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República Democrática do Congo

República Democrática do Congo, também designada como RD Congo, Congo Democrático, Congo, Zaire ou, por vezes, Congo-Quinxassa ou Congo-Kinshasa para diferenciá-la da vizinha República do Congo é um país da África Central.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Etimologia

Embora o nome do país derive do Rio Congo, este rio recebeu devido ao povo congo, que habitava a foz quando chegaram exploradores portugueses em 1483 ou 1484. Congo era umendônimo que significa "caçadores" (em língua congo: mukongo ou nkongo). A República Democrática do Congo já foi chamada, em ordem cronológica: Estado Livre do Congo, Congo Belga, República do Congo (Léopoldville), República Democrática do Congo e República do Zaire durante alguns anos, entre 1965 e 1971. Em 1992, a Conferência Nacional Soberana votou pela recuperação do nome anterior, República Democrática do Congo, mas a alteração não levada a efeito. O nome do país só foi restaurado em 1997, pelo presidente Laurent-Désiré Kabila (1997-2001), após o fim da longa ditadura de Mobutu Sese Seko (1965-1997).

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História

Os focos de violência permaneceram ativos no norte e nordeste nacional na ofensiva de Garamba em 2008–2009 (contra o Exército de Resistência do Senhor) e no Conflito em Dongo durante os anos de 2008 e 2009. Como desdobramento dos conflitos de Ituri e Quivu, em março/abril de 2012 teve início a rebelião M23, um conflito ocorrido entre o Movimento 23 de Março e o governo quinxassa-congolês na província de Quivu do Norte. Em novembro de 2013 o último foco rebelde tinha sido derrotado pelas tropas governamentais e da MONUSCO. Em 2015, grandes protestos eclodiram em todo o país e os manifestantes exigiram que Joseph Kabila deixasse o cargo de presidente. Os protestos começaram após a aprovação de uma lei pela câmara baixa quinxassa-congolesa que, se também aprovada pela câmara alta, manteria Kabila no poder pelo menos até que um censo nacional fosse realizado (um processo que provavelmente levaria vários anos e, portanto, manteria ele no poder após as eleições planejadas de 2016, nas quais ele estaria constitucionalmente impedido de participar).

Antiguidade e Colonização belga

A região foi ocupada na antiguidade por bantos da África Oriental e povos do rio Nilo, que ali fundaram os reinos de Luba, Lunda e do Congo, entre outros. Em 1878, o explorador Henry Stanley fundou entrepostos comerciais no rio Congo, sob ordem do rei belga Leopoldo II. Na Conferência de Berlim, em 1885, que dividiu a África entre as potências europeias, Leopoldo II recebeu o território como possessão pessoal, chamando-o Estado Livre do Congo. Em 1908, o Estado Livre do Congo deixou de ser propriedade da Coroa, depois da brutalidade deste tipo de colonização ter sido exposta na imprensa ocidental e tornou-se colônia da Bélgica, chamada Congo Belga.

Independência

O nacionalismo quinxassa-congolês iniciou-se pelos povos congos em 1950 com fundação da "Associação dos Bacongos para a Unificação, a Conservação e o Desenvolvimento da Língua Congo" (Abako). Inicialmente como movimento cultural dos congos, o nacionalismo africano do pós-Segunda Guerra a influenciou a lançar um manifesto de ruptura radical baseada no federalismo no ano de 1956 em resposta ao então movimento dominante integracionista com a metrópole belga, vinculado ao manifesto La Conscience Africaine. Nas eleições distritais quinxassa-congolesas de 1957 a Abako vence na maior cidade da colónia, Léopoldville (atual Quinxassa), demonstrando a força do nacionalismo nascente.

Zaire e era Mobutu

Mobutu estabeleceu uma ditadura personalista com forte apoio militar dos governos dos Estados Unidos desde o golpe militar que levou ao poder, e por todos os 32 anos em que permaneceu como ditador único e soberano no Congo. A ajuda estadunidense foi encerrada com a queda do comunismo no leste europeu.[carece de fontes?] No início da década de 1970 lançou sua política de "zairização" (ou authenticité), proibindo nomes ocidentais e cristãos. Como parte da campanha, mudou em 1971 o nome do país para Zaire e da capital para Quinxassa (anteriormente, Leopoldville). Ele próprio passou a chamar-se Mobutu Sese Seko Koko Ngbendu wa za Banga, que significa "o todo-poderoso guerreiro que, por sua resistência e inabalável vontade de vencer, vai de conquista em conquista deixando fogo à sua passagem".

