Spotify
Spotify é um popular serviço sueco de streaming de áudio e mídia, fundado em abril de 2006 pelos empresários Daniel Ek e Martin Lorentzon. Em março de 2026, consolidou-se como um dos maiores provedores de streaming de música do mundo, com mais de 761 milhões de usuários ativos mensais, dos quais 293 milhões são assinantes pagos.
Desde maio de 2014, o Spotify está disponível para iOS, Android, Windows 10 Mobile, Boxee, Linux, MeeGo, Microsoft Windows, Openpandora, OS X, Roku, S60 (Symbian), Samsung Smart TV, Sonos, HEOS by Denon, PlayStation 4, PlayStation 3, Squeezebox, Telia Digital-tv, TiVo, WD TV, webOS e Windows Phone. A versão da plataforma de Streaming para Xbox One só foi lançada em 2017. É o serviço de streaming que mais tem programas e aplicativos para todos os dispositivos e sistemas operacionais.
O Spotify foi desenvolvido em 2006 pela equipe da Spotify AB, em Estocolmo, Suécia. A empresa foi fundada por Daniel Ek, ex-diretor técnico da Stardoll, e Martin Lorentzon, cofundador da TradeDoubler. A Spotify AB é subsidiária da Spotify Ltd., com sede em Londres, no Reino Unido, que por sua vez é parte da holding Spotify Technology S.A. com domicílio legal em Luxemburgo.
Lançamento
O aplicativo Spotify foi lançado em 7 de outubro de 2008. Enquanto contas gratuitas permaneceram disponíveis por convite para gerenciar o crescimento do serviço, o lançamento abriu inscrições pagas a todos. Ao mesmo tempo, o Spotify AB anunciou acordos de licenciamento com os principais selos musicais. A companhia reportou um prejuízo de 31,8 milhões de coroas suecas (4,4 milhão dólares americanos) em 2008. Em 10 de fevereiro de 2009, o Spotify abriu as inscrições gratuitas no Reino Unido. As inscrições subiram após o lançamento do serviço móvel, levando o Spotify a parar as inscrições no Reino Unido durante uma parte de 2009, retornando a política para somente convidados.
Evolução
Em 4 de março de 2009, o Spotify anunciou uma falha de segurança no serviço, pelo qual as informações da conta privada (incluindo endereços de email e o embaralhamento de senhas por sal) de membros registrados antes de 19 de dezembro de 2008 foram potencialmente expostas. Cartões virtuais premium (códigos premium) foram oferecidos na temporada de natal de 2009 que permitiu que os beneficiários atualizassem uma conta para o status de "Premium" para 1, 3, 6 ou 12 meses. Em 28 de janeiro de 2010, o software antivírus da Symantec marcou o Spotify como um cavalo de Troia, desativando o software em milhões de computadores. Em fevereiro de 2010, o Spotify recebeu um pequeno investimento da Founders Fund, onde o membro do conselho, Sean Parker foi recrutado para ajudar o Spotify em "ganhar as gravadoras no maior mercado de música do mundo". Em 18 de maio de 2010, o Spotify anunciou mais dois tipos de contas disponíveis: o Spotify Unlimited, um equivalente ao Spotify Premium sem suporte móvel e outros, e o Spotify Open, uma versão reduzida dos recursos do Spotify Free, o que permitiu aos usuários ouvir 20 horas de música por mês.
Financiamento
Em 15 de abril de 2011, o Spotify anunciou através de um post no blog que iria reduzir drasticamente a quantidade de músicas que os membros Free poderiam acessar, sendo efetivado 1 de maio de 2011. O post afirmava que todos os membros Spotify Open e Spotify Free seriam transferidos para um novo produto que limitava a transmissão de áudio para 10 horas por mês. Além disso, as faixas individuais foram limitadas a cinco execuções. Os membros do Spotify Unlimited e Spotify Premium não foram afetados por esta mudança. Novos usuários foram isentos destas mudanças por seis meses. Em 17 de junho de 2011, foi relatado que o Spotify tinha garantido um financiamento com mais de US$ 100 milhões e planejava usar isso para auxiliar no seu lançamento nos Estados Unidos. A nova rodada de financiamentos avaliou a empresa em US$ 1 bilhão.
Lançamento nos Estados Unidos
Em 14 de julho de 2011, o Spotify lançou seu serviço nos Estados Unidos, após atrasos e anos de negociações com as quatro grandes gravadoras. Em 30 de novembro de 2011, o Spotify lançou o Spotify Apps e o App Finder com parceiros de lançamento, que incluía o Rolling Stone, We Are Hunted, Top10, Songkick, The Guardian, Soundrop e Last.fm.
