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Jogos Olímpicos

Jogos Olímpicos são um evento multiesportivo global com modalidades de verão e de inverno, em que milhares de atletas participam de várias competições. Atualmente os Jogos são realizados a cada dois anos, em anos pares, com os Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno se alternando, embora ocorram a cada quatro anos no âmbito dos respectivos Jogos sazonais. Originalmente, os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram realizados em Olímpia, na Grécia, do século VIII a.C. ao século V d.C.. No século XIX, o Barão Pierre de Coubertin fundou o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1894. O COI se tornou o órgão dirigente do Movimento Olímpico, cuja estrutura e as ações são definidas pela Carta Olímpica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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Origem e ritualística

Os Jogos Olímpicos antigos foram uma série de competições realizadas entre representantes de várias cidades-estado da Grécia antiga, que caracterizou principalmente eventos atléticos, mas também de combate e corridas de bigas. A origem destes Jogos Olímpicos é envolta em mistério e lendas. Um dos mitos mais populares identifica Hércules e Zeus, seu pai, como os progenitores dos Jogos. Segundo a lenda, foi Hércules que primeiro chamou os Jogos "Olímpicos" e estabeleceu o costume de explorá-los a cada quatro anos. A lenda persiste que, após Hércules ter completado seus doze trabalhos, ele construiu o estádio Olímpico como uma honra a Zeus. Após sua conclusão, ele andou em linha reta 200 passos e chamou essa distância de estádio (em grego: στάδιον, latim: stadium, "palco"), que mais tarde tornou-se uma unidade de distância. Outro mito associa os primeiros Jogos com o antigo conceito grego de trégua olímpica (ἐκεχειρία, ekecheiria). A data mais aceita para o início dos Jogos Olímpicos antigos é 776 a.C., que é baseada em inscrições, encontradas em Olímpia, dos vencedores de uma corrida a pé realizada a cada quatro anos a partir de 776 a.C.. Os Jogos Antigos destacaram provas de corrida, pentatlo (que consiste em um evento de saltos, disco e lança-dardo, uma corrida a pé e luta), boxe, luta livre e eventos equestres. Diz a tradição que Coroebus, um cozinheiro da cidade de Elis, foi o primeiro campeão olímpico.

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Os Jogos da Era Moderna

Precursores

A primeira tentativa significativa de trazer de volta os antigos Jogos Olímpicos foi a L'Olympiade de la République, um festival olímpico nacional realizado anualmente de 1796 a 1798 na França revolucionária. A iniciativa foi dada pelo deputado Charles-Gilbert Romme que foi guilhotinado um ano antes de sua realização. A competição incluiu várias modalidades dos antigos Jogos Olímpicos Gregos. Os Jogos de 1796 também marcaram a introdução do sistema métrico no esporte. Em 1850 uma Olympian Class foi iniciada pelo Dr. William Penny Brookes em Much Wenlock, Shropshire, Inglaterra, para melhorar a aptidão dos locais. Em 1859, o Dr. Brookes renomeou Olympian Class para Jogos Anuais da Sociedade Olímpica de Wenlock e estes jogos anuais continuam até hoje. A Sociedade Olímpica de Wenlock foi fundada pelo Dr. Brookes em 15 de novembro de 1860.

Renascimento

O interesse grego em reviver os Jogos Olímpicos começou com a guerra de independência da Grécia do Império Otomano em 1821. Foi proposto pela primeira vez pelo poeta e editor de jornal Panagiotis Soutsos em seu poema Diálogo dos Mortos, publicado em 1833. Evangelis Zappas, um rico filantropo grego, escreveu pela primeira vez ao Rei Oto da Grécia, em 1856, ofertando fundos para financiar o renascimento permanente dos Jogos Olímpicos. Zappas patrocinou os primeiros Jogos Olímpicos em 1859, que foram realizados na cidade de Atenas. Participaram atletas da Grécia e do Império Otomano. Zappas financiou a restauração do antigo Estádio Panathinaiko para que pudesse acolher todos os futuros Jogos Olímpicos.