Década de 1990: Primeira Guerra do Congo

Em 1994, mais de 1 milhão de ruandeses (em sua maioria hútus) foragidos do genocídio em seu país ingressaram no leste do Zaire. A chegada dos refugiados desestabilizou a região, habitada há mais de 200 anos pelos tútsis baniamulenges, inimigos históricos dos hútus. Sentindo-se negligenciados por Mobutu, que tolerou a presença dos hútus na região, os baniamulenges iniciaram uma rebelião em outubro de 1996, liderados pelo lumumbista Laurent-Désiré Kabila. No ínterim do processo rebelde, ocorreu o massacre contra os hútus refugiados em solo nacional. Diante da situação caótica, o movimento contou com o apoio decisivo da vizinha Uganda e do regime tútsi de Ruanda, e ganhou rapidamente a adesão da população, insatisfeita com a pobreza e a corrupção no governo. Nos meses seguintes aumentaram os choques entre a guerrilha, batizada de Aliança das Forças Democráticas para a Libertação do Congo (AFDL) e o Exército, que enfrentou deserção em massa. A escalada da ofensiva coincidiu com a ausência de Mobutu, que viajou para a Europa em agosto para submeter-se a tratamento médico para o câncer (cancro, em português europeu) na próstata (que havia sido detectado 34 anos antes, em 1962). Apesar de muito doente, retornou ao território em dezembro com o objetivo de deter a rebelião. Em 1997, a guerra civil alastrou-se pelo território, nos sentidos Norte–Sul e Leste–Oeste. Em fevereiro, a Força Aérea bombardeou as cidades de Bucavu, Shabunda e Walikale, sob controle rebelde. Mobutu propôs cessar-fogo à guerrilha em março, mas a AFDL não negociou. No mesmo mês conquistou Lubumbashi, Quissangane (duas das maiores cidades depois de Quinxassa) e Buchimaie, a "capital dos diamantes". Explodia, assim, a Primeira Guerra do Congo, um desenvolvimento da crise do Congo (1960-1965).

Segunda Guerra do Congo

Apesar da promessa de democracia, um dos primeiros atos do novo presidente foi a suspensão dos partidos e a proibição de manifestações políticas. As medidas autoritárias e o rompimento de Laurent-Désiré Kabila com Ruanda e Uganda provocaram insatisfação popular, sobretudo dos antigos aliados, os tutsis baniamulenges. Em janeiro de 1998, militares baniamulenges se amotinaram contra o regime. Em fevereiro, o governo prendeu chefes tribais e professores universitários na região de Quivu, leste do país, onde vivem os tutsis. A revolta se alastrou, recebendo o apoio ruandês e ugandense contra Laurent-Désiré Kabila e, em junho, degenerou na guerra civil Segunda Guerra do Congo. Os combates contra o governo ocorreram nos sentidos Norte–Sul e Leste–Oeste, repetindo a trajetória da ofensiva que no ano anterior depusera Mobutu e levou Laurent-Désiré Kabila ao poder.

Governo de Transição

Em 2001, Laurent-Désiré Kabila foi assassinado por um de seus guarda-costas. Joseph Kabila, seu filho, assumiu o governo, iniciou o processo de paz e prometeu eleições. Acordos para a democratização avançaram, com uma tentativa de pacificar os grupos rivais. Em abril de 2003, mil pessoas da minoria hema foram massacradas numa região ainda marcada por confrontos, rica em ouro. No fim do ano iniciou-se a ação do governo provisório na região para debelar os conflitos. A investigação do Tribunal Penal Internacional na República Democrática do Congo ou a situação na República Democrática do Congo é uma investigação em curso do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre crimes cometidos na República Democrática do Congo durante a Segunda Guerra do Congo e suas consequências, incluindo os conflitos de Ituri e Quivu. Em abril de 2004, o governo da República Democrática do Congo encaminhou formalmente a situação no Congo ao Tribunal Penal Internacional e, em junho de 2004, o promotor Luis Moreno Ocampo abriu formalmente uma investigação. Até 2020, haviam sido emitidos mandados de prisão para Thomas Lubanga Dyilo, Germain Katanga, Mathieu Ngudjolo Chui, Bosco Ntaganda, Callixte Mbarushimana e Silvestre Mudacumura.

