Jornal da Record
Jornal da Record é um telejornal noturno brasileiro, produzido e apresentado pela Record. Estreou em 1974 sob o comando de Hélio Ansaldo. Atualmente, é ancorado por Eduardo Ribeiro e Mariana Godoy. Também possui edições compactas exibidas em formato de boletins ao longo do dia, denominadas Jornal da Record 24h, ancoradas por Camila Busnello, Eduardo Ribeiro e Salcy Lima. Os boletins também são veiculados pela Record News, com seus próprios âncoras.
1974–1999
O Jornal da Record estreou em 24 de setembro de 1974, substituindo o antigo Xecap (baseado no Xecap 1000, noticiário radiofônico da Rádio Record), sob a apresentação de Hélio Ansaldo. Em 1976, passa a se chamar Jornal da Noite. Já em 1985, o Jornal da Noite volta a se chamar Jornal da Record, sendo apresentado por Ricardo Carvalho, que contava com os comentários dos jornalistas Celso Ming e Paulo Markun e com reportagens de Sílvia Poppovic. Em 1988, o telejornal era apresentado por José Nello Marques. Em 1989, o Jornal da Record passou a ser apresentado por Carlos Nascimento, que era editor-chefe e âncora da atração, Também era apresentado por Wellington de Oliveira e Amália Rocha. A Record tinha, à época, uma estrutura modesta, estando à beira da falência. O telejornal tinha duas horas de duração. Os comentários eram de Renato Faleiros (política), Marco Antônio Rocha (economia), Valmir Salaro (polícia) e Otto Sarkis (repórter especial em Brasília). O JR era transmitido a partir de São Paulo, para emissoras no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.
Década de 2000
Em dezembro de 2005, Casoy foi demitido da emissora, sob a alegação de que não se adequava mais aos padrões do jornalismo da Record. Casoy revidou, dizendo que havia sido demitido por pressão do PT. Em seu lugar, assumiu interinamente Heleine Heringer, a ex-apresentadora da previsão do tempo do telejornal nos tempos de Bóris. Em 30 de janeiro de 2006, pouco menos de um mês depois da demissão de Bóris Casoy, o Jornal da Record passou a ser apresentado por Celso Freitas e Adriana Araújo, contando com uma leve reforma da redação, tornando-a mais ampla e com a presença de uma nova equipe de repórteres num total de quinze vindos da Rede Globo, já que em 2005, a emissora tinha perdido o mesmo número de repórteres para a formação da equipe do recém-lançado SBT Brasil.
Década de 2010
Em 27 de setembro de 2010, o telejornal passou a ser transmitido em alta definição, assim como os demais jornalísticos da Rede Record. Em 1.º de novembro, Ana Paula Padrão e Adriana Araújo entrevistaram, para o JR, Dilma Rousseff, que um dia antes, tinha saído vitoriosa das urnas para o primeiro mandato de presidente do Brasil. A entrevista foi a primeira de Dilma depois da vitória, e desde o fim do regime militar, nenhum presidente democraticamente eleito tinha dado uma entrevista para outra emissora que não fosse a Rede Globo. Em 11 de julho de 2011, o telejornal passou a ser apresentado às 19h40, saindo do confronto direto com o Jornal Nacional. Durante o mês de outubro, a Record transmitiu os Jogos Pan-Americanos, e o Jornal da Record passou a ser apresentado às 18h20; com Ana Paula Padrão da redação montada em Guadalajara, no México, trazendo as notícias do dia da competição, e Celso Freitas em São Paulo, apresentando um resumo das notícias factuais. Após o fim das transmissões do evento, o telejornal voltou a ser apresentado às 20h30, voltando a confrontar com o Jornal Nacional.
Década de 2020
Em março de 2020, Celso Freitas, é afastado provisoriamente da bancada do Jornal, por conta da pandemia do COVID-19. Em junho, Christina Lemos passou a ser âncora do telejornal, substituindo Adriana Araújo, que foi para o Repórter Record Investigação. No mesmo mês, Patrícia Costa assumiu a apresentação da edição da 00h30. Sérgio Aguiar deixou a apresentação da edição das 17h45 do JR24h e em fevereiro de 2021 foi anunciado como novo apresentador do Fala Brasil ao lado de Mariana Godoy. Em 27 de novembro de 2024, o telejornal estreou seu quadro esportivo, o JR Esporte, apresentado por Paloma Tocci. Em março de 2025, após 19 anos à frente do telejornal, Celso deixou a Record. Para ocupar o seu posto, foi oficializado o nome de Sérgio Aguiar. No entanto, Aguiar ficaria até o dia 13 de junho, quando deixou JR por ser considerado muito sofisticado para o novo formato do telejornal, que seria reformulado. No seu lugar, foi oficializado o nome de Eduardo Ribeiro, que assumia até então a função de apresentador eventual e uma das edições do Jornal da Record 24h. Em 7 de julho, Mariana Godoy, que assumiu durante o mês de junho a edição principal durante as férias de Christina Lemos, foi efetivada como a nova âncora, repetindo a parceria com Aguiar no Fala Brasil, enquanto que Lemos deixaria a bancada do telejornal para ficar apenas no bloco de assuntos políticos. Além disso, Christina acabaria assumindo a edição da meia-noite do JR 24h, que ganharia um novo formato, focando mais em política e economia, substituindo Salcy Lima.
Como nos governos anteriores, Edir Macedo se posicionou pró-governo, quando Bolsonaro entrou em primeiro lugar nas intenções de voto em 2018. A Folha de S.Paulo apurou, junto a outros jornalistas da Record, que estavam ocorrendo conflitos na linha editorial de jornalismo da mesma para favorecer Bolsonaro. Até aquele momento, nem a emissora, nem o setor de jornalismo apoiavam oficialmente o político. Devido a isso, ainda em 2018, a diretora do Jornal da Record pediu demissão. Após receber apoio do bispo nas redes sociais, Bolsonaro foi entrevistado pelo Jornal da Record. Naquele mesmo momento, outros candidatos a presidente estavam em debate em outro canal. Bolsonaro não foi pois de recuperava de duas cirurgias após ter sido esfaqueado em Juiz de Fora (MG). Porém, adversários políticos de Bolsonaro questionaram no Tribunal Superior Eleitoral se a entrevista para o Jornal da Record se enquadraria como “tratamento privilegiado” a um candidato, o que não é permitido por lei. O Ministério Público Eleitoral negou e disse que a reportagem era de interesse jornalístico.