Atenas 1896

Os primeiros jogos sob os auspícios do COI foram sediados no Estádio Panathinaiko em Atenas, em 1896. Estes jogos trouxeram 14 nações e 241 atletas que competiram em 43 eventos. Zappas e seu primo Konstantinos Zappas tinham deixado ao governo grego uma relação de confiança para financiar os futuros Jogos Olímpicos. Esta confiança foi fundamental para o financiamento dos Jogos de 1896. George Averoff contribuiu generosamente para a renovação do estádio Panathinaiko para os Jogos. O governo grego também financiou a reforma por meio da venda futura de ingressos e com a venda do primeiro conjunto de selos comemorativos. Os funcionários e o povo grego estavam entusiasmados com a experiência de sediar os Jogos. Este sentimento era partilhado por muitos dos atletas, que ainda pediram que Atenas fosse a anfitriã dos Jogos Olímpicos permanentemente. O COI não aprovou este pedido. O comitê previa que os Jogos Olímpicos modernos girassem internacionalmente. Como tal, decidiu realizar os segundos Jogos em Paris.

Mudanças e adaptações

Após o sucesso dos Jogos de 1896, os Jogos Olímpicos entraram num período de estagnação que ameaçava a sua sobrevivência. Os Jogos Olímpicos, realizados durante a exposição mundial de Paris em 1900, e de St. Louis em 1904 ficaram em segundo plano. Os Jogos de Paris não tiveram um estádio olímpico. Os Jogos de St. Louis receberam 650 atletas, porém 580 eram dos Estados Unidos. A pouca participação estrangeira, o pouco interesse do público (apenas duas mil pessoas acompanharam as provas em St. Louis), revelavam desinteresse pela competição. O evento olímpico recuperou-se quando os Jogos Olímpicos Intercalares de 1906 foram realizados em Atenas. Aproveitando o décimo aniversário da realização dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, foi planejada uma edição intercalada dos Jogos, que teria Atenas como sede fixa e aconteceria a cada quatro anos, entre as edições itinerantes. O rei Jorge I da Grécia liderou o projeto, que não contou com a simpatia do Barão de Coubertin, por considerar a rotatividade entre as sedes imprescindível para garantir um caráter global ao evento. Mesmo assim, tanto Coubertin como o COI autorizaram a realização desses Jogos utilizando a infraestrutura da competição da década anterior. Tendo como palco principal o estádio Panatenaico, o evento foi um sucesso, retomando a ideia da curta duração e criando tradições como a abertura com desfile dos atletas separados por delegações.

Jogos recentes

De 241 participantes, representando 14 nações em 1896, os Jogos têm crescido com cerca de 11 238 atletas de 207 Comitês Olímpicos Nacionais nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016. O escopo e a escala dos Jogos Olímpicos de Inverno é menor. Por exemplo, PyeongChang recebeu 2 922 atletas de 92 países competindo em 102 eventos, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018. Durante os Jogos, a maioria dos atletas e funcionários ficam hospedados na Vila Olímpica. Esta vila é destinada a ser uma casa auto-suficiente para todos os participantes olímpicos. Ela está equipada com lanchonetes, postos de saúde e locais de expressão religiosa. O COI permite que as nações a competir que não cumprem os requisitos rigorosos para a soberania política, que procurem outras organizações internacionais. Como resultado, as colônias e dependências estão autorizadas a criarem seus próprios Comitês Olímpicos Nacionais. Exemplos disto incluem territórios como Porto Rico, Bermudas, e Hong Kong, que competem como nações separadas, apesar de serem legalmente uma parte de outro país. Países de reconhecimento limitado como Kosovo, Palestina e Taiwan (que compete como Taipé Chinesa) também podem competir.

