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Punk rock

Punk rock é um gênero musical que surgiu em meados da década de 1970. Enraizado no rock de garagem e proto-punk dos anos 1960, as bandas punk rejeitaram os excessos percebidos do rock mainstream dos anos 1970. Eles normalmente produziam canções curtas e rápidas com melodias e estilos de canto contundentes, instrumentação simplificada e muitas vezes gritavam letras políticas antissistema. O punk adota uma ética faça-você-mesmo; muitas bandas produzem gravações por conta própria e as distribuem por meio de gravadoras independentes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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A história do punk rock

O início

Punk é um movimento musical e cultural, e também é usado para designar as pessoas que seguem esse movimento. Os punks surgiram inicialmente tanto nos Estados Unidos, quanto na Grã-Bretanha, em cenas locais próprias e independentes e alguns anos depois espalharam-se por outros países. A cultura punk nos EUA surgiu na década de 70, tendo como expoente a banda Ramones, uma banda de rock com um estilo vestir diferente, usando jaquetas de couro estilo motociclista, camiseta branca, calça jeans, tênis, transparecendo uma aparência agressiva, rebeldia, com um estilo musical, moda, e gosto por artes bastante diferentes em comparação aos tradicionais daquela época.

1977: A explosão do punk rock inglês

Uma pessoa presente àquelas sessões do CBGB era o empresário do New York Dolls, Malcolm McLaren (também empresário dos Sex Pistols), que tentou passar o visual da banda de travestidos para comunistas sem sucesso. Malcolm ficou particularmente impressionado com a figura de Richard Hell, que sempre andava rasgado quando subia ao palco. Em 1976, os Ramones lançaram seu primeiro disco nos Estados Unidos, auto-intitulado, pela Sire Records. O disco tinha 14 músicas e 29 minutos de duração. As músicas e as letras eram simplíssimas, e a velocidade das músicas era apavorante para aquela época. O álbum recebeu poucas (porém boas) críticas e acabou não sendo um grande sucesso de vendas por lá.

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Final da década de 1970 e início da década de 1980

O pop punk foi o principal responsável pelo sucesso e revivalismo do punk rock na década de 1990. As bandas da costa oeste americana tiveram incomparável sucesso comercial, tais como Green Day, The Offspring, Blink-182, e Sum 41. A sonoridade do pop punk se caracteriza por uma batida de punk rock bem mais leve do que a original, contrabaixo com arranjo independente e guitarras em harmonia, com direito a solos curtos; porém, seguindo regras musicais, campo harmônico, melodias agradáveis, entre outros. É um gênero muito polêmico. As letras falam sobre namoro, decadência americana, país, governo, etc. No visual do pop punk usam-se bastante calças folgadas, bermudas, camisas de malha, tênis, roupas da moda ou de marca, cabelo espetado ou careca, boné ou touca, piercings e tatuagens. O sucesso comercial do estilo abriu várias portas para algumas bandas antigas de punk rock das décadas de 1970 ou de 1980 voltarem à atividade e foi um dos principais responsáveis pelo sucesso do estilo nessa época.

Hardcore punk

Ainda em 1978 e 1979 começavam a surgir bandas nos Estados Unidos que levavam o punk rock a um nível mais extremo. Faziam canções ainda mais rápidas, com acordes ainda mais básicos e atitudes mais extremas. Dessas bandas, podemos citar o Dead Kennedys, The Germs, Middle Class, Bad Brains, Black Flag (que mais tarde geraria o Circle Jerks, outra banda importantíssima para o hardcore americano) e também o Minor Threat. No Canadá também havia bandas que faziam um som parecido: o D.O.A. e o Subhumans. Estava evidente que essas bandas faziam algo bem diferente do que faziam em 1977 nos países da Europa e que dessas bandas surgiria um novo estilo: o hardcore.

Streetpunk/Oi!

Oi! (ou streetpunk) é uma outra variação do punk rock que surgiu no final da década de 1970 na Inglaterra com bandas como o Sham 69 (considerada como os pais do estilo), Cockney Rejects, Cock Sparrer, The 4-Skins e outras. O Streetpunk/Oi! era um punk rock vindo dos subúrbios. Tinha como ideal uma revitalização do punk agressivo, realista, das ruas (por isso o nome "street punk", "punk das ruas", se for traduzido para o português), sem a comercialização e a suavização da new wave. O termo Oi! foi originado no início da década de 1980 pelo jornalista britânico Garry Bushell para designar o streetpunk, termo este retirado da música dos Cockney Rejects "Oi! Oi! Oi!". Porém, antes disso, no final da década de 1970, a subcultura já existia, liderada por diversas bandas na Europa.

