Infelizmente, o resultado foi desastroso. O filme recebeu críticas severas, para não dizer desastrosas, com uma nota de 15% atribuída pela imprensa especializada no site Rotten Tomatoes, além de ter sido um fracasso de bilheteria, apesar do orçamento colossal que havia sido destinado ao projeto. No fim das contas, a Universal tomou a decisão de arquivar imediatamente todos os projetos que dependiam desse universo compartilhado. Esse fracasso provocou a saída de muitos criadores e o cancelamento de títulos como A Noiva de Frankenstein ou do projeto sobre o personagem de O Homem Invisível, com Johnny Depp.
O plano inicial, definido como uma sequência de filmes interligados, desmoronou imediatamente, assim como as expectativas de muitos fãs que esperavam ver toda uma gama de personagens icônicos da cultura pop interagindo entre si. Só que essa ambição se esvaiu da noite para o dia, não deixando nenhuma continuação para o universo imaginado, apesar de um lançamento amplamente divulgado pela mídia.
O renascimento do projeto sob uma nova perspectiva
Como está esse projeto após quase nove anos de silêncio? Pois bem, a Universal está de volta à ativa! Um reboot de A Múmia de 2017 está em produção, a cargo do diretor Lee Cronin, em colaboração com a Blumhouse e a Atomic Monster, especialistas em terror moderno. Ao contrário do antigo projeto, que era excessivamente ambicioso, essa versão parece mais moderada e independente do Dark Universe original.
Outra surpresa: a presença da atriz May Calamawy, conhecida por seu papel na série Cavaleiro da Lua da Marvel, sugere uma ligação indireta com o mundo dos super-heróis, ou pelo menos uma referência ao universo Marvel para chamar a atenção. Essa escolha parece indicar uma mudança deliberada para um filme independente de terror/ação, sem a lógica de crossovers ou multiversos.
Esse novo começo aposta na simplicidade, em vez de toda uma série de filmes que precisam se encaixar uns nos outros. Após o fracasso inicial, a Universal parece ter aprendido a lição: será que é realmente necessário um universo compartilhado para despertar o interesse do público, ou é melhor produzir histórias fortes que sejam independentes? O estúdio parece estar inclinado para a segunda opção, por enquanto.


