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Tóquio

Tóquio, literalmente "capital do Leste"), oficialmente Metrópole de Tóquio , é a capital do Japão e uma das 47 prefeituras do país. Situa-se em Honshu, a maior ilha do arquipélago. Em 2015, Tóquio possuía mais de 13,4 milhões de habitantes, cerca de 11% da população do país, e a Região Metropolitana de Tóquio possui mais de 37 milhões de habitantes, o que torna a aglomeração de Tóquio, independentemente de como se define, como a área urbana mais populosa do mundo. Um de seus monumentos mais famosos é a Torre de Tóquio. Foi fundada em 1457, com o nome de Edo ou Yedo. Tornou-se a capital do Império em 1868 com a atual designação. Sofreu grande destruição duas vezes; uma em 1923, quando foi atingida por um terremoto; e outra em 1944 e 1945, quando bombardeios americanos destruíram grande parte da cidade, sendo que no total foi destruída 51% de sua área e mortas mais de 80 mil pessoas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Etimologia

Era originalmente conhecida como Edo, que significa "estuário". Seu nome foi mudado para Tóquio (Tóquio: Tō (leste) + quio (capital)) quando se tornou a capital imperial em 1868, em linha com a tradição da Ásia Oriental de incluir a palavra capital ('京') no nome da cidade da capital. Durante o início do período Meiji, a cidade também era chamada de "Tōkei", uma pronúncia alternativa para os mesmos caracteres chineses que representam "Tóquio". Alguns documentos oficiais sobreviventes em inglês usaram a ortografia "Tokei". Entretanto, agora essa pronunciação é considerada obsoleta.

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História

Fundação

Apesar que desde tempos antigos existiam pequenas populações e templos nas colinas cercando a Baía de Tóquio (東京湾, Tōkyō-wan), considera-se que a fundação formal de Tóquio foi em 1457, quando um vassalo do clã Uesugi (上杉氏, Uesugi-shi), Dōkan Ōta (太田 道灌, Oota Doukan) construiu o Castelo de Edo (江戸城, Edo-jō), assim a área que rodeava o castelo começou a se chamar Edo (江戸, literalmente "estuário"). Shogunato Tokugawa (徳川幕府, Tokugawa bakufu), que havia tomado o castelo em 1590 e que tinha o controle quase absoluto do Japão, estabeleceu seu governo em Edo, em 1603, isso deu início ao Período Edo (江戸時代, Edo-jidai), na história japonesa. Durante esse período, a cidade usufruiu de um prolongado período de paz conhecido como Pax Tokugawa. Além disso, Edo adotou uma política rigorosa de isolamento, o que ajudou a evitar ameaças militares sérias a cidade durante bastante tempo. Edo cresceu e por volta do século XVIII se tornou uma das cidades mais populosas do mundo com mais de um milhão de habitantes. A nobreza, junto com o Imperador do Japão, permaneceram em Quioto, que seguiu sendo a capital oficial, porém apenas de maneira protocolar.

Século XIX

Em 1853, o comandante americano Matthew Perry desembarcou na Baía de Tóquio, à frente de uma frota de quatro navios de guerra, como um enviado do governo americano, com a missão de instituir relações diplomáticas e comerciais entre o Japão e os Estados Unidos. Perry voltou em 1854, à frente de uma frota maior do que a anterior, e assinou um tratado diplomático entre os líderes de governo do Japão. A chegada de Perry ao Japão iniciou um período de abertura na história do país iniciado com a abertura dos portos de Shimoda e Hakodate. Essa situação levou a um aumento na demanda por novos produtos estrangeiros, o que aumentou consideravelmente a inflação. A inquietação social que foi originada pelo aumento dos preços culminou em rebeliões e manifestações, especialmente através da "demolição" de estabelecimentos que comercializavam arroz.

Séculos XX e XXI

Em 1914 inaugurou-se a Estação de Tóquio e, em 1927, inaugurou-se a primeira linha de metrô subterrânea, que ligava Asakusa e Ueno. O Grande terremoto de Kanto (関東大震災, Kantō daishinsai) golpeou Tóquio em 1923, com um saldo de aproximadamente 140 mil pessoas mortas e desaparecidas e trezentas mil residências destruídas. Depois da tragédia iniciou-se um plano de reconstrução que não pôde ser completado devido a seu alto custo. No dia 8 de janeiro de 1932, ocorreu em Tóquio o Incidente Sakuradamon, uma tentativa de assassinato contra o Imperador Hirohito por um ativista da independência da Coreia, então ocupada pelo Japão. Em 1936 inaugurou-se o edifício da Kokkai (Dieta do Japão); também nesse mesmo ano ocorreu o Incidente de 26 de fevereiro (二・二六事件, Ni-niroku jiken), no que 1 400 oficiais do exército japonês ocuparam o edifício da Kokkai, o Kantei (Residência do primeiro-ministro) e outros lugares de Tóquio numa tentativa de golpe de Estado, que foi sufocada três dias depois. Ainda em 1936, Tóquio foi eleita a sede dos Jogos Olímpicos de 1940; porém, devido ao fato do Japão ter invadido a China durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, esta protestou contra a realização das olimpíadas na cidade. Em 16 de julho de 1938, o governo japonês anunciou sua renúncia em sediar as olimpíadas. A cidade sede foi transferida para Helsinque, porém com o início da Segunda Guerra Mundial, os Jogos de 1940 terminaram não acontecendo.

