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Monteiro Lobato

José Bento Renato Monteiro Lobato foi um escritor, intelectual e editor literário brasileiro. Participou ativamente do pré-modernismo e modernismo brasileiro e da vida política do Brasil, sendo popularmente lembrado por sua série de livros infantis Sítio do Pica Pau Amarelo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Biografia

1882–1904: Primeiros anos

Criado em um sítio, Monteiro Lobato foi alfabetizado pela mãe Olímpia Augusta Lobato e depois por um professor particular. Aos sete anos, entrou em um colégio. Nessa idade descobrira os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé, dono de uma biblioteca imensa no interior da casa. Leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa. Nos primeiros anos de estudante já escrevia pequenos contos para os jornaizinhos das escolas que frequentou. Aos onze anos, em 1893, foi transferido para o Colégio São João Evangelista. Ao receber como herança antecipada uma bengala do pai, que trazia gravada no castão as iniciais J.B.M.L., de José Bento Marcondes Lobato, mudou seu nome de José Renato para José Bento, a fim de utilizá-la. Aos 13 anos foi reprovado em português, quando já escrevia para três jornais, aos 14 já dominava o inglês e francês e nessa idade fez o texto Rabiscando, que é a sua redação mais antiga conhecida. Em dezembro de 1896 foi para São Paulo e, em janeiro de 1897, prestou exames das matérias estudadas na cidade natal, mas foi reprovado no curso preparatório e retornou a Taubaté.

1898–1899: Mudança para São Paulo e morte dos pais

No ano seguinte, a 13 de junho de 1898, perdeu o pai, vítima de congestão pulmonar. Decidiu, pela primeira vez, participar das sessões do Grêmio Literário Álvares de Azevedo do Instituto Ciências e Letras. Sua mãe, vítima de uma depressão profunda, morreu no dia 22 de junho de 1899.

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Carreira

Primeiros estudos e trabalhos

Tendo forte talento para o desenho, pois desde menino retrata a Fazenda Buquira, tornou-se desenhista e caricaturista nessa época. Em busca de aproveitar as suas duas maiores paixões, decidiu ir para São Paulo após completar 17 anos. Seu sonho era estudar belas artes, mas, por imposição do avô, que o tinha como um sucessor na administração de seus negócios, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, no Largo de São Francisco. Mesmo assim, seguiu colaborando em diversas publicações estudantis e fundou, com os colegas de sua turma, a "Arcádia Acadêmica", em cuja sessão inaugural fez um discurso intitulado: Ontem e Hoje. Lobato, a essas alturas, já era elogiado por todos como um comentarista original e dono de um senso fino e sutil, de um "espírito à francesa" e de um "humor inglês" imbatível, que carregou pela vida afora. Dois anos depois, foi eleito presidente da Arcádia Acadêmica, e colaborou com o jornal Onze de Agosto, publicação oficial do Centro Acadêmico XI de Agosto, onde escreveu artigos sobre teatro. De tais estudos surgiu, em 1903, o grupo O Cenáculo, fundado junto com Ricardo Gonçalves, Cândido Negreiros, Godofredo Rangel, Raul de Freitas, Tito Lívio Brasil, Lino Moreira e José Antônio Nogueira.

1904: Formação como advogado

Em 1904, formou-se bacharel em direito e regressou a Taubaté. No ano seguinte, fez planos de fundar uma fábrica de geleias, em sociedade com um amigo, mas passou a ocupar interinamente a promotoria de Taubaté e conheceu Maria Pureza da Natividade de Souza e Castro ("Purezinha") (1885-1959), que morava em São Paulo, em 1906, que é quando começam a namorar. Purezinha era neta de Antônio Quirino de Souza e Castro ("Dr. Quirino"), orientador de Lobato em 1900. Em maio de 1907 foi nomeado promotor público em Areias, e casou-se com Purezinha, a 28 de março de 1908. Exatamente um ano depois nasceu Marta, a primogênita do casal. Em 1910, associou-se a um negócio de estradas de ferro e nasceu o seu segundo filho, Edgar. Viveu no interior e nas cidades pequenas da região, escrevendo paralelamente para jornais e revistas, como A Tribuna de Santos, Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro e a revista Fon-Fon, para onde também mandava caricaturas e desenhos. Passou a traduzir artigos do Weekly Times para o jornal O Estado de S. Paulo e obras da literatura universal, também enviando artigos para um jornal de Caçapava. Contudo, era visível a sua insatisfação com a vida que levava e com os negócios que não prosperavam.

