhiro Otomo. Posteriormente, ela foi adaptada para o cinema, no anime de 1988, e se tornou uma das produções japonesas mais influentes da história.
Muito antes do anime, existia o mangá de Akira
Akira começou a ser publicado no Japão em 1982 na Young Magazine, da Kodansha, e foi concluído em 1990. A história acompanha Kaneda e Tetsuo, integrantes de uma gangue de motoqueiros na gigantesca Neo-Tokyo, cidade reconstruída após uma explosão que desencadeou a Terceira Guerra Mundial.
Depois de um acidente, Tetsuo é levado pelo governo e acaba envolvido em experimentos relacionados a poderes psíquicos. O acontecimento coloca Kaneda no meio de uma conspiração militar enquanto uma ameaça relacionada ao misterioso Akira começa a ressurgir.
O primeiro volume da edição brasileira da JBC venceu o Troféu HQ Mix na categoria Publicação de Clássico.
Akira mudou a percepção sobre animação japonesa no Ocidente
Em 1988, o próprio Katsuhiro Otomo dirigiu a adaptação cinematográfica de sua obra. O filme condensou parte da extensa história do mangá, mas seu impacto ainda assim foi gigantesco.
Akira chamou atenção pelo nível técnico de sua animação, pela violência, pela ambientação cyberpunk e pela forma que tratou temas adultos. Segundo o British Film Institute, a produção custou cerca de 1,1 bilhão de ienes, tornando-se o anime mais caro já produzido naquele momento, e utilizou uma paleta de 327 cores, incluindo 50 criadas especificamente para o projeto.
Entretanto, o mais importante foi o que aconteceu depois. O sucesso internacional do filme abriu espaço para uma explosão de animes no Ocidente durante os anos 1990. O próprio BFI aponta que Akira foi fundamental para que isso acontecesse, ao apresentar a animação japonesa a uma geração de espectadores que não estava acostumada a esse tipo de conteúdo.
Além disso, a Neo-Tokyo tomada por neon, gangues, conflitos políticos e tecnologia também se tornou uma referência visual do cyberpunk, influenciando diversas produções posteriores, como Matrix e Cyberpunk 2077.
Primeiro volume do clássico cyberpunk que originou o anime de 1988. Edição da JBC com 362 páginas.
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