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"É como se você estivesse jogando FIFA e escolhesse um time da MLS": Andrew Schulz explora a criação de Dan Hibiki e como tentou "honrar" o personagem no…

Dan Hibiki provavelmente não é a primeira escolha de muitos jogadores, mas, mesmo assim, ele é amado

"É como se você estivesse jogando FIFA e escolhesse um time da MLS": Andrew Schulz explora a criação de Dan Hibiki e como tentou "honrar" o personagem no…
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Dan Hibiki provavelmente não é a primeira escolha de jogadores de Street Fighter e tampouco foi o primeiro personagem que Andrew Schulz imaginou interpretar no live-action de Street Fighter quando foi chamado para uma conversa com a equipe.

"Fomos jantar e estávamos conversando, e aí eles apresentaram a ideia de Street Fighter e, naturalmente, o ego entra em jogo. Pensei "Quem eu quero ser? Ryu ou Ken?" Fiquei imaginando isso, e eles disseram: "Não, não, não. Que tal aquele cara, Dan Hibiki?" E eu pensei: "Ah, tá bom... mas o que esse cara tem de especial?" e eles responderam: "Bom, nada demais. Mas achamos que você seria perfeito para o papel.""

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Em entrevista ao IGN Brasil, o comediante de stand-up contou que não fazia ideia de que aquele jantar eventualmente levaria a ser escalado como "o pior personagem" de Street Fighter.

"Li a descrição do personagem: alguém excessivamente confiante, mas sem nenhuma habilidade, e pensei: "Bom, por que acharam que eu seria perfeito para esse cara?" "O que em mim fez vocês pensarem: 'Ah, esse é o cara certo para o papel'?" Com tudo o que você descobre sobre o Dan, ao saber que queriam que você o interpretasse, a sensação é de que é meio ofensivo, de várias maneiras," disse, rindo.

Obviamente, isso não foi motivo para ele se afastar da adaptação, dizendo que é fã do game de longa data e que, se o convidassem para interpretar Chun-Li, com certeza faria: "Se eles quisessem que eu interpretasse qualquer personagem, eu teria aceitado na hora."

A origem de Dan Hibiki nos games de Street Fighter não é tão "heróica" ou "lendária" quanto a de outros lutadores. Na verdade, ele é uma paródia de uma paródia, basicamente. Após Street Fighter chegar em 1987, o estúdio SNK conseguiu tirar o produtor de jogos Takashi Nishiyama da Capcom, dona de SF. Ele levou a maioria de sua equipe que fez parte da produção do jogo de luta para criar, em outra empresa, o Art of Fighting, que, no fim, era Street Fighter em outra roupa.

Art of Fighting era tão parecido com Street Fighter que até os dois lutadores principais, Ryo Sakazaki e Robert Garcia, têm a mesma dinâmica e até nomes parecidos com os do jogo da Capcom — Ryu e Ken Masters.

Assim, Dan Hibiki nada mais é que a paródia dos dois protagonistas de Art of Fighting, que, por sua vez, são cópias dos protagonistas de Street Fighter. Desse modo, o personagem também não é lá tão forte.

"Comecei a analisar melhor o personagem e pensei: "Ah, esse cara é realmente engraçado". E ele é engraçado justamente porque não sabe que é engraçado. Acho que é por isso que as pessoas que jogam acabaram meio que se apaixonando por ele. O personagem foi criado como uma piada; a ideia era que ninguém gostasse dele. [A Capcom] está ofendendo outro videogame que tentou copiá-la. Colocaram nele um quimono rosa, a bola de fogo dele só vai uns cinco centímetros para a frente. Se você escolhe o Dan para jogar contra alguém, está insultando a pessoa contra quem está jogando. Você está deixando claro: "Ei, não acho que você seja bom". É como se você estivesse jogando FIFA e escolhesse um time da MLS [Major League Soccer]."

No filme, explicou Schulz, o papel de Dan é ser tanto o melhor amigo de Ken quanto seu agente, o que cria uma dinâmica interessante na trama. Para o ator, o fato de Dan estar sempre perto de Ken e apoiá-lo também vem com uma insegurança por trás; afinal, ele tenta ser o amigo, mas nunca consegue, então o que pode fazer é apenas ficar por perto.

"Acho que existe uma verdade por trás do personagem Dan — que é, no fundo, a consciência de que ele não é tão bom assim. E o que ele faz é o que muita gente faz: simplesmente projeta uma certa confiança para esconder a insegurança."

Para fazer "jus" ao personagem, Schulz tentou se parecer com Dan fisicamente, o que acabou dando muito errado. Mas, no fim, foi a caracterização que o ajudou a realmente entrar no personagem, que, curiosamente, tem um bigode no longa, algo que a produção decidiu.

"Para mim, a questão era: como posso honrar o personagem que as pessoas conhecem e amam do videogame? Como posso torná-lo engraçado, mas mantendo a essência dele, e, ao mesmo tempo, fazer coisas que eu acho que faria com aquele personagem e naquelas cenas, elevando o nível? Acho que é isso que espero que transpareça."

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À medida que nomes do elenco foram anunciados ao longo dos meses, a de Schulz foi uma das mais surpreendentes. A escolha do ator não caiu muito bem para fãs do jogo por conta da origem asiática de Dan Hibiki.

"Dan é metade asiático," defendeu o ator, levando em conta a origem do personagem. "A forma como eu vi a coisa foi: eu represento metade disso. Temos até uma piada sobre isso [no filme] e acho que o fato de o Kitao Sakurai [diretor] também ser metade asiático faz com que ele provavelmente entenda isso" explicou.

"Espero ter feito jus a esse personagem fictício. Acho que é bem diferente quando você interpreta uma pessoa real que existiu na história. Se eu estivesse fazendo um filme e fosse interpretar o Mao [Zedong], acho que provavelmente haveria alguma resistência. Quando se trata de um personagem de videogame, é claro que as pessoas querem se ver representadas ali. Se alguém, ao ver o Dan, pensar: "Ah, esse personagem se parece comigo", eu entendo isso. Mas, pelo menos, espero conseguir honrar o personagem de uma forma que faça as pessoas gostarem. Mas acho que, quando se trata de personagens fictícios, temos um pouco mais de liberdade."

Street Fighter estreia em 16 de outubro nos cinemas.

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: IGN Brasil

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