Em uma indústria em que ser popular é prioridade, muitos mangás acabam sendo cancelados antes mesmo de conseguirem se desenvolver. Curiosamente, algumas vezes essas obras canceladas podem virar animes e, de algum modo, serem tão bem-sucedidos que nos faz questionar o cancelamento por trás da obra. Este é o caso de Black Torch.
Com 5 episódios disponíveis na Crunchyroll, Black Torch já nasceu fadado a deixar uma marca breve. O anime, baseado no mangá homônimo de Tsuyoshi Takaki, já tem "prazo de validade". Isso porque o mangá em si contém apenas 19 capítulos. O motivo? Ele foi cancelado antes mesmo de conseguir se mostrar.
Há diversas outras justificativas por trás do cancelamento de Black Torch, para além da falta de popularidade. A maior delas é que ele começa de uma forma mais lenta que shonens padrão, que, desde o primeiro capítulo, conseguem cativar o interesse de leitores. Falhar nisso significa que capítulos posteriores podem sofrer.
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Em 2016, o lançamento de Black Torch foi difícil por ter outras obras incrivelmente populares sendo serializadas paralelamente. Blue Exorcist, Moriarty the Patriot, Kemono Jihen e World Trigger eram fortes competidores, o que levou à obra de Takaki a ser deixada de lado.
Publicada originalmente na Jump Square, a obra passou para a Shonen Jump+ para ser finalizada, totalizando 19 capítulos. No entanto, anos depois, Black Torch parece ter ganhado a atenção que tanto precisava, já que ocupa o 1º lugar de anime mais assistido da Crunchyroll (segundo FlixPatrol).
Enquanto a popularidade repentina não quer dizer que a obra ganhará uma segunda chance, é possível imaginar que, pelo menos, seja gratificante para o autor ver um reconhecimento, mesmo que tardio.


