Pesquisa · Mapa mental

Miss Brasil Internacional

Miss Brasil Beleza Internacional é um concurso de beleza feminino realizado desde 1960 e que visa eleger a mais bela brasileira em busca do título de Miss Beleza Internacional, com sede no Japão. No Brasil, o concurso é realizado ininterruptamente desde 2017 pela produtora de eventos carioca Susana Cardoso sob a licença nacional do ex-diretor do Miss Brasil versão Miss Universo, Boanerges Gaeta Júnior. O País tem somente uma vitória na disputa internacional, em 1968 com a carioca Maria da Glória Carvalho. A atual detentora do título nacional é Emilly Vitória, do Alagoas, eleita em 7 de setembro de 2024.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/08/2026
01

História

1960 a 1980

Com a debandada do Miss Universo para Miami Beach, os comerciantes locais de Long Beach, que se beneficiavam com a efervescência turística que o concurso dava à cidade, viram a necessidade de criar um outro concurso de beleza para apoiar e movimentar a economia local. Assim se criou, em 1960 o International Beauty Pageant com o objetivo de unificar as nações em prol da beleza. Com a ascensão dos Diários Associados na promoção do Miss Brasil desde 1954, os organizadores internacionais fizeram um convite formal ao conglomerado jornalístico de Assis Chateaubriand para o envio de uma brasileira para a sua disputa. Ficou definido que a segunda colocada do tradicional Miss Brasil seria a "Miss Brasil Nº 2", ou seja, a representante do Brasil naquele concurso, visto que a grande campeã já tinha sua obrigação para com o Miss Universe.

1981 e 1984

Com a extinção da Rede Tupi em 18 de julho de 1980, principal apoiador financeiro dos Diários Associados para a promoção do Miss Brasil, o concurso foi descontinuado pelo conglomerado jornalístico e fora vendido ao jovem comunicador Silvio Santos, futuramente dono do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Com um concurso exclusivo para a eleição da mais bela brasileira em busca do título de maior prestígio em solo nacional, o Miss Universo, Silvio não adquiriu os direitos para o envio da brasileira para o Miss Beleza Internacional, nem tão pouco se viu interessado em enviar as segundas colocadas para o certame japonês. O comunicador, jornalista e empresário Paulo Max foi o responsável pelo envio das representantes brasileiras ao Miss Beleza Internacional e Miss Mundo entre 1981 e 1982, já que nenhum jornal, revista ou televisão haviam adquirido os direitos com a saída dos Diários Associados da coordenação. Para o concurso em Tóquio em 1981, Paulo Max contou com o apoio financeiro do Governador Paranaense Ney Braga e do expertise de Maria da Glória Carvalho para preparar e treinar a escolhida, Taiomara Rocio Borchardt. Taiomara era secretária executiva do escritório do Partido Democrático Social (PDS) em Paranaguá, cidade distante pouco mais de 100km de Curitiba, no Paraná.[carece de fontes?] Entre surpresa e descrente, recebeu o convite de Paulo Max para representar o Brasil no concurso Miss Beleza Internacional. Com o lobby montado por Maria da Glória no Japão e o treinamento que havia dado a Taiomara, a brasileira por pouco não deu a segunda coroa à nação. Por uma pequena diferença de pontos, a paranaense perdeu o título para a australiana Jenny Annette Derek, com a mesma idade: 20 anos. Além do segundo lugar, foi eleita "Miss Elegância".

