Spam
Na sua forma mais popular, spam é sinónimo de lixo de correio eletrônico e designa mensagens de correio eletrônico com fins publicitários. O termo, no entanto, pode ser aplicado a mensagens enviadas por outros meios e noutras situações até modestas. Geralmente, os spams têm caráter apelativo e na maioria das vezes são incômodos e inconvenientes.
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Dentro do conceito puro de "spam", qual seja, mensagem eletrônica não solicitada enviada em massa, podemos afirmar que spams do tipo propaganda têm sido veiculados nas principais redes sociais. Essa afirmativa decorre do fato de o (a) usuário (a) não ter solicitado que, em sua página pessoal, dentro da rede social, fossem publicadas mensagens com layout semelhante ao das mensagens efetivamente pessoais, mas com conteúdo estritamente publicitário.
Correio eletrônico/eletrónico
Correio eletrônico é a forma mais comum e conhecida de spamming. Spammers desse meio frequentemente utilizam programas que facilitam ou automatizam a obtenção de endereços e o envio a um grande número de destinatários. Existem diversos métodos diferentes para um spammer obter uma lista de endereços. Um dos procedimentos mais comuns é utilizar programas de interpretação de textos que executam varreduras em ambientes com um número potencialmente grande de endereços disponíveis, como páginas da Internet, mensagens da rede Usenet e registros de Domain Name Services (DNS). Outro método, conhecido como "ataque de dicionário", consiste em construir uma lista de endereços baseada em nomes e palavras muito comuns.
Telemóvel
Mobile phone spam é dirigido ao serviço de mensagens de texto de um telefone celular. Isso pode ser especialmente irritante para os (as) clientes, não só pela inconveniência, mas também por causa da taxa que poderá ser cobrada por mensagem de texto. O termo "SpaSMS" é usado para descrever SMS spam.
Mensageiro Instantâneo (Instant Messaging)
O spam através de Instant Messaging faz uso de sistemas de mensagens instantâneas. Embora menos frequente do que suas contrapartes de e-mail, de acordo com um relatório do Ferris Research, 500 milhões de spams através de mensagens instantâneas foram enviados em 2003, o dobro do nível de 2002. As mensagens instantâneas tendem a não ser bloqueadas por firewalls, é um canal especialmente útil para os spammers. Isso é muito comum em vários sistemas de mensagens instantâneas como o Skype.
Newsgroup e fórum
Newsgroup spam é um tipo de spam onde os alvos são grupos de notícias Usenet. O spam através de grupos de notícias Usenet na verdade datam de antes do spam por e-mail. A Usenet Convention define como "spam" excesso de postagens múltiplas, ou seja, as repetidas postagens de uma mesma mensagem (ou mensagens substancialmente similares). A prevalência do spam pela Usenet levou ao desenvolvimento do Índice Breidbart como uma medida objetiva de "nível de spam" de uma mensagem. O spam nos fóruns é a criação de mensagens que são propagandas indesejadas ou não solicitadas em fóruns na internet. É geralmente feito por spam-bots, ou seja, automatizado. A maioria dos spams em fóruns é composto por links para sites externos, com o duplo objectivo de aumentar a visibilidade por mecanismos de buscas em áreas altamente competitivas, como a perda de peso, produtos farmacêuticos, jogos, pornografia, imóveis ou empréstimos, e gerar mais tráfego para esses sites comerciais. Alguns destes links contém código para rastrear a identidade do spambot, caso a venda se concretize, quando o spammer por trás da spambot trabalha com comissionamento.
