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Jaime II de Inglaterra

Jaime II & VII foi o Rei da Inglaterra e Irlanda como Jaime II e Rei da Escócia como Jaime VII de 6 de fevereiro de 1685 até ser deposto na Revolução Gloriosa em dezembro de 1688 por sua filha Maria II e seu sobrinho Guilherme III & II.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Início de vida

Nascimento

Jaime nasceu no dia 14 de outubro de 1633 no Palácio de St. James, Londres, o segundo filho do rei Carlos I e sua esposa Henriqueta Maria da França. Foi batizado por Guilherme Laud, o Arcebispo da Cantuária. Ele foi educado por tutores junto com seu irmão Carlos, Príncipe de Gales, e os dois filhos de Jorge Villiers, 1.° Duque de Buckingham: Jorge e Francisco. Foi nomeado aos três anos de idade como Lorde Grande Almirante; a posição era inicialmente honorária, porém tornaria-se um cargo ativo após a Restauração.

Guerra civil

Jaime foi investido um Cavaleiro da Jarreteira em 1642, sendo criado formalmente Duque de Iorque em 22 de janeiro de 1644. Jaime permaneceu no território realista de Oxford enquanto as crescentes disputas de Carlos I com o parlamento inglês levavam à Guerra Civil Inglesa. Os líderes do parlamento ordenaram que o duque fosse confinado no Palácio de St. James após a rendição da cidade em 1646 no Cerco de Oxford. Ele escapou em 1648 com a ajuda de José Bampfield, fugindo disfarçado até Haia. Seu pai foi executado pelos rebeldes em janeiro de 1649 e os monarquistas proclamaram o irmão de Jaime como o rei Carlos II da Inglaterra. Carlos II foi reconhecido pelos parlamentos da Escócia e Irlanda, sendo coroado Rei da Escócia em 1651. Apesar de ter sido proclamado rei em Jersey, Carlos não conseguiu conquistar a coroa inglesa e acabou fugindo para a França em exílio enquanto a Inglaterra tornou-se uma república.

Exílio na França

Jaime procurou refúgio na França como seu irmão, servindo no exército francês sob o comando do marechal Henri de La Tour d'Auvergne, Visconde de Turenne, durante a Fronda e depois contra os espanhóis. Ele teve sua primeira verdadeira experiência em batalha no exército francês onde, de acordo com um observador, "se aventurou e galantemente avançou onde qualquer coisa precisava ser feita". Jaime foi expulso do país em 1656 quando Carlos fez uma aliança com a Espanha – inimiga da França – sendo forçado a deixar o exército de Turenne. Ele brigou com o irmão sobre a escolha diplomática da Espanha sobre a França. Exilados e pobres, havia pouco que os irmãos pudessem fazer sobre sua situação política, e Jaime acabou viajando para Bruges e, junto com seu irmão mais novo Henrique, Duque de Gloucester, entrou no exército espanhol sob Luís II de Bourbon, Príncipe de Condé, lutando contra seus antigos camaradas franceses na Batalha das Dunas. Durante seu serviço pela Espanha, Jaime ficou amigo de dois irmãos irlandeses católicos no séquito real, Pedro e Ricardo Talbot, afastando-se um pouco dos conselheiros anglicanos de Carlos. Os franceses e espanhóis chegaram a uma paz em 1659. Ele considerou aceitar uma oferta espanhola para ser almirante na marinha já que duvidava das chances de seu irmão de reconquistar o trono inglês. Ele acabou recusando; no ano seguinte a situação na Inglaterra mudou e Carlos foi proclamado rei.

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Restauração

Primeiro casamento

Carlos foi restaurado no trono da Inglaterra, Escócia e Irlanda após a renuncia de Richard Cromwell ao posto de Lorde Protetor em 1659 e o subsequente colapso da Comunidade da Inglaterra no ano seguinte. Apesar de Jaime ser o herdeiro presuntivo, parecia improvável que ele herdaria a coroa já que o irmão ainda era jovem e capaz de procriar. Após a restauração Jaime recebeu o título de Duque de Albany na Escócia em 31 de dezembro de 1660. Ele promoveu uma imediata controvérsia ao voltar para a Inglaterra quando anunciou seu noivado com Ana Hyde, filha de Eduardo Hyde, o principal ministro do rei. Jaime prometeu se casar com ela em 1659 enquanto tentava seduzi-la. Ana engravidou em 1660, porém ninguém esperava que um príncipe se casasse com uma comum depois da Restauração, não importando quais promessas haviam sido feitas. Apesar de praticamente todos, incluindo o pai de Ana, terem implorado para que não se casassem, eles casaram secretamente e depois passaram por uma cerimônia de matrimônio oficial em 3 de setembro de 1660. O primeiro filho, Carlos, nascido menos de dois meses depois morreu na infância assim como outros cinco filhos e filhas. Apenas duas filhas chegaram na idade adulta: Maria (nascida em 1662) e Ana (nascida em 1665). Samuel Pepys, um funcionário público, escreveu que Jaime gostava de seus filhos e seu papel como pai, brincando com eles "como um pai ordinário e privado de uma criança", um contraste a parentalidade distante comum entre a realeza da época. Ana era devota ao marido e o influenciava em muitas decisões. Ele mesmo assim manteve várias amantes, incluindo Arabella Churchill, Lady Margaret Denham e Catherine Sedley.[nota 1] Ana sofria de câncer de mama e morreu em 1671 aos 34 anos depois do nascimento de sua última filha.

