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Metropolitano do Porto

Metropolitano do Porto é a rede ferroviária de transporte público que serve a Área Metropolitana do Porto, em Portugal. É administrada, em regime de concessão, pela empresa Metro do Porto, S.A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, e abrange mais de um milhão de habitantes repartidos por oito municípios. É a rede de metropolitano ligeiro mais extensa de Portugal, com 70,1 quilómetros de linhas comerciais duplicadas, em 2024.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Tratou-se de uma iniciativa lançada no primeiro mandato do então presidente da Câmara Municipal do Porto, Fernando Gomes e por sua iniciativa. A primeira linha do Metro do Porto — ligando Senhor de Matosinhos à estação da Trindade (linha A) — foi inaugurada no dia 7 de dezembro de 2002 pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, circulando em regime experimental no final desse ano. Nesta primeira fase, a rede possuía apenas 11,8 km e 18 estações, todas de superfície, exceto a estação Casa da Música, sendo o antigo túnel ferroviário da Lapa, reconvertido para a rede do metro, o único percurso subterrâneo. A 5 de junho de 2004, a linha foi estendida até ao Estádio do Dragão, pronta para o Campeonato Europeu de Futebol, o Euro 2004, que decorreu nesse ano em Portugal. A rede ganhou 3,8 km de linha e 5 novas estações no centro do Porto, em túnel subterrâneo aberto propositadamente para o metro.

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Bilhética

O Metro do Porto usa um cartão com chip chamado Andante TMP que é intermodal, podendo ser usado noutras transportadoras da Área Metropolitana do Porto, como STCP, UNIR ou CP (esta última especialmente com os seus serviços urbanos locais). A adopção deste cartão fez do Metro do Porto a primeira infraestrutura de transportes públicos no mundo a usar bilhetes de baixo-custo sem contacto, podendo o utente manter o cartão na bolsa ou na carteira tendo unicamente que a passar pelo scanner para validar a viagem. Existem quatro versões do bilhete: o Andante Azul, o Andante Prateado, o Andante Tour e a aplicação Anda: Os Andantes Azul e Prateado podem ser carregados nas caixas multibanco, nas máquinas de venda automática das estações, nas papelarias e na aplicação Anda. O sistema Andante TMP funciona por zonas, sendo que o preço mais baixo a pagar é o de duas zonas, mesmo que se viaje apenas dentro de uma zona.

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Frota

O Metro do Porto dispõe de um total de 102 unidades “VLT” de três tipos; Eurotram e Traintram, ambos do modelo Flexity, da Bombardier e CRRC Tram. São bidirecionais, tripulados por um condutor em cabina segregada, com piso rebaixado e vastas janelas, em libré amarela e preta. Em termos da sua capacidade e desempenho são mais pesados que os equivalentes de Almada (MTS) e de Lisboa (Carris).

Flexity Outlook/Eurotram (MP001 a MP072)

Em 2002 entraram ao serviço 72 unidades Flexity Outlook Eurotram, da marca ADtranz — esta fora já adquirida pela Bombardier em 2001, mas estava ainda a satisfazer a encomenda do Metro do Porto, anterior a esta data. Esta série foi manufaturada na fábrica Sorefame da Amadora. Cada composição mede 35 m de comprimento por 265 cm de largura, e pode atingir os 80 km/h; o piso é 100% rebaixado, tendo 80 assentos e espaço para 136 passageiros em pé.

Flexity Swift/Traintram (MP101 a MP130)

Em 2010 começaram a circular 30 exemplares do Flexity Swift (também Bombardier) — veículos mais pesados, escolhidos para as circulações mais longas e/ou com paragens mais espaçadas (linhas B+Bx e C). São constituídos por três segmentos articulados, tendo o do meio dois bogies; medem no total 37 m de comprimento por 265 cm de largura, com velocidade máxima de 100 km/h; tem lugar para 100 passageiros sentados e 148 em pé num habitáculo de piso rebaixado em 70%.

CRRC Tram (MP201 a MP218)

Em 2020 foram adquiridos mais 18 veículos pelo preço de 49,6 milhões de euros. Estes novos veículos estão vocacionados para linhas urbanas (do tipo Eurotram) ao qual o fabricante chinês CRRC foi o escolhido, no relatório preliminar, para o fornecimento desses novos veículos. Com 35m de comprimento e especial foco na acessibilidade, estas carruagens apresentam sete portas duplas em cada lado, ao invés das seis portas do Eurotram e das quatro portas disponíveis no Traintram. Em resultado do concurso público internacional, a Metro do Porto acaba de adjudicar 22 novos veículos à CRRC, num investimento de 69,5 milhões de euros financiado pelo Sustentável 2030 e pelo Fundo Ambiental. As novas composições vão começar a chegar ao Porto no final de 2026, antes da entrada em operação comercial da Linha Rubi, à qual estão prioritariamente destinados.