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Geografia

Está localizada na margem noroeste da Baía de Tóquio. Limita-se com a prefeitura de Chiba a leste, Yamanashi a oeste, Kanagawa ao sul e Saitama ao norte. Fazem também parte de Tóquio ilhas que estão espalhadas no Oceano Pacífico, localizadas a cerca de mil quilômetros ao sul. A mais distante delas, Okinotorishima, está a dois mil quilômetros da sua costa. Tóquio fica próxima de uma junção tripla localizada na Península de Boso, o que faz com que terremotos de menor intensidade ocorram com frequência na sua região; porém, abalos sísmicos com o epicentro na área continental (excluindo-se as ilhas sob sua jurisdição) são algo raro de acontecer.

Ilhas

Tóquio possui muitas ilhas periféricas, que se estendem por uma distância de até dois mil quilômetros de Tóquio. Por causa da distância entre as ilhas do centro administrativo do governo metropolitano de Tóquio, subprefeituras locais administram as ilhas, sendo que estas possuem duas cidades e sete vilas. Além disso, as ilhas compondo as terras mais ao sul e ao leste do Japão ficam sob o controle do distrito administrativo de Ogasawara; essas são, respectivamente: as ilhas de Okinotorishima e Minamitorishima. Sobre Okinotorishima, o Japão alega possuir uma zona econômica exclusiva (ZEE) na sua área, sendo que essa afirmação é contestada pela China pois, de acordo com ela, a região seria desabitada e, sendo assim, não poderia ser ZEE.

Hidrografia

As formas de relevo de Tóquio fazem com que seus rios fluam do oeste para o leste, assim, a desembocadura deles termina sendo na Baía de Tóquio. Existe um total de 107 rios na metrópole, com 92 rios classe A e quinze classe B tendo 857 quilômetros de extensão. Os classe A são aqueles que são observados pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo, os classe B são observados pelo governo de Tóquio. O Governo Metropolitano de Tóquio administra 710 quilômetros de 105 rios, enquanto que o restante do total é administrado pelo ministério. Os 46 rios localizados nos bairros especiais são supervisionados pelos bairros. Costuma-se contar separadamente alguns riachos, chamados de rios secundários, que acabam sendo observados e administrados diretamente pelos governos das cidades e vilas em que se localizam. Tóquio se localiza em uma região com cinco bacias hidrográficas que cobrem uma área total de 22,6 mil quilômetros quadrados, essas bacias pertencem aos rios Tsurumi, Tama, Arakawa, Sagami e Tone. No Japão, se utiliza para rios o sufixo gawa (側).

Parques naturais

Em 1.º de abril de 2014, 36% da área territorial de Tóquio era composta por parques naturais, tendo assim a segunda maior área de parques do país (atrás apenas de Shiga, que possui 37%). Entre os parques nacionais de Tóquio se destacam o Parque Nacional Chichibu-Tama-Kai e o Parque Nacional Ogasawara. O primeiro pelo fato de não possuir áreas com vulcões, algo incomum no Japão, apesar de se situar em uma região a mais de dois mil metros de altitude acima do nível do mar, e o segundo por ser registrado pela UNESCO como Patrimônio Mundial. Além desses parques, a metrópole também abriga os seguintes parques: Meiji no Mori Takao, Akikawa Hills, Hamura Kusabana Hills, Sayama, Takao Jinba, Takiyama, e Tama Hills; todos esses parques são diretamente administrados pelo governo de Tóquio, apesar do primeiro ser um tipo de parque especial que possui um maior envolvimento do governo nacional do que os outros.