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Geografia

O país é cortado pelo rio Congo como um "U" invertido, que é a principal fonte de abastecimento de água do país. Nascendo formalmente na Zâmbia, entra no país ao sul e percorre sentido norte com o nome de Lualaba, formando uma das maiores bacias hidrográficas do mundo, a bacia do Congo e sua vasta floresta equatorial (Floresta do Congo), recebendo águas do sistema Luapula–Luvua, vindos da região norte da Zâmbia, onde localiza-se sua real nascente no rio Chambeshi; e outras águas oriundas do lago Tanganica pelo rio Lukuga a leste. Contornando a enorme planície do Congo para oeste e novamente para sul e sudoeste, fazendo fronteira com a República do Congo, recebendo águas dos seus outros grandes afluentes como os rios Ubangui e Cassai, desaguando no oceano Atlântico na fronteira do país com Angola. A leste desta imensa planície florestal selvagem, erguem-se os maciços e montanhas, formando vales e desfiladeiros provenientes e causados pelo tectonismo do Vale do Rifte Albertino, os quais formaram os Grandes Lagos Africanos, os quais lagos Tanganica, Quivu, Eduardo e Alberto; o Planalto de Catanga-Chambezi, no sul na fronteira com Zâmbia e Angola, que forma o cinturão de cobre da África Central, e ;as principais cadeias montanhosas como os montes Mitumba, Virunga e Ruvenzori — esta última cadeia, faz parte da fronteira leste com Uganda, dividindo o ponto mais elevado entre os dois países: o monte Stanley (ou monte Angaliema) e seus 5 109 m de altitude, a terceira maior montanha da África.

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Demografia

A Organização das Nações Unidas estimou, para 2007, a população em 62,6 milhões de pessoas, tendo aumentado rapidamente, apesar da guerra de 1997. Porém, esse número pode passar dos 70 milhões, já que os dados podem não ser exatos. Em 2021, sua população era de 92 milhões. A maioria da população é rural, com apenas 30% de sua população vivendo em meios urbanos.

Religião

Religião na República Democrática do Congo 2015 Na República Democrática do Congo, o cristianismo é a religião predominante, sendo seguido por aproximadamente 95% da população. A maioria das pessoas que seguem outras religiões são ou muçulmanas ou adeptas de alguma religião local, como o tocoísmo ou o quimbanguismo (fundada pelo enviado de Deus, o profeta Simão Kimbangu como se acredita), cujos crentes são maioritariamente os congos, que acreditam que esta seja a religião dos seus ancestrais.[carece de fontes?]

Grupos étnicos

Mais de 250 grupos étnicos povoam a República Democrática do Congo, dos quais a maioria são povos bantos. Juntos, os povos mongos, lubas, congos, mangbetus e azandes constituem cerca de 45% da população. Os povos congos são o maior grupo étnico do país. Cerca de 600 000 pigmeus vivem na República Democrática do Congo.

Línguas

Embora várias centenas de línguas e dialetos locais sejam falados, a variedade linguística é superada pelo uso generalizado do francês como língua franca, administrativa e de negócios. São falados aproximadamente 700 línguas e dialetos, com outras principais intermediárias no congo, no quituba, no luba, no suaíli e na lingala. É um dos países que mais contém dialetos.

Migração

Dada a situação do país e as condições das estruturas estatais, é extremamente difícil obter dados migratórios confiáveis. No entanto, as evidências sugerem que o país continua a ser destino para imigrantes, apesar dos recentes declínios em seus números. A imigração é de natureza muito diversa; refugiados e solicitantes de refúgio — produtos dos numerosos e violentos conflitos na região dos Grandes Lagos — constituem um importante subconjunto da população. Além disso, as grandes operações de minas do país atraem trabalhadores migrantes da África e de outros lugares. Há também uma migração considerável para atividades comerciais de outros países africanos e do resto do mundo, mas esses movimentos não são bem estudados.