Anarco punk

Anarcopunk é uma vertente do movimento punk que consiste de bandas, grupos e indivíduos que promovem políticas anarquistas, surgiu no fim da década de 1970. Apesar de nem todos os punks apoiarem o anarquismo, o pensamento tem um papel importante na cultura punk, e o punk teve uma influência significativa no anarquismo contemporário. O termo "anarcopunk" é algumas vezes aplicado exclusivamente a bandas que fizeram parte do movimento anarcopunk original no Reino Unido na década de 1970 e 1980, como Crass, Conflict, Flux of Pink Indians, Subhumans, Poison Girls e Oi Polloi. Alguns utilizam o termo mais amplamente para se referir a qualquer música punk com conteúdo anarquista em sua letra. Essa definição mais ampla inclui bandas crust punk e bandas d-beat como Discharge, e pode incluir bandas de hardcore punk dos Estados Unidos, como MDC, artistas de folk punk como This Bike Is a Pipe Bomb ou artistas em outros subgêneros.

Raw punk

Raw punk é uma denominação que surgiu em países escandinavos e foi muito usada no início dos anos 80. As bandas do estilo possuíam integrantes que valorizavam muito a cultura punk, usavam visual punk característico, desenvolviam trabalhos que ajudavam a difusão da cultura punk, faziam músicas simples, ou seja, resgatavam tudo da cultura punk de raiz. As letras das bandas retratam os horrores da guerra, ou até mesmo a valorização da cultura punk. A cena raw punk se espalhou em todo o mundo desde a Europa até a América Latina.

New Wave

Assim como o punk recebeu uma versão mais agressiva e mais extrema, o hardcore punk, recebeu também uma versão mais "açucarada" e mais comercialmente viável: a new wave. Pode-se dizer que a new wave é, na prática, um punk rock misturado com o synthpop, ou com o funk, disco, pop e glam rock e sem as letras críticas. As letras das bandas de new wave geralmente tratavam de coisas mais "bobas e alegres". Bandas com estilo visual e musical diversificado se enquadram dentro do conceito "New Wave", de modo que, enquanto umas soavam mais pop, alegres, dançantes e coloridas, outras seguiam uma estética musical mais rock'n'roll, melancólica, dark e eletrônica (assim como o pós-punk), mas buscando sempre um certo "verniz" pop, de mais fácil digestão auditiva.

Pós-punk

Pós-punk (ou post-punk) refere-se a um dos fenômenos culturais que surgiram após o auge do punk em 1977. Apesar de característico da Inglaterra e Estados Unidos, é comumente definido como um movimento especificamente inglês. Sua influência sobre a música gerou pequenas cenas semelhantes em diversos outros países. De modo geral é interpretado como uma absorção da ética "faça-você-mesmo" (DIY ou do-it-yourself, em inglês) e do caráter visceral do punk, sendo ao mesmo tempo uma negação dos novos rumos que este começava a adquirir — por exemplo, a inflexibilidade do princípio de simplicidade, a absorção dos costumes pela indústria cultural, o aparecimento de "regras" de conduta punk, etc. Na Inglaterra o período é dividido em dois momentos: de 1977 a 1979 e de 1980 a 1983.

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O movimento punk no mundo

Brasil

O movimento punk no Brasil surgiu no final da década de 1970. O precursor foi o guitarrista Douglas Viscaino, que fundou a banda Restos de Nada, primeira banda punk brasileira em meados de 1978. Na sequência, surgiram uma legião de bandas com o mesmo molde que juntas formaram o movimento punk. Entre elas as bandas: AI-5, Condutores de Cadáver, Cólera, banda liderada pelo músico Redson Pozzi na cidade de São Paulo, e o Aborto Elétrico em Brasília. Desde 1976 e 1977, alguns roqueiros "mais antenados" já ouviam e tinham acesso aos discos dos Ramones, Sex Pistols, Clash e Stranglers, e também das bandas pré-punk como o MC5 e os Stooges. Porém, foi só em 1978 que começaram a surgir bandas e gangues punks no Brasil. Os primeiros shows punk iriam ocorrer apenas em 1979.

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