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500 Milhas de Indianápolis

As 500 Milhas de Indianápolis, também conhecidas como Indianapolis 500 ou simplesmente Indy 500, são uma das corridas automobilísticas mais tradicionais do mundo e a principal prova do campeonato da IndyCar, realizada no Indianapolis Motor Speedway, nos Estados Unidos. Este evento é considerado uma das maiores corridas do planeta e é promovido como The Greatest Spectacle in Racing. As 500 Milhas de Indianápolis fazem parte da Tríplice Coroa do Automobilismo, que inclui três dos mais prestigiados eventos do esporte a motor no mundo, juntamente com o Grande Prêmio de Mônaco e as 24 Horas de Le Mans.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Circuito

Considerada relativamente plana para os padrões americanos, a pista das 500 Milhas de Indianápolis possui 2,5 milhas (4,0 km), apresentando um formato retangular com vértices arredondados. Suas dimensões permaneceram essencialmente inalteradas desde a sua criação. O circuito oval é percorrido em sentido anti-horário, com quatro curvas de .mw-parser-output .frac{white-space:nowrap}.mw-parser-output .frac .num,.mw-parser-output .frac .den{font-size:80%;line-height:0;vertical-align:super}.mw-parser-output .frac .den{vertical-align:sub}.mw-parser-output .sr-only{border:0;clip:rect(0,0,0,0);clip-path:polygon(0px 0px,0px 0px,0px 0px);height:1px;margin:-1px;overflow:hidden;padding:0;position:absolute;width:1px}1⁄4 mi (400 m), duas retas longas de 5⁄8 mi (1 000 m) entre a quarta e a primeira curva, e entre a segunda e a terceira, além de duas retas curtas de 1⁄8 mi (200 m), conhecidas em inglês como "short chutes", situadas entre a primeira e a segunda curvas, e entre a terceira e a quarta (consideravelmente menores do que os ovais de Brooklands, Monza e Daytona). A largura da pista é de 50 pés (15 m), com o banking (ou inclinação) de 9° 12' e raio de 0,16 milhas (260 m), totalizando 2,5 milhas (4,0 km).

Classificação dos pilotos para as 500 Milhas de Indianápolis

Ao longo dos anos, os promotores da corrida têm alterado ciclicamente os procedimentos e fórmulas de classificação utilizados para definir o grid de largada. A atual distância classificatória de quatro voltas — totalizando 10 milhas (16 km) — foi introduzida pela primeira vez em 1920 e tem sido aplicada anualmente desde 1939. Em 2014, o procedimento de classificação foi refinado, permitindo que o vencedor da pole position e o grid de largada fossem determinados em dois dias. Atualmente, a classificação ocorre em mais de dois dias. No primeiro dia, os pilotos classificados do 13º ao 30º lugar (ou do 13º ao 33º lugar, se houver apenas 33 inscrições) têm suas posições definidas, enquanto todas as outras posições são determinadas no dia seguinte. Após o treino de Fast Friday, todos os carros são inscritos em um sorteio às cegas para a ordem de classificação.

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Organização da corrida

De 1911 até 1955, o evento fazia parte do Campeonato Nacional da Associação Automobilística Americana (em inglês: American Automobile Association), mais conhecida como AAA. Após as consequências da tragédia de Le Mans em 1955, a AAA deixou de promover corridas. Tony Hulman, proprietário do circuito oval de Indianápolis, criou a United States Auto Club (USAC) e a Indy 500 passou a ser uma prova do campeonato nacional da USAC. A corrida também contava pontos — até 1960 — para a Fórmula 1, embora raramente pilotos do Campeonato Mundial da Fórmula 1 participassem, exceto Alberto Ascari. Em 1979, os donos de equipes fundaram a Championship Auto Racing Teams (CART), que começou a promover seu próprio campeonato de monopostos. Anos mais tarde, a USAC deixou de promover corridas de monopostos americanos, embora continuasse a supervisionar as 500 Milhas de Indianápolis de 1956 a 1997, que rapidamente se juntou ao calendário de corridas da CART.

