Letitia Elizabeth Landon
Letitia Elizabeth Landon, poetisa e romancista inglesa, mais conhecida por suas iniciais L. E. L.
Imagem: scinta1 · BY-NC-ND · Openverse
Letitia Elizabeth Landon nasceu em 14 de agosto de 1802 em Chelsea, Londres, filha de John Landon e de Catherine Jane, sobrenome de solteira Bishop. Uma criança precoce, Landon aprendeu a ler logo após dar seus primeiros passos; um vizinho inválido espalhava letras no chão e recompensava a pequena Letitia pelas leituras, e, segundo seu pai, "ela costumava trazer muitas recompensas para casa". Na idade de cinco anos, Landon começou a frequentar a escola da Sra. Rowden na Hans Place, número 22, que tinha entre as suas ex-alunas Mary Russell Mitford e Lady Caroline Lamb. A família se mudou para o interior do país em 1809, a fim de que John Landon pudesse executar um projeto de fazenda modelo, e Landon desde então foi educada em casa por sua prima Elizabeth. Elizabeth, embora mais velha, logo teve seu conhecimento e habilidades superados pelos de sua aluna: "Quando perguntava a Letitia qualquer questão relacionada ou à História, Gramática, Geografia - Vidas Paralelas de Plutarco, ou qualquer livro que estivesse lendo, eu estava bem segura de que sua resposta seria perfeitamente correta; ainda, para não transparecer que eu tinha aprendido menos do que ela, eu costumava a perguntar-lhe: 'você tem certeza disso?' ... Eu nunca soube que ela estivesse errada".
Os negócios agrícolas não deram resultado e a família retornou para Londres em 1815, onde John Landon fez amizade com William Jerdan, editor da Literary Gazette. De acordo com o comentarista do século XIX A. Thomson, Jerdan tomou conhecimento da jovem Landon quando a viu descendo a rua, "rodando um arco com uma mão e segurando um livro de poemas com a outra, o que dava a ideia do momento de agitação evolutiva por que passava". Jerdan encorajou os esforços poéticos de Landon, e seu primeiro poema foi publicado sob a simples inicial "L" na Gazette em 1820, quando Landon tinha 18 anos de idade. No ano seguinte, com o apoio financeiro de sua avó, Landon publicou um livro de poesias, The Fate of Adelaide, sob o seu nome completo. O livro teve pouca divulgação da crítica mas, vendeu bem; porém, Landon nunca recebeu qualquer dinheiro das vendas, uma vez que o editor deixou o negócio logo depois da publicação do livro. No mesmo mês em que The Fate of Adelaide foi lançado, Landon publicou dois poemas sob as iniciais "L.E.L." na Gazette; estes poemas, e as iniciais com que foram publicados, atraíram muita discussão e especulação. Como o crítico contemporâneo Samuel Laman Blanchard escreveu, as iniciais L.E.L. "rapidamente se tornaram uma assinatura de interesse mágico e curiosidade".
Imagem: Rody09 · BY-SA · Openverse
Sua fama, enquanto alta no século XIX, diminuiu durante a maior parte do século XX com a mudança do gosto literário, e a poesia de Landon foi percebida como demasiadamente simplista e sentimental. Nos últimos anos, no entanto, estudiosos e críticos têm cada vez mais estudado seu trabalho, começando por Germaine Greer na década de 1970. Críticos como Isobel Armstrong argumentam que a aparente simplicidade da poesia, como as de Landon, é enganosa, e que as poetisas do século XIX, muitas vezes empregavam um método de escrita que permite multiplicar os níveis simultâneos de significados.