1985 a 1991

Com a enorme audiência que Silvio Santos vinha obtendo com o tradicional Miss Brasil, e visto que duas garotas lançadas em seu concurso tiveram bom desempenho no Miss Beleza Internacional, Odárcio Ducci, presidente do Ilha Porchat Clube, em São Vicente, adquiriu os direitos junto a organização japonesa para a realização do concurso em solo nacional. Assim iniciou a "Era Ilha Porchat" de concursos de beleza, em 1985, com a eleição da paulista Kátia Guimarães sobre outras vinte e seis candidatas, sendo vinte e cinco Estados e o arquipélago de Fernando de Noronha. Odárcio promoveu os concursos entre 1985 e 1991 com muita grandeza e riqueza, realizando o concurso quase sempre entre os meses de junho e julho. Vale destacar que nenhuma brasileira enviada de seus concursos ficou entre as cinco ou as três mais belas do certame de Miss Beleza Internacional, mas algumas conseguiram classificação nas semifinais, como fora o caso de: Kátia Guimarães, a primeira a ser eleita; Fernanda Campos Soares do Rio Grande do Sul em 1987 e Lisiane Braile também gaúcha, em 1991; Todos os concursos eram amplamente divulgados pela Manchete, cujo editor-chefe Rodolpho Câmara era o presidente da banca de jurados em quase todos os anos.

1992 a 1996

Em 92 a realização da disputa mudou de mãos, sendo de responsabilidade do promotor de eventos paranaense Danilo D'Ávila inaugurar o certame nacional em solo sulista. Danilo já era conhecido do ramo, pois enviava a candidata do Paraná para a disputa de Odárcio. Na noite do dia 2 de setembro, no Centro de Convenções de Curitiba sagrou-se campeã a representante de Minas Gerais, Cyntia de Cunto Moreira. Cyntia foi eleita por uma banca de vinte e seis (26) jurados, entre eles: o missólogo baiano Roberto Macêdo; o ator da Rede Globo Marcos Winter; a Miss Brasil Beleza Internacional 1990, Ivana Carla Hubsch; entre outros. Devido a falta de televisão, jornal e revista para divulgar os concursos, o Brasil caía em uma época de ostracismo dos concursos de beleza nos anos 90. Paulo Max voltou em 93 a comandar a indicação da mais bela brasileira em busca do segundo título para o Brasil no Japão. Com o apoio de Danilo D'Ávila e do então promotor de eventos catarinense Moacir Benvenutti (já falecido), foi realizado o concurso de Miss Brasil Beleza Internacional 1993 em Florianópolis, com a transmissão regional da CNT. Vinte e sete candidatas disputaram o título, sagrando-se campeã novamente uma mineira, Tatiana Alves.

Dias atuais

Com o falecimento de Paulo Max em um trágico acidente automobilístico em 4 de agosto de 1996, coube aos seus filhos, Paulo Max Filho e Ana Paula Sang darem continuidade ao negócio do pai. Entre 1997 e 1998, o concurso promovido pela Singa Brasil unificou novamente o envio das brasileiras aos três principais concursos de beleza do mundo: Miss Universo, Miss Mundo e Miss Beleza Internacional. Quase sempre as indicadas ao internacional eram as segundas ou terceiras colocadas no evento. Com a falta de interesse e situação econômica, os direitos de realização e transmissão do concurso nacional passou ao empresário Boanerges Gaeta Júnior, da Gaeta Promoções e Eventos em 1999. Desde então é o único responsável pelo envio das brasileiras em busca do segundo título inédito do Brasil no Miss Beleza Internacional. Com o apoio da ex-coordenadora do Miss Rio de Janeiro para o Miss Brasil versão Miss Universo Susana Cardoso, a disputa nacional vem sendo realizada de forma tímida desde 2017. Vale salientar que o Brasil não obtém uma posição entre as cinco mais belas do concurso desde 1981 e não se classifica entre as semifinalistas desde 2015.

02

Vencedoras

Abaixo estão apenas as últimas cinco vencedoras do concurso: Nota: o concurso não foi realizado em 2020 e 2021 por causa da pandemia de covid-19

03

Estatísticas

Conquistas por Estado

*Nota: Fernanda Recht foi a eleita de jure em 2018, mas o título não conta para Santa Catarina e sim para São uma vez que ela não disputou o internacional.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando