Norsk Hydro
Norsk Hydro ASA (Aksjeselskap), muitas vezes referida apenas como Hydro, é uma multinacional norueguesa com sede em Oslo, que tem na produção de alumínio o seu principal negócio. A empresa possui e opera vários negócios ao redor do mundo, investindo em indústrias sustentáveis. Está presente em uma ampla gama de segmentos do mercado de alumínio, energia, reciclagem de metais, energias renováveis e baterias.
Imagem: Trondheim byarkiv · BY · Openverse
No Brasil, a Hydro opera em 11 unidades. Em 2010, a empresa comprou os ativos referentes à produção de bauxita, alumina e alumínio da Vale S.A., antiga Vale do Rio Doce. Essas operações estão localizadas no estado do Pará, na região norte do país. A mineração ocorre no município de Paragominas e há também uma refinaria de alumina no município de Barcarena, onde também está localizada a fábrica de alumínio primário Albras, uma join-venture entre Hydro e o consórcio japonês NAAC – Nippon Amazon Aluminium Co. Ltd. Na capital carioca, a empresa possui dois escritórios, sendo um deles comercial. O principal, localizado no bairro de Botafogo, reúne profissionais das seguintes áreas: Jurídico, Recursos Humanos, Comunicação, Tecnologia da Informação, Suprimentos Estratégicos, Financeiro e Comercial. Já o escritório comercial, fica no bairro da Barra da Tijuca e é voltado para o atendimento do mercado de construção civil.
Paragominas
A Hydro lavra bauxita de sua própria jazida, localizada a aproximadamente 70 km do município de Paragominas, no nordeste do Pará. A bauxita lavrada é triturada e transportada através de um duto de 244 quilômetros até a cidade de Barcarena, onde é refinada e transformada em alumina pela Hydro Alunorte e, a seguir, é destinada à Albras e a outros produtores de alumínio primário no Brasil e em outras partes do mundo. As atividades de lavra em Paragominas começaram em 2007. O rejeito gerado a partir da lavra da bauxita é armazenado em dois sistemas: o Vale e o Platô. Em Paragominas, a Hydro utiliza a metodologia “tailing dry backfill”, um sistema que visa eliminar o uso de grandes barragens para armazenamento permanente de rejeitos de bauxita. Com essa metodologia, o rejeito de bauxita é retornado para a área após a lavra, integrando o processo de reabilitação e reduzindo o dano ambiental.
Barcarena
Nesta cidade, a Hydro possui duas plantas: a refinaria de alumina Hydro Alunorte e a produtora de alumínio primário, Albras. Desta última, a Hydro é a principal acionista, detentora de 51% das ações da joint venture. A outra acionista é a NAAC – Nippon Amazon Aluminium Co. Ltd., formada por um consórcio de empresas japonesas, consumidores e fabricantes de produtos de alumínio. A Hydro Alunorte é a maior refinaria de alumina do mundo fora da China, com importante eficiência energética. A bauxita usada na produção de alumina, matéria-prima do alumínio, vem da Hydro Paragominas, através de um mineroduto, e da MRN, através do porto de Vila do Conde. Parte da alumina produzida é exportada e a outra parte é fornecida para a planta da Albras, que produz lingotes de alumínio.
Itu
Em Itu, cidade do interior de São Paulo, a Hydro tem uma planta de extrusão especializada na fabricação de perfis de alumínio, tubos de alta precisão e de múltiplas cavidades, além de perfis gerais para o mercado automotivo, construção civil e industrial. Também há uma unidade de refusão no local, que produz tarugos de alumínio a partir de metal primário ou sucata. Seus processos de fabricação agregam serviços de corte, usinagem ou pintura aos perfis de alumínio.
Utinga
Localizada em Santo André, importante polo industrial da Região Metropolitana de São Paulo, a planta de extrusão da Hydro de Utinga é especializada na fabricação de perfis de alumínio voltados para o mercado industrial, especialmente para o setor automotivo. A unidade foi fundada em 1943.
Tubarão
No município de Tubarão, em Santa Catarina, a empresa possui uma planta de extrusão especializada na fabricação de perfis de alumínio voltado para a construção civil. Na unidade, também funciona a ferramentaria geral da empresa, uma unidade de anodização com diversas cores, além do acabamento superficial polido para perfis de alumínio. No local, a empresa também mantém uma reserva ambiental de 39 hectares, localizada a 3 quilômetros da planta, que possui 85% de floresta nativa. Nela, vivem 176 espécies botânicas.
Belém
A Hydro mantém um escritório em Belém, capital do estado do Pará. O escritório reúne empregados de diversas áreas, como Compliance, Pesquisa Mineral, Suprimentos, Jurídico, Tecnologia da Informação, Centro de Competências de RH (CCRH), Comunicação, Relações Governamentais, Centro de Competência Contábil (ACC), Saúde, Segurança e Meio Ambiente (HSE), Responsabilidade Social Corporativa (CSR), entre outras, responsáveis pela área de negócios de Bauxita & Alumina e Energia. O prédio, chamado Torre Infinito, em homenagem ao alumínio produzido no Estado, foi o primeiro prédio comercial do Pará a receber certificação LEED, assegurando a construção a partir de práticas ambientalmente sustentáveis.
Imagem: Julie Ceccaldi · CC0 · Openverse
Em fevereiro de 2018, a Hydro foi forçada a cortar a produção de alumínio em 50% em sua fábrica localizada no Pará, Brasil (operada pela joint venture Albras). Isso se seguiu após alegações afirmando que água não tratada e contaminada havia sido liberada para o meio ambiente, resultando em poluição da água. Uma equipe de pesquisadores locais encontrou um tubo de esgoto clandestino e níveis de alumínio altamente elevados em sua proximidade. Outras substâncias como nitrato, sulfato, cloreto e chumbo também foram encontradas em concentrações anormalmente altas. Desde então, a Hydro alegou que, apesar de alguns vazamentos não autorizados terem acontecido, seus relatórios independentes e independentes não mostraram poluição ambiental do rio, mas apenas uma pequena mudança no pH. Após negar irregularidades, a Hydro admitiu, em nota, a existência de um canal clandestino para lançar rejeitos em nascentes amazônicas, a tubulação encontrada por pesquisadores fazia o lançamento de efluentes não tratados em um conjunto de nascentes do rio Muripi, segundo um laudo divulgado pelo Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde. A nota da empresa dizia:


