Liga dos Campeões da CAF
A Liga dos Campeões da CAF é uma competição anual de clubes de futebol a nível continental, organizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF) e disputada por clubes africanos, sendo a competição de clubes mais prestigiada no futebol desse continente, disputada pelas equipas mais bem classificadas nos respectivos campeonato nacionais na época anterior.
Década de 1970
O Hafia FC da Guiné foi o primeiro clube a vencer a competição por três vezes, quando dominaram o futebol africano nós anos de 1970, vencendo a Liga dos Campeões da CAF por três vezes, em 1972, 1975 e 1977, e dois vices em 1976 e 1978 com grandes jogadores como Chérif Souleymane, e Papa Camara. Recebeu o direito de levar o troféu para casa definitivamente, a CAF iniciou-se um novo troféu em diante. Times camaroneses venceram a Copa dos Campeões em quatro oportunidades, Canon, campeão em 1971, 1978 e 1980 com grandes jogadores como o goleiro Thomas N'Kono, com passagens pelo futebol europeu (Espanyol), e Jean Manga Onguéné, eleito o melhor jogador africano em 1980; Union Doula, campeão em 1979.
Anos 1980, domínio egípcio
Com grandes atuações de Jean Manga Onguéné, eleito o melhor jogador africano do ano 1980, Canon Yaoundé é tricampeão. JS Kabylie se torna campeão pela primeira vez em 1981, o primeiro título para o futebol argelino. Mahmoud El Khatib marca 3 vezes nas finais. Em 1982, Al Ahly é campeã pela primeira vez da África. Voltando a se sagrar campeão em 1987. Em 1983 o Asante Kotoko chega em sua sexta final, Opoku Nti marca o único gol das finais, dando o troco no Al Ahly, campeã anterior em cima do Asante Kotoko, El Khatib seria eleito o melhor jogador africano do ano, Opoku Mto em segundo. Seguindo os paços de seu maior rival, Zamalek conquista seu primeiro troféu 1984. Imbalado, o clube volta as semifinais em 1985, mas cai nos pênaltis para o clube FAR Rabat, que seria campeão pela primeira vez da África, com Mohamed Timoumi eleito o melhor jogador africano do ano, sendo o último jogador a ganhar esse prêmio enquanto jogava futebol em um país africano.
Virada histórica
Após um Al Ahly 3-1 Espérance no Estádio Borg El Arab em Alexandria, o Espérance de Tunes não desistiram e no jogo de volta no Estádio Olímpico de Radès com mais de 60 mil torcedores, fez 3-0 com dois gols de Saad Bguir e aos 86 Anice Badri fez o gol do título que coroou o terceiro título do Espérance.
Reedição da final de 2011 com polêmicas
Wydad x Espérance mais uma vez se enfrentaram em uma final de Champions, Espérance de Tunes levou a melhor mais uma vez, após 1-1 em Casablanca, no jogo de volta ganhando por 1-0, no minuto 59 da partida Walid El Karti marcou o gol para o Wydad Casablanca o qual foi posteriormente anulado devido a marcação de impedimento pelo bandeirinha. Devido uma falha no árbitro assistente de vídeo (VAR) a revisão do lance não pode ser realizada. Acreditando que o gol foi válido o Wydad Casablanca protestou da decisão e a partida foi interrompida. Após 80 minutos de paralisação o Wydad Casablanca foi considerado como desistente da partida o que definiu a vitória do Espérance de Tunis e consenquentemente assegurando o título da competição. Entretanto a CAF decidiu em 5 de junho de 2019 que a partida de volta deva ser disputada novamente em uma sede fora da Tunísia e o Espérance de Tunis deverá devolver as medalhas e o troféu da competição. Entretanto a decisão de se disputar uma segunda partida de volta foi revogada pelo Tribunal Arbitral do Esporte em 31 de julho de 2019. Também foi requerido que a CAF tomasse uma decisão seguindo as suas próprias estruturas disciplinares. E em 7 de agosto de 2019 o Espérance de Tunis foi declarado oficialmente campeão após o Comitê Disciplinar da CAF confirmar que o Wydad Casablanca foi considerado o perdedor da partida.
Dérbi do Cairo em uma final de Champions da Africa
Pela primeira vez, clubes do mesmo país se enfrentaram numa final de Liga dos Campeões da CAF, uma das maiores rivalidades desportivas do mundo, Al Ahly venceu por 2-1 o Zamalek, com gols de Amr El Solia (Al Ahly) e Mohamed Magdy e Shikabala (Zamalek), no Estádio Internacional do Cairo.
O primeiro troféu levou o nome de Kwame Nkrumah, que acabou sendo mantido pela equipe do Hafia FC em 1977, o primeiro clube a ganhar três vezes. Foi substituído por um troféu doado pelo ditador da Guiné, Ahmed Sékou Touré, que foi reivindicado pelo Zamalek em 1993, após a sua terceira vitória na competição.


