Meia Via
Meia Via é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Meia Via do Município de Torres Novas, freguesia com 4,2 km² de área e 1666 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 396,7 hab./km².
É, já hoje, uma zona de cariz urbano com um índice populacional de 450 hab./km², num município onde este índice é de 135 hab./km². No entanto, as reacções do mercado imobiliário local indicam que a demografia meiaviense vai alterar-se, prevendo-se a curto prazo que o índice demográfico aumente para 1.000 hab./km². O apetite demonstrado por pessoas singulares e coletivas, adquirindo habitações individuais, terrenos de pequena, média e grande dimensão ou promovendo loteamentos urbanos (alguns já em fase de execução) onde se prevê a construção de mais de 1000 fogos destinados à habitação, comércio e até indústria, representando assim, um substancial aumento da população meiaviense. Se atentarmos um pouco à geografia vamos encontrar esta aldeia situada no exato limite do perímetro urbano da cidade do Entroncamento, a 100 metros do nó da A23 que liga à A1 na portagem de Torres Novas, a 2.000 metros da estação ferroviária da cidade do Entroncamento, e a 5.000 metros do parque multimodal de Riachos/ Entroncamento (um empreendedimento da MSC).
«Meia Via» foi uma denominação utilizada, pela primeira vez, num documento religioso datado de 1668. O nome deverá provir do facto de a localidade se situar a meio caminho da estrada real, que outrora ligava Lisboa a Coimbra. A sua fundação é, contudo, muito anterior à data atrás assinalada. A constituição teve por base um conjunto de casais, unidades de povoamento antigo, de que ainda hoje são testemunho os nomes de alguns lugares: Casal do Pote, Casal do Jesuíta, Casal Pinhal, Casal da Moura, Casal Vaz, Casal Garcia Mogo, Ladeira do Pinheiro e Botequim. Situada numa região de terras delgadas, a Meia Via, sempre fez parte da freguesia de Santiago. Era uso dizer-se que "as terras da Meia Via não aguentam água nem sol", eram pobres e fracas, como pobres que foram os meiavienses e os seus remotos antepassados. Tal pobreza nunca foi, no entanto, impedimento definitivo para os meiavienses que, ao longo dos tempos, se habituaram a serem eles próprios os construtores dos meios para melhorarem as suas vidas.
A Meia Via sempre esteve ligada às novas tecnologias. Existem blogues e páginas do Facebook para todas as associações meiavienses, e em 2013 um grupo de jovens criou o JPF, um jornal mensal online, que foi extinto meses depois. Atualmente, o blogue mais ligado aos Meiavienses é o Notícias da Meia Via.
Na Freguesia de Meia Via, as únicas atividades económicas que predominam são o comércio e os serviços. Nesta freguesia existe uma base do Recheio Cash&Carry, uma companhia do Grupo Jerónimo Martins que opera no mercado português de distribuição grossista. Existem bastantes cafés e pequenas lojas que se encontram no centro da aldeia. Na área social, o Centro Social Divino Espírito Santo funciona como Instituição de Solidariedade Social, pertence à Fábrica da Igreja da Paróquia de Nossa Senhora de Monserrate, com valências de Centro de Dia, ATL e Apoio Domiciliário. O edifício foi inaugurado em 1 de dezembro de 2001 pelo Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, António Rodrigues. A atividade de agricultura surge apenas como subsistência.
Em julho de 2004 foi inaugurada a terceira fase da linha dos TUT (Transportes Urbanos Torrejanos), que iriam ligar a Meia Via e Riachos a Torres Novas. Com esta ligação os meiavienses ficam a dispor de uma ligação a Torres Novas de hora a hora, passando ainda pela Vila de Riachos. Além destas linha uma outra linha de autocarros, mas pelo serviço da Rodoviária do Tejo, liga o Entroncamento a Torres Novas passando pela Meia Via num percurso muito mais rápido. Através desta linha os meiavienses poderão também chegar com mais facilidade ao Hospital Rainha Santa Isabel em Torres Novas. Além das ligações a Torres Novas e Entroncamento através de linhas urbanas, a excelente localização da aldeia coloca-a ainda em rota com o serviço da rodoviária que liga Torres Novas a Tomar.
Em meados de 1956, nasce na aldeia, pelas mãos de jovens Operários, o Clube Desportivo Operário Meiaviense. A ideia seria a prática de modalidades como futebol e o ciclismo. Inicialmente, o campo de futebol, em terra batida, localizava-se onde é hoje em dia o Espaço Mecânico, no Entroncamento. Atualmente, o campo de futebol do CDOM localiza-se na entrada da Meia Via, no sentido do Entroncamento. Hoje, o clube apenas mantém em atividade o futebol onde participa atualmente nos Campeonatos Distritais da Associação de Futebol de Santarém. O Clube ainda manteve atividade durante alguns anos com o ténis e o atletismo. O clube dispõe de uma sede com um café e utiliza o Parque de Jogos da Meia Via para os jogos de futebol e suas atividades desportivas. Destaque ainda para a Sociedade Columbófila Meiaviense que é uma das coletividades columbófilas mais prestigiadas do distrito de Santarém e do País.
Na freguesia existe um Centro Escolar com educação pré-escolar e básica, inaugurado a 11 de Setembro de 2011. O Centro Escolar de Meia Via é um equipamento dotado de três salas de aula destinadas ao jardim-de-infância e seis salas de aulas para alunos do 1º ciclo. O centro inclui ainda ginásio, refeitório, biblioteca, laboratórios, salas de informática, campo de jogos e parque infantil.
Teatro Maria Noémia "Tuna"
Este teatro tem uma planta retangular e foi construído em 1926 por um comerciante, no logradouro da sua casa. Entre 1968 e 1970, foi sede do Movimento da Juventude Meiaviense e, em 1975, sede da Sociedade Columbófila. Em 1996, este teatro foi alvo de grandes obras de recuperação e ampliação. Foi inaugurado no dia 26 de Março de 2006 e o espaço é tutelado pela Câmara Municipal de Torres Novas e conta com o Grupo de Teatro Meia Via, Associação Cultural de Torres Novas como a companhia residente.
Igreja de Nossa Senhora de Monserrate
A atual Igreja de Nossa Senhora de Monserrate veio substituir a antiga ermida. Como nos diz o pequeno memorial junto à igreja, "O lançamento da primeira pedra teve lugar em Dezembro de 1959, por sua Ex.ª REVma. Dom António Campos Bispo de Febiana sendo pároco da Freguesia de Santiago o Revº, Padre Joaquim Saraiva Abrantes. Inauguração e Sagração a 15 de Agosto 1977 por sua EX. REVma. Dom António Francisco Marques, 1º Bispo da diocese de Santarém sendo pároco da Freguesia de Santiago o REVº Pe. Jacinto Gonçalves Pedro."
Cruzeiro
Cruzeiro do século XVII, pertence à antiga ermida de Nossa Senhora de Monserrate.
Quinta do Casalito
Edifício de 1920 projetado pelo arquiteto Raul Lino.
Quinta da Rainha
Parcialmente localizada na freguesia, a Quinta da Rainha é uma exploração agrícola especialmente vocacionada para a plantação de oliveira e onde é possível levar a cabo atividades equestres.