Meio ambiente

Tóquio aprovou uma medida para reduzir gases de efeito estufa, o governador Shintaro Ishihara criou o primeiro sistema de limite de emissões do Japão, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em um total de 25% até 2020 em relação ao nível de 2000. Tóquio é um exemplo de uma ilha urbana de calor, e o fenômeno é especialmente sério em suas cidades especiais. De acordo com o governo metropolitano de Tóquio, a temperatura média anual aumentou cerca de 3 °C nos últimos cem anos. Tóquio foi citada como um "exemplo convincente da relação entre crescimento urbano e clima". Em 2007, Tóquio promulgou o "Projeto de Dez Anos para Tóquio Verde" a ser realizado até 2017. Estabeleceu uma meta de aumentar as árvores nos acostamentos das estrada em Tóquio para um milhão (de 480 mil), e adicionar mil hectares (dez quilômetros quadrados) de espaço verde, sendo que parte deles serão um novo parque chamado "Umi no Mori" ("floresta marinha") que estará em uma ilha recuperada na Baía de Tóquio e que costumava ser um aterro sanitário. No plano de ação da cidade de 2012, foi estabelecido que as árvores de acostamento em Tóquio aumentariam para 950 mil e mais trezentos hectares de espaço verde seriam adicionados entre 2012 e 2014.

Clima

A maioria da sua parte continental possui clima subtropical úmido, com verões quentes e úmidos e invernos geralmente frios. Na região, como em grande parte do Japão, o mês mais quente é agosto, com média de 26,4 °C e o mês mais frio janeiro, com média de 5,2 °C. A temperatura mínima absoluta é de -9,2 °C em 13 de janeiro de 1876, enquanto a máxima absoluta é de 39,5 °C em 20 de julho de 2004. Tóquio é um exemplo de uma ilha de calor urbano, a população da cidade é um contribuição significativa para o clima. A queda de neve é esporádica, mas ocorre quase anualmente. Tóquio também costuma ver tufões todos os anos, embora poucos sejam fortes. O mês mais chuvoso desde que os registros começaram em 1876 foi em outubro de 2004, com 780 milímetros de chuva; nos últimos quatro meses registrados para observe que nenhuma precipitação é em dezembro de 1995. A precipitação anual variou de 2 229,6 mm em 1938 até 879,5 mm em 1984.

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Demografia

Tóquio é o centro da maior região metropolitana do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as prefeituras japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de 30% de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio. A população desta é de 37 milhões de habitantes. A megalópole assumiu em 1966 a liderança do ranking mundial de população da Organização das Nações Unidas (ONU). Na atualidade, é considerada uma megacidade, por possuir mais de dez milhões de habitantes. A prefeitura de Tóquio, de forma isolada, possuía em 2015 mais de 13,4 milhões de habitantes, cerca de 11% da população do Japão; sendo, portanto, a prefeitura mais populosa do país. A população da prefeitura se divide da seguinte forma: cerca de 9,24 milhões de seus habitantes vivem na área das cidades especiais, 4,2 milhões na área Tama e 26 mil nas ilhas sob sua jurisdição.

Imigração

Diferente dos Estados Unidos e de países da Europa, o Japão não é um país com um número significativo de imigrantes. O número de nascidos estrangeiros que vivem no país é de aproximadamente 2.73 milhões de pessoas, um valor que chega a apenas 2,1% da população total do país (125 402 911). Porém, devido ao envelhecimento da população, que resulta na diminuição da população economicamente ativa, medidas foram adotadas recentemente pelo governo para aumentar a imigração para o país. Uma dessas medidas foi aprovar, no ano de 2018, uma lei de imigração que foi feita com o objetivo de atrair 345 mil novos trabalhadores estrangeiros em cinco anos. Tóquio é a região do Japão com a maior quantidade de imigrantes. Um em cada oito dos jovens que moravam em Tóquio em 2018 chegando à faixa dos vinte anos de idade não havia nascido no Japão. Em 2018, a população de estrangeiros em Tóquio era de aproximadamente 521 mil pessoas, algo próximo a 4% da população total. Os dois maiores grupos étnicos minoritários de Tóquio são chineses e coreanos, cada um responsável por menos de 1% da população da prefeitura. Há também pessoas de outras nacionalidades: filipinos, americanos, indianos, vietnamitas, entre outros. Cerca de 84% dos residentes estrangeiros de Tóquio vivem na região dos 23 distritos especiais. Shinjuku é a região com maior número de imigrantes (43 068) e com maior porcentagem de imigrantes dentro da população total (12,4%). A cidade de Minato tem uma porcentagem alta de cidadãos estrangeiros (7,81%) devido ao fato de ser a localidade de muitas embaixadas e corporações do exterior.

