As missões que joguei aconteceram na parte inicial da história (especificamente, durante a "Sequence 3"), com Edward ainda se ajeitando na nova vida como um assassino meio que de mentirinha e um capitão pirata de corpo inteiro. Se você jogou o original recentemente, deve lembrar da parte em que você persegue o galeão espanhol de Julien Du Casse, antes de rastreá-lo por uma selva para assassiná-lo. Mas essa versão revisada teve uma variedade de mudanças, algumas menores e outras maiores, que fizeram um bom trabalho mostrando o quanto de esforço foi colocado para atualizar esse clássico aos padrões modernos. Isso vai desde adições narrativas, sidequests, mudanças na boss fight, até o eventual colecionável para pegar pelo caminho.
A maior atualização veio na forma de ajustes voltados a tornar a missão mais aberta. Por exemplo, o caminho que você percorre pela selva nesta versão é uma rota mais cênica, que leva a uma mansão em vez de ir direto ao navio onde sua presa se escondia. Aqui você pode se envolver em novos tipos de confusão, como um encontro opcional com alguns piratas capturados que você pode libertar para servirem de músculo (ou apenas distração) na sua perseguição a Du Casse. Fazer isso causa bastante comoção, já que eles se armam e correm atrás dos captores, levando a luta para a praia onde o navio de Du Casse está ancorado. Você pode se juntar a eles na luta, ou usar a distração para passar pelos guardas sem ser percebido e embarcar sem ser detectado. Esse foi só um pequeno exemplo em uma missão curta, mas é indicativo das oportunidades adicionadas para abordar quests do seu próprio jeito e ter liberdade para ser criativo — como pude confirmar ao jogar algumas horas de uma parte diferente do jogo no mês passado. Só isso já seria suficiente para me convencer a investir mais algumas dezenas de horas nessa aventura por completo.
Houve outras mudanças, em sua maioria cosméticas, que notei na missão também, como novas linhas de diálogo e detalhes de história vindos dos guardas na mansão, um interior remodelado da própria mansão, e até um retrato colecionável de ninguém menos que o próprio Du Casse — que será algo útil para lembrar dele depois que você o estripar como um peixe e jogar seu corpo sem vida nas águas salgadas. Pequenos detalhes como esses provavelmente estão mais alinhados ao tipo de coisa padrão que você esperaria encontrar em um remake mais tradicional, comparado a essa evolução aparentemente exagerada que a Ubisoft planejou para Black Flag, mas ainda é bom ver pequenos toques como esse adicionados ao lado de coisas como o combate modernizado e os gráficos extremamente aprimorados. Claro, já sabemos que não são apenas pequenas linhas de diálogo extras que eles têm reservado, já que na semana passada os desenvolvedores compartilharam com o IGN uma das novas cutscenes adicionadas para dar mais profundidade à história de Kenway.
Outra mudança bastante significativa na missão de Du Casse foi a boss fight contra o próprio Du Casse. Há uma série de mudanças nessa luta comparada a original, incluindo uma barra de vida própria de chefão e uma batalha significativamente mais longa contra um Du Casse agora muito mais resistente, versus a versão fraquinha do original, que cai em poucos golpes. Du Casse também tem alguns truques na manga, já que ele puxa pistolas e começa a disparar contra você sem qualquer cuidado — basicamente o que você esperaria de um templário que ensinou Kenway a atirar, para começo de conversa! Embora, se você for como eu e preferir stealth, provavelmente só vai querer entrar sem ser notado e eliminar o bom e velho Du Casse sem nenhuma luta — fiz isso também e posso confirmar que ainda é uma opção totalmente viável, mesmo que isso signifique perder uma sequência de luta bem legal.
Uma observação interessante é que, no original, ao entrar nesse confronto contra Du Casse, não há nada que impeça você de simplesmente sair no meio da luta para tomar fôlego ou continuar explorando a ilha, mas nesta versão os desenvolvedores desabilitaram a capacidade de fugir até o encontro terminar. É uma mudança interessante, porque parece um pouco estranho remover parte da liberdade disponível no original (remover liberdade é uma coisa de templários, aliás, e nós somos assassinos, caramba), mas, ao mesmo tempo, é um ajuste bem pequeno que serve principalmente para aumentar o desafio do encontro de combate e evitar a opção bobinha de simplesmente sair andando por ali e voltar sem motivo algum para a luta. Para ser sincero, duvido que essa mudança ou outras parecidas tenham algum impacto na minha gameplay, mas isso me faz pensar no que mais eles podem ter reduzido conforme foram direcionando os encontros e apertando as missões. Espero que não haja áreas em que tenham tomado decisões assim que possam retirar parte da criatividade e da liberdade oferecidas no original. Se for o caso, gostaria de ver que eles expandam as opções disponíveis para mim, como fizeram com os exemplos da mansão de Du Casse.
Toda vez que joguei Black Flag Resynced antes do lançamento, me senti mais animado com esse remake, e dessa vez não foi exceção. Estou ansioso para me aprofundar ainda mais nesses mares profundos e azuis quando o jogo for lançado no mês que vem.


