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Reino da Inglaterra

O Reino da Inglaterra foi um Estado soberano localizado na Europa Ocidental, na parte sul da ilha da Grã-Bretanha, que surgiu em meados do século X, durando até 1707, quando se uniu com a Escócia para formar o Reino da Grã-Bretanha. Seu território corresponde atualmente a Inglaterra e ao País de Gales, ambos países constituintes do Reino Unido, o Estado sucessor do Reino da Grã-Bretanha.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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História

Convencionalmente, na história da Inglaterra, o Reino da Inglaterra é distinguido em dois períodos: a Inglaterra anglo-saxã (de sua unificação até 1066) e a Inglaterra anglo-normanda (após 1066).

Inglaterra anglo-saxã

Compreende-se como Inglaterra anglo-saxã o período entre o estabelecimento dos reinos anglo-saxões (Heptarquia) após o fim do domínio romano na ilha, no século V, até a conquista normanda da Inglaterra em 1066. Havia vários reinos, na qual se destacam Wessex, Mércia, Sussex, Nortúmbria, Essex, Kent e Ânglia Oriental. No século IX, após uma desestabilização na região causada no pelas invasões viquingues, a unificação inglesa foi alcançada em 927 por Etelstano de Wessex, que fortificara seu reino contra os viquingues. O reino mantinha-se em unidade política no século que passara. Durante o reinado de Etelredo II (978-1016), uma nova onda de invasões foi orquestrada por Sueno I da Dinamarca, culminando em vinte e cinco anos de guerra até a conquista dinamarquesa da Inglaterra, em 1013. Mas Sueno morreu em 2 de fevereiro de 1014, e Etelredo foi restaurado ao trono. Em 1015, o filho de Sueno, Canuto, o Grande, lançou uma nova invasão. A guerra que se seguiu terminou com um acordo em 1016 entre Canuto e o sucessor de Etelredo, Edmundo (alcunhado Braço de Ferro), para dividir entre eles a Inglaterra, mas a morte de Edmundo, em 30 de novembro do mesmo ano deixou o país inteiro sob domínio estrangeiro, em uma união pessoal com a Dinamarca e Noruega. Isso continuou por vinte e seis anos até a morte de Hardacanuto em junho de 1042. Ele era o filho de Canuto e Ema da Normandia (a viúva de Etelredo II) e não tinha herdeiros próprios. Hardacanuto foi sucedido por seu meio-irmão, o filho de Etelredo, Eduardo, o Confessor. O Reino da Inglaterra tornou-se mais uma vez independente.

Inglaterra anglo-normanda

A paz durou até a morte de Eduardo sem filhos em janeiro de 1066. Seu cunhado Haroldo Godwineson foi coroado rei, mas seu primo Guilherme II da Normandia, imediatamente reivindicou o trono para si. Guilherme lançou uma invasão da Inglaterra e desembarcou em Sussex em 28 de setembro de 1066. Haroldo e seu exército estavam em York, na sequência da sua vitória contra os noruegueses liderados pelo rei Haroldo Sigurdsson na batalha de Stamford Bridge (em 25 de setembro de 1066), quando a notícia chegou a ele. Godwineson decidiu sem demora confrontar o exército normando em Sussex, e assim marcharam para o sul de uma vez, apesar de o exército não ter devidamente descansado após a batalha contra os noruegueses. Os exércitos de Haroldo e Guilherme se enfrentaram na batalha de Hastings (14 de outubro de 1066), em que o exército inglês, ou fyrd, foi derrotado, Haroldo e seus dois irmãos foram mortos e Guilherme emergiu como vencedor. Ele, no entanto, não planejou absorver o reino com o Ducado da Normandia. Como um mero duque, Guilherme devia lealdade a Filipe I de França, ao passo que no reino independente da Inglaterra, ele poderia governar sem interferência. Ele foi coroado em 25 de dezembro de 1066 na Abadia de Westminster, em Londres, como Guilherme I.