Religiões

No Japão de forma geral, as principais religiões são o Xintoísmo e o Budismo. Enquanto o Xintoísmo é uma religião nativa do Japão e nasceu ao mesmo tempo que a cultura japonesa, o budismo foi criado no século VI a.C e importado ao Japão por influência, principalmente, da China e da Coreia. As duas religiões co-existem pacificamente no país e, por isso, muitos de seus cidadãos se consideram de ambas as religiões. O principal santuário xintoísta em Tóquio é o Santuário Meiji, criado em homenagem póstuma ao Imperador Meiji e a Imperatriz Shōken, sua esposa, em 1920. É um dos estabelecimentos religiosos mais populares do Japão. Nos primeiros dias do ano novo, recebe regularmente mais de três milhões de visitantes que realizam as primeiras orações do ano, conhecidas como hatsumode. O principal templo budista de Tóquio é o Sensoji que se destaca por ser o tempo mais antigo de Tóquio e por abrigar o pagode Gojunoto (ou das Cinco Histórias), construído em 1648 por Tokugawa Iemitsu. Além dessas duas religiões, também possuem certa abrangência em Tóquio o Cristianismo e o Confucionismo; os principais lugares de prática dessas doutrinas em Tóquio são a Igreja de São Nicolau e o santuário Yushima Seido respectivamente. A presença do Islamismo não é significativa no Japão em comparação com as religiões supracitadas; porém, a presença de muçulmanos cresceu significativamente durante a década de 1980. A maior mesquita do Japão é a Mesquita de Tóquio (ou Tokyo Camii), inaugurada em 2000.

Segurança, violência e criminalidade

Em 2019, Tóquio foi eleita como a cidade mais segura do mundo em um ranking feito pela revista The Economist, que ocorre a cada dois anos e avalia sessenta cidades. O ranking, conhecido como Safe Cities Index, é realizado desde 2015 e não só faz uma avaliação geral no aspecto da segurança como também analisa este isoladamente em quatro categorias: segurança pessoal, digital, de saúde e estrutural; destas quatro, apenas as duas primeiras poderiam ser relacionadas à questão da criminalidade. Na categoria segurança pessoal, Tóquio ficou em quarto lugar entre as cidades avaliadas perdendo para Hong Kong, Copenhague e Singapura. No quesito segurança digital, Tóquio ficou em primeiro lugar.

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Governo e administração

Tóquio não é tecnicamente uma cidade, mas sim, uma das 47 províncias do Japão. Ela está dividida em 23 bairros e 39 cidades e vilas diferentes. Cada uma delas possuem poderes municipais, com seus próprios prefeitos e assembleias municipais. Porém, o governo provincial cria leis que valem para todos os distritos e cidades de Tóquio e atua limitando os poderes destes governos locais. O governo provincial também é responsável pelo fornecimento de serviços de esgoto e abastecimento de água, embora outros serviços públicos sejam de responsabilidade regional, tais como moradia e educação. Os habitantes elegem um governador para mandatos de quatro anos de duração. Leis provinciais são discutidas e aprovadas por uma Assembleia Metropolitana. Seus 127 membros são eleitos pela população da província para mandatos de quatro anos de duração. Cada distrito, cidade ou vila que faz parte da província possui ao menos um representante na assembleia.

Forças policiais

A polícia é administrada pelo Departamento Metropolitano de Polícia de Tóquio, o qual se encarrega de manter a ordem cidadã dentro de toda a metrópole, resguardando a segurança das pessoas. Cabe à instituição a tarefa de zelar pela paz e manter a ordem dentro da cidade, além de atuar preventivamente em caso de desastres naturais, como tufões e terremotos, os quais são muito frequentes no Japão. Em toda a área comercial e residencial de Tóquio, as forças policiais possuem 102 estações de polícia e 826 postos (koban) repartidos pelos 23 bairros, contando com uma força uniformizada de mais de 43 mil pessoas. O Departamento Metropolitano de Polícia de Tóquio administra a Academia Metropolitana de Polícia, que foi fundada no ano de Meiji doze (1879) com o objetivo de fornecer fornecer a formação dos policiais locais. Era localizada próximo ao palácio imperial do Japão, porém foi transferida para a cidade de Fuchu em 6 de agosto de 2001. O departamento também tem sob sua jurisdição o Museu da Polícia, que abriga exibições de objetos da história sobre as polícias tanto de Tóquio quanto do Japão. O Museu já chegou a ser criticado por, Chelsea Szendi Schieder, professora adjunta do departamento de ciências políticas e econômicas da Universidade Meiji por, segundo ela, apresentar um ponto de vista da polícia em relação a eventos da história japonesa e por retratar protestos como uma "ameaça para a ordem política".