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Comitê Olímpico Internacional

O Movimento Olímpico abrange um grande número de organizações desportivas nacionais e internacionais e federações, reconhecido parceiros de mídia, bem como atletas, dirigentes, juízes e qualquer outra pessoa e instituição que concorda em obedecer às regras da Carta Olímpica. Como a organização de cúpula do Movimento Olímpico, o Comitê Olímpico Internacional (COI) é responsável por selecionar a cidade sede, supervisionando o planejamento dos Jogos Olímpicos, a atualização e aprovação do programa de esportes, e negociação de patrocínios e direitos de transmissão. O Movimento Olímpico é constituído por três elementos principais: O idioma francês e o inglês são as línguas oficiais do movimento olímpico. A língua utilizada em cada edição dos Jogos Olímpicos é a língua do país de acolhimento. Cada anúncio (como a entrada de cada país durante o desfile das nações na cerimônia de abertura, por exemplo) é falado nestas três línguas, ou as duas principais consoante o país de acolhimento seja um país de língua inglesa ou francesa.

Crítica

O COI tem sido muitas vezes criticado por ser uma organização intratável, com vários membros integrando o comitê durante longos períodos. A liderança dos presidentes do COI, Avery Brundage e Juan Antonio Samaranch, foi especialmente controversa. Brundage foi presidente por mais de vinte anos, e durante seu mandato, protegeu os Jogos Olímpicos de envolvimento político adverso. Ele foi acusado de racismo por sua manipulação da questão do apartheid, com a delegação sul-africana, e de antissemitismo. Sob a presidência Samaranch, a entidade foi acusada tanto de nepotismo como corrupção. A ligação de Samaranch com o regime de Francisco Franco na Espanha também foi uma fonte de crítica.

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Comercialização

O COI inicialmente resistiu ao financiamento de patrocinadores. Não foi até a aposentadoria do presidente do COI, Avery Brundage, em 1972, que o COI começou a explorar o potencial da mídia televisiva e os mercados de publicidade lucrativa à sua disposição. Sob a liderança de Juan Antonio Samaranch os jogos começaram a mudar em direção aos patrocinadores internacionais, que procuraram vincular seus produtos com a marca olímpica; o então dirigente maior do esporte olímpico declarou que "os esportes que não se adaptarem à televisão estarão fadados ao desaparecimento; da mesma forma, as televisões que não souberem buscar o acesso aos programas esportivos jamais conseguirão sucesso financeiro e de público".

Orçamento

Durante a primeira metade do século XX, o COI foi conduzido com um orçamento pequeno. Como presidente do COI de 1952 a 1972, Avery Brundage, rejeitou todas as tentativas de vincular os Jogos Olímpicos com interesses comerciais. Brundage acreditava que o lobby dos interesses corporativos indevidamente impactaria as decisões do COI. A resistência de Brundage a este fluxo de receita significava que o COI deixava os próprios comitês organizarem e negociarem seus contratos de patrocínio e utilizarem os símbolos olímpicos. Quando Brundage aposentou-se do COI havia 2 milhões de dólares em ativos; oito anos mais tarde o valor nos cofres do COI havia aumentado para 45 milhões. Isto se deveu principalmente a uma mudança de ideologia para a expansão dos jogos através do patrocínio de empresas e a venda dos direitos televisivos. Quando Juan Antonio Samaranch foi eleito presidente do COI, em 1980, seu desejo era fazer com que o COI fosse financeiramente independente.

Efeitos da televisão

Os Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim foram os primeiros jogos a serem transmitidos na televisão, mas apenas para o público local. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 1956 foram os primeiros televisionados a nível internacional dos Jogos Olímpicos, e os seguintes Jogos de Inverno tinham vendidos os direitos de transmissão pela primeira vez para as redes de transmissão especializadas — CBS pagou 394 mil dólares pelos direitos norte-americanos, e da European Broadcasting Union (EBU) foram atribuídos 660 mil dólares. Nas décadas seguintes, os Jogos Olímpicos se tornaram uma das frentes ideológicas da Guerra Fria. Superpotências disputavam a supremacia política, e o COI queria aproveitar este aumento no interesse através de um meio de transmissão. A venda dos direitos de transmissão permitiu ao COI aumentar a exposição dos Jogos Olímpicos, gerando assim mais interesse, que por sua vez criou mais atrativos para os anunciantes que compraram espaço publicitário na televisão. Este ciclo permitiu ao COI cobrar uma taxa cada vez maior por esses direitos. Por exemplo, a CBS pagou 375 milhões dólares pelos direitos dos Jogos de Nagano, enquanto a NBC gastou 3,5 bilhões de dólares pelos direitos de transmissão de todos os Jogos Olímpicos entre 2000 e 2008.