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História

A partir da década de 1990 e na década de 2000, houve inscrições de pilotos afro-americanos competindo nas 500 Milhas de Indianápolis. O piloto Willy T. Ribbs foi o primeiro a testar um carro de Fórmula 1 e a se classificar nas 500 Milhas de Indianápolis nos anos de 1991 e 1993, competindo na CART. Na década de 2000, o piloto George Mack também classificou seu carro na corrida das 500 Milhas de Indianápolis de 2002. Até o fim da década de 1980, os vencedores das 500 Milhas de Indianápolis, tanto na AAA quanto na USAC e na CART, eram predominantemente pilotos americanos. No entanto, a partir desse período, pilotos estrangeiros, em sua maioria europeus e latino-americanos, começaram a competir nos Estados Unidos, como é o caso do italiano Teo Fabi e do colombiano Roberto Guerrero. Na Indy 500 de 1989, o brasileiro Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de Fórmula 1, sagrou-se vencedor após uma disputada corrida contra Al Unser Jr.. Em 1990, o holandês Arie Luyendyk venceu a prova, estabelecendo na ocasião a velocidade média mais alta da Indy 500 até aquele momento, com 185,981 milhas por hora (299,307 km/h) — um recorde que seria superado em 2013. Em 1997, a corrida passou a ser organizada pela IRL.

Os primeiros anos e a invenção do espelho retrovisor

As primeiras 500 Milhas de Indianápolis foram realizadas no dia 30 de maio de 1911, coincidentemente no Memorial Day, e foram vencidas pelo americano Ray Harroun, que pilotava um Marmon 32 Wasp. Esse carro era equipado com um espelho retrovisor, o que permitia a Harroun observar os concorrentes que vinham atrás dele sem desviar a atenção da corrida. Harroun foi declarado o vencedor, embora Ralph Mulford tenha protestado contra o resultado oficial. A primeira edição contou com a presença de 80.000 espectadores. Muitos consideraram a decisão de Harroun de correr sem um mecânico a bordo muito perigosa, uma vez que, na época, os carros geralmente competiam com duas pessoas.

Miller e Offenhauser

Seguindo o regulamento europeu, as cilindradas foram limitadas a 3.000 cc durante o período de 1920 a 1922, a 2.000 cc de 1923 a 1925 e a 1.490 cc de 1926 a 1929. A corrida de 1920 foi vencida por Gaston Chevrolet em um Frontenac, preparado por seus irmãos e equipado com um motor de oito cilindros, que lhe garantiu a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis. Para a edição de 1923, as regras mudaram, e a presença de um co-piloto, que desempenhava a função de mecânico a bordo, não era mais necessária. Em 1924, um carro com supercompressor venceu a corrida. Em 1925, Pete DePaolo tornou-se o primeiro a ganhar uma corrida com uma média de 100 milhas por hora (160 km/h), alcançando uma velocidade de 101,13 milhas por hora (162,75 km/h).

Incursão europeia e suas conexões com a Fórmula 1

Depois de quase duas décadas de ausência, os fabricantes europeus retornaram a Indianápolis pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Esse breve retorno incluiu a participação da Maserati 8CTF, que permitiu a Wilbur Shaw tornar-se o primeiro piloto a vencer consecutivamente a corrida em 1939 e 1940. A Indianapolis 500 foi parte do calendário da Fórmula 1 entre 1950 e 1960, e a Ferrari fez uma aparição discreta no evento de 1952 com Alberto Ascari, um dos poucos europeus a participar da prova nesse período. Entretanto, as inscrições de pilotos europeus foram escassas durante esses anos. Entre os pilotos da Fórmula 1 que correram em Indianápolis estava o lendário automobilista argentino Juan Manuel Fangio, que, no entanto, não conseguiu se classificar para a corrida de 1958.

O troféu Borg Warner

É um dos troféus mais cobiçados do mundo do esporte a motor, que é atribuído ao vencedor de cada 500 milhas de Indianápolis, desde 1936, que o recebe no círculo da vitória (chamado na língua inglesa de Winner's Circle, em tradução livre)/Victory Lane feito para abrigar piloto e a equipe vencedores do evento, em alusão às corridas de cavalos — então sem a cerimônia do pódio. A iniciativa foi feita pela empresa Borg-Warner um ano antes e foi apresentada em um jantar para Eddie Rickenbacker, declarou oficialmente o troféu como um desafio de glória e tradição para o vencedor do evento lendário. É feito em prata e a originalidade desta obra de arte é que sua superfície é gravada todas as faces dos vencedores da mítica corrida e suas respectivas médias horárias desde a primeira edição.