Cidades-irmãs

Tóquio é uma cidade-irmã com as seguintes cidades e estados:

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Subdivisões

Cidades especiais

As cidades especiais (特別区 -ku) diferem de outras cidades por terem uma relação administrativa única com o governo da prefeitura. Certas funções municipais, como abastecimento de água, coleta de esgoto e bombeiros são gerenciadas pelo governo metropolitano de Tóquio. Para pagar os custos administrativos adicionais, o município cobra impostos municipais, que normalmente seriam cobrados pela cidade. A área das 23 cidades especiais de Tóquio corresponde à antiga fronteira da cidade e é parte de uma unidade geopolítica única chamada de Tóquio-to (都 -to-) traduzido para "metrópole". As 23 cidades especiais de Tóquio são:

Cidades

As vinte e seis cidades (市 -shi) de Tóquio que ficam na parte ocidental são: O governo metropolitano de Tóquio designou Hachiōji, Tachikawa, Machida, Ōme e Tama New Town como centros regionais da área de Tama, como parte de seus planos de dispersar as funções urbanas para longe do centro de Tóquio.

Centros

Os cinco centros (町 -chō or machi) de Tóquio são:

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Economia

Tóquio, em 2008, era a cidade com maior produto interno bruto (PIB) (medido pelo seu poder de compra) do mundo, valor que na época foi de 1,4 trilhão de dólares; Em 2015, de acordo com o governo metropolitano, o valor do PIB era de 868,6 bilhões de dólares.[nota 5] Atualmente, como um centro financeiro de alcance global, Tóquio é o principal centro de negócios e possui o maior mercado consumidor da Ásia. Foi descrita por Saskia Sassen como um dos três "centros de comando" para a economia mundial, juntamente com a Nova Iorque e Londres. Esta cidade é considerada um cidade global alfa +, listada pelo inventário da GaWC de 2018. No índice Global Financial Centres Index de 2019, Tóquio foi considerada o sexto centro financeiro mais competitivo do mundo e o quarto da Ásia (atrás de Singapura, Hong Kong e Xangai). A Bolsa de Valores de Tóquio é uma das dez principais do mundo, sendo a principal fora dos Estados Unidos, com uma capitalização de mercado de 5,6 trilhões de dólares e seu principal índice é o Nikkei 225. As maiores empresas com ações na bolsa de Tóquio são: Toyota, Softbank, Nippon Telegraph and Telephone, Keyence e NTT Docomo.

Turismo

O turismo é uma das suas principais fontes de renda. Em 2006, o turismo representou 5,7% da receita total da cidade de Tóquio. Milhões de turistas, boa parte deles estrangeiros, visitam Tóquio anualmente. Além de suas muitas atrações turísticas, a cidade também sedia alguns grandes eventos anuais, como a parada dos bombeiros de Tóquio em 6 de janeiro. Os festivais mais importantes da metrópole são: o Festival de Sanja, o de Kanda e o de Sanno; o primeiro ocorre na terceira semana de maio, o segundo também no mês de maio em anos ímpares e o terceiro no de junho em anos pares. Por ser um dos principais pontos históricos e culturais do Japão, a prefeitura de Tóquio é a região do país que mais recebe turistas. Em 2017, recebeu quase a metade dos turistas internacionais que chegam ao país (cerca de 46,2%), essa porcentagem ultrapassou 50% em todos os anos entre 2011 e 2015 exceto 2013. Em 2017, Tóquio era a oitava cidade mais visitada do mundo de acordo com o Mastercard Global Destination Cities Index. De acordo com o mesmo levantamento, a quantidade de turistas internacionais que visitou a cidade era cerca de 11,93 milhões. Entre os visitantes que chegaram à cidade em 2017: 59,6% eram provenientes de países asiáticos, 12.9% da América do Norte, 9,4% da Europa e 16,2% de outros países.[nota 6] O governo metropolitano de Tóquio criou um site que serve como um guia turístico oficial da metrópole conhecido como Go Tokyo.

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Infraestrutura

Transportes

Segundo o relatório anual do Governo Metropolitano de Tóquio de 2006, o número de passageiros do sistema, que inclui ônibus, metrô, trens de superfície e bondes, chega a 43 milhões por dia - ele supera o da população total porque as pessoas fazem mais de uma viagem diariamente. Os transportes públicos dentro de Tóquio são dominados por uma extensa rede considerada limpa, pontual e eficiente. O investimento em transporte de massa foi a saída encontrada pelas autoridades para suportar o grande crescimento populacional da metrópole durante o século XX. O transporte público de Tóquio é administrado pelo Departamento de Transportes, também conhecido como Toei (都営).