Mensagens de jogos online
Muitos jogos online permitem aos jogadores entrar em contato através de mensagens de jogador para jogador, salas de chat, ou áreas de discussão pública. O que qualifica as mensagens como spam varia de jogo para jogo, mas geralmente este termo se aplica a todas as formas de "flooding", isto é, repetidas postagens de uma mesma mensagem (ou mensagens substancialmente similares), violando os termos do contrato de serviços para o site. Isto é particularmente comum em MMORPGs, onde os spammers tentam vender itens relacionados ao jogo para conseguir dinheiro real. Entre esses itens está principalmente a moeda do jogo. Este tipo de spam é também chamado de Real World Trading (RWT). No popular MMORPG RuneScape, são comuns aos spammers anunciar sites que vendem ouro com vários métodos de spam. Eles enviam spam através do sistema de mensagens in-game privado, através de emotes para ganhar a atenção e gritando publicamente a todos na área.
Blogue, wiki e livro de visitas
"Blog spams", ou "blams" para encurtar, são os spams em blogues. Em 2003, esse tipo de spam aproveitou a natureza aberta dos comentários no software de blogging Movable Type para repetidamente postar comentários, que forneceram nada além de uma hiperligação para o sítio comercial do spammer, nas diversas matérias dos blogues. Ataques semelhantes são frequentemente realizados contra wikis e livros de visitas, sendo que ambos aceitam contribuições de usuários.
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Divulgam conteúdo agressivo e violento, como por exemplo acusações infundadas contra indivíduos específicos, defesa de ideologias extremistas, apologia à violência contra minorias, racismo, xenofobia e abuso sexual de menores.
Boatos (hoaxes)
O termo hoax está associado a histórias falsas, escritas com o intuito de alarmar ou iludir aqueles que a leem e instigar sua divulgação o mais rapidamente e para o maior número de pessoas possível. Geralmente tratam de pessoas que necessitam urgentemente de algum tipo de ajuda, alertas a algum tipo de ameaça ou perigo, difamação de marcas e empresas ou ofertas falsas de produtos gratuitos. Aquelas que relatam histórias cujos personagens, época ou localização são desconhecidos. São histórias conhecidas como "lendas urbanas".
Correntes (chain letters)
Mensagens desta categoria prometem sorte, riqueza ou algum outro tipo de benefício àqueles que a repassarem para um número mínimo de pessoas em um tempo pré-determinado; garantindo, por outro lado, que aqueles que interromperem a corrente, deixando de divulgar a mensagem, sofrerão muitos infortúnios. Com esse mecanismo, elas têm a capacidade de atingir um número exponencial de pessoas em um curto período de tempo.
Propagandas
Divulgam desde produtos e serviços até propaganda política. Este tipo de spam é um dos mais comuns e um dos mais antigos já registrados. Embora existam mensagens comerciais legítimas, enviadas por empresas licenciadas e conhecidas, nota-se que não é raro que o produto ou serviço oferecido pela mensagem tenha alguma característica ilegal e o spammer e a empresa sejam desconhecidos do público ou completamente anônimos. Entre outros, um spam publicitário costuma apresentar medicamentos sem prescrição, software pirata ou ilegal, diplomas universitários, oportunidades de enriquecimento rápido, cassinos e outros esquemas de apostas, produtos eróticos e páginas pornográficas. Um dos exemplos mais conhecidos do público é o spam que oferece o medicamento Viagra a baixo custo.
Golpes (scam)
Tratam de oportunidades enganosas e ofertas de produtos que prometem falsos resultados. Entre as ofertas mais comuns estão as oportunidades miraculosas de negócios ou emprego, propostas para trabalhar em casa e empréstimos facilitados. Todos podem ser encontrados em uma lista elaborada pela Federal Trade Commission em 1998 que reúne 12 tipos comuns de fraudes e golpes relacionados a spam nos Estados Unidos na época. Um dos golpes mais conhecidos da Internet é a mensagem cujo remetente alega ser um nigeriano que, devido a razões políticas ou pessoais, está disposto a transferir uma grande quantidade de dinheiro ao destinatário desde que este pague uma certa taxa como garantia. Este spam é conhecido como "419" devido ao número do código criminal nigeriano ao qual o caso se aplica.