1914: Reconhecimento na literatura

Por volta de 1914, na Vila de Buquira, hoje município de Monteiro Lobato (São Paulo), Lobato envolveu-se com a política, e, logo a deixou de lado. Em 1914, como fazendeiro, em Buquira, um fato definiria de vez a sua carreira literária: durante o inverno seco daquele ano, cansado de enfrentar as constantes queimadas praticadas pelos caboclos. Em 12 de novembro de 1914, o jornal O Estado de S. Paulo, na sua edição vespertina (O Estadinho), na seção "Queixas e Reclamações", Lobato publicou o seu artigo Velha Praga, descrevendo a "queimada". Crônica mais tarde publicado no livro Urupês. O jornal, percebendo o valor daquela carta, publicou-a fora da seção que era destinada aos leitores, no que acertou, pois a carta provocou polêmica e fez com que Lobato escrevesse outros artigos como, por exemplo, Urupês, que deu vida a um de seus mais famosos personagens, o Jeca Tatu.

1917: Obra crítica

Em 20 de dezembro de 1917, publicou "Paranoia ou Mistificação?", a famosa crítica desfavorável à exposição de pintura de Anita Malfatti, que culminaria como o estopim para a criação da Semana de Arte Moderna de 1922. Muitos passaram a ver Lobato como reacionário, inclusive os modernistas, mas hoje, após tantos anos, percebe-se que o que Lobato criticava eram os "ismos" que vinham da Europa: cubismo, futurismo, dadaísmo, surrealismo, que ele achava que eram "colonialismos", "europeizações", assim como ocorrera com os acadêmicos das gerações anteriores. Lobato era a favor de uma arte devidamente brasileira, autóctone, criada aqui. Por isso criticou Anita Malfatti, embora admitisse que ela fosse talentosa. Isso tudo gerou o estranhamento entre ele e os modernistas mas, no fundo, todos eles tinham razão, apenas viam as coisas de ângulos diferentes. Mesmo assim Oswald de Andrade continuou a ser um profundo admirador de Lobato: quando ocorrera a Semana de Arte Moderna, as provas de Urupês ficaram dois dias em cima do sofá da garçonière onde Oswald de Andrade se encontrava com os amigos.

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Carreira literária

A experiência empresarial de Monteiro Lobato, que envolve a fundação de várias empresas e a compra da Revista do Brasil, foi a seguinte: em 1905 ele tentou a indústria de doces; entre 1911 até sua falência em 1917, trabalhou na fazenda de Buquira; em 1917, monta a revista Paraíba (ao lado de Carlos Freire e Pereira de Matos); entre 1919 e 1925, trabalha na Revista do Brasil (que a havia comprado em 1918); entre 1919 e sua falência em 1925 (que ocorreu devido a uma seca em São Paulo que forçou a Light a cortar de dois terços o fornecimento de energia elétrica) trabalhou na Monteiro Lobato & Cia; entre 1925 e 1944 (quando a sociedade é desfeita), trabalhou na Cia. Editora Nacional com Octales Marcondes Ferreira (que a manteve até 1973 e existe até hoje); entre 1938 e 1942 trabalhou, com seu filho Edgard, na União Jornalística Brasileira, que tinha por objetivo a distribuição de notícias para jornais; entre 1944 e 1946, trabalhou na Editora Brasiliense com Caio Prado Júnior, Arthur Neves e Leandro Dupré e por fim fundou a Editora Acteon em Buenos Aires em 1946 até que voltou para São Paulo em 1947 onde morou num prédio da Editora Brasiliense.

Como editor

Em 1918, Monteiro Lobato comprou a Revista do Brasil e passou a dar espaço para novos talentos, ao lado de pessoas famosas. Tornou-se, dessa forma, um intelectual engajado na causa do nacionalismo, a qual dedicou uma preocupação fundamental, tanto na ficção quanto no ensaio e no panfleto. Crítico de costumes, no qual não faltava a nota do sarcasmo e da caricatura, de sua obra elevou-se largo sopro de humanidade e brasileirismo. Nas mãos de Monteiro Lobato, a Revista do Brasil prosperou e ele pode montar uma empresa editorial, sempre dando espaço para os novatos e divulgando obras de artistas modernistas. Lobato também foi precursor de algumas ideias muito interessantes no campo editorial. Ele dizia que "livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês". Com isso em mente, passou a tratar os livros como produtos de consumo, com capas coloridas e atraentes, e uma produção gráfica impecável. Criou também uma política de distribuição, novidade na época: vendedores autônomos e distribuidores espalhados por todo o país.

Ida a Nova Iorque

Em 1926, Lobato concorreu a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas acabou derrotado. Era a segunda vez que isso acontecia. Na primeira vez, em 1921, iria concorrer à vaga de Pedro Lessa, mas desistiu antes da eleição, por não querer fazer as visitas de praxe aos acadêmicos para pedir seus votos. Desta vez, estava concorrendo à vaga do renomado jurista João Luís Alves. Na primeira, recebera um voto no terceiro escrutínio, e, na segunda, dois votos no quarto. Em artigo à imprensa, Múcio Leão chegou a afirmar que esse "escritor de talento fora duas vezes repelido". No mesmo ano saíram em folhetim os livros O Presidente Negro (1926) e "How Henry Ford is Regarded in Brazil (1926).