Cargos militares e políticos

Jaime foi confirmado após a Restauração como Lorde Grande Almirante, um cargo que carregava as nomeações subsidiárias de Governador de Portsmouth e Lorde Protetor dos Cinque Ports. Ele comandou a Marinha Real durante a Segunda e Terceira Guerra Anglo-Holandesa. Jaime supervisionou em 1667 o levantamento e refortificação da costa sul depois da Batalha de Medway. O cargo, combinado com suas rendas vindas de impostos de correios e vinhos (garantidos a ele por Carlos após a Restauração), deram ao duque dinheiro suficiente para manter uma criadagem considerável. Carlos deu a Jaime em 1664 os territórios norte-americanos situados entre os rios Delaware e Connecticut. Depois de serem capturados por tropas inglesas, os antigos territórios holandeses dos Novos Países Baixos e seu principal porto, Nova Amsterdã, foram renomeados para Província e Cidade de Nova Iorque em homenagem a Jaime. O duque, depois de suas fundações, deu parte da colônia aos proprietários Jorge Carteret e João Berkeley. Forte Orange, localizado 240 quilômetros ao norte do rio Hudson, foi renomeado para Albany em homenagem ao seu título escocês. Se tornou governador da Companhia da Baía de Hudson em 1683, porém não assumiu papel ativo na administração. Jaime também comandou a Real Companhia Africana, uma empresa de comércio de escravos.

Conversão ao catolicismo

O tempo que Jaime passou na França o expôs às crenças e cerimônias do catolicismo; ele e sua esposa Ana ficaram atraídos por essa fé.[nota 2] Ele tomou a eucaristia na Igreja Católica em 1668 ou 1669, apesar da conversão ter sido mantida em segredo e ele continuou a comparecer a serviços anglicanos até 1676. Jaime mesmo assim continuou a se associar principalmente com anglicanos, incluindo João Churchill e Jorge Legge, além de protestantes franceses como Luís de Duras, 2.º Conde de Feversham. O crescente temor de uma influência católica na corte inglesa levou o parlamento da Inglaterra a apresentar um novo Ato de Prova em 1673. Sob esse ato, todos os oficiais militares e civis precisavam prestar juramento em que eram obrigados a repudiar a doutrina da transubstanciação e denunciar certas práticas da Igreja Católica como sendo supersticiosas e idolátricas, além de receber a eucaristia sob os auspícios da Igreja Anglicana. Jaime se recusou a realizar as duas ações, preferindo renunciar ao posto de Lorde Grande Almirante. Sua conversão ao catolicismo assim se tornou pública.

Crise da Exclusão

Jaime aceitou relutantemente em 1677 o casamento de sua filha Maria com o protestante Guilherme III, Príncipe de Orange (que também era seu sobrinho, filho de sua irmã Maria, Princesa Real), cedendo depois de Carlos e Guilherme terem concordado com a união.[nota 3] Persistiram os temores de uma potencial monarquia católica mesmo com o casamento protestante, intensificados pelo fato de Carlos e sua esposa Catarina de Bragança não conseguirem ter filhos. Tito Oates, um clérigo anglicano destituído, falou de um "Complô Papista" para assassinar Carlos e colocar Jaime no trono, criando uma onda de histeria anticatólica por todo o país. Na Inglaterra, Antônio Ashley Cooper, 1.º Conde de Shaftesbury, ex-ministro do governo e um dos principais oponentes do catolicismo, tentou excluir Jaime da linha de sucessão. Alguns membros do parlamento até propuseram que a coroa passasse para o filho ilegítimo de Carlos, Jaime Scott, 1.º Duque de Monmouth. Carlos dissolveu o parlamento em 1679 por causa do perigo da aprovação do Projeto de Lei da Exclusão. Outros dois parlamentos foram eleitos em 1680 e 1681, porém foram dissolvidos pelo mesmo motivo. A crise contribuiu para o desenvolvimento do sistema de dois partidos: os Whigs apoiavam o projeto, enquanto os Tories eram contra. A sucessão permaneceu inalterada, mas Jaime foi convencido a sair de órgãos políticos e aceitar um papel menor no governo.

