Jerónimo Martins
Jerónimo Martins é um grupo empresarial português de distribuição alimentar e retalho especializado, presente em Portugal, Polónia, Colômbia e Eslováquia. Ocupa a 37.ª posição no ranking dos maiores retalhistas mundiais, no estudo anual “Global Powers of Retailing 2025”, da consultora Deloitte.
Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse
A empresa foi fundada em 1792 por um jovem galego que abriu uma mercearia no Chiado, em Lisboa. Entre Fevereiro de 1968 e Novembro de 2013, o grupo foi liderado por Alexandre Soares dos Santos, desde 2012 a segunda pessoa mais rica de Portugal. A 24 de setembro de 2013, foi oficialmente comunicado que renunciava ao cargo por razões pessoais, com efeitos a partir de 1 de novembro de 2013. Desde esse momento que o grupo é liderado pelo seu filho Pedro Soares dos Santos, Chairman e CEO de Jerónimo Martins. O grupo chegou a ter presença no Brasil ao adquirir em 1997 os Supermercados Sé, porém devidos a resultados financeiros negativos no ano de 2001, a Jerónimo Martins vendeu os Supermercados Sé ao Grupo Pão de Açúcar em julho de 2002 por 143 milhões de euros. No final de 2024, a Jerónimo Martins empregava 139.907 trabalhadores em todas as geografias. Fechou esse ano com vendas de 33.464 milhões de euros e resultado líquido de 599 milhões de euros.
Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse
Em Portugal, a sua área de actividade primordial são os sectores de retalho e grosso. É líder na distribuição alimentar em Portugal, com as marcas Pingo Doce (líder no canal supermercados) e Recheio (líder no cash & carry). Na área de retalho especializado, detém a rede de cafetarias Jeronymo. Até abril 2026 detinha a chocolateria Hussel. Na Polónia, desde 1997, opera com a insígnia Biedronka, a maior cadeia de retalho alimentar do país que a 31 de dezembro de 2026 detinha 3.897 lojas, e a cadeia de health & beauty Hebe. Desde 2013 que o grupo opera na Colômbia com a cadeia de lojas de discount Ara. Fechou 2025 com 1.653 lojas. A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, desde 2012 com sede fiscal nos Países Baixos e principal acionista do grupo, criou em 2009 a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse
Colômbia
As primeiras lojas abriram em 13 de Março de 2013 na cidade de Pereira. Em 31 de dezembro de 2025 existiam 1.653 lojas abertas.
Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse
A 31 de dezembro de 2025, a Jerónimo Martins tinha mais de 6.500 lojas entre supermercados, hipermercados, lojas de health & beauty, lojas de conveniência e Cash & Carries:
Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse
A Jerónimo Martins tem sido alvo de críticas e protestos por parte da Greenpeace. Os protestos devem-se à campanha que a organização está a desenvolver de preservação dos oceanos e das espécies marinhas. A organização acusa a Jerónimo Martins de não ter uma política sustentável de compra de peixe. A Jerónimo Martins tem vindo a ser criticada pelo facto da sua sede fiscal estar na Holanda, beneficiando assim de um regime atractivo em termos de pagamento de impostos. Num outro momento, a empresa foi fortemente criticada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) por criar um clima de intimidação aos seus trabalhadores promovendo alterações nos horários de trabalho e numerosos processos disciplinares aos trabalhadores que se queixaram. O mesmo sindicato refere que o Pingo Doce é a empresa que mais processos disciplinares abertos tem em Portugal.