Filmografia

Os Jogos Olímpicos tem sido ostensivamente relatado na Industria Cinematográfica, é o caso do Filme-Documentário Icarus (2017), que é um filme-documentário estadunidense de 2017 dirigido e escrito por Bryan Fogel e Mark Monroe, que segue a história de Fogel, um ciclista amador envolvido em um escândalo de doping com a ajuda do chefe do laboratório antidoping Grigory Rodchenkov. Lançado no Festival Sundance de Cinema em 20 de janeiro e, em seguida, distribuído mundialmente pela Netflix em 4 de agosto. Outro exemplo é o caso do Ganhador do Oscar de 1982, Chariots of Fire onde venceu na categoria de Melhor filme, Melhor roteiro original (Colin Welland), Melhor figurino (Milena Canonero) e Melhor trilha sonora (Vangelis). É um filme britânico de 1981, do gênero drama, dirigido por Hugh Hudson. A música-tema do filme, composta pelo grego Vangelis, tornou-se o hino oficial de todas as maratonas e maratonistas ao redor do mundo. O filme mostra a preparação da equipe olímpica de atletismo da Grã-Bretanha para os Jogos Olímpicos de 1924, em Paris.

Controvérsia

A venda da marca olímpica tem sido um tanto controversa. O argumento é que os Jogos se tornaram indistinguíveis de qualquer outro espectáculo desportivo comercializado. Críticas específicas foram dirigidas ao COI para a saturação do mercado durante os Jogos de Atlanta 1996 e Sydney 2000. As cidades foram inundadas de empresas e comerciantes tentando vender mercadorias relacionados com a Olimpíada. O COI mencionou que iria visar isso para evitar espetáculos de marketing em jogos futuros. Outra crítica é que os Jogos são financiados por cidades anfitriãs e os governos nacionais, o COI incorre em nenhum custo, mas controla todos os direitos e os lucros dos símbolos olímpicos. O COI também tem uma percentagem de todas as receitas de patrocínio e de transmissão. Cidades-sede continuam ardentemente a competir pelo direito de sediar os Jogos, embora não haja certeza de que vão ganhar de volta seus investimentos.

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Símbolos

O Movimento Olímpico utiliza símbolos para representar os ideais consagrados na Carta Olímpica. O símbolo olímpico mais conhecido, os anéis olímpicos, é composto por cinco anéis entrelaçados representando a união dos cinco continentes habitados. A versão colorida dos anéis, azul, amarelo, preto, verde e vermelho sobre um fundo branco, forma a bandeira olímpica. As cores foram escolhidas porque cada nação tinha pelo menos uma delas em sua bandeira nacional. A bandeira foi adotada em 1914, mas foi hasteada pela primeira vez apenas em 1920 nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, na Bélgica. Desde então, é hasteada em cada celebração dos Jogos e em ações relacionadas ao COI. O lema olímpico é "Citius, Altius, Fortius", uma expressão latina que significa "mais rápido, mais alto, mais forte". Os ideais de Coubertin são melhores expressos no juramento olímpico: A coisa mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar, assim como a coisa mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem.

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Cerimônias

Abertura

Conforme estipulado pela Carta Olímpica, vários elementos enquadram a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. A maioria destes rituais foram criados em 1920 nos Jogos Olímpicos de Antuérpia. A cerimônia tipicamente começa com o hastear da bandeira do país anfitrião e uma performance de seu hino nacional. O país anfitrião, em seguida, apresenta manifestações artísticas de música, canto, dança e representação teatral de sua cultura. As apresentações artísticas têm crescido em dimensão e complexidade na tentativa das cidades-sedes de fornecer uma cerimônia que supere sua antecessora em termos de memorização. A cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim custou 100 milhões de dólares, com parte dos custos suportados no segmento artístico.

