U2
U2 é uma banda irlandesa de rock formada no ano de 1976. O grupo é composto por Bono, The Edge, Adam Clayton (baixo) e Larry Mullen Jr.. Inicialmente, o estilo musical da banda possuía influências no gênero pós-punk. Porém, eventualmente foram incorporando estilos mais genéricos. Ao longo das mudanças do grupo, eles sempre têm mantido um som construído sobre instrumentos melódicos, com destaque para as texturas e acordes do guitarrista de The Edge e dos vocais expressivos de Bono. Suas letras, muitas vezes embelezadas com imagens espirituais, têm foco em temas pessoais e preocupações sócio-políticas.
Formação e primeiros anos (1976–80)
A banda foi formada em 25 de setembro de 1976. Larry Mullen Jr., com quatorze anos de idade, postou um anúncio na escola Mount Temple Comprehensive High, em busca de músicos para uma nova banda; tendo a resposta de seis pessoas. Mullen ficou encarregado da bateria, com Paul "Bono" Hewson nos vocais; David "The Edge" Evans e seu irmão mais velho Dik Evans na guitarra; Adam Clayton, um amigo dos irmãos Evans no baixo; e inicialmente Ivan McCormick e Peter Martin, dois outros amigos de Mullen. Mullen disse mais tarde como mandou no "The Larry Mullen's Band" por cerca de 10 minutos, e em seguida, Bono entrou e destruiu qualquer chance que ele tinha de estar no comando". Logo depois, o grupo denominou o nome do grupo de "Feedback", porque era um dos poucos termos técnicos que eles conheciam. Martin não retornou após o primeiro ensaio e McCormick deixou o grupo dentro de algumas semanas. A maioria do material inicial do grupo era composto por covers, que a banda admitiu não ser seu ponto forte. Algumas das primeiras influências sobre a banda foram surgindo no gênero punk rock, tais como The Jam, The Clash, The Buzzcocks e The Sex Pistols. A popularidade do punk rock convenceu o grupo que o conhecimento musical não era um pré-requisito para ser bem-sucedido.
Com o foco em reproduzir uma sonoridade mais sofisticada em relação ao seu álbum anterior, o grupo começou a gravar seu décimo primeiro álbum de estúdio, How to Dismantle an Atomic Bomb (2004), em fevereiro de 2003 com o produtor Chris Thomas. Após nove meses de trabalho, a banda teve o material de um álbum pronto para lançamento, mas eles não estavam satisfeitos com os resultados; Mullen disse que as canções "não tinham magia". Posteriormente, a banda recrutou Steve Lillywhite para assumir a cargo de produtor na cidade de Dublin, em janeiro de 2004. Lillywhite, junto com o assistente Jacknife Lee, passaram seis meses re-editando as canções e encorajando melhores desempenhos em estúdio. Vários outros produtores também receberam créditos no álbum, incluindo Daniel Lanois, Brian Eno, Mark "Flood" Ellis, Carl Glanville e Nellee Hooper. Bono reconheceu que o envolvimento de múltiplos produtores interferia na "harmonia sonora" que foram gravadas.
Primeiros lançamentos (1980–83)
A gravadora Island Records assinou com a banda em março de 1980, e em maio a banda lançou o seu segundo single, "11 O'Clock Tick Tock", e primeiro single lançado internacionalmente. O álbum de estreia da banda, Boy (1980), foi lançado em outubro. Produzido por Steve Lillywhite, recebeu críticas positivas. Embora as letras sem objetivo de Bono parecessem improvisadas, eles expressaram um tema comum: os sonhos e frustrações da adolescência. O álbum incluía o primeiro single de sucesso da banda nos Estados Unidos, "I Will Follow". O lançamento de Boy foi seguido pela turnê Boy Tour, a primeira turnê do U2 pelo continente europeu e nos Estados Unidos. Apesar de ter sido rude, os concertos demonstraram o potencial da banda, com os críticos dizendo que Bono era "carismático" e um grande homem apaixonado.
