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Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção

A Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção localiza-se à margem esquerda da foz do riacho Pajeú, sobre o monte Marajaitiba, na cidade de Fortaleza, no litoral do estado brasileiro do Ceará. Atualmente abriga a sede da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro. Sua construção data de 1649, pelos holandeses que deram o nome de Forte Schoonemborch, depois retomado pelos portugueses que passaram a denominar de "Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção". Embora a cidade de Fortaleza tenha se expandido a partir desse forte, o seu marco zero fica na Praia da Barra do Ceará.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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História

Antecedentes

Toda a costa cearense sofreu muito com as ameaças e invasões holandesas, na época da Invasão Portuguesa. O primeiro forte a ser levantado nessa mesma área foi o de São Sebastião, a pedido de Martim Soares Moreno, que veio com sua tropa de Natal, com a finalidade de proteger as terras. Devido a sua pouca estrutura, ele foi derrubado pouco tempo depois. Foi justamente quando se iniciou uma nova fortaleza, erguida pelos holandeses em 1649 e batizada de Forte Schoonenborch. Os domínios dessas terras permaneceram até 1812, quando a Coroa Portuguesa retomou a Província do Ceará e rebatizou a fortaleza de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

A Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção

Desmoronado o Forte de Nossa Senhora da Assunção (1812), o governador da então Província do Ceará, Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire, deu início, no local, a uma nova estrutura para a defesa daquela Capital. A pedra fundamental foi lançada a 12 de outubro de 1812, em homenagem ao aniversário do "sereníssimo Senhor Príncipe da Beira, o senhor D. Pedro de Alcântara". A planta, de autoria do Tenente-coronel Engenheiro António José da Silva Paulet, que dirigiu a sua construção, apresenta a forma de um quadrado com 90 metros de lado, com baluartes nos vértices, sob a invocação, respectivamente, de Nossa Senhora da Assunção (nordeste), São José (sudeste), Dom João (noroeste) e Príncipe da Beira (sudoeste). Artilhada inicialmente com cinco peças, foi custeada com fundos públicos (20:362$390 réis) e doações particulares (16:113$267 réis), afora doações de materiais e serviços, de voluntários e de escravos. GARRIDO reporta que, em 1816, a fortaleza encontrava-se artilhada com vinte e sete peças.

Do século XX aos nossos dias

No início da República Velha, em 1895 apresentava duas baterias dispostas em andares e uma bateria a cavaleiro. Também conhecida como Forte da Tartaruga, encontrava-se bem conservada (1906), e desarmada (1910). À época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi guarnecida, entre 1917 e 1918, pela 1ª Bateria Independente do 3º Distrito de Artilharia de Costa, sob o comando do Capitão Bernardino Chaves. BARRETTO (1958) complementa que o quartel contíguo à fortaleza, que abrigava a guarnição, foi ocupado pela 46ª Bateria Independente, mais tarde 46ª Bateria de Costa. À época (1958), sediava o Quartel-general da 10ª Região Militar, função que conserva desde então.

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Museu e Phanteon do General Sampaio

A Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, atualmente funcionando como sede do Comando da 10ª Região Militar, é um dos pontos turísticos mais conhecidos da capital cearense, tendo como destaques a própria história da Fortaleza, o Museu e Phanteon do General Sampaio (Patrono da Arma de Infantaria), a prisão onde esteve Bárbara de Alencar e ainda a estátua de Martim Soares Moreno. O forte pode ser visitado mediante agendamento prévio junto à Comunicação Social da Região Militar. A visita é feita na companhia de um militar que aborda tópicos de interesse sobre o monumento, nomeadamente a praça de armas, a cela onde esteve detida Bárbara de Alencar e a capela do forte. ==Referências==

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Fontes consultadas

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