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Política

Em 18 e 19 de dezembro de 2005, realizou-se com sucesso o referendo que estabeleceu as eleições em 2006. O processo de votação, tecnicamente difícil devido à falta de infraestrutura, foi organizado pela Comissão Eleitoral Independente do Congo com o apoio da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC). Segundo dados divulgados em janeiro de 2006, a constituição foi aprovada por 84,31% dos eleitores. A 6 de Dezembro de 2006, Joseph Kabila, filho de Laurent Kabila, tomou posse como presidente depois de vencer as primeiras eleições gerais em 40 anos. O atual quadro político da República Democrática do Congo é o de uma república de transição de uma guerra civil para uma república democrática semipresidencial. Apesar de se chamar "República Democrática do Congo", o país tem um dos menores índices de democracia do mundo, estando em 155.° lugar em uma lista de 167 países.

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Subdivisões

Até 2005, a República Democrática do Congo dividia-se em 11 províncias: A constituição de 2005, que entrou em vigor em fevereiro de 2006, dividiu a República Democrática do Congo, no prazo de 36 meses, em 25 províncias e uma cidade independente (Quinxassa), com estatuto de província:

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Economia

A economia do segundo maior país da África depende fortemente de mineração. No entanto, a atividade econômica ocorre principalmente no setor informal e não é refletido no PIB. A República Democrática do Congo é uma nação que possui uma vasta riqueza potencial que declinou drasticamente desde os meados da década de 1980. Os dois recentes conflitos, que se iniciaram em 1998, reduziram dramaticamente a produção nacional e as receitas do governo, aumentaram a dívida externa e resultaram em talvez umas 3,8 milhões de vítimas,[carece de fontes?] diretas, que se somadas às vítimas causadas pela fome e as devidas a doenças, são 4,5 milhões. As empresas estrangeiras retraíram-se devido à incerteza quanto ao resultado dos conflitos, à falta de infraestrutura e ao difícil ambiente empresarial. A guerra intensificou o impacto de problemas básicos como uma moldura legal incerta, corrupção, inflação e falta de abertura nas políticas econômicas e operações financeiras do governo. As condições melhoraram no fim de 2002 com a retirada de uma grande percentagem das tropas estrangeiras presentes no país. Algumas missões do FMI e do Banco Mundial reuniram-se com o governo para ajudá-lo a desenvolver um plano econômico coerente, perdoando 90% da dívida, e o presidente Joseph Laurent-Désiré Kabila começou a implementar reformas. Muito da atividade econômica fica de fora dos dados do PIB. A região quinxassa-congolesa de Catanga possui alguns dos melhores depósitos mundiais de cobre e cobalto. Outras áreas do país possuem fontes ricas de minerais diversos, incluindo diamante, ouro, ferro e urânio. Em 2019, o país era o maior produtor mundial de cobalto e tântalo, o 4º maior produtor mundial de cobre e o 7º maior produtor mundial de estanho, além de ter uma produção considerável de ouro. Em 2016 era o 4º maior produtor mundial de diamante. Na agricultura, o país tem exportações pequenas; entre as de maior valor, estão o cacau, o café e o farelo de trigo. O país é o maior produtor do mundo de banana-da-terra e o 3º maior de mandioca. Após anos de guerras, ditaduras e tumultos, porém, a infraestrutura do país ou está em ruínas ou é inexistente, e as operações de extração estão produzindo apenas uma fração de seu potencial. Se considerarmos o valor de seus recursos naturais, serão de 24 trilhões de dólares (24 biliões de dólares em escala curta, usada em Portugal).