Dinastia Plantageneta

Estêvão faleceu em 1154, um ano após nomear Henrique como seu sucessor, na qual ascendeu ao trono (como Henrique II) com apoio popular após acabar com a guerra civil. Isso deu inicio à dinastia Plantageneta, a segunda dinastia da Inglaterra após a conquista Normanda. Entretanto, devido a disputas pelo trono, ela dividiu-se em Lancastre e Iorque. Essas duas famílias descendiam de Eduardo III. Desde Guilherme I, os monarcas da Inglaterra controlavam extensos domínios no Reino da França. Os monarcas franceses, senhorios dos reis da Inglaterra na qualidade destes como vassalos, tinham certo sucesso em estabelecer uma autoridade central nestes feudos. Quando Henrique II tornou-se rei, ele já havia herdado de seu pai em 1151 os títulos de duque da Normandia, conde de Anjou e do Maine, em com o seu casamento em 1152 com Leonor se tornou duque da Aquitânia e conde de Poitiers (por direito de jure uxoris). O Reino da Inglaterra e o ducado da Normandia permaneceram em união pessoal até que João Sem-Terra, filho de Henrique II, perdeu as posses continentais do ducado de Filipe II de França em 1204, na guerra anglo-francesa. Aos poucos, partes da Normandia, incluindo as ilhas do Canal, mantiveram-se sob domínio de João, juntamente com a maior parte do ducado da Aquitânia.

Dinastia Tudor

Após os tumultos da Guerra das Rosas, a dinastia Tudor governou durante o Renascimento inglês e novamente prorrogando o poder monárquico inglês além da Inglaterra, alcançando a plena união da Inglaterra e do Principado de Gales em 1542. Henrique VIII, filho de Henrique VII, ascendeu ao trono em 1509, após trinta e quatro anos de reinado de seu pai. Inicialmente casado com Catarina de Aragão, que não lhe deu o tão cobiçado herdeiro homem, Henrique começou a Reforma inglesa, quando não pôde se separa de Catarina para casar-se novamente. Influenciado pelo Reforma Protestante, declarou-se chefe da Igreja da Inglaterra, rompendo com Roma. Henrique faleceu em 1547, após ser declarado rei da Irlanda unificar Inglaterra e Gales. Foi sucedido por seu único filho homem, Eduardo VI, que deu continuidade à reforma religiosa. Durante o reinada de Eduardo a Inglaterra foi governada pela regência de seu tio, Seymour. Eduardo morreu jovem, sendo sucedido por sua irmã católica, Maria, que restabeleceu as relações com Roma, perseguindo protestantes. Maria, sem herdeiros, foi sucedida por sua irmã protestante Isabel I, que novamente declarou a Igreja da Inglaterra independente de Roma, além de lançar as bases do Império Britânico, alegando possessões no Novo Mundo.

Dinastia Stuart

Isabel I morreu sem descendentes em 1603, sendo sucedida por seu primo, o rei Jaime VI da Escócia. A partir de então, a casa de Stuart reinou na Inglaterra em uma união pessoal com a Escócia e Irlanda, conhecida como União das Coroas. Sob os Stuarts, o reinou mergulhou em um guerra civil, que culminou na execução de Carlos I em 1649. A monarquia retornou em 1660 após uma breve república, mas a guerra civil estabeleceu que um monarca inglês não podia governar sem o consentimento do parlamento, embora esta concepção tenha ganho estabilidade apenas como parte da Revolução Gloriosa em 1688. A partir deste momento o Reino da Inglaterra, bem como os seus estados sucessores, funcionou efetivamente como uma monarquia constitucional. A revolução assegurou que para alguém poder suceder ao trono não poderia ser católico romano, lei que prevalece até hoje. Em maio de 1707, a rainha Ana assinou o tratado de união, unindo os reinos da Inglaterra e Escócia, formando o Reino da Grã-Bretanha, ainda em união pessoal com a Irlanda.

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Biografia

Britânia Romana → Reino da Inglaterra → Principado de Gales → Reino da Escócia → Reino da Irlanda → Reino da Grã-Bretanha → Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda → Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

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