Educação

O Governo Metropolitano de Tóquio é responsável pela administração, através do Departamento Metropolitano de Educação de Tóquio, e pelo fornecimento de verbas de mais de duas mil escolas, sendo que algumas delas são para pessoas com necessidades especiais. A instituição também é responsável pela administração das propriedades de valor cultural da metrópole. O sistema de bibliotecas públicas é conhecido como Tokyo Metropolitan Library, e na verdade consiste em duas bibliotecas: a Biblioteca central e a Biblioteca Tama. Antigamente existia nesse sistema uma terceira biblioteca, a Biblioteca de Hibiya, porém esta terminou sendo fechada em 1º de abril de 2009. A Biblioteca central, ou Biblioteca Nacional da Dieta, está aberta ao público em geral, mas sua função principal é ajudar os membros do parlamento japonês em pesquisas.

Ciência e tecnologia

O Japão é um país bastante conhecido pelo seu alto grau de desenvolvimento na área de ciência e tecnologia, principalmente nos ramos de robótica, eletrônicos e medicina. O governo do país possui o objetivo de fazê-lo "ser o primeiro país a provar que é possível crescer através da inovação até quando a sua população diminui" e também de transformá-lo em uma "Sociedade 5.0". Tóquio, como capital do Japão, pode ser considerada um dos centros da inovação tecnológica. É considerada uma cidade futurista devido a produtos como o trem-bala e porque seu governo é muito comprometido a abranger novas tecnologias oferecendo um ambiente favorável para a atuação de companhias de tecnologia e startups. Por causa disso, ficou em primeiro lugar na edição de 2018 do ranking Innovation Cities Index, feito pela provedora de dados comercial 2thinknow, que destacou que a metrópole abarcou bastante a robótica e a fabricação em 3D, que foram identificadas como "tendências que abalam o mundo".

Saúde

O Governo Metropolitano administra a saúde pública de Tóquio através de três órgãos: o Escritório de Bem-Estar Social e Saúde Pública e o Office of Metropolitan Hospital Management e Tokyo Metropolitan Health and Medical Treatment Corporation. O primeiro lida com a criação de políticas de saúde pública e amparo social, como construir sistemas que facilitem o acesso a cuidados de saúde e fornecer assistência a moradores de rua. O segundo e terceiro órgãos ficam responsáveis por administrar os catorze hospitais públicos de Tóquio sob a tutela das autoridades da metrópole. Em 2019, a revista Newsweek, em parceria com uma companhia de análise de dados chamada Statista Inc., realizou uma classificação dos melhores hospitais do mundo. O Hospital da Universidade de Tóquio, conquistando a melhor colocação entre os hospitais japoneses, ficou entre os dez melhores do mundo, atingindo a oitava posição. Dos 105 hospitais japoneses que foram analisados, 21 se localizavam na cidade de Tóquio. Na edição de 2019 do Safe Cities Index, Tóquio ficou na segunda posição dentro da categoria "Segurança de Saúde", perdendo apenas para Osaka, isso significa que o acesso a cuidados de saúde e a qualidade dos serviços desse tipo em Tóquio são considerados muito bons.

Habitação e saneamento

A imensa população de Tóquio cria uma altíssima demanda por residências. Em Tama, o governo provincial criou um projeto de residenciamento barato, para famílias de baixa renda. Porém, estas residências estão localizadas muito longe dos principais centros comerciais e industriais, e por isso muitos destes trabalhadores de baixa renda são obrigados a passar por vezes várias horas no caminho de casa para o trabalho. De acordo com uma classificação de 2007 feito pelo grupo imobiliário Knight Frank e do Citi Private Bank, subsidiária do Citigroup, Tóquio é a quinta cidade mais cara do mundo quanto ao preço dos imóveis residenciais de luxo: 17,6 mil euros por metro quadrado.

Engenharia sísmica

O Japão é um país bastante conhecido pelo seu alto número de terremotos. Devido a esse fato, tanto o governo nacional quanto o de Tóquio investem pesadamente em infraestrutura para minimizar danos que poderiam ser causados por um abalo sísmico. As leis nacionais que regulam os critérios para a construção de edifícios diz que estes devem ter "danos mínimos" em um terremoto de médio porte, e que "um prédio não deve ser suscetível a desabar em um terremoto de grande porte". De acordo com um estudo da Universidade de Tóquio, 87% dos prédios da metrópole obedecem a essas exigências. Os arranha-céus mais novos apresentam uma variedade de dispositivos anti-sísmicos, incluindo grandes "amortecedores" que agem como pêndulos e reagem às ondas feitas pelos terremotos, semelhante a absorvedores de choques. Além disso, o governo de Tóquio realiza diversas medidas contra outros desastres naturais como tempestades e enchentes, a principal medida feita nesse sentido foi a construção do maior sistema de drenagem construído pelo homem, o Canal Subterrâneo de Drenagem Externa da Área Metropolitana (também conhecido como G-cans). O G-cans possui mais de seis quilômetros de extensão e uma série de cinco silos com 65 metros de altura para coletar o excesso de água que chegar para a cidade, impedindo inundações. Devido a toda a infraestrutura de Tóquio para prevenir danos de desastres naturais, Tóquio ficou na quarta posição dentro da categoria "Segurança Estrutural" na edição de 2019 do Safe Cities Index, perdendo para Barcelona, Osaka e Singapura.