Trabalho na Companhia Petróleos do Brasil

Após implantar a Companhia Petróleos do Brasil, e graças à grande facilidade com que foram subscritas suas ações, Monteiro Lobato fundou várias empresas para fazer perfuração de petróleo, como a Companhia Petróleo Nacional, a Companhia Petrolífera Brasileira e a Companhia de Petróleo Cruzeiro do Sul, e a maior de todas (fundada em julho de 1938) a Companhia Mato-grossense de Petróleo, que visava perfurar próximo da fronteira com a Bolívia, país vizinho que já encontrara petróleo. Com isso Lobato prejudicou os interesses de gente muito importante na política brasileira, e de grandes empresas estrangeiras. Começava a luta que o deixou pobre, doente e desgostoso. Havia interesse oficial em se dizer que no Brasil não havia petróleo. Tendo-os como adversários, passou a enfrentá-los publicamente.

Últimos anos

Mesmo em liberdade, Monteiro Lobato não teve mais tranquilidade, e seu filho mais velho, Edgar, morreu em fevereiro de 1942, exatamente três anos depois do falecimento de Guilherme. Em 1943, foi fundada a Editora Brasiliense por Caio Prado Júnior, que negociou com Lobato a publicação de suas obras completas. Logo em seguida, por ironia do destino, recusou a indicação para a Academia Brasileira de Letras. Entretanto integrou a delegação paulista do I Congresso Brasileiro de Escritores reunidos em São Paulo, que divulgou, no encerramento, uma declaração de princípios exigindo legalidade democrática como garantia da completa liberdade de expressão do pensamento e redemocratização plena do país.

Disputa familiar

Em 1996, os herdeiros de Monteiro Lobato tomaram a iniciativa de sugerir à Editora Brasiliense, até então detentora única das obras (conforme acordo assinado entre Lobato e Caio Prado Júnior em 1945) a reformulação dos livros e da coleção infantil, a fim de que apresentassem um aspecto moderno com relação a ilustrações coloridas e nova paginação. Essas tentativas continuaram em 1997 e fracassaram, simplesmente porque a editora não efetuou o investimento necessário, continuando a publicar os livros com ilustrações em branco e preto como fazia há décadas e continuou a fazer. Com isso, desde 1998, a obra de Monteiro Lobato virou centro de uma polêmica entre a Brasiliense e os herdeiros, que a acusam de negligenciar a obra. Há o desejo de uma divulgação maior e edições melhores. Entre os editores há o desejo de reciclar o texto dos livros.

Debates sobre racismo nas obras de Monteiro Lobato

A partir de 2010, ganhou repercussão na mídia e nos meios jurídicos brasileiros a questão em torno da obra de Monteiro Lobato, Caçadas de Pedrinho, publicada em 1933. No livro em questão, a personagem negra Tia Nastácia é chamada de "macaca de carvão" e referida como pessoa que tem "carne preta". A obra, cuja leitura é obrigatória nas escolas públicas, foi alvo de mandado de segurança impetrado pelo Instituto de Advocacia Racial (Iara) perante o Supremo Tribunal Federal. No referido remédio constitucional, o Iara demandava que a questão fosse decidida pela Presidência da República e requeria a retirada do livro de Lobato da lista de leitura obrigatória, para que as crianças brasileiras não ficassem expostas ao seu alegado conteúdo racista. Tal pedido já havia sido feito e negado pela Câmara de Educação Básica, pelo Plenário do Conselho Nacional de Educação e pelo ministro da Educação. Também requeria que o MEC incluísse "notas explicativas" nos livros fornecidos às bibliotecas e que apenas a "professores preparados a explicar as nuances do racismo do Brasil da República Velha" fosse permitida a lecionação acerca do livro. Em 2014, o ministro Luiz Fux, após análise tão somente do pedido de liminar, sem adentrar o mérito, concordou com o parecer da Procuradoria-Geral da República de que o presidente não é omisso se decide não avocar um tema para si. Os meios de comunicação brasileiros, majoritariamente, posicionaram-se contrários ao parecer desfavorável à obra de Lobato, frequentemente alegando que se tratava de uma tentativa de "censura" e de um "atentado à livre expressão de ideais".