Estelionato (phishing)
São mensagens que assumem o disfarce de spam comercial ou cujos títulos simulam mensagens comuns, como comunicados transmitidos dentro de uma organização ou mensagens pessoais oriundas de pessoas conhecidas. Tal disfarce tem como objetivo iludir o destinatário, solicitando-lhe que envie dados confidenciais (preenchendo um formulário, por exemplo) para algum endereço eletrônico ou que se cadastre em uma página da Internet que na verdade é uma cópia de alguma outra página. Na maioria dos casos, essas armadilhas são criadas para obter informações pessoais e senhas para que possam ser usadas em algum tipo de fraude ou para transferências bancárias e compras pela Internet.
Programas maliciosos
De forma semelhante ao spam de estelionato, este tipo apresenta-se sob disfarce e induz o destinatário a executar um programa de computador malicioso enviado junto à mensagem (induz ao erro). Dentre os programas usualmente enviados desta forma estão principalmente os vírus, os worms e os trojans. Vírus são programas capazes de atingir arquivos e programas de um computador que tenha sido "infectado" através de sua execução. Como em cada um desses é inserido uma nova cópia, esses arquivos ou programas passam a transmitir o vírus também. Embora existam vírus cuja única finalidade é perturbar o (a) usuário (a) do computador, a maioria desses age destrutivamente, corrompendo ou apagando arquivos e desconfigurando o sistema.
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A principal motivação para a prática do spamming é o baixo custo associado ao envio de mensagens eletrônicas. Diferente de meios como o correio tradicional e o telefone, meios eletrônicos como a Internet permitem o envio de uma grande quantidade de mensagens a um custo próximo de zero. Como consequência, qualquer spammer é capaz de enviar milhares de mensagens e, mesmo que seus objetivos sejam atingidos somente em relação a uma pequena parcela dos destinatários, a relação custo-benefício é compensadora. Pesquisas indicam que somente 0,005% dos destinatários respondem da maneira que o spammer deseja, mas quando comparada à quantidade massiva de mensagens enviadas, essa parcela pode ser significativa. [carece de fontes?] Além do baixo custo, a comunicação eletrônica também fornece ao spammer a vantagem da automatização: a maior parte do spam é submetida através de programas de envio automático, o que permite que a prática do spamming seja não somente barata como também rápida e simples.
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Existem diversas versões a respeito da origem da palavra spam. A versão mais aceita, e endossada pela RFC 2635, afirma que o termo originou-se da marca "SPAM", um tipo de carne suína enlatada da Hormel Foods Corporation, e foi associado ao envio de mensagens não solicitadas devido a um quadro do grupo de humoristas ingleses Monty Python. O quadro[en] foi escrito para ironizar o racionamento de comida ocorrido na Inglaterra durante e após a Segunda Guerra Mundial. SPAM foi um dos poucos alimentos excluídos desse racionamento, o que eventualmente levou as pessoas a enjoarem da marca e motivou a criação do quadro. Esse quadro envolve um casal discutindo com uma garçonete em um restaurante a respeito da quantidade de SPAM presente nos pratos. Enquanto o casal pergunta por um prato que não contenha a carne enlatada, a garçonete repete constantemente a palavra "SPAM" para indicar a quantidade. Passado algum tempo, a discussão faz com que um grupo de viquingues presente no restaurante comece a cantar de maneira operática "SPAM, amado SPAM, glorioso SPAM, maravilhoso SPAM!", impossibilitando qualquer conversa.