A garrafa de leite

O piloto Louis Meyer foi o primeiro a vencer em sua estreia na corrida, com exceção da primeira edição, e também o primeiro a conquistar a trilogia de vitórias. Ao cruzar a linha de chegada em seu segundo prêmio, ele pediu um copo de leite para comemorar o triunfo. Em 1936, ao repetir a vitória, Meyer voltou a solicitar um copo de leite, mas recebeu uma garrafa de leite (uma prática comum no sul dos Estados Unidos). Um fotógrafo habilidoso imortalizou o momento em que ele bebia da garrafa com dois dedos, enquanto os outros três dedos estavam abertos em alusão às suas três vitórias. Um executivo da empresa leiteira local viu uma oportunidade de marketing na imagem, e esse ato foi repetido nos anos seguintes. Com exceção de um período entre 1947 e 1955, em que aparentemente o leite não era oferecido, a prática foi reavivada em 1956 e perdura até os dias atuais, com a exceção da corrida de 1993. Naquele ano, Emerson Fittipaldi, vencedor da edição, pediu que lhe dessem suco de laranja, pois estava investindo na exportação desse produto para os Estados Unidos. A troca do leite pelo suco de laranja foi tão mal vista em Indianápolis que seu chefe, Roger Penske, obrigou-o a beber ao menos um gole do tradicional leite.

O início da inscrição de mulheres na Indy 500

As mulheres que se inscreveram nas 500 Milhas de Indianápolis incluem Janet Guthrie (1977–1979, a primeira), Desiré Wilson, Amber Furst, Lyn St. James, Sarah Fisher, Danica Patrick, Milka Duno, Ana Beatriz "Bia" Figueiredo, Pippa Mann, Simona de Silvestro e Katherine Legge, algumas pilotas que se tornaram estrelas. Nas 500 Milhas de Indianápolis de 2009, três mulheres se classificaram: as americanas Sarah Fisher e Danica Patrick, além da venezuelana Milka Duno. A famosa frase do automobilismo Gentlemen, start your engines! ("Senhores: liguem seus motores") foi modificada para Ladies and Gentlemen, start your engines! ("Senhoras e Senhores: liguem seus motores").

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Denominações

Originalmente, a prova foi anunciada sob o nome "International 500–Mile Sweepstakes Race". Entretanto, desde o início ela foi comumente conhecida como "The Indianapolis 500" ou "Indy 500". Em 1919 ela foi rebatizada como "The Liberty Sweepstakes" devido à Primeira Guerra Mundial. Entre 1920 e 1980 ela foi oficialmente batizada como "International Sweepstakes", às vezes com pequenas variações como "International Sweepstakes Race Distance 500 Miles". Porém, após a Segunda Guerra Mundial ela chegou a ser anunciada extra oficialmente como "Annual Memorial Day race" ou variações similares. A partir de 1981 adotou-se oficialmente o nome "65th Indianapolis 500–Mile Race" (com numeração atualizada ano a ano) encerrando qualquer referência ao "International Sweepstakes". Por quase um século, a corrida evitaram qualquer tipo de nomeação de direitos ou patrocinadores, um movimento, embora incomum no mundo dos esportes modernos, que foi bem recebido pelos fãs. Esta tradição finalmente terminou em 2016 quando um patrocinador apresentando foi adicionado pela primeira vez. A corrida tornou-se conhecida como o "Indianapolis 500 presented by PennGrade Motor Oil". No século XXI, a facilidade adicionou lentamente também anúncios de patrocínio sobre os muros de arrimo e grama do infield. Na década de 2010 na televisão, a transmissão de corrida tem sido anunciada com um patrocinador.

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Estatísticas da 500 Milhas de Indianápolis

Maior número de vitórias consecutivas (2) Nenhum piloto jamais conseguiu 3 triunfos consecutivos nas 500 Milhas de Indianápolis. Apenas 6 pilotos venceram duas provas consecutivamente: Vencedores novatos (incluindo a primeira corrida de 1911) Maior domínio das 500 Milhas de Indianápolis até 2015 A lista considera que o amplo domínio da corrida ocorre quando um piloto inscrito consegue liderar três quartos (3/4, 75% ou 150 voltas) das 500 Milhas de Indianápolis. Menor número de voltas lideradas por um vencedor das 500 Milhas de Indianápolis até 2015 A lista considera 25 milhas (40 km)/30 milhas (48 km) de liderança nas 500 Milhas de Indianápolis Edição da corrida com o maior número de vencedores Edição da corrida com maior número de inscrições Menor número de carros terminando a corrida Maiores temperaturas nas 500 Milhas de Indianápolis Menores temperaturas nas 500 Milhas de Indianápolis

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Vencedores

Vencedores anuais da tradicional corrida por ano, nacionalidade, equipe, posição da classificação e as milhas percorridas * Nos casos em que a prova teve de ser interrompida antes das 500 milhas previstas. Geralmente em função das chuvas.

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Fontes consultadas