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Manuel Luís Osório

Manuel Luís Osório, Marquês do Herval foi um marechal, político e monarquista brasileiro. De praça do Exército Imperial aos quinze anos de idade, galgou todos os postos da hierarquia militar de sua época, mercê dos atributos de soldado que o consagram como "O Legendário". Participou dos principais eventos militares do final do século XIX, sendo herói da Guerra do Paraguai. É o patrono da Arma de Cavalaria do Exército Brasileiro (1962).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Primeiros anos

Manuel Luís Osório nasceu em 10 de maio de 1808, em terras que pertenciam à Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio (Rio Grande do Sul), que, posteriormente, tomou o nome de Osório, pelo motivo do seu nascimento naquelas plagas. Por ser um território muito extenso, foi dividido em dois: um abrangendo o litoral, o qual foi denominado Tramandaí; e outro o interior, que permaneceu com o nome de Osório. Embora as comissões demarcadoras tivessem se empenhado em deixar o local de nascimento de Manuel Luís Osório no município batizado em sua homenagem, pesquisas realizadas por um grupo de oficiais liderados pelo coronel de cavalaria Edson Boscacci Guedes, então chefe do Estado-Maior da 3ª Região Militar, localizaram a casa onde nascera o marquês do Herval, no município de Tramandaí, próximo aos limites com Osório, local transformado em parque histórico com o seu nome. Manuel Luís Osório foi criado na fazenda do avô materno. Seu pai, Manuel Luís da Silva Borges, filho do casal descendente de açorianos Pedro Luís e Maria Rosa da Silveira, ambos naturais da freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, na ilha de Santa Catarina. Ocupou a graduação de furriel em 1796, mas se rebelou quando presenciou um de seus superiores tratar mal um soldado, levando-o a ser preso e então fugir para alistar-se no exército de Dom Diogo de Sousa, capitão-general do Rio Grande, para lutar no Estado Oriental nas guerras de 1811 pelo controle do Rio da Prata, tendo combatido, ainda, no período de 1816 a 1821. Sua mãe, Ana Joaquina Luísa Osório, filha do tenente Tomás José Luís Osório e de Rosa Inácia Joaquina Pereira de Sousa, era natural de Santo Antônio da Patrulha e vinha de família proprietária de terras. A gleba de seus pais situava-se próxima à Lagoa dos Barros, local onde hoje está o Parque Marechal Osório.

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Infância

Crescendo na estância de seu avô, Osório vive cuidando de gado e das lavouras. Aprendeu a montar o cavalo, nadar e dançar. Crescendo com seu pai, indagava seu pai sobre tudo, mas principalmente sobre as narrativas de guerra que seu pai vivenciara. O menino reunia as crianças da região para, com lanças e espadas feitas de madeira, recriavam as cenas que ele ouvia. Também tinha interesse na caça, podendo passar dias caçando, sem procurar casa, alimento ou cama. A Conceição do Arroio não oferecia muito apoio para a educação, com apenas uma aula regida pelo sapateiro da Vila, Miguel Alves. Osório, aos 14 anos de idade, procura estudo na Vila de Salto, mantida pelo Capitão de Dragões Domingos José de Almeida. Quando chega a notícia da Independência do Brasil na região, o Regimento de Silva Borges tem de ser posto em campanha. Então Manuel da Silva Borges obriga o jovem Osório a ir junto com ele, no intuito de fazê-lo cadete, algo que Osório não queria, preferindo o estudo, mas foi convencido por seu pai.

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Carreira militar

Em 1824, inscreveu-se na Escola Militar. Preparava-se para seguir os estudos militares quando sua inscrição foi anulada devido à guerra iminente no Sul do país. Teve de enfrentar nova campanha, na Guerra Cisplatina, entre 1825 e 1828. Em 12 de outubro de 1825, junto ao arroio Sarandi, sob o comando de Bento Manuel, o Alferes Osório combateu os orientais de Lavalleja à testa de seus lanceiros e se destacou não apenas por ser o único oficial do seu esquadrão a sobreviver à batalha de Sarandi, mas também por salvar a vida de seu comandante, que proferiu: "Hei de legar-lhe, Alferes, a minha lança, porque a levará aonde tenho levado". A lança, pertencente a sua neta Francisca Osório Mascarenhas foi deixada como herança para a Fundação Osório e hoje encontra-se junto ao acervo do 3.º RCGd (Regimento Osório) e é empunhada pelos seus comandantes em atividades festivas. No início de 1827, Osório continuava em campanha na região de Santana do Livramento. Em 20 de fevereiro de 1827, na Batalha de Passo do Rosário (Ituzaingó), seus lanceiros foram o único corpo de tropa brasileira que não foi desbaratado durante a batalha. Em outubro, foi promovido a tenente e participou das conversações de paz com a desanexação da Cisplatina e reconhecimento da independência do Uruguai, acompanhando o General Lecór.

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Homenagens

Na cidade do Rio de Janeiro há uma escola federal denominada Fundação Osório, em sua homenagem. Também na capital carioca um dos maiores edifícios de escritórios, localizado na Avenida Rio Branco, bem próximo ao Largo da Carioca, chama-se Marquês do Herval. Na Praça XV, localiza-se uma estátua equestre do General Osório. No Rio Grande do Sul foi criado um parque em torno da casa onde nasceu, o Parque Histórico Marechal Manuel Luis Osório, e um monumento equestre em sua homenagem foi erguido no centro de Porto Alegre. O seu nome foi inscrito no Livro de Aço, no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília (DF). Com a denominação de General Osório existem praças, avenidas, ruas e travessas nas cidades de Nova Friburgo no Rio de Janeiro, Blumenau em Santa Catarina; Manaus no Amazonas; em Macapá no Amapá; em Candeias, Feira de Santana, Paulo Afonso, Salvador e Teixeira de Freitas na Bahia; Fortaleza no Ceará; Cariacica, Colatina, Sâo Mateus, Vila Velha e na Capital Vitória no Estado do Espirito Santo; Anápolis, Goiânia, Itumbiara, Itajaí e Rio Verde em Goiás; em São Luiz Capital do Maranhão; em Barbacena, Belo Horizonte, Patos de Minas, Sete Lagoas, São João Del Rei, Uberaba e Uberlândia em Minas Gerais; em Campo Grande, Corumbá, Dourados e Ponta Porã no Mato Grosso do Sul; em Cuiabá em Mato Grosso; em Ananindeua no Pará; em João Pessoa e Santa Rita na Paraíba; em Caruaru e Recife em Pernambuco; em Teresina no Piaui; em Apucarana, Cascavel, Castro, Curitiba e Francisco Beltrão no Paraná; em Sorocaba , em São João da Boa Vista e na Cidade de São Paulo no Estado de São Paulo. Novo Hamburgo e Passo Fundo no Rio Grande do Sul. Em Chapecó, Santa Catarina e Campinas, São Paulo, uma das principais avenidas da cidade recebe o nome de Avenida General Osório.

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