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João de Almeida Portugal, 4.º Conde de Assumar

João de Almeida Portugal, foi o 4.º conde de Assumar e 2.º Marquês de Alorna. 4° donatário de Assumar. Alcaide-mor de Santarém, Golegã e Almeirim; vedor da Casa Real; 3° administrador do morgadio de Vale de Nabais; comendador na Ordem de Cristo de todas as comendas do pai. Oficial-mor da Casa Real ; comendador da comenda de Moreira na Ordem de Cristo. «Desejando o pai dar-lhe educação esmerada, obteve de D. João V de Portugal licença para o mandar estudar em Paris.»

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Condenação à Junqueira como cúmplice no regicídio

Sucedeu na casa e no título ao pai em 1756, por sua morte. Estava nomeado embaixador junto a Luís XV de França quando o atentado de 3 de setembro de 1758 o encarcerou na Torre de Belém. A Marquesa foi levada para o convento de Chelas com as duas filhas menores e o filho, abandonado, com quatro anos, entregue à compaixão dos familiares de sua casa. D. João depois foi levado ao forte da Junqueira onde ficou preso 18 anos. Pombal, ou o próprio rei D. José I de Portugal, ordenara a prisão pelo fato do Marquês se tornar suspeito, dados seus laços estreitos de parentesco com os Távora. Apesar do seu carácter severo, Pombal sempre teve consideração com aqueles fidalgos, porque nenhum Alorna figurou na triste e horrorosa tragédia de Belém. Dos incómodos e trabalhos que sofreu, com seus companheiros do infortúnio, escreveu uma breve relação, publicada em 1857. Morto D. José, em 24 de fevereiro de 1777, D.Maria I subiu ao trono. A 10 de maio mesmo, «para compensar a nobreza pouco afecta a Pombal, fez várias promoções: os filhos primogénitos dos condes de Redondo, São Miguel, São Paio, Vila Flor, São Lourenço e Resende receberam o título condal. O filho do visconde de Vila Nova de Cerveira foi feito visconde de Ponte de Lima, enquanto os filhos dos marqueses de Lavradio e de Alorna ascenderam, respectivamente, a condes de Avintes e de Assumar.» (Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal, volume VI, página 298).

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Obras

Autor de «As prisões da Junqueira, durante o ministerio do Marquês de Pombal, escriptas alli mesmo pelo Marquês de Alorna, uma das suas victimas». Publicada conforme o original por José de Sousa Amado, presbytero secular, Lisboa, 1857. Esteve inédita durante 70 anos, e apareceram cópias com o título de: «Relação dos presos do forte da Junqueira», etc. Documento curioso pelas particularidades que encerra, acerca das pessoas e sofrimentos dos presos do Estado, que jazeram no referido forte, donde só foram postos em liberdade, em 1777, morto el-rei D. José.

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Dados genealógicos

Teve o mesmo nome (seu homónimo) de seu avô. Era filho de: Em São Sebastião da Pedreira em 2 de dezembro de 1747 casou-se com Leonor de Lorena e Távora (morta em 30 de outubro de 1790), quarta filha e herdeira de D. Francisco de Assis de Távora, 3º Marquês de Távora por casamento, 3° Conde e herdeiro da Casa de Alvor e 6º Conde de São João da Pesqueira. Donatário de Vila Moura, governador de Chaves, Diretor-General da cavalaria do Reino, 45º Vice-Rei na Índia, comendador na Ordem de Cristo de Machico, na ilha de Porto Santo, Santa Maria de Mesquitela, Santa Maria de Freixedo e de duas igrejas. Era filho de Bernardo de Távora, 2° Conde de Alvor e D. Joana de Lorena, filha do duque de Cadaval e por seu casamento com D. Leonor Tomásia de Távora, senhora e herdeira dessa casa, 6ª condessa de São João, 3ª Marquesa de Távora e 20ª donatária de Távora, Mogadouro, Paredes, Penela, Cedaveira, Ordeia, Camudais, Paradela, Valença, Castanheiro, como filha de Luís Bernardo de Távora, 4° Conde de São João e D. Ana de Lorena, filha de Nuno, duque de Cadaval, e D. Margarida de Lorena.

Fontes consultadas

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