Reparo da imagem

Foi descoberto em 1683 um complô para assassinar Carlos e Jaime e iniciar uma revolução republicana para restabelecer um governo no estilo cromweliano. A conspiração, conhecida como "Complô da Casa de Centeio", saiu pela culatra e atingiu seus conspiradores, provocando uma onda de simpatia pelo rei e o duque. Vários Whigs foram implicados, incluindo Jaime Scott e Artur Capell, 1.º Conde de Essex. O primeiro inicialmente confessou cumplicidade no complô, implicando outros conspiradores, porém depois voltou atrás. Capell cometeu suicídio e Scott, junto com muitos outros, foi obrigado a fugir para o continente em exílio. Carlos reagiu ao complô aumentando a repressão contra Whigs e dissidentes. Aproveitando a nova popularidade de Jaime, o rei o convidou para voltar ao conselho privado em 1684.

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Reinado

Ascensão

Carlos morreu em 6 de fevereiro de 1685. Como não tinha nenhum herdeiro legítimo, foi sucedido pelo irmão que reinou na Inglaterra e Irlanda como Jaime II e na Escócia como Jaime VII. Houve pouca oposição inicial a sua ascensão, com vários relatos de grande júbilo público pela sucessão pacífica. Jaime queria seguir rapidamente com a coroação, sendo coroado junto com Maria de Módena no dia 23 de abril na Abadia de Westminster. O novo parlamento que se reuniu em maio de 1685, que acabou por ganhar o nome de "Parlamento Leal", era inicialmente favorável ao novo rei e ele espalhou a notícia que até mesmo os antigos exclusivistas seriam perdoados se aceitassem seu reinado. A maioria dos oficiais de Carlos continuaram em seus cargos, as exceções sendo as promoções dos cunhados de Jaime, Henrique e Lourenço Hyde, respectivamente os condes de Clarendon e Rochester, e o rebaixamento de Jorge Savile, 1.º Marquês de Halifax. O parlamento deu ao rei uma generosa pensão, incluindo todas as receitas de certos impostos e os direitos aduaneiros. Jaime trabalhou mais arduamente como rei que seu irmão, porém estava menos disposto a fazer concessões quando seus conselheiros discordavam.

Duas rebeliões

Jaime enfrentou pouco depois de ascender ao trono uma rebelião no sul do Inglaterra liderada por seu sobrinho Jaime Scott, e outra na Escócia comandada por Arquibaldo Campbell, 9.º Conde de Argyll. Os dois começaram suas expedições vindos da República dos Países Baixos, onde Guilherme III havia negligenciado prendê-los ou impedir seus esforços de recrutamento. Ao chegar na Escócia, Campbell pegou recrutas principalmente de seu próprio clã, o Campbell. A rebelião foi rapidamente esmagada e Campbell foi capturado em Inchinnan no dia 18 de junho de 1685. Ele nunca realmente foi uma ameaça a Jaime já que chegou com menos de trezentos homens e foi incapaz de convencer mais a se juntarem. Campbell foi levado como prisioneiro até Edimburgo. Um novo julgamento não foi necessário porque ele anteriormente havia sido julgado e sentenciado a morte. O rei confirmou a sentença anterior e ordenou que fosse realizada em até três dias depois da confirmação.

Liberdade religiosa

Jaime procurou expandir o exército permanente para se proteger de outras rebeliões. Isso alarmou seus súditos, não apenas por causa dos problemas que os soldados causavam nas cidades, mas também porque era contra a tradição inglesa manter um exército profissional em tempos de paz. Ainda mais alarmante era o uso que fazia da prerrogativa real para permitir que católicos comandassem vários regimentos sem prestar o juramento previsto no Ato de Prova. Quando o anteriormente favorável parlamento foi contra essas medidas, Jaime suspendeu a sessão em novembro de 1685 e passou a reinar sem parlamento. Dois papéis foram encontrados em uma caixa forte no armário de Carlos no começo de 1686, escritos pelo próprio rei, listando argumentos para o catolicismo sobre o protestantismo. Jaime publicou esses papéis com uma declaração assinada com sua assinatura real, desafiando o Arcebispo da Cantuária e todo o banco episcopal anglicano a refutar os argumentos de Carlos: "Deixe-me ter uma resposta sólida, e em estilo cavalheiresco; e isso pode ter o efeito que vocês tanto desejam de levar-me para a sua igreja". O arcebispo recusou em respeito ao falecido rei.