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Cultura

A maioria dos cidadãos de Tóquio usam vestimentas ocidentais, no dia a dia. Algumas pessoas mais velhas - especialmente mulheres - porém, ainda usam o quimono, uma roupa típica japonesa. Roupas tradicionais japonesas são usadas, geralmente, apenas em dias ou eventos especiais como o hatsumode (a primeira visita a santuários ou templos no Ano Novo), o seijinshiki (cerimônia que celebra a maioridade entre os jovens), casamentos e cerimônias de graduação. Harajuku, um bairro de Shibuya, é conhecido internacionalmente por seu estilo e da moda jovem. Tóquio é uma metrópole bastante conhecida por sua importância no cenário artístico da Ásia. Os dois principais eventos de arte da cidade são o Art Fair Tokyo, que acontece em março ou abril, e o Tokyo Art Beat. Um tipo de gravura popular no Japão, conhecido como Ukiyo-e foi criado em Tóquio quando esta ainda se chamava Edo. Dois museus em Tóquio apresentam exibições sobre o Ukiyo-e: o Museu Nacional de Tóquio e o Museu Sumida Hokusai.

Museus

Tóquio tem dezenas de museus da arte, história, ciência e tecnologia. O museu mais importante do Japão é o Museu Nacional de Tóquio, dentro das dependências do Parque Ueno. O museu é administrado pelo governo do país, através de uma instituição de administração independente conhecida como National Institute for Cultural Heritage. O museu possui uma coleção de antiguidades e obras de arte tanto do Japão quanto de outros países asiáticos. O Museu Metropolitano de Arte (東京都美術館, Tōkyōto Bijutsukan), fundado em 1926, está dividido em uma galeria que expõe os trabalhos de artistas nacionais contemporâneos; e uma com exposições especiais organizadas com a cooperação de jornais e companhias de televisão. O museu Shitamachi, localizado na esquina sudeste do parque Ueno, está dedicado a preservar a cultura de Tóquio durante a era Edo. O Mingeikan é um museu fundado por Yanagi Muneyoshi em 1936, consagrado para o artesanato popular de todo o país. O museu Goto mostra a coleção privada de arte japonesa que era propriedade de Goto Keita, fundador do museu e da Tokyu Corporation. Neste museu se encontra um trabalho designado como um tesouro nacional no Japão, conhecido como The Tale of Genji. No Museu da Espada Japonesa, ou Tōken hakubutsukan (刀剣博物館), regido pela Associação para a Conservação de Arte da Espada Japonesa e tem como objetivo preservar e divulgar espadas japonesas e espalhar a cultura japonesa com relação a espadas. O Museu Metropolitano de Fotografia de Tóquio (東京都写真美術館, Tōkyō-to Shashin Bijutsukan), localizado em Ebisu, foi inaugurado em 1995 e é o primeiro museu abrangente sobre fotografia e vídeo no país e possui como objetivo aprimorar e desenvolver a cultura de fotografia e vídeo no Japão. Onde atualmente o museu possui uma coleção de aproximadamente 20 mil fotografias, cerca de 30 mil livros e 720 títulos de periódicos em fotografia e imagens visuais. Entre os museus de ciência e tecnologia mais destacados há dois na ilha artificial de Odaiba: o Museu de Ciências Marítimas, e o Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação.

Artes cênicas

O Japão possui três formas de teatro tradicionais no país e que hoje são consideradas Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, que são: Noh, Kabuki, e Bunraku. A primeira surgiu no século XIV e as duas últimas durante o Período Edo. Em Tóquio, o Teatro Kabuki-za é um local de destaque na realização do Kabuki, e o Teatro Nacional de Noh para a arte que lhe dá nome, apesar dela ocorrer muito em apresentações ao ar livre; o Bunraku em Tóquio é mais realizado no Teatro Nacional. A cidade de Tóquio possui diversos teatros em alguns de seus distritos; os que se sobressaem nesse sentido são Shimokitazawa, Hatsudai, Ikebukuro e Sangenjaya. O Teatro Nacional de Tóquio, administrado pelo Conselho de Artes do Japão e considerado patrimônio imaterial pela UNESCO, foi fundado em 1966 com o objetivo de preservar as artes cênicas tradicionais do Japão, realizando apresentações não somente das que já foram mencionadas, como também da Nihon buyo e da Gagaku. Porém, este teatro também realiza apresentações de artes ocidentais como ópera e balé. O teatro administrado pelo governo de Tóquio, o Teatro Metropolitano de Tóquio, se destaca por ser um dos principais locais de apresentação da Orquestra Sinfônica Yomiuri Nippon, considerada uma das mais renomadas do Japão.