O reconhecimento e ascensão musical (1984–85)
The Unforgettable Fire foi lançado em 1984. Naquele período, a música ambiente foi a mudança mais marcante no que condiz ao estilo musical da banda. O grupo temia que, após o evidente rock do álbum War e de sua turnê, eles estivessem em risco de tornar-se outro incômodo, como se representassem um slogan de bandas de rock arena. Assim, procuraram a experimentação, como Adam Clayton lembra: "Nós estávamos procurando por algo um pouco mais sério, mais artístico". The Edge admirava o ambiente e as "obras estranhas" de Brian Eno, que, junto com seu engenheiro de áudio, Daniel Lanois, eventualmente concordou em produzir o álbum. Em parte gravado no Slane Castle, The Unforgettable Fire foi lançado em 1984, no momento em que a mudança mais marcante da banda. The Unforgettable Fire tem um som rico e orquestrado. Sob a direção de Lanois, Mullen tornou-se mais flexível na percussão, no funk e mais sutil; Clayton tornou-se mais subliminar no baixo; as seções rítmicas já não atrapalhavam, porém, fluía em apoio das canções. Complementando a atmosfera sonora, as letras do álbum estavam abertas a muitas interpretações, oferecendo o que a banda chamou de "sensação de grande visão". Devido a uma agenda lotada de gravações, Bono achava que as canções "Bad" e "Pride (In the Name of Love)", como se fossem um esboço/rascunho que não havia terminado. "Pride (In the Name of Love)", era baseado em Martin Luther King Jr., sendo o primeiro single do álbum e tornando-se o maior sucesso da banda até então; inclusive sendo a sua primeira a entrar no top 40 dos Estados Unidos.
Sucesso internacional da banda (1986–89)
Para seu quinto álbum, The Joshua Tree (1987), a banda queria construir as texturas de The Unforgettable Fire (1984), eles procuraram um som mais duro na batida, dentro da limitação das estruturas musicais convencionais. Consciente de que "o U2 não tinha tradição" e que seu conhecimento musical no seu início era limitado, o grupo aprofundou-se na raiz da música americana e da música irlandesa. Amizades com Bob Dylan, Van Morrison e Keith Richards motivou a banda explorar o blues, música folclórica e música gospel, focando as habilidades de composições e letras de Bono. Para seu quinto álbum, The Joshua Tree, a banda queria construir as mesmas texturas de The Unforgettable Fire, mas buscavam um som mais difícil de atingir, usando as limitações das estruturas das canções. Em 1986 a banda interrompeu suas sessões de gravação do álbum para servir como manchete na ação da Anistia Internacional da turnê A Conspiracy of Hope Tour. Ao invés de ser somente uma distração, a turnê acrescentou uma intensidade extra e foco para seu novo material. Em 1986, Bono viajou para El Salvador e Nicarágua, vendo em primeira mão, o sofrimento dos camponeses intimidados em conflitos internos que foram sujeitos à política da intervenção americana. A experiência tornou-se uma influência importante no novo estilo musical.
Reinvenção musical e desinibição (1990–94)
— Brian Eno, durante a gravação de Achtung Baby. Incomodados com a crítica de Rattle and Hum (1988), a banda procurou transformar-se musicalmente. Buscando inspiração na véspera da reunificação alemã, que começou a trabalhar em Achtung Baby no Hansa Studios em Berlim, em outubro de 1990, com os produtores Daniel Lanois e Brian Eno. As sessões foram repletas de conflitos, como a banda argumentou sobre a sua direção musical e a qualidade de seu material. Enquanto Clayton e Mullen preferiram um som semelhante ao trabalho anterior do U2, Bono e The Edge foram inspirados pela música industrial e música eletrônica europeia, e defendeu uma mudança no estilo musical. Semanas de tensão e de progresso lento, chegaram a considerar romper a banda, mas eles fizeram um grande avanço com a redação improvisada da canção "One".