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Revolução Gloriosa

O rei republicou a Declaração de Indulgência em abril de 1688, subsequentemente ordenando que clérigos anglicanos a lessem em suas igrejas. Quando sete bispos, incluindo o Arcebispo da Cantuária, submeteram uma petição pedindo a reconsideração das políticas religiosas reais, eles foram presos e julgados por difamação sediciosa. O alarme público cresceu quando a rainha Maria de Módena deu à luz um herdeiro católico, Jaime Francisco Eduardo, no dia 10 de junho. Enquanto suas únicas possíveis sucessoras eram suas duas filhas protestantes, Maria e Ana, os anglicanos viam suas políticas pró-católicas como um fenômeno temporário, porém o nascimento do príncipe abria a possibilidade de uma dinastia católica permanente; era necessário reconsiderar suas posições. Ameaçados com uma sucessão católica, vários protestantes influentes afirmaram que a criança era "supositícia" e que havia sido levada ao quarto da rainha dentro de uma panela. Eles já haviam entrado em negociações com Guilherme quando Maria de Módena havia engravidado, com o nascimento de Jaime Francisco Eduardo reforçando suas convicções.

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Últimos anos

Guerra na Irlanda

Jaime desembarcou na Irlanda em março de 1689 com a ajuda de tropas francesas. O parlamento irlandês não seguiu o mesmo exemplo que o inglês; declarou que Jaime permanecia como rei e aprovou um grande bill of attainder contra todos que se rebelaram contra ele. A pedido de Jaime, os irlandeses aprovaram um Ato pela Liberdade de Consciência que garantia liberdade religiosa para todos os católicos e protestantes na Irlanda. Ele trabalhou para construir um exército no país, porém acabou sendo derrotado na Batalha do Boyne em 1 de julho de 1690 por Guilherme, que pessoalmente liderou um exército para derrotá-lo e reafirmar o controle inglês. Jaime fugiu novamente para a França, partindo de Kinsale, nunca mais retornando para nenhum de seus antigos reinos. Por ter desertado seus apoiadores irlandeses, Jaime ficou conhecido na Irlanda como Séamus an Chaca, ou "Jaime, o Merda". Ao contrário da percepção popular, Breandán Ó Buachalla afirmou que a "poesia política irlandesa na maior parte do século XVIII é essencialmente poesia jacobita", e tanto ele quanto Éamonn Ó Ciardha falaram que Jaime e seus sucessores jacobitas tiveram um papel central como figuras messiânicas durante o século XVIII para todas as classes sociais na Irlanda.

Retorno ao exílio e morte

Na França, foi permitido que Jaime vivesse no Castelo de Saint-Germain-en-Laye. Sua esposa e alguns de seus apoiantes fugiram junto dele, incluindo João Drummond, 1.º Conde de Melfort; a maioria, mas não todos, eram católicos. Luísa Maria Teresa Stuart, sua última filha, nasceu em 1692. Alguns de seus aliados na Inglaterra tentaram assassinar Guilherme para restaurá-lo em 1696, porém o plano falhou e a repercussão fez a causa de Jaime menos popular. A oferta de Luís XIV para elegê-lo Rei da Polônia no mesmo ano foi rejeitada, já que Jaime temia que a aceitação da coroa polonesa (na mente do povo inglês) iria deixá-lo incapaz de ser rei da Inglaterra. Depois de Luís ter feito a paz com Guilherme em 1697, ele deixou de oferecer muita ajuda a Jaime.

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Sucessão

Sua filha Maria havia morrido em 1694, enquanto sua filha Ana ascendeu ao trono em 1702 após a morte de Guilherme. O Decreto de Estabelecimento de 1701 dizia que, no caso da extinção da linha sucessória ditada pela Declaração de Direitos, a coroa passaria para a eleitora Sofia de Hanôver e seus herdeiros protestantes. Sofia era neta do rei Jaime VI & I através de Isabel da Boémia, irmã de Carlos I. Assim, quando Ana morreu em 1714, menos de dois meses depois da morte de Sofia, a coroa foi herdada por Jorge I Luís, Eleitor de Hanôver, filho de Sofia e primo distante de Ana. Jaime Francisco Eduardo foi reconhecido rei "Jaime III & VIII" após a morte de seu pai por Luís XIV e os apoiadores restantes de Jaime. Ele liderou um levante na Escócia em 1715, pouco depois da ascensão de Jorge I, porém foi derrotado. Os jacobitas rebelaram-se novamente em 1745, durante o reinado de Jorge II, liderados por Carlos Eduardo Stuart, filho de Jaime Francisco Eduardo, porém foram derrotados novamente. Desde então, nenhuma outra grande tentativa de restaurar a linhagem Stuart ocorreu. A reivindicação de Carlos passou para seu irmão mais novo Henrique Benedito Stuart, o decano do colégio dos cardeais da Igreja Católica. Henrique foi o último dos descendentes legítimos de Jaime e nenhum outro parente reivindicou a causa jacobita desde sua morte em 1807.

