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Isabel II do Reino Unido

Isabel II (em inglês: Elizabeth II), nascida Isabel Alexandra Maria (em inglês: Elizabeth Alexandra Mary; Londres, 21 de abril de 1926 – Castelo de Balmoral, 8 de setembro de 2022) foi a Rainha do Reino Unido e dos Reinos da Comunidade de Nações de 6 de fevereiro de 1952 até a data de sua morte. Ela reinou em 32 Estados Soberanos Independentes durante a sua vida, 14 dos quais até à data da sua morte. Foi igualmente Chefe da Commonwealth, uma grande organização governamental composta por 56 países Independentes e Soberanos, sendo também a primeira monarca feminina soberana da Casa de Windsor, Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra e Comandante Suprema das Forças Armadas do Reino Unido. Em alguns de seus outros Estados soberanos, possuía o título de Defensora da Fé. O papel político de Isabel II abrangeu grandes áreas, com funções constitucionais significativas, sendo representante ativa da sua nação perante o mundo, com uma popularidade pessoal que a tornou um dos ícones notáveis que remetem à cultura britânica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Início de vida

Isabel foi a primeira filha do príncipe Alberto, Duque de Iorque, e da sua mulher, Isabel Bowes-Lyon. O seu pai era o segundo filho dos reis Jorge V do Reino Unido e Maria de Teck, e a mãe a filha mais nova do aristocrata escocês Claude Bowes-Lyon, 14.º Conde de Strathmore e Kinghorne. Nasceu de cesariana às 2h40min do dia 21 de abril de 1926 na casa do avô materno em Mayfair, Londres, sendo batizada a 29 de maio por Cosmo Lang, Arcebispo de Iorque, na capela do Palácio de Buckingham. Os padrinhos foram o rei e a rainha, o avô materno, o tio-bisavô paterno, príncipe Artur, Duque de Connaught e Strathearn, e a tia paterna, Maria, Princesa Real, e a tia materna Mary Elphinstone. Foi nomeada Isabel em homenagem à mãe, de Alexandra como a bisavó paterna, falecida seis meses antes, e Maria como a avó paterna. A família chamava-a de "Lilibet". Jorge V adorava-a, e as visitas de Isabel foram creditadas pela imprensa e pelos biógrafos como um dos fatores que ajudaram na sua recuperação durante uma séria doença em 1929.

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Herdeira presuntiva

Durante o reinado do avô, Isabel foi a terceira na linha de sucessão ao trono, depois do tio Eduardo, Príncipe de Gales, e do seu pai. Apesar do seu nascimento ter gerado grande interesse público, não era esperado que se tornasse rainha, uma vez que o Príncipe de Gales ainda era jovem e muitos presumiam que se casaria e teria filhos. Jorge V morreu em 1936 e o tio ascendeu como Eduardo VIII, tendo Isabel ficado em segundo na linha de sucessão, após o pai. Mais tarde no mesmo ano, Eduardo abdicou após a proposta de casamento com Wallis Simpson ter causado uma crise constitucional. O Duque de Iorque tornou-se, assim, rei, com o nome de Jorge VI e Isabel tornou-se a herdeira presuntiva. Se os seus pais tivessem tido um filho varão, Isabel perderia a sua posição como primeira na sucessão já que o seu irmão seria herdeiro aparente e ficaria acima dela na linha de sucessão. Isabel recebeu aulas de história constitucional com Henry Marten, vice-reitor do Eton College, tendo também aprendido francês com várias governantas francesas. Uma companhia de Guias, a 1º Companhia do Palácio de Buckingham, foi formada especialmente para que pudesse se socializar com meninas de mesma idade. Mais tarde Isabel viria a se matricular como guarda-marinha.

