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Michael Faraday

Michael Faraday foi um físico e químico britânico que atuou com fortes contribuições para os estudos do eletromagnetismo e eletroquímica. Suas descobertas englobam os princípios básicos da indução eletromagnética, diamagnetismo e eletrólise. É considerado um dos cientistas mais influentes de todos os tempos. Além disso, Faraday fez também diversas outras contribuições muito importantes na física e na química.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/08/2026
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Vida pessoal

Imagem: Adambro · BY · Openverse

Vida pregressa

Michael Faraday nasceu em 22 de setembro de 1791 em Newington Butts, que agora é parte do bairro londrino de Southwark, entretanto, na época era uma parte suburbana de Surrey. Sua família não estava bem no quesito financeiro. Seu pai, James, era membro da seita Glassite do cristianismo. James Faraday mudou sua esposa e dois filhos para Londres durante o inverno de 1790 de Outhgill em Westmorland, onde tinha sido um aprendiz do ferreiro da aldeia. Michael Faraday nasceu no outono daquele ano. O jovem Michael, que era o terceiro de quatro filhos e tinha apenas a educação escolar básica, teve que educar a si mesmo, comprovando um grande exemplo de indivíduo autodidata.

Vida adulta

Em 1812, aos 20 anos de idade e no final de seu aprendizado, Faraday assistiu a palestras do eminente químico inglês Humphry Davy, da Royal Institution e da Royal Society, e de John Tatum, fundador da City Philosophical Society. Muitos dos ingressos para essas palestras foram dados a Faraday por William Dance, que foi um dos fundadores da Royal Philharmonic Society. Faraday subsequentemente enviou a Davy um livro de 300 páginas baseado em anotações que ele havia feito durante essas palestras. A resposta de Davy foi imediata, gentil e favorável. Em 1813, quando Davy danificou sua visão em um acidente com tricloreto de nitrogênio, ele decidiu contratar Faraday como assistente. Coincidentemente, um dos assistentes da Royal Institution, John Payne, foi demitido e Sir Humphry Davy foi convidado a encontrar um substituto; assim, ele nomeou Faraday como Assistente Químico na Royal Institution em 1 de março de 1813. Muito em breve Davy confiou a Faraday a preparação de amostras de tricloreto de nitrogênio, e os dois ficaram feridos em uma explosão dessa substância muito sensível.

Vida posterior

Em junho de 1832, a Universidade de Oxford concedeu a Faraday o título de Doutor honorário em Direito Civil. Durante sua vida, ele foi oferecido um título de cavaleiro em reconhecimento por seus serviços à ciência, que ele rejeitou por motivos religiosos, acreditando que era contra a palavra da Bíblia acumular riquezas e buscar recompensas mundanas, e declarando que preferia permanecer "simplesmente Sr. Faraday até o fim". Eleito membro da Royal Society em 1824, ele se recusou duas vezes a se tornar presidente. Ele se tornou o primeiro professor fulleriano de química na Royal Institution em 1833. Em 1832, Faraday foi eleito Membro Honorário Estrangeiro da Academia Americana de Artes e Ciências. Ele foi eleito membro estrangeiro da Real Academia Sueca de Ciências em 1838, e foi um dos oito membros estrangeiros eleitos para a Academia Francesa de Ciências em 1844. Em 1849 ele foi eleito membro associado da Real Instituto da Holanda, que dois anos depois se tornou a Academia Real Holandesa de Artes e Ciências e posteriormente ele foi feito membro estrangeiro.

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Realizações científicas

Imagem: Henry William Pickersgill · CC0 · Openverse

Química

Como dito até então, não é inédito que Michael Faraday construiu uma carreira brilhante como cientista, tanto que até os dias atuais é extremamente reconhecido e de alto renome. O primeiro trabalho de Faraday como químico começou como assistente de Humphry Davy. Michael Faraday estava especificamente envolvido no estudo do cloro, em que ele descobriu dois novos compostos de cloro e carbono. Ele também conduziu os primeiros experimentos grosseiros em relação a difusão de gases, um fenômeno que foi apontado pela primeira vez pelo célebre John Dalton. A importância física deste fenômeno foi mais plenamente revelada por Thomas Graham e Joseph Loschmidt. Dessa forma, Faraday conseguiu liquefazer vários gases, investigou as ligas de aço e produziu vários novos tipos de vidro para fins ópticos. Um espécime de um desses vidros pesados se tornou, em momento posterior, historicamente importante; quando o vidro era colocado em um campo magnético, Faraday determinava a rotação do plano de polarização da luz. Assim, este espécime também foi a primeira substância repelida pelos pólos magnéticos de um ímã.

Eletricidade e magnetismo

Faraday é mais conhecido por seu trabalho sobre eletricidade e magnetismo. Sua primeira experiência registrada foi a construção de uma pilha voltaica com sete moedas britânicas de meio penny, empilhadas junto com sete discos de folha de zinco e seis pedaços de papel umedecidos com água salgada. Com essa pilha, ele decompôs o sulfato de magnésia (primeira carta a Abbott, 12 de julho de 1812). Em 1821, logo após o físico e químico dinamarquês Hans Christian Ørsted descobrir o fenômeno do eletromagnetismo, Davy e o cientista britânico William Hyde Wollaston tentaram, mas não conseguiram, projetar um motor elétrico. Faraday, tendo discutido o problema com os dois homens, passou a construir dois dispositivos para produzir o que chamou de "rotação eletromagnética". Um deles, agora conhecido como motor homopolar, causava um movimento circular contínuo que era gerado pela força magnética circular em torno de um fio que se estendia até uma poça de mercúrio em que foi colocado um ímã; o fio então giraria em torno do ímã se alimentado com corrente de uma bateria química. Esses experimentos e invenções formaram a base da moderna tecnologia eletromagnética. Em sua empolgação, Faraday publicou resultados sem reconhecer seu trabalho com Wollaston ou Davy. A controvérsia resultante dentro da Royal Society prejudicou sua relação de mentor com Davy e pode muito bem ter contribuído para a designação de Faraday para outras atividades, o que consequentemente impediu seu envolvimento na pesquisa eletromagnética por vários anos.