A influência do pop eletrônico (1995–98)
Após a pausa com mais de um ano pós-término da turnê Zoo TV, a banda lança em meados de 1995 o single "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" (1995), em contribuição à trilha sonora do filme Batman Forever (1995). A canção foi um sucesso, atingindo a posição de número 1 em sete paradas musicais e em cinco países distintos; no "Top 10" em 15 tabelas. Foi nomeado ao Prêmios Globo de Ouro para "Melhor Canção Original de 1995; nomeado ao Prêmio Grammy de 1996, na categoria de "Melhor Canção de Rock" e para Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais. Posteriormente, lançaram um álbum experimental chamado Original Soundtracks 1 (1995), com a colaboração de Brian Eno, contribuindo como um parceiro durante a composição das canções. Devido a sua participação e a natureza altamente experimental do material gravado, a banda optou por lançá-lo sob o pseudônimo de Passengers, para distingui-lo dos álbuns convencionais do grupo. O baterista Larry Mullen, afirmou que "Há uma linha tênue entre música interessante e auto-indulgente. Nós cruzamos isso na gravação de Passengers". Comercialmente, passaram despercebido no álbum gravado, recebendo críticas geralmente mistas. O álbum também gerou um single de sucesso, "Miss Sarajevo" (1995), com a participação do cantor de ópera italiano Luciano Pavarotti, e que de acordo com Bono, está entre as músicas favoritas dos integrantes. Em setembro daquele ano, o grupo irlandês participou de um concerto beneficente liderado por Pavarotti na cidade de Modena, Itália. Os shows faziam parte da franquia Pavarotti & Friends — sendo este o terceiro concerto — tendo também a participações de Meat Loaf, Simon Le Bon, Michael Bolton, Brian Eno e Dolores O'Riordan, lançado no álbum Pavarotti & Friends for the Children of Bosnia, em prol da guerra da Bósnia. Ainda no embalo dessa inovação musical, lançaram o álbum Melon: Remixes for Propaganda (1995), uma coletânea remix lançado exclusivamente ao fã clube.
O retorno à graça (98–2002)
Após o sucesso misto da década de 1990, o grupo decidiu simplificar seu estilo sonoro; The Edge afirmou que com lançamento do álbum Pop (1997), a banda "perdeu a sua verdadeira musicalidade no rock". Para o décimo álbum de estúdio, All That You Can't Leave Behind (2000), o grupo queria retomar ao seu rock tradicional "tocando todos juntos em uma sala". Reunindo-se com Eno e Lanois, eles começaram a trabalhar no álbum no final de 1998. Depois de suas experiências negativas com a pressão de finalizar Pop, a banda se contentou em trabalhar sem prazos. Com o cronograma limitado de Bono com seus compromissos com o perdão de dívidas internacionais no Jubilee 2000, os outros membros da banda decidiriam passar tempo com seus familiares, com as sessões de gravações estendendo-se até agosto de 2000.
Instrumentação
Desde a sua criação, o U2 tem desenvolvido e mantido um som distintamente reconhecível, com ênfase e instrumentais melódicos e expressivos, maior em relação aos vocais. Esta abordagem tem suas raízes, em parte, a influência precoce do produtor de discos Steve Lillywhite, em um momento em que a banda não era conhecida pela seriedade musical. The Edge tem usado constantemente um eco rítmico e uma marca no delay para elaborar seu trabalho na guitarra, junto com uma influência irlandesa nos pedais tocados contra suas melodias sincopadas que, em última análise, produz um som bem definido, um som de carrilhão. Bono tem estimulado o seu falsete de voz operística e tem mostrado uma tendência notável para a lírica social, política e assuntos pessoais, mantendo uma escala grandiosa em sua composição. Além disso, The Edge descreveu o U2 como uma banda fundamentalmente ao vivo.