Segunda Guerra Mundial

O Reino Unido entrou na Segunda Guerra Mundial em setembro de 1939. Durante a guerra, Londres foi alvo frequente de bombardeios aéreos e muitas das crianças londrinas foram evacuadas. Lorde Douglas Hogg, 1.º Visconde Hailsham, sugeriu que as duas princesas fossem evacuadas para o Canadá, o que foi rejeitado pela rainha, que declarou: "As crianças não vão sem mim. Eu não vou partir sem o Rei. E o Rei nunca partirá". As princesas Isabel e Margarida permaneceram no Castelo de Balmoral, Escócia, até o natal, indo então para a Sandringham House em Norfolk. De fevereiro a maio de 1940, viveram na Pousada Real, em Windsor, até mudarem para o Castelo de Windsor onde viveram pela maior parte dos cinco anos seguintes. As princesas encenaram pantomimas nos natais para ajudar o Fundo de Lã da Rainha, que comprava fios para tricotar roupas militares. Em 1940, Isabel, então com quatorze anos, fez a sua primeira transmissão de rádio durante a Children's Hour da BBC, dirigindo-se a outras crianças que haviam sido evacuadas das cidades. Afirmou:

Casamento e filhos

Isabel conheceu o futuro marido, o príncipe Filipe da Grécia e Dinamarca, em 1934, e depois em 1937. Isabel e Filipe eram primos de segundo grau através do rei Cristiano IX da Dinamarca, e de terceiro grau através da rainha Vitória. Depois de mais um encontro em julho de 1939 no Real Colégio Naval de Dartmouth, Isabel, então com apenas treze anos de idade, afirmou que havia se apaixonado por Filipe, e começaram a trocar cartas. O noivado foi anunciado oficialmente em 9 de julho de 1947. Antes do casamento, Filipe renunciou aos títulos gregos e dinamarqueses, convertendo-se da ortodoxia grega para o anglicanismo, e adotando o estilo de "Tenente Filipe Mountbatten", tomando o sobrenome da família britânica da sua mãe. Pouco antes do casamento, foi feito Duque de Edimburgo, recebendo o estilo "Sua Alteza Real".

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Reinado

Isabel celebrou em 2002 seu Jubileu de Ouro. Sua irmã e mãe morreram em fevereiro e março respectivamente, com toda a imprensa especulando se o jubileu seriam um sucesso ou fracasso. Ela novamente realizou várias viagens por seus reinos, começando pela Jamaica em fevereiro, onde chamou de "memorável" o banquete de despedida após uma queda de energia na King's House, a residência oficial do governador-geral. Como em 1977, houve festas nas ruas, eventos comemorativos e monumentos nomeados em homenagem à ocasião. Milhões de pessoas compareceram a cada um dos três dias principais de celebração em Londres, com o entusiasmo demonstrado por Isabel sendo muito maior que vários jornalistas haviam previsto. Apesar de sempre ter gozado de boa saúde, ela realizou uma laparoscopia nos joelhos em 2003. Em outubro de 2006, Isabel não pôde comparecer a abertura do Emirates Stadium por causa de dores musculares nas costas que a estavam incomodando por todo o verão.

Ascensão e coroação

A saúde de Jorge VI foi piorando ao longo de 1951, tendo Isabel o representado em vários eventos públicos. O seu secretário particular, Martin Charteris, carregou um rascunho de uma declaração de ascensão na visita dela pelo Canadá e o encontro com o presidente Harry S. Truman em Washington, D.C caso o rei morresse durante a viagem. No início de 1952, Isabel e Filipe partiram em uma viagem pela Austrália e Nova Zelândia, no caminho parando no Quênia. Em 6 de fevereiro, quando o casal voltou para sua casa queniana depois de passarem a noite no Treetops Hotel, chegou a notícia da morte do rei. Filipe contou as notícias à nova rainha. Charteris perguntou qual nome régio ela gostaria de usar, com a nova monarca respondendo: "Meu próprio, é claro — qual outro?". Ela foi proclamada rainha por seus reinos e o séquito real voltou para o Reino Unido. Ela e o Duque de Edimburgo mudaram-se para o Palácio de Buckingham.

