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Joaquim Egídio de Sousa Aranha

Joaquim Egídio de Souza Aranha, primeiro e único barão, visconde, conde e Marquês de Três Rios, foi um proprietário rural, cafeicultor, banqueiro e político brasileiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Vida pública

Membro do Partido Liberal, o qual chefiou, foi eleito vereador na Câmara Municipal de Campinas, nos triênios iniciados em 1849, 1857, e 1873, presidindo a edilidade nesta última legislatura. Eleito por diversas vezes deputado provincial por São Paulo, ocupou a presidência da Província de São Paulo por três períodos, de 7 de dezembro de 1878 a 12 de fevereiro de 1879, de 4 de março a 7 de abril de 1881, e de 5 de novembro de 1881 a 7 de janeiro de 1882. Foi um dos primeiros acionistas da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, construtora da Estrada de Ferro Jundiaí Campinas. Também foi um dos fundadores do Banco Comércio e Indústria de São Paulo. Foi proprietário urbano e rural, dono da Fazenda Sertão, antiga sesmaria adquirida em 1885, no município de Campinas e também da Fazenda Vista Alegre, Fazenda Pinheiros, e Fazenda Santa Gertrudes em Rio Claro. O solar do Marquês de Três Rios, na cidade de São Paulo, foi onde recebeu a família imperial. Construído entre os anos de 1850 e 1860, foi adaptado posteriormente como sede da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1894. O prédio foi demolido em 1928, bastante danificado pelos bombardeios durante a Revolução de 1924. Em Campinas, no solar do Largo da Catedral, também foram recebidos, a princesa Isabel, seu marido e os filhos do casal, em 1884. Teve ainda residência em São Paulo, na Rua do Carmo, nº 18, esquina com a Rua Santa Theresa.

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Família

Era filho de Francisco Egídio de Souza Aranha e da viscondessa de Campinas Maria Luzia de Souza Aranha, proprietários por herança de Joaquim Aranha Barreto de Camargo do Engenho e Fazenda Mato Dentro, antiga sesmaria em Campinas. Era irmão gêmeo do tenente-coronel José Egídio de Sousa Aranha, que foi casado em primeiras núpcias com Maria Luísa Pereira de Queirós, e em segundas, com Antonia Flora Pereira de Queirós. Era também irmão de Ana Teresa de Souza Aranha, que foi casada com seu primo o barão de Anhumas Manuel Carlos Aranha. Também foi sua irmã Libânia de Souza Aranha, que foi casada com seu primo barão de Itapura Joaquim Policarpo Aranha. Casou-se em primeiras núpcias em 30 de novembro de 1842 com Ana Francisca de Pontes (Campinas, 1822 - Campinas, 16 de agosto de 1875), viúva do capitão Antônio José da Silva, sendo filha de José Pereira de Pontes e Cecília Barbosa de Almeida. Tiveram três filhos:

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Armas

De azul ultramarino, com asna de vermelho, perfilada de prata, carregada em chefe de um escudete de prata, com uma banda de vermelho, sobrecarregada de três aranhas de negro, a asna acompanhada de três flores-de-lis de ouro. Timbre: uma flor-de-lis do escudo.

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Títulos e Honras

Foi barão, visconde, conde e marquês de Três Rios. Era grã-cruz da Imperial Ordem de Cristo. Oficial da Ordem da Rosa. Homenageado em São Paulo, com a Rua Três Rios, região onde ficava seu antigo Solar, e na cidade de Campinas com a Rua Marquês de Três Rios. Em sua homenagem foi batizado um distrito de Campinas, Joaquim Egídio.

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