Letras e temas
O cenário social e político, muitas vezes embelezadas com imagens cristãs e espirituais, são aspectos importantes do conteúdo lírico da banda. Canções como "Sunday Bloody Sunday", "Silver and Gold" e "Mothers of the Disappeared" foram motivados por acontecimentos atuais do tempo. O primeiro, foi escrito sobre o Conflito na Irlanda do Norte, enquanto que a terceira, diz respeito à luta de um grupo de mulheres cujos filhos foram mortos ou desaparecidos pelo governo durante a Guerra Civil de El Salvador. A canção "Running to Stand Still" de The Joshua Tree, foi inspirado pelo vício em heroína que estava varrendo Dublin — a letra "I see seven towers, but I only see one way out" ("Eu vejo sete torres, mas vejo apenas uma saída"), refere-se à Ballymun Tower, do Norte de Dublin, e as imagens durante toda a canção, personifica as lutas do vício.
Influências e influenciados
A banda cita The Who, The Beatles, The Clash, Television, Ramones, Buzzcocks, Siouxsie and the Banshees, Joy Division, Elvis Presley, e Patti Smith como influências. Van Morrison foi citado por Bono como uma influência e sua influência sobre o U2 é apontado no Rock and Roll Hall of Fame. A banda também trabalhou e/ou tinha relações influentes com artistas como Johnny Cash, Green Day, Leonard Cohen, Bruce Springsteen, B. B. King, Lou Reed, Luciano Pavarotti, Bob Dylan, Elvis Costello, Wim Wenders, R.E.M., Salman Rushdie e Anton Corbijn. Outros músicos e bandas como Coldplay, Nickelback, Snow Patrol, Tupac Shakur, The Fray, OneRepublic, The Academy Is..., The Killers, 30 Seconds to Mars, Keane, Switchfoot, Sanctus Real, Your Vegas, e Angels and Airwaves, citam o U2 como influência.
Desde o início da década de 1980, os membros do U2 — como uma banda e individualmente — têm colaborado com outros músicos, artistas, celebridades e políticos para tratar de questões relativas à pobreza, doença e injustiça social. Em 1984, Bono e Adam Clayton participaram do Band Aid, com intuito de arrecadar dinheiro para a fome na Etiópia em 1984–1985. Esta iniciativa produziu um single de sucesso, "Do They Know It's Christmas?", que seria a primeira entre várias colaborações entre o U2 e Bob Geldof. Em julho de 1985, a banda tocou no Live Aid. Bono e sua esposa, Ali, a convite da World Vision, mais tarde, visitou a Etiópia, onde testemunhou a fome em primeira mão. Bono diria mais tarde que estabeleceu as bases para sua campanha da África e alguns de seus compositores. Em 1986, o grupo participou da turnê A Conspiracy of Hope com apoio sobre a Anistia Internacional e no Self Aid para o desemprego na Irlanda. No mesmo ano, Bono e Ali Hewson também visitaram a Nicarágua e El Salvador, a convite do Movimento Santuário, e viu os efeitos da Guerra Civil de El Salvador. Estes eventos de 1986 influenciaram grandemente o álbum The Joshua Tree, que estava sendo gravado no momento. Em 1992, a banda participou do concerto Stop Sellafield com o Greenpeace durante a turnê Zoo TV. Os eventos em Sarajevo durante a Guerra da Bósnia, inspirou a música "Miss Sarajevo", que estreou em setembro de 1995 com Pavarotti e amigos em show, e que, Bono e The Edge realizaram pelo War Child. Uma promessa feita em 1993 foi mantida quando a banda tocou em Sarajevo como parte da turnê Popmart, em 1997. Em 1998, eles tocaram em Belfast, dias antes da votação sobre o Acordo da Sexta-Feira Santa, trazendo os líderes políticos da Irlanda do Norte, como David Trimble e John Hume ao palco, para promover o acordo. Mais tarde naquele ano, todos os rendimentos a partir do lançamento do single "Sweetest Thing", seria no sentido de apoiar o Projeto Internacional Infantil de Chernobyl.