Evolução da Commonwealth

Durante sua vida, Isabel testemunhou a contínua transformação do Império Britânico na Commonwealth de Nações. Na época de sua ascensão em 1952, seu papel como chefe de estado de vários estados independentes já estava estabelecido. A rainha e o Duque de Edimburgo embarcaram em uma viagem de seis meses entre 1953 e 1954 ao redor do mundo. Ela se transformou na primeira monarca da Austrália e Nova Zelândia a visitar essas nações. Durante as visitas, as multidões eram imensas; estima-se que três quartos da população australiana da época foi vê-la. Isabel realizou visitas oficiais a vários países durante seu reinado, sendo a chefe de estado que mais viajou em toda história.

Aceleração da descolonização

As décadas de 1960 e 1970 viram uma aceleração na descolonização da África e do Caribe. Mais de 20 países conquistaram a independência da Grã-Bretanha como parte de uma transição planejada para o autogoverno. Em 1965, no entanto, o primeiro-ministro rodesiano, Ian Smith, em oposição aos movimentos em direção ao governo da maioria, declarou unilateralmente a independência enquanto expressava "lealdade e devoção" a Isabel, declarando-a "rainha da Rodésia". Embora Isabel formalmente o tenha demitido, e a comunidade internacional tenha aplicado sanções contra a Rodésia, seu regime sobreviveu por mais de uma década À medida que os laços da Grã-Bretanha com seu antigo império enfraqueceram, o governo britânico procurou entrar na Comunidade Europeia, uma meta alcançada em 1973. Isabel viajou pela Iugoslávia em outubro de 1972, tornando-se a primeira monarca britânica a visitar um país comunista. Ela foi recebida no aeroporto pelo presidente Josip Broz Tito, e uma multidão de milhares a cumprimentou em Belgrado.

Jubileu de Prata

Isabel comemorou em 1977 o Jubileu de Prata de sua ascensão. Festas e eventos ocorreram por toda Commonwealth, muitos coincidindo com suas viagens pela Grã-Bretanha e seus outros reinos. As celebrações reafirmaram a popularidade da rainha, apesar da cobertura negativa praticamente coincidente da imprensa da separação da princesa Margarida de seu marido. No ano seguinte, Isabel recebeu no Reino Unido uma visita oficial do ditador comunista romeno Nicolae Ceaușescu e sua esposa Elena, apesar de em particular ela acreditar que o casal tinha "sangue nas mãos". 1979 veio com dois grandes golpes: o primeiro foi a descoberta que Anthony Blunt, ex-agrimensor real, era um espião comunista; o segundo foi o assassinado de Louis Mountbatten pelo IRA.

Atentados, assédio da imprensa e mandato de Thatcher

Durante a cerimônia do Trooping the Colour de 1981 e seis semanas antes do casamento do príncipe Carlos, e Diana Spencer, seis tiros foram disparados em Isabel a curta distância enquanto ela cavalgava pelo The Mall com seu cavalo Burmese. A polícia mais tarde descobriu que os tiros eram de festim. Marcus Sarjeant, o atacante de dezessete anos, foi sentenciado a cinco anos de prisão, porém foi solto depois de três. A compostura e habilidade da rainha ao controlar sua montaria foram muito elogiadas. Em 14 de outubro de 1981 a rainha Isabel II estava de visita à Nova Zelândia, e enquanto em um automóvel, Christopher John Lewis, de 17 anos, pegou numa espingarda e a apontou para a rainha. O disparo falha. A polícia disse aos jornalistas que o adolescente tinha disparado numa estrada próxima. Christopher John Lewis continuou a planear ataques à família real, mas nunca foi condenado por traição ou tentativa de traição. Morreu na prisão em 1997.

