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Laboratório Nacional de Los Alamos

Laboratório Nacional Los Alamos é um laboratório federal pertencente ao Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), gerido pela Universidade da Califórnia, localizado em Los Alamos, Novo México. O laboratório é uma das maiores instituições científicas multidisciplinares: com aproximadamente 10 400 colaboradores da Universidade da Califórnia e aproximadamente 2800 contratados, constitui a maior instituição empregadora na zona norte do Novo México.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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História

O Projecto Manhattan

O laboratório foi fundado durante a 2ª Guerra Mundial como um centro secreto de coordenação das pesquisas científicas do Projecto Manhattan, o projecto das forças aliadas para o desenvolvimento das primeiras armas nucleares. O Laboratório era oficialmente conhecido por Site Y. Em setembro de 1942, as dificuldades envolvidas na condução de estudos preliminares em armas nucleares por parte de várias universidades espalhadas por todo o país evidenciou a necessidade de criar um laboratório dedicado exclusivamente a esse propósito. O director científico do Projecto Manhattan, Robert Oppenheimer, o qual passou boa parte da sua juventude no Novo México, explorou a área juntamente com o General Leslie Groves e o físico Ernest O. Lawrence, tendo decidido por escolher uma mesa que havia sido em tempos uma escola conhecida por Los Alamos Ranch School. Oppenheimer tornou-se o primeiro director do Laboratório.

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Projeto Rover

O Projeto Rover foi um programa dos Estados Unidos para desenvolver um motor de foguete termonuclear, conduzido de 1955 a 1973 no Laboratório Nacional de Los Alamos (LASL). Iniciado como um projeto da Força Aérea dos Estados Unidos para criar um estágio superior movido a energia nuclear para um míssil balístico intercontinental (ICBM), o projeto foi transferido para a NASA em 1958, após a Crise do Sputnik desencadear a Corrida Espacial. Gerenciado pelo Escritório de Propulsão Nuclear Espacial [en] (SNPO), uma agência conjunta da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos (AEC) e da NASA, o Projeto Rover passou a integrar o programa Motor Nuclear para Aplicação em Veículos de Foguetes (NERVA), focando na pesquisa de reatores nucleares para foguetes, enquanto o NERVA lidava com o desenvolvimento e implantação de motores nucleares e o planejamento de missões espaciais. Os reatores do Projeto Rover foram construídos na Área Técnica 18 (TA-18) do LASL, também conhecida como Sítio do Cânion Pajarito. Eles eram testados em baixa potência no local e, posteriormente, enviados para a Área 25 (conhecida como Jackass Flats) no Local de Testes de Nevada da AEC. Testes de elementos de combustível e ciência de materiais eram realizados pela Divisão N do LASL na TA-46, utilizando fornos e, mais tarde, um reator de teste personalizado, o Nuclear Furnace. O projeto resultou no desenvolvimento de três tipos de reatores: Kiwi (1955 a 1964), Phoebus (1964 a 1969) e Pewee (1969 a 1972). Kiwi e Phoebus eram reatores grandes, enquanto o Pewee era significativamente menor, adaptado ao orçamento reduzido disponível após 1968.

O Pós-Guerra Fria

No fim da Guerra Fria, ambos os laboratórios passaram por um processo de diversificação científica intensa dos seus programas de pesquisa, com o objectivo de se adaptarem às novas e voláteis condições políticas, as quais não mais requeriam o mesmo esforço de pesquisa em tecnologia nuclear até aí despendido. Crê-se que o trabalho efectuado actualmente em Los Alamos na área da tecnologia nuclear se relaciona maioritariamente com simulações computacionais e gestão do seu arsenal nuclear. Devido a vários eventos, o Laboratório atraiu ao longo do tempo publicidade negativa. Em 1999, o cientista de Los Alamos, Wen Ho Lee, foi acusado de 59 crimes relacionados com utilização indevida de informação confidencial, devido a ter descarregado segredos nucleares — "códigos de armas", usadas em testes computacionais de armas nucleares — e a ter-se apropriado de fitas magnéticas com dados, tendo-as retirado do laboratório. Após dez meses na cadeia, Lee declarou-se culpado de apenas uma das acusações, tendo as restantes 58 sido retiradas, juntamente com um pedido de desculpas do Juiz Distrital James Park pelo seu tempo de encarceramento. Lee foi, durante algum tempo, suspeito de ter partilhado segredos nucleares com a China, mas investigações concluíram que tal não era verdade. Em 2000, foi anunciado o desaparecimento, de uma área de alta segurança do Laboratório, de dois discos rígidos contendo informação confidencial, mas foram mais tarde descobertos por detrás de uma fotocopiadora. Em 2003, os directores do Laboratório demitiram-se após acusações de terem, por sua vez, demitido inadequadamente dois empregados que tinham alegado a existência de roubo generalizado no Laboratório.

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Operações estendidas

Com o apoio da National Science Foundation (Fundação Nacional da Ciência), LANL opera um dos três National High Magnetic Field Laboratories em conjunto com e localizado em três outros locais: Universidade do Estado da Flórida em Tallahassee (Florida), e Universidade da Florida em Gainesville (Flórida).

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Fontes consultadas

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