Encerramento

A cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos ocorre após todos os eventos desportivos terem sido concluídos. Porta-bandeiras de cada país participante entram no estádio, seguidos pelos atletas que entram juntos, sem qualquer distinção nacional. Três bandeiras nacionais são hasteadas enquanto os hinos nacionais correspondentes são tocados: a bandeira da Grécia, para homenagear o berço dos Jogos Olímpicos, a bandeira do país anfitrião, e a bandeira do país dos próximos Jogos Olímpicos. O presidente do comitê organizador e presidente do COI fazem seus discursos de encerramento, os Jogos são oficialmente encerrados, e a chama olímpica é apagada. Na Cerimônia de Antuérpia, o prefeito da cidade que organizou os Jogos Olímpicos transfere uma bandeira olímpica especial ao presidente do COI, que depois a passa para o prefeito da cidade anfitriã dos próximos Jogos Olímpicos. Após estes elementos obrigatórios, o país anfitrião seguinte apresenta-se brevemente com exposições artísticas de dança e teatro representante de sua cultura.

Entrega de medalhas

A cerimônia de entrega de medalha é realizada após a realização de cada evento olímpico. O vencedor, segundo e terceiro lugar, sendo competidores individuais ou equipes, sobem no alto de uma tribuna em três níveis e são atribuídas suas respectivas medalhas. Após as medalhas serem distribuídas por um membro do COI, as bandeiras nacionais dos três medalhistas são levantadas enquanto o hino nacional do país do medalhista de ouro é executado. Cidadãos voluntários do país-sede também atuam como anfitriões durante a cerimônia de medalhas, já que ajudam os funcionários a entregarem as medalhas e atuam como porta-bandeiras. Para cada modalidade olímpica, a respectiva cerimônia de medalhas é realizada, no máximo, um dia depois do final do evento. Para a maratona masculina, a competição é normalmente realizada no início da manhã do último dia de competição olímpica e a sua cerimônia de medalhas, em seguida, é realizada à noite durante a cerimônia de encerramento. Nas Olimpíadas de 2020, as medalhistas da maratona feminina também foram premiadas na cerimônia de encerramento, como parte da política de igualdade de gêneros.

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Esportes

O programa dos Jogos Olímpicos consiste de 26 esportes, 30 disciplinas e cerca de 300 provas. Por exemplo, a luta é um esporte dos Jogos Olímpicos de Verão que inclui duas disciplinas: greco-romana e livre. É dividido em provas para homens e mulheres, cada um representando uma classe de peso. Os Jogos Olímpicos de Verão inclui 26 programas esportivos, enquanto os Jogos Olímpicos de Inverno apresentam quinze programas esportivos. Atletismo, natação, esgrima e ginástica artística são os únicos esportes de verão que nunca estiveram ausentes do programa olímpico. Esqui cross-country, patinação artística, hóquei no gelo, combinado nórdico, salto de esqui e patinação de velocidade estiveram em todas as Olimpíadas de Inverno desde a criação em 1924. Outros esportes olímpicos, como badminton, basquetebol e voleibol, apareceram primeiro no programa como esportes de demonstração e depois foram selecionados ao programa oficial dos esportes olímpicos. Alguns esportes que foram destaques em jogos anteriores foram retirados do programa.