O primeiro registro oficial de uma mensagem eletrônica não solicitada enviada em massa não ocorreu em uma rede, mas no Compatible Time-Sharing System (CTSS) do Massachusetts Institute of Technology (MIT). O sistema, criado em 1961, consistia em um computador que podia ser acessado por múltiplos usuários através de diferentes terminais. Pouco tempo depois de sua criação, Tom Van Vleck e Noel Morris implementaram o programa CTSS MAIL que permitia aos usuários comunicarem entre si através de mensagens. Em 1971, um administrador do CTSS chamado Peter Bos utilizou o CTSS MAIL para enviar a mensagem pacifista "THERE IS NO WAY TO PEACE. PEACE IS THE WAY.", ou "Não há caminho para a paz. Paz é o único caminho." Quando Tom Van Vleck considerou tal comportamento como inadequado, Bos se defendeu dizendo: "Mas isto é importante!". Apesar do número considerável de reações indignadas e de subsequentes discussões a respeito, em parte devido ao fato de que a ARPANet era considerada como sendo de uso exclusivo para assuntos do governo estadunidense, a questão não foi considerada por todos como sendo de maior importância na época. Mark Crispin afirmou que "a solução definitva é o comando de apagar mensagens do seu programa para leitura de correio eletrônico" e Richard Stallman, que hoje considera o spamming como um dos maiores problemas da Internet, na época acreditava que as consequências de tal comportamento eram pequenas e não justificavam a criação de um sistema de controle.
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Existem diferentes pontos de vista a respeito da prática do spamming. O argumento comum das pessoas que se posicionam contra baseia-se principalmente no consumo de recursos feito pela massiva quantidade de spam na Internet e na qualidade do conteúdo presente nas mensagens. Há diversas organizações de combate ao spam que criticam a prática baseando-se no espaço que as mensagens não solicitadas ocupam, no tempo necessário para evitá-las e na natureza intrinsecamente ilícita da maioria delas. Por outro lado, existe um número considerável de organizações a favor do spam que não são necessariamente spammers. Segundo algumas destas últimas, anti-spammers costumam agir de maneira extremista e alardear que o spamming é muito mais prejudicial do que realmente é. Grande parcela das mensagens não solicitadas enviadas são de natureza maliciosa ou mesmo ilícita, o que certamente contribui para que a prática do spamming seja vista de maneira negativa. Diante desse fato, a Direct Marketing Association (DMA) propôs uma definição de spam que se restringia somente a esse tipo de mensagem. A atitude da DMA foi vista por muitos (as) como uma tentativa da organização de justificar o próprio spam.
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Para discutir as questões econômicas relacionadas ao spam, é necessário realizar uma análise de cada um de três possíveis pontos de vista: do provedor do serviço de comunicação eletrônica utilizado, do (a) usuário (a) e do (a) spammer. Para provedores de correio eletrônico, o spam costuma ser um grande problema. De acordo com o estudo da Spam Filter Review, 40% de todas as mensagens de correio eletrônico transmitidas em 2003 foi spam. Esse valor, que atinge até 60% em outras pesquisas, exige dos provedores a transmissão e o armazenamento de um grande volume de dados desnecessários. Procurando evitar essa carga, muitos deles (as) passaram a impor alguma restrição a seus (uas) clientes e a utilizar filtros para rejeitar mensagens que possam ser spam. No caso do (a) usuário (a) do serviço, o spam representa um custo adicional indesejado, pois a ele caberá pagar pela recepção da mensagem. Se seu trabalho exigir grande uso do correio eletrônico, o spam pode representar uma perda de tempo e uma distração capaz de reduzir a produtividade.
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No mundo todo, muitos esforços têm sido feitos na tentativa de regulamentar a prática do spamming. Essas iniciativas, consideradas importantes ou mesmo urgentes por muitos, esbarram nas dificuldades de definir claramente o que é spam e, principalmente, como caracterizar o abuso e não restringir a liberdade de expressão no âmbito da comunicação eletrônica. Além disso, mesmo estabelecidas as leis, surge a questão de como identificar e localizar os (as) spammers infratores (as), normalmente protegidos sob um nome e um endereço eletrônico falsos, e aplicar-lhes a punição cabida. Um marco importante é o CAN-SPAM Act of 2003, lei federal dos Estados Unidos que visa regulamentar o envio de mensagens eletrônicas comerciais em todo o território estadunidense e estabelecer formas de punição aos infratores. Em seu texto, determina que as mensagens comerciais contenham cabeçalho válido, identificando endereço eletrônico do remetente, assim como domínio; tenham no campo assunto um texto que não impeça o (a) destinatário (a) de identificar o conteúdo real da mensagem e inclua algum mecanismo para o (a) destinatário (a) solicitar a interrupção do envio dessas mensagens.
