Vianna da Motta
José Vianna da Motta GOC • GOSE • GCSE, ou Viana da Mota segundo a ortografia vigente, foi um pianista, compositor, maestro e musicógrafo português.
José Vianna da Motta nasceu na então colónia portuguesa de São Tomé a 22 de abril de 1867. Pouco tempo depois, viajou para Lisboa com os seus pais, José António da Motta, um farmacêutico natural de Lisboa, e Inês Joaquina de Almeida Vianna, natural de São Tomé. Veio a estudar no Conservatório Nacional de Lisboa, então designado Conservatório Real de Lisboa. Revelou cedo uma grande proficiência para a música, particularmente para o piano, tendo composto a sua primeira peça musical com 5 anos de idade. Professava a religião evangélica. Por iniciativa do seu pai, foi levado à corte em 1874, tendo com isso obtido o patrocínio dos seus estudos pelo rei D. Fernando II e sua esposa, a Condessa de Edla. Até 1882, apresentou-se várias vezes não só em recitais privados mas também em recitais públicos, nomeadamente no Salão da Trindade. Durante esse período, compôs dezenas de obras — sobretudo para piano solo — dos mais variados géneros: valsas, mazurcas, polcas, marchas, fantasias, etc.
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Composições
José Vianna da Motta dedicou-se à composição desde muito cedo. A sua primeira composição, intitulada Primeira inspiração musical, data de 1873 quando tinha apenas 5 anos de idade. Durante a sua infância, até aos seus 14 anos de idade, Vianna da Motta compôs mais de cinquenta peças, sobretudo para piano solo. Estas peças de infância, compostas entre 1873 e 1883, são representativas da primeira fase criativa do compositor, fase essa que se caracteriza sobretudo pela composição de peças de baile, marchas, variações e fantasias sobre temas populares de óperas. A segunda fase criativa do compositor (de 1884 a 1895, sensivelmente) coincide com o período de formação na Alemanha e é por isso marcada pela influência germânica. Ela caracteriza-se essencialmente pela composição de peças para piano, de obras concertantes, música de câmara e Lieder. A terceira fase criativa caracteriza-se pelo recurso à canção tradicional portuguesa. Esta fase nasceu logo após o Ultimato britânico de 1890 com a composição da 1ª Rapsódia Portuguesa, obra inspirada em fados e dedicada ao então Rei de Portugal, o Rei D. Carlos. A partir de 1908, Vianna da Motta abandonou quase por completo a composição, talvez por discordar das novas tendências modernistas que vingavam por toda a Europa.
Revisões e edições musicais
Em 1913, a editora Breitkopf & Härtel encarregou Vianna da Motta de escrever as notas de revisão dos volumes IV a X para a primeira edição completa das obras de Franz Liszt. Este foi um trabalho que Vianna da Motta realizou a par com Ferrucio Busoni. Segue uma lista de algumas das obras para piano de Franz Liszt editadas por Vianna da Motta: Viana da Motta também se interessou pela edição de obras de outros compositores, como Beethoven, Chopin ou Schumann, pela publicação de estudos de Czerny e Heller e de exercícios de técnica inspirados em obras de Charles-Valentin Alkan.
Obra literária
A correspondência e os diários de Vianna da Motta têm sido objeto de estudo por parte de alguns musicólogos e investigadores. Segue uma lista das suas publicações:
Gravações
Por volta de 1927, Vianna da Motta gravou para a casa Pathé obras para piano a solo de Busoni, Schubert, Chopin, Liszt e também composições suas. Estas gravações são difíceis de obter. Elas foram editadas em 1995 pela etiqueta Dante que, entretanto, faliu.
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A maior parte dos registos que se seguem não são exclusivamente de obras de Vianna da Motta, mas sim de selecções de obras feitas pelos intérpretes nas quais se encontram algumas obras deste. Na lista que se segue foram também incluídas as gravações que Vianna da Motta fez das suas obras.


