Palavra
Na língua portuguesa, uma palavra pode ser definida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto. A função da palavra é representar partes do pensamento humano, e por isto ela constitui uma unidade da linguagem humana.
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Quando nos, referimos à palavra enquanto um conjunto de letras, ela é parte da linguagem escrita ou gráfica. Quando nos referimos à palavra enquanto um conjunto de sons, ela é parte da linguagem falada ou glótica. Em ambos os casos, este é o denominado aspecto externo ou representação material da palavra, e a este aspecto externo, material, damos o nome de vocábulo. Quando nos referimos à palavra enquanto índice da ideia que ela representa (ou seja: quando falamos do sentido por trás da palavra escrita ou falada), estamos nos referindo ao aspecto interno ou representação imaterial da palavra, e a este aspecto interno, imaterial, damos o nome de termo. É por isto que o correto é "explicar bem um termo", não "explicar bem um vocábulo". Do mesmo modo, o correto é "pronunciar bem um vocábulo", não "pronunciar bem um termo". As palavras podem ser combinadas para criar frases. Uma palavra também pode ser definida como sendo um conjunto de morfemas. Contudo, embora na língua escrita a demonstração deste conceito seja relativamente simples (e em muitos sistemas de escrita as palavras sejam delimitadas por espaços entre si), há idiomas que não usam divisores de palavras. É o caso do sânscrito.
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Nas línguas flexivas, uma única palavra (por exemplo: cansado) pode assumir diferentes formas: Neste caso, as formas que variam em gênero, número e grau não são consideradas palavras diferentes, mas formas distintas de uma mesma palavra. Em idioma que têm flexão de gênero, número, etc., considera-se a mesma "palavra" todas as formas que pertencem à mesma classe (por exemplo, o adjetivo cansado), ainda que morfemas modifiquem seus referentes. Dessa forma, tem-se que as palavras podem ser invariáveis, se são sempre empregadas da mesma forma (cada, alguém), ou variáveis, se podem se apresentar de maneiras diferentes de acordo com sua especificação morfossintática (o, a, os, as, leia, leem). As invariáveis se apresentam sempre da mesma forma como constam em um dicionário. Na língua portuguesa, preposições, conjunções e advérbios são sempre invariáveis; enquanto Artigos, pronomes e verbos são sempre variáveis e, dentre os adjetivos e substantivos, estes quase sempre são variáveis, apesar de existir alguns invariáveis (por exemplo: simples, tórax, bônus).
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A palavra é composta de um núcleo semântico que é sua base mórfica ou raiz. Além dela, os demais elementos são periféricos. A palavra pode ser composta apenas pela raiz, como em mar, feliz, ou possuir também morfemas periféricos, como em marinho, infeliz. Há quatro tipos de morfemas gramaticais: Dessa forma, classifica-se como palavra primitiva aquela cuja formação não teve origem a partir de outro radical (ex.: pedra, flor, casa, livro, papel). Estas palavras em um processo derivacional podem dar origem a novas palavras (ex.: pedraria, florescer, caseiro, livraria, papelaria).