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Historiografia

Análises históricas de Jaime foram um pouco revisitadas desde que historiadores Whigs, liderados por Thomas Babington Macaulay, o definiram como um absolutista cruel e seu reinado como "tirania que se aproximou de insanidade". Acadêmicos posteriores, como G. M. Trevelyan e David Ogg, apesar de mais equilibrados que Macaulay, ainda caracterizavam Jaime como tirano, suas tentativas de tolerância religiosa como fraudes e seu reinado como uma aberração durante a história britânica. Adolphus William Ward escreveu em 1892 para o Dictionary of National Biography que Jaime era "obviamente um fanático político e religioso", embora nunca desprovido de "uma veia de sentimento patriótico"; "sua conversão à igreja de Roma fez os objetivos de sua política de governo a emancipação de seus companheiros católicos em primeira instância, e a recuperação da Inglaterra para o catolicismo em segunda. Hilaire Belloc, um católico, quebrou essa tradição em 1928, mostrando Jaime como um homem honroso e um verdadeiro defensor da liberdade de consciência, e que seus inimigos eram "homens no pequeno grupo de grandes fortunas ... que destruíram a antiga monarquia dos ingleses". Entretanto, ele observou que o rei "concluiu que a Igreja Católica era a única voz autorizada no mundo, e daí em diante ... ele não apenas manteve-se firme contra a entrega, mas em nenhuma ocasião contemplou o mínimo acordo ou por palavra modificar a impressão causada". Nas décadas de 1960 e 1970, Maurice Ashley e Stuart Prall começaram a reconsiderar os motivos de Jaime ao garantir tolerância religiosa, ainda sim salientando seu governo autocrático. Historiadores modernos distanciaram-se dessa escola de pensamento e pregaram a contínua marcha do progresso e democracia, com Ashley falando que a "história é, afinal, a história de seres humanos e indivíduos, além das classes e massas". Ele afirma que Jaime e Guilherme eram "homens de ideais e também de fraquezas humanas". John Miller em 2000 aceitou as afirmações do absolutismo de Jaime, porém discutiu que "sua principal preocupação era de assegurar liberdade religiosa e igualdade civil para católicos. Quaisquer 'métodos' absolutistas ... eram essencialmente meios para o fim". Em 2004, W. A. Speck escreveu no novo Oxford Dictionary of National Biography que "Jaime era genuinamente comprometido com a tolerância religiosa, porém também procurou aumentar o poder da coroa". Ele adicionou que, diferentemente do governo nos Países Baixos, "Jaime era muito autocrático para combinar liberdade de consciência com governo popular. Ele resistiu a qualquer controle sobre o poder do monarca. É por isso que seu coração não estava nas concessões que fez em 1688. Ele preferia viver em exílio com seus princípios que continuar a reinar como um monarca limitado".

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Títulos, estilos, honras e brasões

Títulos e estilos

Seu título oficial e completo na Inglaterra era: "Jaime Segundo, pela Graça de Deus, Rei da Inglaterra, Escócia, França e Irlanda, Defensor da Fé, etc.". O título de "da França" era apenas nominal e foi usado por todos os monarcas ingleses desde Eduardo III até Jorge III. Na Escócia, ele era: "Jaime Sétimo, pela Graça de Deus, Rei da Escócia, Inglaterra, França e Irlanda, Defensor da Fé, etc.". Jaime também foi criado Duque da Normandia por Luís XIV de França em 31 de dezembro de 1660.

Brasões

Como Duque de Iorque, o brasão de armas de Jaime eram as armas reais diferenciadas por um lambel argente de três pés arminhos. Como rei, seu brasão era: esquartelado, I e IV esquartelado, azure três flores-de-lis or (pela França) e goles três leões passant guardant em pala (pela Inglaterra); II or um leão rampant dentro de um treassure flory-contra-flory goles (pela Escócia); III azure, uma harpa or com cordas argente (pela Irlanda).

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Fontes consultadas

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