Gastronomia

Possui um elevado número de restaurantes, enquanto em comparação grandes cidades como Paris e Nova Iorque possuem cerca de 20 mil restaurantes a região metropolitana de Tóquio possui mais de 160 mil. Em novembro de 2007, foi lançado no guia Michelin lançou seu guia de restaurantes finos, sendo que Tóquio, ganhou 191 estrelas no total, ou aproximadamente o dobro do seu concorrente mais próximo, no caso Paris. Oito estabelecimentos foram agraciados com o máximo de três estrelas, 25 receberam duas estrelas e 117 ganhou uma estrela. Dos oito melhores restaurantes avaliados, três oferecem jantares finos tradicional japonês, duas casas de sushi e três servem culinária francesa.

Arquitetura

A arquitetura de Tóquio foi bastante influenciada pela história da metrópole, pois esta foi deixada em ruínas duas vezes durante o século XX: a primeira vez foi em 1923 com o Grande Terremoto de Kanto e a segunda devido aos bombardeios na Segunda Guerra Mundial. Por causa disto e de outros fatores, predominam na paisagem urbana de Tóquio a sua arquitetura mais moderna, com o número de prédios mais antigos sendo considerado escasso. Entre as estruturas de Tóquio as que mais se destacam são: a Tokyo Skytree, o Tokyo Midtown e o Shōfuku-ji. A primeira por ser a torre mais alta do mundo, com 634 metros; a segunda por ser o segundo edifício mais alto do Japão; e a terceira por ser o edifício mais antigo de Tóquio, foi construído em 1407. Além desses três, também são importantes os seguintes: A Estação de Tóquio, a Catedral de Santa Maria e a Nakagin Capsule Tower.

Música

Tóquio é considerada um lugar eclético quando se trata dos estilos musicais que existem na sua região. A música pop é o estilo que mais se destaca na metrópole, porém também são notáveis nela o jazz, o rock, a música feita por Djs e, claro, a música tradicional japonesa. Entre os artistas que nasceram em Tóquio estão: Kyary Pamyu Pamyu, Takahiro Morita, Nujabes, Sho Sakurai e Satoshi Ohno;[carece de fontes?] os grupos musicais AKB48, Arashi, Yellow Magic Orchestra e Puffy (além de vários outros) foram formados em Tóquio. Os festivais de música que mais se destacam são o Summer Sonic e o Ultra Japan. O primeiro ocorre anualmente durante o verão do hemisfério norte e acontece de maneira simultânea em Osaka e Tóquio (mais especificamente em Chiba), atraindo milhões de pessoas do mundo todo. O Summer Sonic já realizou tanto apresentações de cantores e bandas do Japão, como Kyary Pamyu Pamyu, quanto do exterior, como o grupo Metallica. O Ultra Japan é um evento de música eletrônica internacional que acontece anualmente em Odaiba, durante três dias, e que atrai mais de quatrocentas mil pessoas.

Esportes

Esportes como o judô e o sumô, que fazem parte da cultura da cidade por séculos ainda são muito apreciados pela população de Tóquio. Porém, esportes ocidentais, como futebol, basquetebol, tênis e especialmente o beisebol estão ficando cada vez mais populares entre a população da cidade, especialmente entre os jovens. Os Jogos Olímpicos de Verão de 1964 foram realizados em Tóquio, e ocasionaram um grande impacto no aspecto urbano da cidade, pois foram construídas grandes obras de complexos desportivos de infraestrutura da cidade e de transporte que custaram cerca de três bilhões de dólares, com parte desse valor paga pelos Estados Unidos. Entre instalações utilizadas em 1964, encontram-se o antigo Estádio Olímpico de Tóquio, que sediou o evento, o Nippon Budokan (arena de artes marciais), e o Ginásio Nacional Yoyogi. A primeira delas foi demolida em maio de 2015 para dar lugar ao Novo Estádio Olímpico. Foi candidata para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016, mas acabou perdendo para o Rio de Janeiro. Quatro anos mais tarde, foi eleita sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020.

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Fontes consultadas

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