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Pavio

Pavio, também chamado torcida ou mecha, é um fio, tira ou feixe de fibras que serve para conduzir combustível até uma chama. Em velas, candeeiros, lamparinas e lampiões, o pavio alimenta a combustão ao absorver, por capilaridade, a cera derretida, o óleo, o querosene ou outro combustível líquido ou liquefeito.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Funcionamento

Imagem: Antimidia · BY-NC-SA · Openverse

O pavio actua como condutor do combustível. Numa vela acesa, o calor da chama derrete a cera situada junto ao pavio; a cera líquida sobe pelas fibras por capilaridade, vaporiza-se com o calor e arde na chama. Assim, a chama de uma vela é mantida sobretudo pela combustão do combustível vaporizado, e não apenas pela queima directa do fio do pavio. Em candeeiros e lampiões de óleo ou querosene, o princípio é semelhante: o líquido combustível é absorvido pelo pavio e transportado até à zona da chama. Nos lampiões de querosene, a intensidade luminosa pode ser regulada elevando ou baixando o pavio, o que altera a quantidade de combustível disponível para a combustão.

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Materiais e características

Imagem: pavinatto · BY-SA · Openverse

Os pavios são geralmente feitos de fibras têxteis, como o algodão, dispostas em fio, tira, trança ou feixe. A escolha do material, da espessura e da forma do pavio influencia o modo como o combustível é absorvido e a forma como a chama se comporta. Nas velas, pavios de tamanhos diferentes conduzem quantidades diferentes de combustível até à chama. Um pavio demasiado grande pode produzir uma chama excessiva e fuligem; um pavio demasiado pequeno pode fornecer combustível insuficiente e apagar-se. Por essa razão, o pavio deve ser adequado ao diâmetro da vela, ao tipo de cera e à finalidade da peça.

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História

Imagem: Rhode-Moyer · CC0 · Openverse

O uso de pavios é antigo e está ligado à história da iluminação artificial. Segundo a Encyclopædia Britannica, pavios de fibras vegetais eram já utilizados por volta de 1000 a.C. em recipientes simples com azeite ou óleo de noz, funcionando como fontes de luz. A técnica manteve-se em velas, candeias, lamparinas e outros dispositivos de iluminação antes da difusão da iluminação a gás e da iluminação eléctrica. Antes da generalização de pavios modernos autoaparadores, as velas podiam exigir o aparo manual do pavio para manter uma chama regular e reduzir o fumo. Para esse fim usava-se a espevitadeira, uma espécie de tesoura própria para espevitar pavios, puxando-os ligeiramente ou cortando a parte queimada; alguns exemplares possuíam uma pequena caixa ou receptáculo para recolher a extremidade carbonizada do pavio.

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Outros usos

Imagem: Antimidia · BY-NC-SA · Openverse

Além do uso em iluminação, a palavra «pavio» pode ser empregada como sinónimo de rastilho, estopim ou cordão inflamável. Nesse sentido, designa um elemento destinado a transmitir fogo a um dispositivo pirotécnico ou explosivo. A Encyclopædia Britannica descreve o chamado fusível de segurança, usado em detonações controladas, como um cordão oco com mistura semelhante à pólvora negra, concebido para propagar a combustão de modo relativamente lento e regular. Por se tratar de material abrangido pelo regime dos produtos explosivos, o seu fabrico, armazenagem, comércio e emprego são regulados por legislação própria, distinta da aplicável aos pavios comuns de velas ou candeeiros.

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Expressões

Imagem: Integrativa UFAM · BY-SA · Openverse

A palavra aparece em expressões idiomáticas como «ter pavio curto», isto é, irritar-se facilmente, e «de fio a pavio», com o sentido de «do princípio ao fim».

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