Década de 1990 turbulenta e "Annus horribles"

Logo depois do fim da Guerra do Golfo em 1991, Isabel se tornou a primeira monarca britânica a discursar para uma sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos. Em um discurso no dia 24 de novembro de 1992 para marcar os quarenta anos de sua ascensão, Isabel chamou 1992 de seu annus horribilis, significando "ano horrível". Em março, seu segundo filho, André, se separou de sua esposa Sara Ferguson; em abril, sua filha Ana, Princesa Real, divorciou-se de seu marido Mark Phillips; durante uma visita oficial a Alemanha em outubro, manifestantes em Dresden jogaram ovos nela; e em novembro, um grande incêndio atingiu o Castelo de Windsor. A monarquia passou a sofrer críticas cada vez maiores e escrutínio público. Isabel afirmou em um discurso excepcionalmente pessoal que qualquer instituição deve esperar críticas, porém sugeriu que isso fosse feito com "um toque de humor, gentileza e compreensão". John Major anunciou dois dias depois reformas nas finanças reais que estavam sendo planejadas desde o ano anterior, incluindo que a rainha passasse a pagar imposto de renda pela primeira vez em 1993 e uma redução de sua lista civil. Carlos, Príncipe de Gales, e sua esposa Diana Spencer se separaram formalmente em dezembro. O ano terminou com Isabel processando o The Sun por violação de direitos autorais quando o jornal publicou o texto de sua mensagem anual de Natal dois dias antes da transmissão. A publicação foi forçada a pagar as despesas legais da rainha e doar duzentas mil libras para a caridade.

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Morte

Em 8 de setembro de 2022, o Palácio de Buckingham anunciou que a rainha estava sob supervisão médica no Castelo de Balmoral, após os médicos expressarem preocupação. A declaração dizia: "Após uma avaliação mais aprofundada esta manhã, os médicos da rainha estão preocupados com a saúde de Sua Majestade e recomendaram que ela permaneça sob supervisão médica. A rainha permanece confortável em Balmoral". Os quatro filhos da rainha, juntamente com suas noras Camila e Sofia, assim como seus netos o príncipe Guilherme e o príncipe Henrique, viajaram para ficar com ela. Ela morreu às 15:10 no horário britânico com sua morte anunciada ao público às 18:30. A resposta à sua morte ficou conhecida como Operação London Bridge e, como ela morreu na Escócia, a Operação Unicórnio também foi posta em prática. Bandeiras em edifícios de referência na Grã-Bretanha e em toda a Commonwealth foram abaixadas a meio mastro quando o período de luto oficial foi anunciado. A causa da morte foi registrada no atestado de óbito como "velhice".

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Legado

Crenças, atividades e interesses

Uma vez que Isabel raramente concedia entrevistas, pouco se sabe sobre as suas opiniões pessoais. Como monarca constitucional, não expressava as suas próprias opiniões políticas de maneira pública. A rainha tinha um grande sentimento de dever cívico e religioso e levava muito a sério o juramento da coroação. Além do papel religioso oficial como Governadora Suprema da estabelecida Igreja Anglicana, Isabel cultuava pessoalmente tanto com essa igreja, como com a Igreja da Escócia. Isabel demonstrou apoio a diálogos inter-religiosos com líderes de outras igrejas e religiões, incluindo cinco papas: Pio XII, João XXIII, João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Uma nota pessoal sobre a sua fé frequentemente aparecia nas suas transmissões anuais da Mensagem Real de Natal para toda a Commonwealth, como em 2000, quando falou sobre a significância teológica do milênio marcando o 2 000º aniversário do nascimento de Jesus Cristo:

Representação da mídia e opinião pública

Na década de 1950, como uma jovem mulher no início de seu reinado, Isabel era representada como uma glamorosa "rainha de conto de fadas". Depois dos traumas da guerra, era uma época de esperanças, um período de progresso e realizações anunciando uma "nova era Isabelina". A acusação de lorde John Grigg, 2.º Barão Altrincham, de que os seus discursos soavam como os de uma "pedante colegial" foi uma rara crítica. Foram feitas tentativas no final da década de 1960 para retratar uma imagem mais moderna da monarquia através do documentário televisivo Royal Family, e da transmissão da investidura de Carlos como Príncipe de Gales. Em público, Isabel passou a usar sobretudos de cores sólidas e chapéus decorativos, permitindo que fosse vista facilmente em multidões.