Amadorismo e profissionalismo

O ethos da aristocracia como exemplificado na Independent School muito influenciou Pierre de Coubertin. As escolas independentes baseavam-se na crença de que o esporte forma uma parte importante da educação, a partir do lema mens sana in corpore sano, uma mente sã num corpo sadio. Neste espírito, uma pessoa tornava-se melhor em vários aspectos, não o melhor em uma coisa específica. Houve também um conceito dominante de justiça, em que praticar ou treinar era considerado uma trapaça. Aqueles que praticavam o esporte profissionalmente eram considerados como tendo uma vantagem injusta sobre aqueles que meramente praticavam como um hobby. A exclusão dos profissionais causou diversas polêmicas ao longo da história das Olimpíadas modernas. O campeão olímpico de 1912 no pentatlo e decatlo Jim Thorpe perdeu as medalhas quando foi descoberto que tinha jogado beisebol semiprofissional antes dos Jogos Olímpicos. Suas medalhas foram restauradas pelo COI em 1983 por motivos de compaixão. Esquiadores suíços e austríacos boicotaram os Jogos Olímpicos de Inverno de 1936 em apoio a seus professores de esqui, que não estavam autorizados a competir porque eles haviam ganhado dinheiro com o seu esporte e foram considerados profissionais.

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Controvérsias

Boicotes

O Conselho Olímpico da Irlanda boicotou os Jogos de Berlim em 1936, devido o COI ter insistido que sua equipe se restringia ao Estado Livre Irlandês, em vez de representar toda a ilha da Irlanda. Houve dois boicotes nos Jogos Olímpicos de Melbourne em 1956: Países Baixos, Espanha e Suíça recusaram-se a comparecer devido à repressão da revolta húngara pela União Soviética; Camboja, Egito, Iraque e Líbano boicotaram os Jogos devido à crise de Suez. Em 1972 e 1976, um grande número de países africanos ameaçaram o COI com um boicote ao forçá-lo a proibição da África do Sul e da Rodésia, por causa de seu regime segregacionista. Também a Nova Zelândia foi um dos motivos ao boicote africano, porque a Seleção Neozelandesa de râguebi excursionou na África do Sul de regime declaradamente apartheid. O COI concedeu nos dois primeiros casos, mas se recusou a proibição de Nova Zelândia, alegando que o râguebi não era um esporte olímpico. Cumprindo a ameaça, vinte países africanos juntaram-se ao Iraque e a Guiana liderada pela Tanzânia na retirada a partir dos Jogos de Montreal, depois que alguns de seus atletas já haviam competido. Taiwan, também decidiu boicotar estes jogos porque a República Popular da China (RPC), exerceu pressão sobre o Comitê organizador de Montreal para manter a delegação da República da China (RC) competir sob esse nome. A RC refutou o compromisso proposto que ainda lhes permitia usar o hino e a bandeira da República da China, desde que o nome fosse mudado. Taiwan novamente não participou até 1984, quando retornou com o nome de Taipé Chinês e com um bandeira e o hino especial.

Política

Os Jogos Olímpicos têm sido usados como uma plataforma para promover ideologias políticas quase desde o início. A Alemanha nazista desejava retratar o Partido Nacional Socialista como benevolente e amante da paz quando organizou os Jogos de 1936. Os jogos também foram destinados a demonstrar a superioridade da raça ariana, uma meta que não foi realizada em parte devido às conquistas de atletas como Jesse Owens, que ganhou quatro medalhas de ouro nesta Olimpíada. A União Soviética não participou até os Jogos Olímpicos de Helsinque em 1952. Em vez disso, a partir de 1928, os soviéticos organizaram um evento esportivo internacional chamado Spartakiada. Outros países comunistas organizaram Olimpíadas dos Trabalhadores durante o período entre as guerras dos anos 1920 e 1930. Esses eventos foram realizados como uma alternativa para os Jogos Olímpicos, os quais eram percebidos como um evento capitalista e da nobreza. Não era, até os Jogos de 1956 que os soviéticos emergiram como uma superpotência esportiva e, ao fazê-lo, tomou proveito da publicidade que veio com vitória nos Jogos Olímpicos.

Uso de drogas de aumento do desempenho

No início do século XX, muitos atletas olímpicos começaram a usar drogas para melhorar suas habilidades atléticas. Por exemplo, o vencedor da maratona nos Jogos de 1904, Thomas J. Hicks, recebeu estricnina e conhaque do seu técnico. A morte olímpica apenas ligada ao doping ocorreu nos Jogos de Roma de 1960. Durante a corrida de ciclismo de estrada, o ciclista dinamarquês Knud Enemark Jensen caiu de bicicleta e morreu mais tarde. Um legista do inquérito concluiu que ele estava sob o efeito de anfetaminas. Em meados da década de 1960, federações desportivas estavam começando a proibição do uso de drogas de elevação do desempenho, em 1967 o COI seguiu o exemplo.

