MS-DOS
MS-DOS, acrônimo de Microsoft Disk Operating System, é um sistema operacional comprado pela Microsoft para ser usado na linha de computadores IBM PC. O dono e criador original do projeto QDOS - Quick and Dirty Operating System é a empresa Seattle Computer Systems, que foi inicialmente uma tentativa de criar um concorrente do estabelecido Sistema Operacional CP/M que rodasse no recém-lançado processador 8086 da Intel.
Dentro da História da computação é considerado por alguns como sendo o produto que decidiu o destino da então minúscula Microsoft, o MS-DOS foi sucedido por duas linhas de produtos: o OS/2 e o Windows 3.11. O desenvolvimento destes sistemas operacionais (e do Windows NT) pode ser considerado como a evolução da informática nas décadas de 1980 e 1990. Foi originalmente desenvolvido por Tim Paterson da Seattle Computer Products sob o nome de QDOS (Quick and Dirty Operating System, que em português significa Sistema operacional rápido e raso), sendo uma variação do CP/M-80 da Digital Research. O QDOS era apenas um produto interno criado para testar uma nova placa com UCP 8086. Também não rodava nas CPUs 8080 (ou compatíveis) exigidas pelo CP/M-80. A Microsoft licenciou-o da SCP, fez algumas modificações e licenciou-o posteriormente à IBM (vendido como PC-DOS) para seu novo 'PC' usando a CPU 8088, e a vários outros fabricantes de hardware, vendido então como MS-DOS.
A Microsoft licenciou ou lançou versões do MS-DOS sob diferentes nomes, como Lifeboat Associates "Software Bus 86", também conhecido como SB-DOS, COMPAQ-DOS, NCR-DOS ou Z-DOS antes de eventualmente impor o nome MS-DOS para todas as versões, exceto a IBM, que foi originalmente chamada de "IBM Personal Computer DOS". No antigo bloco oriental, os derivados do MS-DOS chamados DCP (Disk Control Program [de]) 3.20 e 3.30 existiam no final dos anos 1980. Eles foram produzidos pelo fabricante de eletrônicos da Alemanha Oriental VEB Robotron. As seguintes versões do MS-DOS foram lançadas ao público:
Como resposta ao DR DOS 6.0 da Digital Research, que incluía a compactação de disco SuperStor, a Microsoft abriu negociações com a Stac Electronics, fornecedora da ferramenta de compactação de disco DOS mais popular, o Stacker. No processo de due diligence, os engenheiros da Stac mostraram à Microsoft parte do código-fonte do Stacker. Stac não estava disposto a cumprir os termos da Microsoft para licenciar o Stacker e retirou-se das negociações. A Microsoft optou por licenciar o DoubleDisk da Vertisoft, usando-o como o núcleo de sua compactação de disco DoubleSpace. MS-DOS 6.0 e 6.20 foram lançados em 1993, ambos incluindo o programa utilitário de compactação de disco Microsoft DoubleSpace. A Stac processou com sucesso a Microsoft por violação de patente em relação ao algoritmo de compressão usado no DoubleSpace. Isso resultou no lançamento do MS-DOS 6.21 em 1994, que teve a compactação de disco removida. Pouco tempo depois veio a versão 6.22, com uma nova versão do sistema de compressão de disco, o DriveSpace, que tinha um algoritmo de compressão diferente para evitar o código infrator.
A Microsoft também usou uma variedade de táticas no MS-DOS e em vários de seus aplicativos e ferramentas de desenvolvimento que, embora funcionassem perfeitamente quando executados no MS-DOS genuíno (e no PC DOS), falhavam quando executados na implementação do DOS de outro fornecedor. Exemplos notáveis desta prática incluem:
Os sistemas compatíveis com MS-DOS incluem: A Microsoft criou o IBM PC DOS para a IBM. Ele e o MS-DOS eram produtos idênticos que eventualmente divergiram a partir do MS-DOS versão 6.0. A Digital Research não seguiu o esquema de numeração de versão da Microsoft. Por exemplo, o MS-DOS 4, lançado em julho de 1988, foi seguido pelo DR DOS 5.0 em maio de 1990. O MS-DOS 5.0 veio em abril de 1991 e o DR DOS 6.0 foi lançado em junho seguinte. Esses produtos são referidos coletivamente como "DOS", embora "Disk Operating System" seja um termo genérico usado em outros sistemas não relacionados ao x86 e ao IBM PC. "MS-DOS" também pode ser uma referência genérica ao DOS em computadores compatíveis com IBM PC. O controle da plataforma Windows pela Microsoft e suas práticas de programação que intencionalmente faziam o Windows parecer que funcionava mal em versões concorrentes do DOS, prejudicaram a capacidade de outros fabricantes de DOS de continuar a competir com o MS-DOS. A Digital Research teve que lançar versões provisórias para contornar as limitações do Windows inseridas artificialmente, projetadas especificamente para fornecer à Microsoft uma vantagem competitiva.


