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Poejo

Mentha pulegium, comummente conhecida como poejo, é uma das espécies mais conhecidas do género Mentha, pertencendo à família Lamiaceae, é uma planta perene cespitosa de raízes rizomatosas que cresce bem em locais húmidos ou junto de cursos fluviais, onde pode ser encontrada selvagem entre gramíneas e outras plantas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/08/2026
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Nomes comuns

Dá ainda pelos seguintes nomes comuns: pojo, hortelã-dos-Açores. e hortelã-pimenta-mansa

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Descrição

O poejo pode medir entre 15 a 40 centímetros de altura, trata-se de uma planta robusta, que tanto pode assumir uma orientação prostrada como ascendente. As raízes são laterais na base. Os seus erectos talos quadrangulares, muito ramificados, podem chegar a medir entre 30 a 40 cm. As folhas são pecioladas, de podendo assumir um formato lanceolado, elíptico ou obovado, além disso são ligeiramente dentadas, e exibem uma coloração entre o verde-médio e o verde-escuro. Dispõem-se opostamente ao longo dos talos. As diminutas flores, de corola rosada, dispõe-se em verticilastros multifloros, pelo que nascem agrupadas em densas inflorescências globosas.

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Distribuição

Encontra-se em todo o continente europeu, salvo no Norte da Europa. Tem presença ao longo de toda a Orla Mediterrânea.

Portugal

Trata-se de uma espécie presente em todo território português, nomeadamente em Portugal continental, em todas as zonas, no arquipélago da Madeira e no arquipélago dos Açores. Em termos de naturalidade, é nativa dos territórios supra referidos.

Ecologia

Trata-se de uma espécie rupícola, com predileção por bouças e veigas húmidas, em barrocas, na orla cursos de água, aguaçais, lagos e outros espaços temporariamente madeficados ou anegados, amiúde azotados. Privilegia os solos de substracto ácido, pautados pela humidade edáfica, seja ela permanente ou não.

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Utilidade

Farmacologia

Esta planta aromática, de crescimento espontâneo, é conhecida há séculos em todo o Mediterrâneo e Ásia ocidental pelas suas propriedades carminativas, relaxantes e até como emenagoga quando tomada em infusão. Por extração de um óleo essencial, também pode ser usada em aromaterapia. Em sede da medicina tradicional, são-lhe atribuídas propriedades; expectorantes, contra a gripe, tosse crónica, resfriados, bronquite e asma; calmantes ou relaxantes, para o sistema nervoso; antisépticas; cicatrizantes, usada como unguento tópico para tratar inflamações cutâneas; colagogas e espasmolíticas. Tendo, dessarte, sido usada na história de Portugal na confecção de mezinhas para combater constipações, insónias, dores reumáticas, acidez do estômago, disquinesia hepatobiliar e enjoos

Culinária

Em Portugal é usada na culinária, para fazer infusões, licores e molhos, principalmente no Sul do país.

Outros usos

No âmbito da cosmética, sói de ser usada na preparação de loções e cremes faciais, pelas suas propriedades cicatrizantes. Mercê das suas propriedades tóxicas, seja dos óleos naturais que dela se podem extrair, seja do fumo resultante da combustão das folhas, também é usada na preparação de fungicidas e insecticídas.

Toxicologia

É de notar que o óleo essencial do poejo é venenoso (é uma substância hepotóxica), sendo especialmente perigoso para as grávidas pois pode causar o aborto. Nos cozinhados deve, pois, ser usado em moderação e evitado completamente pelas grávidas. O poejo é dotado dos seguintes compostos químicos: 3-Octanol, isomentona, limoneno (α-limoneno), mentona e pulegona

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Curiosidades

Na Nova Inglaterra, é conhecido como folha da bíblia. A banda Nirvana possui uma música chamada Pennyroyal Tea, que em uma tradução livre significa "chá de poejo".

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Taxonomia

Imagem: Joao Maximo · BY · Openverse

A Mentha pulegium foi descrita por Carlos Linneo e publicada na Species Plantarum 2: 577. 1753.

Etimologia

No que toca ao nome genérico: Mentha, este provém do latim mintha, o qual, por seu turno, advém do nome grego da ninfa Minta associada ao rio Cócito, amante de Plutão e que foi transformada em planta por Proserpina. Quanto ao epíteto específico: pulegium, este deriva do étimo latino pulex, que significa «pulga», devendo-se tal alusão ao antigo costume de queimar poejo no interior das casas para repelir estes insectos. O nome comum «poejo», por seu turno, advém exactamente do étimo pulegĭu, deturpação do baixo-latim do étimo latino pulegium, sempre em alusão às propriedades espulgantes desta planta.

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Fontes consultadas

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