Violência

Os Jogos Olímpicos não trouxeram paz duradoura para o mundo, mesmo durante as celebrações dos Jogos. Na verdade, três olimpíadas tiveram que passar sem uma celebração dos Jogos por causa da guerra: os Jogos de 1916 foram cancelados devido a Primeira Guerra Mundial, e os jogos de verão e inverno de 1940 e 1944 foram cancelados devido à Segunda Guerra Mundial. A guerra na Ossétia do Sul entre a Geórgia e Rússia irrompeu no dia da abertura dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim. Tanto o Presidente dos Estados Unidos George W. Bush como o Primeiro-ministro russo Vladimir Putin estavam nas Olimpíadas nesse momento e falaram juntos sobre o conflito em um almoço oferecido pelo presidente chinês, Hu Jintao. Quando Nino Salukvadze da Geórgia, ganhou a medalha de bronze na competição de pistola de ar 10 metros, ela ficou no pódio com a russa Natalia Paderina, atiradora que ganhou a prata. No que se tornou um acontecimento muito divulgado a partir dos Jogos de Pequim, Salukvadze abraçou Paderina no pódio após o fim da cerimônia.

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Campeões e medalhistas

Os atletas ou equipes que ficam em primeiro lugar, segundo e terceiro recebem medalhas em cada evento. Os vencedores recebem medalhas de ouro, que eram de ouro maciço até 1912, seguida de prata dourada e prata banhada a ouro agora. Cada medalha de ouro deve conter, no mínimo, seis gramas de ouro puro. Os vice-campeões recebem medalhas de prata e os atletas terceiros lugares são premiados com medalhas de bronze. Em eventos contestados por um torneio de eliminatória simples (principalmente de boxe), o terceiro lugar não pode ser determinado e ambos perdedores semifinalistas recebem medalhas de bronze. Na Olimpíada de 1896 apenas os dois primeiros receberam uma medalha, de prata e bronze para o primeiro e para o segundo. O formato atual de três medalhas foi introduzido nos Jogos Olímpicos de 1904. De 1948 em diante atletas da quarta, quinta e sexta colocação recebiam certificados, que ficou oficialmente conhecido como diplomas da vitória; em 1984 diplomas da vitória para os finalistas do sétimo e oitavo lugar foram acrescentados. Nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004, os medalhistas de ouro, prata e bronze também receberam coroas de oliva. O COI não mantém estatísticas de medalhas conquistadas, mas os Comitês Olímpicos Nacionais e a mídia registram como uma medida de sucesso.

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O país anfitrião e a cidade-sede

A cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos é escolhida normalmente sete anos antes da sua celebração. O processo de seleção é realizado em duas fases que abrangem um período de dois anos. O potencial da cidade anfitriã é aferido pelo Comitê Olímpico do país e, se mais de uma cidade do mesmo país apresenta uma proposta, normalmente, o Comitê Olímpico Nacional realiza uma seleção interna, já que apenas uma cidade por CON pode ser apresentada ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para apreciação. Uma vez que o prazo para apresentação de propostas pelos CONs é esgotado, a primeira fase (postulação, application) começa com as cidades pré-candidatas respondendo um questionário sobre diversos critérios-chave relacionados com a organização dos Jogos Olímpicos. Dessa forma, os candidatos devem dar garantias de que irão respeitar a Carta Olímpica e outros regulamentos estabelecidos pelo Comitê Executivo do COI. A avaliação dos questionários preenchidos por um grupo especializado fornece ao COI uma visão geral do projeto de cada candidato e seu potencial de sediar os Jogos. Com base nesta avaliação técnica, a Câmara Executiva do COI escolhe as cidades que vão para a fase de candidatura.

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Fontes consultadas

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