Machado de Castro
Joaquim Machado de Castro foi um dos maiores e mais renomados escultores portugueses. Machado de Castro foi um dos escultores de maior influência na Europa do século XVIII e princípio do século XIX.
Filho de Manuel Machado Teixeira, organeiro e escultor e de sua primeira mulher, D. Teresa Angélica Taborda. Começou por ser enviado por seu pai a estudar com os Jesuítas, em Coimbra, de quem recebeu uma cultura humanista. Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro (comerciante que vende estampas e imagens de santos) Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada Escola de Escultura de Mafra (criada em 1754 por D. José I), tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José I, destinada ao Terreiro do Paço, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela. Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde 1950 no Largo D. Estefânia em Arroios. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios.
Joaquim Machado de Castro casou três vezes, tendo enviuvado das três esposas. A sua primeira esposa foi D. Isidora Teresa de Jesus, filha de Silvestre Jorge da Silva e Catarina Maria da Assunção, com quem casou a 23 de fevereiro de 1754 na Igreja de Nossa Sr.ª das Mercês, em Lisboa. Isidora faleceu no Sismo de Lisboa de 1755, em 1 de novembro. Houve geração deste casamento. Casou, em segundas núpcias, a 7 de fevereiro de 1758, na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, com D. Rosa Maria Joaquina, mafrense, filha de Manuel Vieira da Silva. Houve geração deste casamento. Rosa faleceu a 6 de abril de 1776, na rua da Madalena, sendo sepultada no Convento de São Francisco da Cidade, em Lisboa. Casou, em terceiras núpcias, a 13 de abril de 1779, na Ermida do Marquês de Marialva em Marvila (com assento na paróquia de Santa Engrácia), com D. Ana Bárbara de Sousa, viúva de José Cardoso da Silva. Deste casamento não houve filhos. Ana Bárbara faleceu de apoplexia a 11 de dezembro de 1813, no Palácio do Tesouro Velho (freguesia dos Mártires), aos 68 anos, sendo sepultada no Convento de São Pedro de Alcântara, ao Bairro Alto.