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Obra

Livros infantis (1920–1947)

O primeiro livro que Lobato lançou foi "A menina do narizinho arrebitado", em 1920, nunca reeditado, exceto em uma pequena edição fac simile em 1981, e hoje considerada uma obra rara tanto a primeira edição quanto a edição fac simile. A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Picapau Amarelo, um sítio no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a senhora dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia. Esses personagens foram complementados por entidades criadas ou animadas pela imaginação das crianças na história: a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, a vaca Mocha, o burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim.

Obras que não foram produzidas

No decorrer de sua carreira, Monteiro Lobato planejou obras que não chegaram a ser livros, tais como: O Paraíba, uma ficção científica do Homem sendo visto por extraterrestre, algo com estilo Dumas ou Paulo de Kock "cheio de ação e violência", As Aventuras de Pedro Malazartes, Abutre Negro, um romance histórico sobre o ciclo do ouro, outro sobre Pedro I sobre a marquesa Titila, Webster-Brasileiro, um romance cômico sobre Quatriênio Hermes e Emília no Aconcágua, onde a boneca obrigaria o vulcão extinto a causar uma "erupçãozinha 'própria para menores'".

Traduções de suas obras

A obra de Monteiro Lobato foi traduzida para catorze idiomas, entre eles a língua alemã, a castelhana e o mandarim padrão.

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Influências

Lobato ostensivamente revelava, em seus livros, as influências que recebeu diretamente dos autores de obras infantis, desde os fabulistas clássicos, como Esopo e La Fontaine, aos personagens dos desenhos animados que então surgiam nas telas do cinema, como Popeye e sua trupe, o Gato Félix e outros. As crianças do Sítio visitavam e eram visitados por todas as personagens do imaginário literário, e Peter Pan convivia ao lado de figuras folclóricas, como o Saci, tudo isto permeado pela forte presença de uma característica então comum no meio rural: a tradição oral de "contar histórias" - e quase sempre é assim que Tia Nastácia e Dona Benta introduzem aos leitores, os novos assuntos que dão mote aos livros do autor. Dentre os clássicos explicitamente citados por Lobato, encontram-se Lewis Carroll, Carlo Collodi (criador do Pinóquio) e J. M. Barrie, além de outros que, presume-se, tenham-no influenciado diretamente, dadas as semelhanças, como L. Frank Baum (de O Mágico de Oz) e Wilhelm Busch.

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Exibição de Sítio do Pica-Pau Amarelo na televisão

Os livros infantis de Monteiro Lobato foram transformados em cinco séries de televisão de bastante sucesso. A primeira delas, na TV Tupi de São Paulo, foi exibida de 3 de junho de 1952 a 1962, ao vivo, pois não havia ainda o videotape. Foi adaptada pela escritora Tatiana Belinky, sendo a mais fiel ao original de todas as adaptações para a televisão. Nada restando desse programa, exceto algumas fotos, pois seus episódios não eram gravados. Em 1957, a TV Tupi do Rio de Janeiro também transmitiu um Programa Sítio do Pica-Pau Amarelo, diferente do programa paulista, pois não havia, na época, transmissão em rede nacional, nem transmissão de imagens via tronco de micro-ondas da Embratel. Participaram do Sítio no Rio de Janeiro: Cláudio Cavalcanti e Daniel Filho. A segunda série foi ao ar pela TV Cultura de São Paulo, em 1964. A terceira, pela Band, em 12 de dezembro de 1967. A quarta série, exibida na TV Globo, de 7 de março de 1977 a 31 de janeiro de 1986, é considerada como a de maior repercussão e sucesso. Também na TV Globo, foi ao ar de 12 de outubro de 2001 até 2 de dezembro de 2007, a quinta série chamada Sítio do Picapau Amarelo.

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Homenagens

Pelo Brasil há inúmeras referências em memória de Monteiro Lobato, incluindo diversos logradouros e instituições nomeadas em homenagem ao advogado e escritor brasileiro. No nordeste de São Paulo há o município Monteiro Lobato, assim denominado em sua homenagem, e onde o escritor possuía uma fazenda e passou parte da sua juventude, sendo descrita por ele em seus livros. Pela cidade ainda há a diversas referências a personalidade. Em Taubaté, sua cidade natal, há o Museu Monteiro Lobato localizado no Sítio do Pica-pau Amarelo, no centro da cidade, dedicado a preservar a memória e a obra do ilustre taubateano. Na capital paulista, há a Biblioteca Municipal Monteiro Lobato. Foi criada em 14 de abril de 1936, resultado do esforço de um grupo de intelectuais liderado por Mário de Andrade para incentivar a cultura literária, então diretor do Departamento Municipal de Cultura. Em 1955, foi renomeada em homenagem ao escritor paulista, sendo considerado o seu patrono. A Biblioteca é uma das mais antigas no Brasil dedicada a literatura infantil, possuindo amplo acervo de obras de Monteiro Lobato.

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Fontes consultadas

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