Tina Turner
Tina Turner, nascida Anna Mae Bullock, foi uma icônica cantora e compositora suíça de origem americana, mundialmente aclamada como a "Rainha do Rock 'n' Roll". Ganhou fama como a poderosa voz da dupla Ike & Tina Turner Revue, antes de trilhar um caminho de sucesso estrondoso como artista solo. Tina renunciou à cidadania americana em 2013 e escolheu a Suíça como seu lar, onde viveu de 1995 até seu falecimento em 2023.
Pontos-chave
- Tina Turner iniciou sua carreira musical nos clubes de St. Louis, onde conheceu Ike Turner e se tornou vocalista de sua banda.
- Após uma carreira inicial de sucesso com Ike & Tina Turner, ela lançou uma carreira solo marcante, com álbuns como "Private Dancer" alcançando sucesso mundial.
- Apesar de enfrentar desafios pessoais e de saúde, Tina Turner demonstrou resiliência, com álbuns e turnês de grande sucesso.
- Sua vida foi marcada por uma profunda espiritualidade, combinando sua educação batista com a conversão ao budismo.
- Tina Turner foi homenageada por sua contribuição à música e sua força inspiradora, sendo reconhecida internacionalmente.
Nascida Anna Mae Bullock em 26 de novembro de 1939, em Brownsville, Tennessee, Tina Turner cresceu na comunidade rural de Nutbush. Filha de Zelma Priscilla Currie e Floyd Richard Bullock, trabalhou na colheita de algodão desde cedo. As separações familiares durante a Segunda Guerra Mundial e a mudança dos pais a levaram a morar com os avós paternos. Após a guerra, a família se reuniu, mas as mudanças continuaram, com a mãe indo para St. Louis e o pai para Detroit. Tina sentiu a ausência e o distanciamento dos pais, o que a marcou profundamente.
A carreira de Tina Turner é uma saga de ascensão, superação e domínio do palco, desde seus primeiros passos nos clubes de St. Louis até se tornar uma lenda global do rock.
1957-1976: O Início com Ike & Tina Turner
Em 1957, Tina e sua irmã Alline frequentavam clubes noturnos em St. Louis. No Manhattan Club, Tina ficou impressionada com Ike Turner e sua banda. Um baterista notou seu talento vocal e a convidou para cantar com o grupo. Ike se tornou seu mentor, aprimorando seu canto e presença de palco. Em 1958, sob o pseudônimo "Little Ann", Tina gravou sua primeira música e fez backing vocals em "Box Top".
1974-1982: Primeiros Passos Solo
Ainda com Ike, Tina lançou seu primeiro álbum solo, "Tina Turns the Country On" (1974), com covers de artistas country e folk, rendendo uma indicação ao Grammy. "Acid Queen" (1975) foi impulsionado pelo sucesso do filme "Tommy". Em 1978, lançou "Rough", marcando sua liberdade criativa após o divórcio, mas o álbum e o seguinte, "Love Explosion" (1979), não obtiveram sucesso comercial. Mesmo sem um hit, ela continuou em turnê.
1983-1985: O Fenômeno "Private Dancer"
Após um período sem gravações, Tina assinou com a Capitol Records e lançou "Private Dancer" (1983). O álbum foi um sucesso mundial, vendendo milhões de cópias e emplacando hits como "What's Love Got to Do with It", que alcançou o topo da Billboard Hot 100. Ela também participou do single beneficente "We Are the World".
1986-2000: Consolidação e Reconhecimento
Em 1986, "Break Every Rule" vendeu milhões e lhe rendeu um Grammy por "Back Where You Started". A "Break Every Rule Tour" foi uma das mais bem-sucedidas, culminando em um show histórico no Maracanã em 1988, que a inseriu no Guinness Book. "Foreign Affair" (1989) foi um sucesso na Europa, recebendo duas indicações ao Grammy.
2001-Presente: Legado e Aposentadoria
Em 2002, uma rodovia em sua cidade natal foi renomeada em sua homenagem. Em 2004, lançou o álbum de coletânea "All the Best". Em 2005, foi homenageada no Kennedy Center Honors, com elogios do presidente George W. Bush e tributos de artistas como Beyoncé. Oprah Winfrey a celebrou como uma heroína. Em 2009, co-criou o projeto musical "Beyond" com artistas suíços.
A vida de Tina Turner foi moldada por relacionamentos complexos, maternidade e uma profunda jornada espiritual que a guiou em momentos de adversidade.
Relacionamentos e Filhos
Tina teve seu primeiro filho, Raymond Craig Bullock Hill, em 1958, enquanto ainda cursava o ensino médio. Seu relacionamento com Ike Turner evoluiu de amizade para um romance em 1960, resultando no nascimento de seu segundo filho, Ronald "Ronnie" Renelle Turner, em 1960. O casamento com Ike, oficializado em 1962, foi marcado por abuso físico e emocional, conforme relatado em sua autobiografia, levando-a a uma tentativa de suicídio em 1968.
Fé e Budismo
Tina se descrevia como "budista-batista", honrando sua educação religiosa e sua conversão ao budismo Nitiren Daishonin em 1973. Ela creditava o canto "Nam-myoho-rengue-kyo" como uma fonte de força em tempos difíceis, comparando-o a uma canção que alcança o subconsciente. Em 2005, encontrou o Dalai Lama e colaborou em projetos musicais espirituais.
Desafios de Saúde
Em suas memórias de 2018, Tina revelou batalhas de saúde, incluindo um derrame em 2013 e câncer intestinal em 2016. O tratamento homeopático para pressão alta causou danos renais, levando à insuficiência renal. Diante de baixas chances de transplante, seu marido, Erwin Bach, doou um rim, e Tina passou por cirurgia em abril de 2017.