Os membros do U2 têm realizado uma série de projetos paralelos, às vezes em colaboração com alguns dos seus companheiros de banda. Em 1985, Bono gravou a canção "In a Lifetime", com a banda irlandesa Clannad. The Edge lançou um álbum solo para a trilha sonora do filme Captive (1986), que incluiu a participação vocal por Sinéad O'Connor, que antecede o seu próprio álbum de estreia por um ano. Bono e The Edge escreveram a canção "She's a Mystery to Me" para Roy Orbison, que foi destaque em seu álbum, Mystery Girl (1989). Em 1990, Bono e The Edge forneceram a trilha sonora para o Royal Shakespeare Company London, na versão teatral de A Clockwork Orange (apenas uma faixa já foi lançada, como B-side do single de "The Fly"). Nesse mesmo ano, Mullen co-escreveu e produziu uma canção para a Seleção Irlandesa de Futebol na Copa de 1990, chamado "Put 'Em Under Pressure", que liderou as paradas musicais da Irlanda. Juntamente com The Edge, Bono escreveu a música "GoldenEye" para o filme do espião James Bond, GoldenEye (1995), que foi executado pela Tina Turner. Clayton e Mullen retrabalharam na faixa-título do filme Mission: Impossible (1996). Bono participou no vocal para a canção de Mick Jagger, "Joy", no seu álbum solo, Goddess in the Doorway (2001). Bono também gravou uma reposição, quase um termo falado da versão do músico Leonard Cohen da canção "Hallelujah" para o álbum de tributo Tower of Song (1995). Além disso, em 1998, Bono colaborou com Kirk Franklin e Crystal Lewis (junto com os artistas R. Kelly e Mary J. Blige) para uma música gospel de sucesso, chamado "Lean on Me".
O U2 vendeu mais de 170 milhões de discos, inserindo-os entre os músicos que mais venderam discos de todos os tempos, com 51,5 milhões de unidades certificadas pela RIAA, sendo o 21º recordista de vendas de discos nos Estados Unidos. O quinto álbum de estúdio, The Joshua Tree (1987), está classificado como um dos álbuns mais vendidos nos Estados Unidos, depois de ter vendido mais de dez milhões de cópias, e está também entre os álbuns mais vendidos do mundo, com vendas de 25 milhões de cópias. A revista Forbes estima que a banda ganhou 78 milhões de dólares entre maio de 2011 e maio de 2012, tornando-se o quarto artista musical mas bem pago. A lista dos ricos do jornal The Sunday Times de 2013 estima a riqueza coletiva do grupo em mais de € 630 milhões de euros. A revista Rolling Stone classificou a banda como o 22º da lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos", enquanto que o ranking de Bono está na 32ª posição, de melhor cantor e de 38º para The Edge, como melhor guitarrista. Em 2010, oito das canções do U2 apareceram na Rolling Stone, em sua lista atualizada das "500 Melhores Canções de Todos os Tempos", com "One" como o ranking mais alto, na 36ª posição. Cinco, dos doze álbuns de estúdio do grupo, foram classificados na lista de 2003, nos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos" pela Rolling Stone — The Joshua Tree liderando o ranking mais alto, na 26ª posição. Em uma pesquisa da revista Q nomeou o grupo como o de maior gesto dos últimos 25 anos em 2011. Em 2010, a VH1 classificou a banda na posição de número 19 na lista dos "100 Maiores Artistas Todos os Tempos". Cinco dos 14 álbuns de estúdio do U2 estão presentes no ranking dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos" pela revista Rolling Stone — The Joshua Tree na posição de número 27; Achtung Baby na posição de número 63; War na posição de número 223; All That You Can't Leave Behind na posição de número 280; e Boy na posição de número 417. Refletindo sobre a popularidade da banda e o impacto mundial, Jeff Pollack, da The Huffington Post, disse: "Como The Who, antes deles, o U2 escreveu canções sobre coisas que foram importantes e ressoou com seu público".