Finanças

A fortuna pessoal de Isabel tem sido alvo de especulações há anos. A revista Forbes já estimou o seu património líquido em cerca de 450 milhões de dólares em 2010. No entanto, declarações oficiais do Palácio de Buckingham em 1993 afirmaram que estimativas de cem milhões de libras são "muito exageradas". Jock Colville, antigo secretário particular e antigo diretor do banco da rainha, o Coutts, estimou a sua fortuna em 1971 em dois milhões de libras, equivalente a por volta de 24 milhões nos dias atuais. A Royal Collection, que inclui obras de arte e as Joias da Coroa, não é propriedade pessoal de Isabel, sendo mantida em fideicomisso, assim como os palácios ocupados, como o Palácio de Buckingham e o Castelo de Windsor, além do Ducado de Lencastre, uma carteira de imóveis de valor estimado em 429 milhões de libras em 2013. A Casa Sandringham e o Castelo de Balmoral são propriedades pessoais da rainha. As Propriedades da Coroa britânica — com arrendamentos de 7,3 bilhões de libras em 2011 — são mantidos em fideicomisso e não podem ser vendidos ou mantidos por Isabel pessoalmente.

Viagens

Isabel II foi a chefe de estado mais viajada de toda a história. Visitou 110 países, quase sempre como soberana do Reino Unido, e pelo menos em duas ocasiões também como Rainha do Canadá, em 1957 e 1959, ambas tendo por destino os Estados Unidos, onde foi recebida pelo presidente Eisenhower. A rainha não tinha passaporte, uma vez que o documento é requerido em nome de Sua Majestade, logo sendo desnecessário que a rainha tenha um em sua posse. A primeira viagem internacional como monarca foi em novembro de 1953, uma visita de dois dias ao Panamá, e a última foi em junho de 2015, quando esteve três dias na Alemanha, delegando esta tarefa depois no filho Carlos. O país mais visitado pela monarca foi o Canadá, onde fez 22 visitas oficiais, acompanhada pelo marido, Filipe, Duque de Edimburgo ou pela filha, a princesa Ana. Isabel II visitou Portugal por duas vezes. Na primeira, em 1957, durou quatro dias e o anfitrião foi Francisco Craveiro Lopes. Em 1985, esteve no país durante 5 dias, sendo recebida por António Ramalho Eanes.

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Títulos, estilos e brasões

Títulos e estilos

Isabel mantinha vários títulos e posições honorárias por toda Commonwealth, era soberana de muitas ordens e recebeu honrarias e prémios por todo o mundo. Em cada um dos seus reinos possuía um título distinto que seguia a mesma fórmula: "Rainha da Jamaica e de Seus Outros Reinos e Territórios" na Jamaica, "Rainha da Austrália e de Seus Outros Reinos e Territórios" na Austrália, e assim por diante. Nas Ilhas do Canal e na Ilha de Man, que são Dependências da Coroa Britânica e não reinos separados, era conhecida como Duque da Normandia e Lorde de Man, respectivamente. Outros estilos incluíam Defensora da Fé e Duque de Lencastre. Ao conversar com a rainha, a prática era inicialmente se dirigir a ela como Your Majesty ("Vossa Majestade") e depois como Ma'am.

Brasões

De 21 de abril de 1944 até sua ascensão, o brasão de Isabel consistia em um losango com o brasão real de armas do Reino Unido diferenciado por um lambel de três pés, o pé central tendo a Rosa de Tudor e o primeiro e terceiro tendo a Cruz de São Jorge. Ao ascender ao trono, herdou o brasão de seu pai; esquartelado, I e IV goles, três leões passant guardant or em pala (pela Inglaterra); II or, um leão rampant dentro de um treassure flory-contra-flory goles (pela Escócia); III Azure, uma harpa or com cordas argente (pela Irlanda). Na Escócia, os quarteis I e IV são ocupados pelo leão escocês e o quartel II pelos leões ingleses. Os timbres, lemas e suportes também são diferentes na Escócia. Isabel também possuía estandartes reais e bandeiras pessoais para uso no Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Bahamas e outros.

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Descendência

Durante a sua vida, Isabel II teve quatro filhos, oito netos e doze bisnetos.

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Fontes consultadas

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