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Infraestrutura

Educação

O sistema educacional na República Democrática do Congo é administrado por três ministérios: o Ministério da Educação Primária, Secundária e Técnica (MEPSP), o Ministério da Educação Superior e Universitária (MESU) e o Ministério de Assuntos Sociais) (MAS). A educação primária na República Democrática do Congo não é gratuita ou obrigatória, embora a constituição quinxassa-congolesa declare que ser dever do Estado prover a educação. Como resultado da guerra civil de seis anos entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, mais de 5,2 milhões de crianças no país não receberam nenhuma educação neste período. Desde o fim da guerra civil, a situação educacional melhorou significativamente, com o número de crianças matriculadas nas escolas primárias subindo de 5,5 milhões em 2002 para 16,8 milhões em 2018, e o número de crianças matriculadas nas escolas secundárias passando de 2,8 milhões em 2007 para 4,6 milhões em 2015, de acordo com dados da UNESCO. A frequência escolar também melhorou nos últimos anos, sendo que a frequência líquida à escola primária foi estimada em 82,4% em 2014. Cerca de 82,4% das crianças com idade entre 6 e 11 anos frequentaram a escola naquele ano (83,4% para meninos e 80,6% para meninas).

Energia elétrica

Na República Democrática do Congo, existem recursos de carvão e petróleo bruto que foram usados principalmente internamente em 2008. O país possui uma importante infraestrutura de hidroeletricidade no rio Congo, as barragens do Complexo de Inga. Além disso, possui 50% das florestas da África e um sistema fluvial que poderia fornecer energia hidrelétrica para todo o continente, de acordo com um relatório da ONU sobre a importância estratégica do país e seu potencial papel como potência econômica na África Central. Somente o projeto "Grande Barragem de Inga", uma extensão do atual Complexo de Inga, poderia gerar até 39 000 MW — e aumentaria significativamente a energia disponível para o continente africano. Conectar Grande Inga a uma rede elétrica continental para os principais centros populacionais seria o maior projeto hidrelétrico do mundo.

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Cultura

A cultura da República Democrática do Congo reflete a diversidade das suas centenas de grupos étnicos, contados como 250, e suas diferentes formas de vida em todo o país, da foz do rio Congo na costa, através do rio, acima selva e savana, no seu centro, para as montanhas mais densamente povoadas no extremo leste.

Música

Fora da África, qualquer música da República Democrática do Congo (e também da República do Congo) é chamada soukous, que mais exatamente refere-se a uma dança popular do final dos anos 1960. O termo rumba ou rock-rumba também é usado geralmente para referir-se a música quinxassa-congolesa, embora ambas palavras tenham as suas próprias dificuldades e nem sejam muito exatas nem exatamente descritivas. No país não há nenhum termo específico da sua própria música, a não ser a expressão "muziki na biso" ("nossa música"). A música quinxassa-congolesa teve muita influência nos estilos musicais da África subsariana onde surgiu uma quarta geração de músicos liderados fundamentalmente pelos integrantes do dividido grupo musical Wenge Musica 4x4 causado pela rivalidade entre as duas figuras emblemáticas do grupo JB Mpiana e Werrason. Existe uma quinta geração na música nacional, liderada pelos músicos Fally Ipupa do antigo grupo Quartier Latin, Koffi Olomide e Ferre Gola, provenientes do grupo Maison Mère de Werrason. Outros músicos desta geração são: Didier Kalonji, Celeo Scram, Didier lacoste, Jus d'Été, Fabricas, Heritie Watanabi, Baby Ndombe, todos ex integrantes do grupo maison mere, Solei watanga, Jipson Butukundolo, Modogo Abarambua, Samy Shiton, Suzuki Luzubu, Babia Ndonga Chokoro, todos ex quartien latin e outros tantos de menor sucesso e impacto na nova geração.

Máscaras Congolesas

As máscaras tradicionais estão entre as expressões mais marcantes da arte congolesa. Além da função decorativa, carregam significados culturais, espirituais e históricos ligados às comunidades que as produzem. Inspiradas em povos como Pende, Kuba e Songye, essas peças podem ser usadas como destaque na decoração, trazendo identidade e autenticidade aos ambientes. Geralmente confeccionadas em madeira, também podem incorporar materiais como marfim, ossos, fibras vegetais, penas, pedra e metal, unindo valor estético e utilitário. A arte da República Democrática do Congo também se destaca na pintura contemporânea, com artistas renomados como Chéri Samba, Maludi Solo e Mongita Lokele.

Catch Fétiche

Catch Fétiche, também chamado de Voodo Wrestling, é um esporte que mistura o catch wrestling com práticas de religiões originárias da África, como o fetichismo.

Feriados

Os feriados estabelecidos pela república são:[carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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