Automotoras a diesel da fase de transição

Antes da conversão da rede de caminhos-de-ferro de via estreita para a nova rede de metro,[quando?] e também durante a fase de transição, parte da frota de automotoras diesel de via estreita da C.P. - Comboios de Portugal esteve ao serviço da Metro do Porto SA. As automotoras da série CP 9600 da Alstom e CP 9630 da Sorefame/ABB realizaram serviço entre Trindade e Senhora da Hora e nas Linhas do Porto à Póvoa (Senhora da Hora - Póvoa de Varzim) e de Guimarães (Senhora da Hora - Trofa). Durante esta operação de transição, as automotoras da CP tiveram o logótipo da CP substituído por uma placa com a mensagem "Ao Serviço da Metro do Porto, SA". A frota de automotoras CP 9600 foi resguardada no Parque Oficinal de Guifões até serem vendidas em segunda mão para os Camarões e Argentina.

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Rede

A rede do Metro do Porto, apesar de comercialmente explorada em 6 linhas e 7 serviços, consiste topologicamente num tronco de via longitudinal (onde circulam as Linhas A+B+C+E+F) com uma via que o cruza transversalmente (para a Linha D) e um ramal de ligação sem serviço comercial (Túnel J); no lado oeste deste cruzamento quatro ramificações entroncam sucessivamente no tronco principal, o qual apresenta uma infraestrutura mais pesada na parte central, atravessada por trânsito ferroviário mais intenso. A alimentação é de 750 V em corrente contínua.

Linhas e estações

** Prolongamento da Linha C de ISMAI até Muro abertura prevista até 2030.

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MetroBus

As obras de infraestrutura da primeira linha, Boavista-Império, foram a cargo do consórcio formado pela ACA construções e pela Alves Ribeiro e duraram de fevereiro de 2023 a agosto de 2024 mas o serviço não começou por falta de veículos. Houve atraso porque o concurso para o material circulante não considerou inicialmente a necessidade das portas ficarem do lado esquerdo e não do lado direito. Os doze veículos articulados, de 18 metros de comprimento e capacidade para 133 pessoas, produzidos por um consórcio liderado pela Caetano Bus, eram supostos chegar no início de 2025 com ensaios a arrancar em janeiro. Agora parece que chegarão em maio para o serviço começar no fim de junho. O concurso da segunda fase foi travado pela justiça no verão de 2024. Entretanto, segundo a agência Lusa, o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, confirmou que o processo está finalmente desbloqueado. O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto anulou a adjudicação à empresa DST e determinou a adjudicação à empresa classificada em segundo lugar, a Alexandra Barbosa Borges (ABB), que tinha avançado com a ação judicial.

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Integração com outras redes de transportes

O Metropolitano do Porto se conecta à rede da Comboios de Portugal em seis estações. No troço principal, em Campanhã, há a transferência para Estação Ferroviária de Porto-Campanhã, onde se pode aceder aos comboios Alfa Pendular, Intercidades, Comboios Regionais e Urbanos do Porto. Na Linha D, em São Bento há a transferência para a Estação Ferroviária de Porto-São Bento, estação terminal de 4 das 5 linhas dos comboios urbanos. A norte, na Estação Hospital de São João é possível aceder ao Apeadeiro de Hospital de São João da Linha de Leixões. Ao sul, na Estação General Torres é possível aceder à Estação Ferroviária de General Torres. Finalmente, na Linha F, há mais duas conexões: na Estação Contumil é possível aceder a Estação Ferroviária de Contumil e na estação Estação Campainha é possível aceder a Estação Ferroviária de Rio Tinto. Para além disso, também há outras conexões. Nas proximidades da São Bento encontra-se o Funicular dos Guindais e a paragem final da linha 22 dos Elétricos do Porto. Também na Linha D, na Estação Jardim do Morro é possível aceder ao Teleférico de Vila Nova de Gaia, além de diversos terminais e paragens de autocarros operados pela STCP, pela UNIR e nas estações de Mercado, Senhor de Matosinhos, Aeroporto, Botica e Verdes a conexão ao futuro Metrobus de Matosinhos.[quais?]

