History of the Jews in Skarżysko-Kamienna
A história da comunidade judaica em Skarżysko-Kamienna está intrinsecamente ligada à construção da Ferrovia Ivangorod-Dombrovo em 1885. Poucos anos depois, a comunidade estabeleceu sua primeira sinagoga e um cemitério. No início da Segunda República Polonesa, em 1921, cerca de um quinto dos habitantes da cidade praticava o judaísmo, embora apenas 11,6% da população se declarasse de nacionalidade judaica.
Pontos-chave
- A comunidade judaica em Skarżysko-Kamienna começou a crescer significativamente após a construção da ferrovia em 1885.
- Em 1921, os judeus representavam 19,5% da população da cidade, mas apenas 11,6% se identificavam como de nacionalidade judaica.
- Durante a Segunda República Polonesa, os judeus dominavam o comércio de pequenos bens e diversos ofícios na cidade.
- A comunidade judaica, embora não oficializada até 1934, realizou eleições e manteve instituições como a mikveh e o cemitério.
- O Holocausto resultou na perseguição e extermínio da comunidade judaica local, com milhares de judeus sendo forçados a trabalhar e assassinados em um campo de trabalho na cidade.
Os primeiros judeus se estabeleceram na área da atual Skarżysko-Kamienna no século XVIII. Um influxo maior ocorreu após 1885, com a chegada da ferrovia, levando à construção de infraestruturas comunitárias e ao desenvolvimento econômico.
Durante a Segunda República Polonesa, a comunidade judaica em Skarżysko-Kamienna floresceu, apesar de algumas tensões. Eles desempenharam um papel crucial na economia local e mantiveram uma vida política e religiosa ativa.
População e Demografia
A situação demográfica em Skarżysko-Kamienna era peculiar. Em 1921, 19,5% da população (1.590 de 8.163) era de fé judaica, mas apenas 11,6% (946 pessoas) se declaravam de nacionalidade judaica. Em 1937, havia 2,8 mil residentes judeus, correspondendo a 14,2% da população total de 19,7 mil. A Organização Sionista Revisionista promovia a emigração para a Palestina, com participação significativa da comunidade, embora o número exato de emigrantes seja difícil de determinar.
Indústria, Serviços e Comércio
Apesar da esperança de muitos judeus em trabalhar na crescente indústria de armamentos, a segurança militar limitava sua contratação. Cursos profissionalizantes organizados pela Sociedade Judaica para o Trabalho Vocacional tiveram pouca utilidade para esse fim. Contudo, muitos judeus fundaram pequenas empresas, como moinhos, serrarias, fundições de ferro e fábricas de diversos produtos. O comércio de pequenos bens e vários ofícios, como sapatarias, meias e alfaiatarias, eram dominados por comerciantes e artesãos judeus.
A Comunidade Judaica
Embora a comunidade judaica de Skarżysko-Kamienna não fosse oficialmente reconhecida até 1934, eleições foram realizadas em 1924, resultando na formação de um conselho. Em 1925, a comunidade informou sobre a renovação da mikveh e a organização do cemitério, o que levou à alocação de 1.000 PLN para aumentar o salário do rabino. Após a morte do Rabino Szmul Leo Gelblum em 1926, Moszek Morgensztern foi eleito, apesar de contestações sobre a legalidade da eleição e acusações de corrupção. Sua nomeação foi, contudo, aprovada com o apoio da União dos Rabinos da República.
Atividade Política
No início da década de 1920, a influência do Bund Geral Judaico do Trabalho era predominante entre os trabalhadores judeus, com ativistas atuando nas eleições parlamentares de 1922. Na década de 1930, partidos como o ortodoxo Agudat Yisrael e os sionistas Mizrachi e Organização dos Revisionistas Sionistas estavam presentes. A influência desta última foi particularmente significativa no início dos anos 1930. Embora os judeus estivessem 'desproporcionalmente representados' nas organizações comunistas de Skarżysko, o número de comunistas judeus – cerca de uma dúzia – representava uma fração mínima da comunidade judaica total.
Relações Polaco-Judaicas
Na década de 1920, as relações entre poloneses e judeus na cidade eram geralmente amigáveis, apesar de conflitos individuais e desconfiança mútua. Exemplos de 1925 incluem notas no jornal 'Głos Kamiennej', simpático a ideias nacionalistas, que elogiavam o batismo de uma mulher judia para casamento com um polonês, provocando reação da comunidade judaica. O jornal também alertava contra o apoio a produtos judeus, chamando-o de 'crime'. No mesmo ano, uma palestra sobre 'O Papel da Mulher na Desjudaização da Polônia' foi aplaudida na cidade.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a comunidade judaica de Skarżysko-Kamienna foi alvo de perseguição brutal, culminando no estabelecimento de um campo de trabalho forçado onde milhares de judeus foram assassinados.
Perseguição Inicial
Dados exatos sobre o número de judeus em Skarżysko-Kamienna em setembro de 1939 são escassos, mas estimativas apontam para 2.800 residentes. Desde os primeiros dias da invasão alemã, a comunidade sofreu perseguição: soldados da Wehrmacht agrediram judeus, cortaram barbas e costeletas de homens ortodoxos e estupraram mulheres judias. Um Conselho Judaico de Anciãos (Judenrat) foi estabelecido para lidar com os ocupantes. No início de 1940, o rabino Hirsz Feldman estabeleceu contato com o American Jewish Joint Distribution Committee, permitindo a abertura de uma cozinha comunitária que servia cerca de 600 refeições diárias. Mais tarde, a delegação de Skarżysko do Comitê Judaico de Autoajuda Social, fundado em Kielce em outubro de 1940, provavelmente assumiu parte desse trabalho caritativo.
Campo de Trabalho Forçado
Na antiga Fábrica Nacional de Munições, assumida pela empresa alemã HASAG, os ocupantes estabeleceram um campo de trabalho forçado. Fontes confirmam 38 transportes de 17.200 trabalhadores, mas historiadores estimam que entre 25.000 e 30.000 pessoas passaram pelo campo, e que entre 18.000 e 23.000 prisioneiros foram assassinados ali. Judeus começaram a trabalhar na fábrica de Skarżysko em meados de 1941, vindos da própria cidade, Suchedniów e vilas próximas. Inicialmente, o trabalho era forçado, mas não exigia residência no local. Somente após a deportação de trabalhadores poloneses para Leipzig e Altenberg, os trabalhadores judeus foram alojados na fábrica, inicialmente cerca de 2.000 pessoas em um único edifício.
Após a guerra, esforços foram feitos para comemorar as vítimas do Holocausto em Skarżysko-Kamienna, embora com desafios na precisão histórica e na preservação de locais de memória.