Spotify Apps
Em novembro de 2011, o Spotify introduziu o serviço Spotify Apps que tornou possível para os desenvolvedores de terceiros a contribuir para aplicações HTML5 que poderiam ser hospedados dentro da área de trabalho do player Spotify. Os aplicativos fornecidos apresentavam recursos como letras sincronizadas, revisões de música e playlists por curadoria. No lançamento, os aplicativos suportados incluíam o Billboard, Fuse, The Guardian, Last.fm, Moodagent, Pitchfork, Rolling Stone, Songkick, Soundrop, Tunewiki e We Are Hunted. Em junho de 2012, o Soundrop se tornou o primeiro app do Spotify a atrair maiores financiamentos com $3 mil dólares da Série A de financiamentos do investidor Spotify, Northzone. O serviço Spotify Apps foi interrompido em outubro 2014.
2012–Presente
Em 29 de março de 2012, o Spotify removeu uma restrição que limitava usuários gratuitos não-americanos a executar cinco vezes uma determinada música; embora que a restrição tivesse continuado no Reino Unido e na França. O limite de 10 horas por mês permaneceu na função para todas as contas gratuitas com idade superior a seis meses; enquanto a empresa anunciou também "continue ilimitado ouvindo gratuitamente" para usuários nos Estados Unidos. Em agosto de 2012, a Time relatou quatro milhões de assinantes, produzindo, pelo menos € 20 milhões por mês em receita. A Goldman Sachs liderou a rodada de financiamento fechado em novembro de 2012, aumentando em torno de US$100 milhões e em uma avaliação de $3 bilhões.
Na comparação dos produtos e serviços do Spotify com muitas outras marcas concorrentes, tais como Deezer, Rdio (extinto), Napster, TIDAL, Google Music, YouTube Music, Apple Music, Qobuz, Pandora e iHeart Radio, existem algumas poucas características que desempenham um papel na decisão potencial de um cliente. Algumas das características mais importantes incluem: o tipo ou a finalidade do serviço de streaming, se existem opções gratuitas disponíveis, a presença de anúncios ou a falta dela, plataformas ou aplicativos que suportam cada serviço, o quanto custa a assinatura, e o tamanho da biblioteca de música oferecida. O Spotify possui uma biblioteca sob demanda em que os usuários podem criar playlists e seguir os colegas amantes da música. O Spotify também oferece o Spotify Rádio que permite aos usuários acessar inúmeras estações modelados para artistas e gêneros musicais. O Spotify oferece uma versão gratuita do seu serviço de streaming que inclui anúncios e é acessível a partir de um desktop, laptop ou dispositivo móvel (6 pulos por hora). No entanto, ao pagar $9,99 ou $4,99 se o usuário for um estudante, o usuário é capaz de acessar todos os recursos do Spotify online ou offline, sem qualquer publicidade e em qualquer dispositivo. O Spotify oferece uma biblioteca de música de mais de 30 milhões de músicas.
O Spotify está disponível em 180 países e territórios.
História da expansão
O Spotify entrou no ar (apenas por convite) na Escandinávia, Reino Unido, França e Espanha em outubro de 2008. O Spotify foi lançado no Reino Unido em fevereiro de 2009. Foi lançado nos País Baixos em maio de 2010, nos Estados Unidos em julho de 2011, na Dinamarca em outubro de 2011, na Áustria, Bélgica e Suíça, em 16 de novembro de 2011, seguido pela Alemanha, em março de 2012, Austrália e Nova Zelândia em maio de 2012 e Irlanda e Luxemburgo em novembro de 2012. A expansão continuou com a Itália, Polônia e Portugal em fevereiro de 2013, México, Hong Kong, Malásia, Singapura, Estônia, Letônia, Lituânia e Islândia em abril de 2013, Argentina, Grécia, Taiwan e Turquia em setembro de 2013 e em 20 outros mercados (Hungria, República Checa, Malta, Bulgária, Eslováquia, Chipre, Chile, Colômbia, Uruguai, El Salvador, Paraguai, Honduras, Panamá, Nicarágua, Peru, Equador, República Dominicana, Guatemala, Costa Rica e Bolívia) em dezembro de 2013.
Os três tipos de assinatura do Spotify são:
Retirada de coletânea de músicos como protesto em relação a desinformação
O cantor Neil Young pediu à plataforma que escolhesse entre apagar um podcast de Joe Rogan ou todo seu catálogo. Segundo ele, a gravação de áudio espalhava notícias falsas e desinformação sobre vacinas. A empresa então optou por retirar todo o catálogo do cantor e desmentiu a sua declaração, divulgando uma nota à imprensa afirmando "removeu mais de 20 mil arquivos, porém que busca respeitar e equilibrar a segurança de ouvintes e criadores". Joni Michell, India.Arie, Graham Nash e Stephen Stills seguiram os passos de Young e retiraram o seu catálogo do gigante do streaming. Mais tarde, o catálogo dos cinco músicos acabaria por voltar ao Spotify.