No Brasil
Embora exista um volume significativo de spam brasileiro que traz no final um texto salientando sua conformidade com a lei, não existem leis no Brasil que tratam especificamente da prática de spamming. Há um falso decreto que circula alegando a legitimidade do spam, o que não é verdadeiro, pois isso é a cópia de um decreto do Congresso estadunidense, que não possui relações com a legislação brasileira. "Esta mensagem é enviada com a complacência da nova legislação sobre correio eletrônico, Seção 301, Parágrafo (a) (2) (c) Decreto S. 1618, Título Terceiro aprovado pelo "105 Congresso Base das Normativas Internacionais sobre o SPAM". Este E-mail não poderá ser considerado SPAM quando inclua uma forma de ser
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O termo Spam Wars, ou "Guerra do Spam", foi popularizado por Lawrence Lessig em um artigo homônimo publicado em 31 de dezembro de 1998. Nesse artigo, Lessig descreveu um conflito entre o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Open Relay Blocking System (ORBS), que se iniciou quando o ORBS passou a considerar as mensagens do MIT como sendo spam e resultou em um desastroso confronto entre as duas entidades, ambas ironicamente reconhecidas como sendo contra o spamming. O objetivo principal do artigo de Lessig era teorizar a respeito de problemas que poderiam ser causados pelo extremismo no combate ao spam e de como diferentes pontos de vista poderiam resultar em manipulações indevidas. Entretanto, o termo acabou eventualmente associado ao conflito entre spammers e pessoas, conhecidas como anti-spammers, que se esforçam para reduzir ou eliminar a incidência do spam na comunicação eletrônica.
Recursos dos (as) spammers
Muitos (as) usuários (as) conseguem reconhecer facilmente que uma mensagem é spam devido à presença de frases gramaticalmente incorretas ou conceitualmente absurdas, uma consequência da automatização do envio. Devido a esse fato, um esforço recorrente dos spammers é tentar tornar a mensagem enviada suficientemente crível e atrair o (a) destinatário (a) ao mesmo tempo. No caso de mensagens mais informais, métodos comuns para atingir esse objetivo são o uso de frases simpáticas ou frases que sugerem que a mensagem enviada é uma resposta a algo que o (a) destinatário (a) enviou anteriormente. Outro procedimento comum de spammers é enviar suas mensagens utilizando nomes e endereços falsos, mas que sejam familiares ou pelo menos simpáticos para o (a) destinatário (a). Através disso, um (a) spammer não somente pode atrair a atenção do (a) usuário (a), como também evita ser rastreado. Alguns deles (as) alteram até mesmo o endereço IP para dificultar a identificação.
Recursos dos (as) anti-spammers
No ano 2000, Von Ahn, professor da Universidade de Carnegie Mellon, desenvolveu o CAPTCHA, um sistema para impedir o envio de mensagens de e-mails indesejadas. Esse mecanismo impede scripts automatizados - mais conhecidos como bots - de se passarem por humanos, e que segundo ele, junto com avançadas técnicas de filtragem de spams, consegue solucionar a maior parte dos problemas decorridos de spams e deixa a questão praticamente resolvida. É verdade que o desenvolvimento do CAPTCHA marcou o início da luta contra spams e que graças a ele houve uma diminuição acentuada dos envios de e-mails não desejados, entretanto ainda hoje uma grande parte da banda da Internet é consumida com estas mensagens, como pode ser visto nas estatísticas da spamcop. Novas técnicas e ferramentas estão sendo aplicadas para frear este problema. Tais soluções atuam em diversas camadas, sejam filtros implementados nos servidores de e-mail, mecanismos de classificação de mensagens de spam para os (as) usuários (as) definirem quando determinado assunto ou autor (a) é fonte de spam e até mesmo filtros implementados na camada física, como alguns componentes eletrônicos de rede que possuem mecanismos anti-spam implementados em rede.


