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Raí

Raí Souza Vieira de Oliveira é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Um dos grandes jogadores da década de 90, é considerado o maior camisa 10 da história do São Paulo, clube onde foi ídolo e campeão do mundo em 1992, marcando os dois gols do título na final contra o Barcelona.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Carreira

Infância

Nascido em Ribeirão Preto, é irmão do também ex-jogador Sócrates. Grande admirador dos filósofos gregos, o pai de Raí deu a seus três filhos mais velhos os nomes de Sócrates, Sófocles e Sóstenes. Seu Raimundo queria que Raí se chamasse Xenofonte, mas sua mulher, Dona Guiomar, conseguiu dissuadi-lo da ideia. Em entrevista ao Museu da Pessoa, concedida em 2009, Raí conta que, durante a infância e pré-adolescente, o futebol já era presente e foi muito importante para ajudá-lo a combater sua timidez, uma vez que era uma prática esportiva que o permitia se expressar e estar em contato com amigos.

Botafogo-SP

Iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, aos 15 anos, omitindo o parentesco com o irmão famoso. Em 1984 foi lançado no time principal, mas só se firmou com a chegada do técnico Pedro Rocha, no segundo turno do Campeonato Paulista do ano seguinte. "O Pedro deu muita força", contou o jogador, em 1986. "Ele foi um grande meia-esquerda e passou-me vários ensinamentos."

Ponte Preta

Passou pela Ponte Preta por empréstimo durante o Campeonato Brasileiro de 1986 e no ano seguinte voltou, durante o Campeonato Paulista, ao Botafogo. Foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou a Copa América daquele ano. Chegou a ser cobiçado pelo Corinthians, especialmente depois de marcar três gols contra o Alvinegro, em abril de 1986, mas foi contratado pelo São Paulo ainda em 1987, para o Campeonato Brasileiro.

São Paulo

Sua estreia foi apenas na última rodada do primeiro turno, em 18 de outubro, na derrota por 1 a 0 para o Grêmio, por causa de uma contusão na coxa direita que o deixara três meses fora dos gramados. O seu primeiro gol pelo clube viria no terceiro jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Goiás. Em 1989 foi campeão pela primeira vez ao conquistar o Campeonato Paulista. Antes da chegada do técnico Telê Santana, em outubro de 1990, o jogador tinha marcado apenas 26 gols em mais de três anos. Porém, depois que Telê passou a comandar o time, Raí marcou muitos gols: foram 28 em 1991, sendo 20 no Campeonato Paulista, quando conquistou a artilharia do Paulistão.

Paris Saint-Germain

Chegou e transformou-se em um dos principais ídolos do clube. Na sua primeira temporada, quando o PSG conquistou a Ligue 1 (Campeonato Francês) de 1993–94, foi substituído na maioria de seus jogos e chegou até a frequentar o banco de reservas. No entanto, seria um dos principais jogadores do time na conquista dos títulos da Recopa Europeia de 1996 (finalista em 1997), da Ligue 1 de 1995–96, da Copa da França de 1994–95 e de 1997–98, e da Copa da Liga Francesa de 1994–95 e 1997–98. Raí defendeu o Paris Saint-Germain entre 1993 e 1998. Foi capitão da equipe e o cérebro do time durante toda sua estadia. Em sua cinco temporadas jogou 204 partidas e marcou 71 gols.

Retorno ao São Paulo

Raí ainda voltou ao São Paulo em 1998, e sua reestreia foi contra o Corinthians, já na final do Campeonato Paulista daquele ano: ele fez um gol de cabeça e foi campeão no mesmo dia em que desembarcou no país. Mas em um jogo contra o Cruzeiro, em 9 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, Raí rompeu os ligamentos no tornozelo após uma entrada de Wilson Gottardo e teve de ficar mais de um ano parado. Enquanto se recuperava, separou-se da esposa Cristina, depois de quinze anos de casamento. Nessa mesma época, depois de ser pai com apenas 17 anos, Raí foi avô aos 33. Quando voltou, ficou na reserva durante boa parte do Campeonato Brasileiro de 1999, recuperando-se gradativamente ao longo da competição.

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Seleção Nacional

Pela Seleção Brasileira, entretanto, não teve tanto destaque como no São Paulo. Jogou 51 partidas pelo Brasil, marcando dezesseis gols, incluindo um de pênalti no jogo contra a Rússia pela primeira fase da Copa do Mundo FIFA de 1994, torneio em que jogou com a camisa 10. Nessa Copa, foi titular nos três primeiros jogos do time, quando também era seu capitão, posto que passou para Dunga quando saiu do time titular. Além disso, entrou no segundo tempo contra os Países Baixos, nas quartas de final, e atuou na vitória por 1 a 0 contra a Suécia, nas semifinais.

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Pós-aposentadoria

Imagem: gov_mcti · BY · Openverse

Em 2005, foi um dos convidados de honra do São Paulo para acompanhar o time na disputa do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA. Raí chegou a tempo de acompanhar o jogo do tricolor na semifinal do Mundial, realizado no Japão. O atraso deveu-se a um compromisso do ex-jogador com o governo francês, para discutir projetos da Fundação Gol de Letra. Para a surpresa de Raí, ele ainda reviveu a sua época de jogador ao participar do penúltimo treino (que também seria o último rachão do ano) do São Paulo antes da final do Mundial. Atualmente, dirige uma entidade filantrópica de ajuda às crianças chamada Fundação Gol de Letra, ao lado de seu ex-companheiro de São Paulo e Paris Saint-Germain, Leonardo. Em sua entrevista ao Museu da Pessoa, comentou sobre as origens do projeto e sua participação ativa em toda a estruturação da fundação, que tem como missão promover a educação integral de crianças, adolescentes e jovens por meio do esporte e cultura.

Atividades cívico-políticas

Em 14 de novembro de 2022, Raí foi um dos especialistas designados para integrar o Grupo Técnico de Esporte do Gabinete de Transição Governamental, grupo responsável por avaliar a situação das políticas públicas no país e, então, propor soluções para eventuais problemas identificados e aperfeiçoamentos das ações existentes ao subsidiar o relatório final da Equipe de Transição Governamental 2022–2023.

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Fontes consultadas

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