Diamagnetismo

Em 1845, Faraday descobriu que muitos materiais exibem uma repulsão fraca de um campo magnético: um fenômeno que ele chamou de diamagnetismo. Faraday também descobriu que o plano de polarização da luz polarizada linearmente pode ser girado pela aplicação de um campo magnético externo alinhado com a direção em que a luz se move. Isso agora é denominado efeito Faraday. Em setembro de 1845, ele escreveu em seu caderno: "Eu finalmente consegui iluminar uma curva magnética ou linha de força e magnetizar um raio de luz". Mais tarde em sua vida, em 1862, Faraday usou um espectroscópio para pesquisar uma alteração diferente da luz, a mudança das linhas espectrais por um campo magnético aplicado. O equipamento disponível para ele era, no entanto, insuficiente para uma determinação definitiva da mudança espectral. Pieter Zeeman mais tarde usou um aparelho aperfeiçoado para estudar o mesmo fenômeno, publicando seus resultados em 1897 e recebendo o Prêmio Nobel de Física em 1902 por seu sucesso. Em seu artigo de 1897 e em seu discurso de aceitação do Nobel, Zeeman fez referência ao trabalho de Faraday.

Gaiola de Faraday

Em seu trabalho sobre eletricidade estática, o experimento do balde de gelo de Faraday demonstrou que a carga residia apenas no exterior de um condutor carregado, e a carga externa não tinha influência sobre nada dentro de um condutor. Isso ocorre porque as cargas externas se redistribuem de modo que os campos internos que emanam delas se cancelam. Esse efeito de proteção é usado no que agora é conhecido como gaiola de Faraday. Em janeiro de 1836, Faraday colocou uma moldura de madeira, de 12 pés quadrados, em quatro suportes de vidro e acrescentou paredes de papel e tela de arame. Ele então entrou e o eletrificou. Quando saiu de sua jaula eletrificada, Faraday mostrou que a eletricidade era uma força, não um fluido imponderável como se acreditava na época.

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Biografia

Imagem: takomabibelot · BY · Openverse

Michael Faraday nasceu em Newington Butts, ao sul de Londres. Sua família era pobre. Seu pai, James Faraday, era ferreiro. Junto com mãe de Faraday, Margaret Hastwell, migrou no começo de 1791 do norte da Inglaterra para Newington Butts em busca de trabalho. Eles já tinham dois filhos antes de se mudarem, um menino e uma menina. Faraday nasceu poucos meses depois dessa mudança. A família logo se mudou de novo, agora para Londres. Lá nasceu uma menina após Faraday e foi onde o jovem Michael Faraday recebeu os rudimentos de uma educação, aprendendo a ler, escrever, e aritmética. Faraday começou a trabalhar aos 13 anos de idade, como menino de recados de um encadernador e comerciante de livros, George Riebau, um imigrante francês que foi para Londres devido à Revolução Francesa. Em 1805, aos 14 anos, Faraday tornou-se aprendiz de Riebau e leu vários dos livros que encadernou durante seus sete anos de aprendizado.

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Visão religiosa

Imagem: Royal Institution · BY-NC-ND · Openverse

Faraday foi um cristão que participou de uma denominação não-conformista chamada Sandemanismo; do qual chegou a servir como diácono. É um consenso entre seus biógrafos que sua fé modelou sua visão do processo científico e o endossava. Isso não significa que aceitasse a Escritura como fonte de informação científica propriamente, mas acreditava que a Escritura (o Livro da palavra de Deus, indicando a salvação) e a teologia natural de Deus (a natureza) eram suficientes para apontar a existência e poder de Deus. Como outros cientistas cristãos, ele compartilhava a crença de que a natureza está debaixo de leis que podem ser discernidas por nós, pelo motivo da natureza ter sua origem e controle num Criador Legislador. Em um memorândum (1844) ele argumentou:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

The Faraday Institute for Science and Religion

Há em Cambridge o "The Faraday Institute for Science and Religion" instituição formada por cientistas, teólogos e filósofos, criada para:

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A história com a rainha

Imagem: Loco Steve · BY-SA · Openverse

Há relatos de um evento supostamente ocorrido com Faraday que é usado para satirizar aqueles que não conseguem encontrar relevância em trabalhos de pesquisa básica como os desenvolvidos por ele. Certa vez Faraday recebeu uma visita da Rainha Vitória da Inglaterra em seu laboratório. Quando a rainha lá chegou, Faraday logo se pôs a mostrar-lhe todas as suas invenções e descobertas. Ao terminar a demonstração a rainha perguntou:

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Obras

Imagem: sarflondondunc · BY-NC-ND · Openverse

Os livros de Faraday, com exceção de Manipulação Química, eram coleções de artigos científicos ou transcrições de palestras. Desde sua morte, o diário de Faraday foi publicado, assim como vários grandes volumes de suas cartas e o diário de Faraday de suas viagens com Davy em 1813-1815.

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