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Jean-Baptiste Colbert

Jean-Baptiste Colbert, ou simplesmente Colbert, foi um político francês que ficou conhecido como ministro de estado e da economia do rei Luís XIV. Instalou o Colbertismo na França, onde teve uma grande importância no desenvolvimento do mercantilismo ou da teoria mercantilista, bem como das práticas de intervenção estatal na economia, que o mercantilismo adotava.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Vida

Jean-Baptiste Colbert era o primogênito de Nicolas Colbert, um comerciante de tecidos de Reims, e Marie Pussort. Apesar de sua família dizer descender de nobres escoceses, não há nenhuma prova disto, e a invenção de antepassados nobres era uma prática comum aos plebeus. Estudou num colégio dos jesuítas. Trabalhou para um banqueiro de Paris, e para o pai do poeta Jean Chapelain em 1634. Passa depois ao serviço de seu bisavô, Jean-Baptiste Colbert de Saint-Pouange, primeiro comissário do Ministério da Guerra de Luis XIII. Em 1640, com 21 anos, seu pai empenha suas relações amorosas e de fortuna para lhe comprar o cargo de Comissário ordinário de guerra. Este posto o obrigou a inspeccionar as tropas, o que lhe deu uma certa notoriedade. Em 1645, Saint-Pouange o recomendou a Michel Le Tellier, seu cunhado, que trabalhava como Secretario de Estado de guerra, este o contratou, primeiro como secretário privado e logo conseguiu que o nomeassem conselheiro do rei em 1649. Em 13 de Dezembro de 1648, se casa com Marie Charron, filha de um membro do conselho real. Tiveram 4 filhos:

Ministro

Como ministro de Luís XIV, Colbert quis tornar a França a nação mais rica da Europa, e para isso implantou o mercantilismo industrial, incentivando a produção de manufacturas de luxo visando a exportação. Favoreceu o comércio, protegeu as ciências, as letras e as artes. Em 1663, fundou a Academia das Inscrições e Belas Letras. Também favoreceu a pesquisa com a criação da Academia das Ciências (1666), o Observatório de Paris (1667) (para onde chamou Huygens e Cassini) e da Academia de Arquitetura (1671). Como ministro das finanças, quis diminuir a corrupção desenfreada durante o reinado de Luis XIV, que ficou escancarada com o caso Fouquet. Ele também podia orientar o pagamento de pensões dentro do Estado francês. Assim, quando o historiador Eudes de Mezeray não se calou em seus livros diante da importância história dos Estados Gerais e os deveres e direitos consagrados deste, foi advertido em carta por Colbert nesses termos: "Vós sois historiográfos do rei e pensionistas de Sua Majestade; deveis escrever a história como ele quer, e não como entendeis. Devo retirar-vos a vossa pensão." (CANTU, Cesare, 1964, vol. 25, pg. 209). Seu ministério lembra um pouco o de Maximilien de Béthune, duque de Sully (1560–1641), ministro de Henrique IV da França. Notando o imenso tamanho do Estado francês, com seu orçamento enorme, suas pressões orçamentárias sobre uma vastidão de exércitos, funcionários, pensões para nobres e eruditos e ainda os gastos com a política externa de Luis XIV - movida a subornos e presentes a ministros, embaixadores e reis estrangeiros (possuía na lista até mesmo Jaime II rei da Inglaterra), viu que apenas o crescimento da economia poderia promover a continuidade dos gastos e do poderio do governo francês. Esse crescimento teria que ser sobre a agricultura e as manufaturas. Suas conquistas econômicas sofreram um revés assim que morreu, pois o governo passou a taxar pesadamente a indústria, o que, a longo prazo, levaria a crise das manufaturas francesas em 1780, diante das importações de tecidos ingleses, o que seria uma fonte de desemprego e descontentamento popular, estopins da Revolução Francesa.

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Fontes consultadas

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