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Futuro

Encontram-se neste momento em execução dois projetos e quatro em estudo para a expansão da rede do metro 3.0: Estádio do Dragão São Roque Cerco Lagarteiro Lagoa Valbom H. Fernando Pessoa Oliveira Martins Souto Estádio do Mar Senhora da Hora São Gens Xanana Gusmão Elaine Sanceau Pedra Verde São Mamede ISCAPIPO Verdes Ponte Moreira Espido Parque Maia Chantre Catassol Maninhos Gueifães Milheirós Águas Santas Caverneira São Gemil Giesta Pedrouços Hospital São João Roberto Frias • Ligação de metrobus entre a Casa da Música à Praça da Cidade do Salvador em Matosinhos. • Ligação de metrobus entre a freguesia de Muro e Paradela na Trofa. Esta ligação terá oito paragens ao longo dos seus 7,2 quilómetros de extensão e deverá ficar pronta até 2028.

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Polémicas

Alguns utentes têm uma visão da Metro do Porto sugerindo que é demasiado lento, demasiado caro e não pensado para servir as populações na sua origem e à falta de capacidade para servir as zonas já servidas.

Contas do Metro

A Inspecção-Geral das Finanças concluiu em junho de 2005 uma auditoria às contas da primeira fase do MP, tendo apurado um desvio financeiro de 140% (1,5 mil milhões de euros). Tal levou os ministros das Finanças e Obras Públicas a congelarem a segunda fase de obras. A situação deverá ser revista em outubro de 2006, bem como o equilíbrio de forças entre o governo central e as autarquias metropolitanas do Porto.

Hospital São João

Uma secção da Linha Amarela construída perto das universidades e do Hospital de São João tem causado grande polémica. O hospital, a Faculdade de Medicina e a Escola Superior de Enfermagem do Porto são contra o metro passar a ser à superfície numa zona tão congestionada de gente e veículos. Esta linha circula no centro da cidade em túneis, surgindo à superfície precisamente nesta área. O Metro passa exatamente à entrada da Escola Superior de Enfermagem que fica dentro do espaço do Hospital de São João, tal como a Faculdade de Medicina, e circunda parte destes edifícios. No entanto, o impasse entre o Metro e o complexo de escolas de saúde e Hospital permaneceu e levou a que o governo não autorizasse a abertura daquela secção de linha. Por outro lado, os utentes da Linha Amarela, linha que se tem provado central para a rede do Metro tinham pedido a abertura dessas estações. Para resolver o problema, o metro procedeu ao recuo dos muros da Escola de Enfermagem e abriu o restante da linha no final do mês de março. Para revolver a questão, o governo sugeriu uma nova linha subterrânea ligando a Senhora da Hora ao Hospital de São João enterrando desta forma as estações do hospital de São João e IPO.

Primeira fase incompleta

Apesar da primeira fase ter sido declarada como completa, várias secções das linhas previstas para a primeira fase ficaram por concluir, nomeadamente, ISMAI - Trofa na Linha C e Póvoa de Varzim - Barreiros na Linha B. Estas fases de desenvolvimento do metro foram bloqueadas pelo governo após a auditoria às contas, o que teve repercussões a nível local. A Trofa, anteriormente com duas linhas de comboios (linha do Minho e linha de Guimarães), viu a linha de Guimarães ser desativada para alegadamente ser transformada em linha de metro, o que para já ainda não aconteceu devido à indefinição se a nova linha deveria ser em via dupla ou única. Gaia, o município mais populoso, ficou-se com apenas seis estações e a Póvoa de Varzim ficou com uma estação às portas da cidade.

Linha da Póvoa

Aquando do lançamento da Linha B, a Comissão de Utentes da Linha da Póvoa (CULP) (nome comum para a Linha B ou vermelha) discordou com os tempos de viagem entre a Póvoa de Varzim e o Porto e o aumento elevado dos passes entre 56,8% e 96% (estudantes e idosos). Para responder a esta problemática, foram criados os passes sociais com reduções de 47% e 25% para reformados e estudantes, respectivamente. Ainda assim houve um aumento na ordem dos 50%, relativamente ao serviço de comboio. Para contrariar os tempos, que no serviço normal, são mais demorados que o comboio fazia mesmo em meados do século XX, foi criado o serviço Expresso entre a Póvoa de Varzim e o Porto com tempos de viagem relativamente melhores. A ligação entre a Póvoa de Varzim e a Trindade, com veículos Eurotram, é de 53 minutos em serviço normal e de 44 minutos em expressos regulares de hora a hora, contrariando os 53 a 55 do serviço do comboio. O serviço expresso mostrou-se insuficiente e em meados de março de 2009, a empresa passou a oferecer o serviço duas vezes por hora.

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Fontes consultadas

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