In Time
In Time é um filme estadunidense de 2011 dos gêneros ação e ficção científica distópica escrito, dirigido e produzido por Andrew Niccol.
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Em 2169, num futuro distópico, as pessoas são geneticamente modificadas para parar de envelhecer no seu 25º aniversário e recebem um ano "grátis" para viver. Todo mundo tem um cronômetro no antebraço que mostra o tempo restante; quando chega a zero, a pessoa “expira” e morre instantaneamente. O tempo é a moeda universal, transferida diretamente entre as pessoas ou armazenada em cápsulas. O país está dividido em fusos horários onde se encontram duas cidades: Dayton, um gueto onde as pessoas raramente têm mais de 24 horas no cronômetro, sendo uma das localidades mais pobres; e New Greenwich que, em contraste, é o mais rico local do país, onde seus habitantes são praticamente imortais. O operário Will Salas mora em Dayton com sua mãe Rachel. Uma noite, ele resgata o bêbado Henry Hamilton do ladrão de tempo Fortis e sua gangue, os "Homens-Minuto". Hamilton revela que o povo de New Greenwich acumula seu tempo enquanto aumenta constantemente os preços para manter os mais pobres morrendo. Uma vez que está desiludido com sua vida luxuosa, Hamilton transfere todo o seu tempo para Will, que estava dormindo após fugirem dos Homens-Minuto, antes de deliberadamente expirar e morrer à beira de uma ponte próxima. Raymond Leon, o líder dos "Guardiões do Tempo", equivalente à polícia, presume que Will matou Hamilton e passa a persegui-lo.
Imagem: Telstar Logistics · BY-NC · Openverse
Antes do filme receber o título definito In Time, os nomes "Now" e "I'm.mortal" foram usados durante a produção. Em 12 de julho de 2010, foi relatado que Amanda Seyfried havia recebido uma oferta para um dos papéis principais. Em 27 de julho de 2010, foi confirmado que Justin Timberlake também havia recebido uma oferta para ser o protagonista. Em 9 de agosto de 2010, Cillian Murphy foi confirmado como o antagonista principal da história. As primeiras fotos do set foram reveladas em 28 de outubro de 2010. O filme foi produzido pela New Regency para ser distribuído pela 20th Century Fox, com Marc Abraham e Eric Newman (além do próprio diretor Andrew Niccol) atuando como produtores através da Strike Entertainment. Numa entrevista com o jornalista Kristopher Tapley do In Contention, Roger Deakins afirmou que iria rodar o filme totalmente de maneira digital, o que tornaria este o primeiro filme a ser rodado digitalmente pelo veterano diretor de fotografia.
Processo de direitos autorais
Um pouco antes de ser lançado, em 15 de setembro de 2011, uma ação judicial foi movida contra o filme por advogados que atuaram em nome de Harlan Ellison, autor de "'Repent, Harlequin!' Said the Ticktockman". O processo, que citava a New Regency, o diretor Andrew Niccol e vários John Does anônimos, parece basear sua afirmação na semelhança de que tanto o filme concluído quanto a história de Ellison dizem respeito a um futuro distópico no qual as pessoas têm um determinado período de tempo para viver, que pode ser revogado, dadas certas circunstâncias pertinentes, por uma autoridade reconhecida conhecida como "Guardiã do Tempo". Inicialmente, a ação exigia uma liminar contra o lançamento do filme; no entanto, Ellison mais tarde alterou seu processo para pedir créditos na tela antes de desistir do processo, com ambos os lados divulgando a seguinte declaração conjunta: "Depois de ver o filme In Time, Harlan Ellison decidiu rejeitar voluntariamente a ação. Nenhum pagamento ou crédito na tela foi prometido ou dado a Harlan Ellison. As partes se desejam boa sorte e não têm mais comentários sobre o assunto".
Imagem: jonycunha · BY-SA · Openverse
Crítica
O filme foi recebido com críticas mistas para negativas. O agregador de resenhas Rotten Tomatoes relata que 37% dos 175 críticos deram uma crítica positiva ao filme; a classificação média atribuída é de 5,30/10 sob o seguinte consenso crítico: "A premissa intrigante e o elenco atraente de In Time são facilmente superados pela narrativa contundente e pesada". O Metacritic atribuiu ao filme a pontuação 53/100 com base em 36 resenhas, indicando "comentários mistos ou médios". As pesquisas com os espectadores nos cinemas realizadas pelo CinemaScore relataram que a nota média que o público deu ao filme foi "B-" em uma escala de "A+" a "F". Roger Ebert deu ao filme uma crítica positiva com 3 estrelas de 4, observando que a "premissa é terrivelmente intrigante", mas "grande parte deste filme foi montada a partir de elementos padrão". O crítico de cinema Henry Barnes descreveu o personagem Will como "um 'Robin Hood' de Rolex". Michael O'Sullivan, do jornal Washington Post, avaliou o filme com duas estrelas e meia em um máximo de quatro, chamando-o de "elegante" e "surpreendentemente substancial". Marcelo Hessel, do site brasileiro Omelete, escreveu que In Time é "o tipo de filme formatado para agradar sem fazer muito esforço", mas que "debaixo dessa casca de suspense-de-bom-gosto, porém, tem visíveis rachaduras", e chamou o personagem principal, Will Salas, de "mal construído".
Comercial
In Time arrecadou US$ 12 milhões em seu fim de semana de estreia, estreando em terceiro lugar, atrás de Puss in Boots e Atividade Paranormal 3. Encerrou seu circuito nos cinemas arrecadando um total de US$ 173.930.596, dos quais 78% foram de fora dos Estados Unidos e Canadá, onde o longa ganhou US$ 37,5 milhões.


