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Desenvolvedores de Clair Obscur lamentam decisão da Sony de encerrar a fabricação de mídias físicas

Os líderes da Sandfall Interactive disseram compreender a decisão da Sony, mas lamentaram o fim da fabricação de mídias físicas.

Desenvolvedores de Clair Obscur lamentam decisão da Sony de encerrar a fabricação de mídias físicas
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Há pouco mais de um mês, a Sony declarou que deixará de fabricar mídias físicas a partir de 2028, e essa decisão vem gerando debates desde então.

Desta vez, quem comentou a polêmica decisão da Sony foram os principais desenvolvedores de Clair Obscur. Em entrevista ao site Automaton, eles afirmaram que compreendem as razões por trás da decisão da empresa, mas consideram a notícia decepcionante.

Guillaume Broche, CEO e diretor criativo da Sandfall Interactive, fez a seguinte declaração durante a entrevista:

"Pessoalmente, acho isso muito triste, porque gosto muito de lojas de videogames. E, mesmo que hoje em dia eu jogue principalmente no PC, temos muitas pessoas na equipe que jogam no PS5 e adoram colecionar discos físicos."

"Acho que isso também faz parte da beleza da arte: ser algo tangível, que você pode tocar. Compreendo perfeitamente que as pessoas queiram ter suas fileiras de DVDs e jogos e simplesmente sentir que são donas deles. Por isso, acho uma pena. Do ponto de vista comercial, consigo entender por que isso pode fazer sentido, mas, em termos da natureza artística dos videogames, é uma decisão triste."

Tom Guillermin, cofundador e CTO da Sandfall, complementou a declaração de Guillaume, dizendo que insistiu no lançamento em mídia física de Clair Obscur por considerar isso importante, mesmo sabendo que as cópias físicas geram menos lucro:

"Um lançamento físico impõe mais restrições, pois é preciso levar em conta o tempo de produção dos itens físicos, além de se ganhar menos dinheiro por cópia. Mas, para nós, a versão física tinha um significado especial. Também sentíamos que o jogo poderia ser especial para os jogadores e que eles gostariam de — como disse Guillaume — segurá-lo nas mãos. Então, mesmo que isso tenha tornado as coisas mais difíceis e resultado em menos lucro por unidade, era importante para nós oferecer uma opção aos jogadores que desejam ter o jogo físico em mãos. Porque é isso que nós, como jogadores, também valorizamos.”

Além da importância da mídia física para os jogadores, Guillaume acrescentou que também há algo significativo para os desenvolvedores em poder segurar o produto final nas mãos, como um símbolo de que aquele trabalho foi concluído.

"Houve dois momentos muito marcantes quando o jogo foi lançado. Depois do lançamento, fomos a uma loja de videogames para comprar o nosso próprio jogo. Apenas como um gesto simbólico."

"E outra lembrança forte que tenho é de quando alguém do Japão me enviou uma foto do nosso jogo em uma loja de videogames — em Akihabara, acho eu —, com as inscrições em japonês e tudo mais. Senti-me como uma criança quando vi aquilo. Pensei: 'É, é real!'. A sensação de realidade surge quando você o vê nas lojas."

Já Alan Reynaud, diretor principal de personagens e conceito, acrescentou:

"Mesmo agora, quando vou ao supermercado ou a algum outro lugar, se vejo nosso jogo em uma loja, isso sempre alegra o meu dia. É um pouco egoísta, porque é o nosso jogo, mas sempre tenho aquela reação de surpresa: 'Ah!'"

"Saber que talvez isso não seja mais possível me deixa um pouco triste. E talvez seja a criança que existe em mim, mas gosto de sair, comprar um jogo e voltar para casa com ele. É uma sensação boa."

"E não é só porque é o nosso jogo. O legal dos jogos físicos é que, alguns anos depois, você tem a sua caixa, pode segurá-la, olhar para o título e relembrar todas as memórias associadas ao jogo."

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: GameBlast

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