Ravi Shankar
Pandit Ravi Shankar foi um renomado compositor e músico indiano, celebrado mundialmente por popularizar a música indiana no Ocidente. Sua fama explodiu nos anos 1960 com colaborações memoráveis com estrelas do rock, como os Beatles, o que lhe rendeu o título de "padrinho da música do mundo". Pai da cantora Norah Jones e da sitarista Anoushka Shankar, Ravi Shankar deixou um legado musical inestimável.
Pontos-chave
- Ravi Shankar foi um compositor e músico indiano que popularizou a música hindu no Ocidente.
- Colaborou com os Beatles nos anos 1960, sendo considerado o "padrinho da música do mundo".
- Foi mentor de George Harrison e realizou duetos com Yehudi Menuhin.
- Compôs concertos para sitar e orquestra, além de músicas para balés e trilhas sonoras.
- Morreu em 2012, aos 92 anos, após complicações cirúrgicas cardíacas.
Nascido em uma família brâmane bengali, Ravi Shankar demonstrou talento musical desde cedo, aprendendo violino aos cinco anos com seu pai, professor do instrumento. Aos quinze anos, mudou-se para Paris com a companhia de dança de seu irmão Uday. Em 1936, iniciou seus estudos de sitar com Ustad Allauddin Khan, instrumento que se tornaria sua marca registrada. Sua carreira internacional decolou após conhecer George Harrison, dos Beatles, em 1966, de quem se tornou guru. Realizou seu primeiro dueto com o violinista Yehudi Menuhin no ano seguinte, com quem colaborou em diversas ocasiões. Em 1969, buscou aprofundar-se na música ocidental e divulgar a música hindu nos EUA. Em 1971, compôs um concerto para sitar e orquestra a pedido da Orquestra Sinfônica de Londres, que estreou no Royal Festival Hall. Shankar também se apresentou em festivais icônicos como Monterrey (1967 e 1969) e Woodstock, ao lado de grandes nomes da música.
Imagem: Patrick van IJzendoorn · BY · Openverse
A carreira de Ravi Shankar foi marcada por uma intensa atividade musical, com destaque especial para sua obra como compositor. Ele é autor de dois concertos para sitar e orquestra, além de ter criado músicas para balés e trilhas sonoras para filmes. Sua vida e arte foram retratadas no filme "Raga", centrado em sua trajetória. Em 1978, publicou sua autobiografia, "My life, my music", compartilhando suas memórias e inspirações.
Imagem: Ravi Shankar 2009.jpg: Alexandra Ignatenko derivative work: Hekerui · BY-SA · Openverse
Ravi Shankar teve uma vida pessoal complexa e um legado familiar notável. Seu primeiro casamento, em 1941, com Annapurna Devi, filha de seu mestre Ustad Allauddin Khan, terminou em 1982. Durante esse período, manteve relacionamentos com Kamala Chakravarty e Sue Jones, mãe da cantora de jazz Norah Jones. De um relacionamento com Sukanya Shankar, nasceu em 1981 a renomada sitarista Anoushka Shankar. Ravi Shankar casou-se novamente em 1989 com Sukanya Rajan, com quem dividiu sua vida entre San Diego e Nova Délhi. Ele também teve um filho, Shubhendra Shankar, que seguiu a carreira de sitarista até seu falecimento prematuro em 1992, aos 50 anos.
O Fim de uma Lenda
Ravi Shankar faleceu em 11 de dezembro de 2012, em San Diego, aos 92 anos. Desde o ano anterior, enfrentava problemas respiratórios e cardíacos. No dia 6 de dezembro de 2012, passou por uma cirurgia para substituir uma válvula cardíaca, mas não resistiu ao período de recuperação. Seu corpo foi cremado, e suas cinzas foram espalhadas em três locais significativos: seu local de nascimento na Índia, o mar próximo a San Diego e as colinas do Vale de São Fernando, nos Estados Unidos, honrando suas origens e sua vida internacional.


